<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8335588326130895711</id><updated>2011-07-08T06:25:53.281-07:00</updated><title type='text'>Crepúsculo Decode</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://crepusculodecode.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8335588326130895711/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crepusculodecode.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Mayára</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13977003630073954225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>5</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8335588326130895711.post-1072501388282367339</id><published>2009-11-12T15:53:00.000-08:00</published><updated>2009-11-12T15:55:41.102-08:00</updated><title type='text'>Stephenie Meyer, a autora da saga Crepúsculo;</title><content type='html'>&lt;b&gt;Esse post é dedicado á Stephenie Meyer, a autora da saga Crepúsculo. Alias, sem ela não haveria Crepúsculo, o lindo Robert Pattison como vampiro, a poderosa Kristen como a desastrada e apaixonada Bella e nem Taylor como Jacob, o lobisomem. Então os merecidos créditos á Stephenie Meyer, e obviamente á Crepúsculo:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h1 class="firstHeading" id="firstHeading"&gt;&lt;b&gt;Stephenie Meyer&lt;/b&gt;&lt;/h1&gt;&lt;b&gt;Stephenie Meyer (nascida com o sobrenome Morgan, em &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/24_de_dezembro" title="24 de dezembro"&gt;24 de dezembro&lt;/a&gt; de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1973" title="1973"&gt;1973&lt;/a&gt;) é uma autora &lt;a class="mw-redirect" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Estados_Unidos_da_Am%C3%A9rica" title="Estados Unidos da América"&gt;estadunidense&lt;/a&gt;, conhecida pelos Best-sellers da série &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Twilight_%28s%C3%A9rie%29" title="Twilight (série)"&gt;Twilight&lt;/a&gt; (Crepúsculo), que gira em torno da relação entre a jovem &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Isabella_Swan" title="Isabella Swan"&gt;Bella Swan&lt;/a&gt; e um vampiro &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Edward_Cullen" title="Edward Cullen"&gt;Edward Cullen&lt;/a&gt;.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Os livros da série Crepúsculo já venderam mais de 42 milhões de cópias em todo o mundo, com traduções em 37 línguas diferentes. A adaptação cinematográfica de Crepúsculo foi lançado nos Estados Unidos em 21 de novembro de 2008, no &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil" title="Brasil"&gt;Brasil&lt;/a&gt; seu lançamento foi em 19 de dezembro. Stephenie Meyer também é autora do romance de ficção científica, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Host" title="The Host"&gt;The Host&lt;/a&gt; (também um &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/The_New_York_Times" title="The New York Times"&gt;The New York Times&lt;/a&gt; Best-seller, já com edição em &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Portugu%C3%AAs" title="Português"&gt;Português&lt;/a&gt;).&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2&gt;&lt;b&gt;&lt;span id="Biografia"&gt;Biografia&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/h2&gt;&lt;b&gt;Stephenie Sonnibe Meyer nasceu em &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hartford" title="Hartford"&gt;Hartford&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Connecticut" title="Connecticut"&gt;Connecticut&lt;/a&gt;, filha de Stephen Morgan e Candy. Ela cresceu em &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Phoenix_%28Arizona%29" title="Phoenix (Arizona)"&gt;Phoenix&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Arizona" title="Arizona"&gt;Arizona&lt;/a&gt;, com cinco irmãos: Seth, Emily, Jacob, Paul, e Heidi. Ela frequentou a escola Chaparral High School, em Scottsdale, Arizona, e cursou inglês na Brigham Young University, em Provo, Utah, onde se formou em 1995. Meyer é membro de &lt;a class="mw-redirect" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Igreja_de_Jesus_Cristo_dos_Santos_dos_%C3%9Altimos_Dias" title="A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias"&gt;A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias&lt;/a&gt;. Ela conheceu seu marido Christian, mais conhecido por "Pancho", quando era pequena, casou-se com ele em 1994. Juntos, eles têm três filhos: Gabe, Seth e Eli. Após escrever Crepúsculo(Twilight), Stephenie ganhou 3 prêmios: um do NY Times e dois da Associação das Bibliotecas Americanas.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Crepúsculo (&lt;a class="mw-redirect" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Twilight_%28livro%29" title="Twilight (livro)"&gt;Twilight&lt;/a&gt; nos EUA), é o seu primeiro romance. Depois da sua publicação, Stephenie foi escolhida como um dos "novos autores mais promissores de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/2005" title="2005"&gt;2005&lt;/a&gt;" pela Publishers Weekly..&lt;sup class="reference" id="cite_ref-0"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Stephenie_Meyer#cite_note-0"&gt;[1]&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt; E ela também recebeu convites para vir ao Brasil dar palestras sobre livros de romances para escritores brasileiros novatos.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2&gt;&lt;b&gt;&lt;span id="A_Saga_Crep.C3.BAsculo"&gt;A Saga Crepúsculo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/h2&gt;&lt;b&gt;Meyer diz que a ideia para Crepúsculo ocorreu para ela em um sonho em 2 de junho de 2003. O sonho era sobre uma garota, e um vampiro que estava apaixonado por ela, mas ele sentia desejo pelo sangue dela , mas não queria que ninguém soubesse suas origens. Com base nesse sonho, Meyer escreveu a transcrição do que é agora o capítulo 13 do livro. Apesar de ter muito pouca experiência em escrita, em questão de três meses que ela havia transformado um vívido sonho em um romance concluído. Após redação e edição do romance, ela assinou um contrato de três livros com a Little, Brown and Company por US $ 750.000. O livro foi lançado em 2005.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Crepúsculo foi reconhecido rapidamente e ganhou várias honrarias, incluindo:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;b&gt;A &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/The_New_York_Times" title="The New York Times"&gt;The New York Times&lt;/a&gt; Editor's Choice (Um Livro Recomendado pelo The New York Times).&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;b&gt;A Publishers Weekly Best Book of the Year (O Melhor Livro do Ano segundo da Publishers Weekly).&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;b&gt;An Amazon.com "Best Book of the Decade...So Far" ("O Melhor Livro da Década... Até agora" segundo o Amazon.com).&lt;/b&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;b&gt;O livro chegou a 5º lugar na Lista de Best-sellers do The New York Times, e foi traduzido para mais de 20 línguas. No entanto, recepção crítica foi mista. Booklist escreveu: "Há algumas falhas aqui - uma trama que poderia ter sido enxugada, uma excessiva regulação sobre adjetivos e advérbios para reforçar o diálogo -, mas este romance cheio de mistérios se infiltra na alma." Kirkus escreveu: "[Crepúsculo] está longe de ser perfeito: O retrato de Edward como o herói trágico monstruoso acaba-se Byronic - do estilo do Lorde Byron, triste e irônico -, e a apelação de Bella é baseada na mágica um pouco mais do que no caráter. Todavia, o retrato de amantes perigosos bate o ponto; os fãs do misterioso romance vão achar que é difícil resistir."&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Stephenie Meyer foi acusada em sites e fóruns na Internet de ser racista (já que as únicas personagens que não são brancas são os índios da tribo Quileute, que são todos lobisomens e, ao contrário dos vampiros ultrabrancos que são superiores aos humanos, os lobisomens são inferiores aos humanos), e também psicólogos disseram que a obra descreve um romance doentio como sendo o relacionamento perfeito. &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Stephen_King" title="Stephen King"&gt;Stephen King&lt;/a&gt;, autor de livros de terror e 3º escritor mais rico da atualidade, disse que "nada do que Stephenie Meyer escreve presta, pois é tudo cópia dos trabalhos de divesos escritores".&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2&gt;&lt;b&gt;&lt;span id="Hist.C3.B3rias_sequentes_a_Crep.C3.BAsculo"&gt;Histórias sequentes a Crepúsculo&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/h2&gt;&lt;b&gt;Após o sucesso de Crepúsculo (2006), Meyer expandiu a história em uma série com mais três livros: New Moon (Lua Nova/2007), Eclipse (Eclipse/tempo indefenido), e Breaking Dawn (Amanhecer/2008). Na sua primeira semana após a publicação, a primeira sequência, Lua Nova, estreou em 5º lugar no New York Times Best Seller List for Children's Books e, em sua segunda semana subiu para a 1ª posição, onde permaneceu durante as próximas onze semanas. No total, o segundo livro esteve mais de 50 semanas no New York Times. Após o lançamento do Eclipse, o terceiro livro da saga de "Twilight", este esteve 143 semanas no New York Times Best Seller list. A quarta parcela da série, Breaking Dawn, foi lançada com uma tiragem inicial de 3,7 milhões de cópias. Mais de 1,3 milhões de exemplares foram vendidos no primeiro dia, estabelecendo um recorde no primeiro dia de vendas para o desempenho Hachette Book Group E.U.A.. O romance também ganhou seu primeiro British Book Award, apesar da concorrência com o livro de J.K.Rowling Os Contos de Beedle, O Bardo. A série como um todo, vendeu mais de 72 milhões de cópias mundialmente em 37 países.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Após a conclusão de Breaking Dawn, Meyer indicou que seria o último romance de ser contada a partir da perspectiva Bella Swan. Midnight Sun era para ser um novo companheiro para a série. Seria a relatação dos acontecimentos do romance Crepúsculo, mas a partir da perspectiva de Edward Cullen (em oposição a Bella Swan). Meyer teve a esperança de ter algum tempo Midnight Sun publicado pouco depois do lançamento do Breaking Dawn, mas após uma linha de fuga de um esboço dos seus primeiros 12 capítulos, Meyer optou por adiar o projeto indefinidamente. Além disso, uma vez que Meyer decidiu não prosseguir com livros relacionados com o Crepúsculo, devido à fuga de informação, ela colocou os 12 capítulos de Midnight Sun no seu website&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O Twilight Saga: The Official Guide, que dará mais informações sobre o mundo da série Crepúsculo, foi colocado para venda a 31 de Dezembro de 2008.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: magenta;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Creditos e agradecimentos á Wipédia. E também á Sthepanie Meyer, por Crepúsculo.&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b&gt; &lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8335588326130895711-1072501388282367339?l=crepusculodecode.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crepusculodecode.blogspot.com/feeds/1072501388282367339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://crepusculodecode.blogspot.com/2009/11/stephenie-meyer-autora-da-saga.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8335588326130895711/posts/default/1072501388282367339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8335588326130895711/posts/default/1072501388282367339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crepusculodecode.blogspot.com/2009/11/stephenie-meyer-autora-da-saga.html' title='Stephenie Meyer, a autora da saga Crepúsculo;'/><author><name>Mayára</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13977003630073954225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8335588326130895711.post-7848794654514424608</id><published>2009-11-12T15:16:00.000-08:00</published><updated>2009-11-12T15:16:20.934-08:00</updated><title type='text'>Rob e Kris revelando segredos!</title><content type='html'>&lt;b&gt;ROB E KRIS REVELANDO SEGREDOS!&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;BEVERLY HILLS, Califórnia – A julgar pelas fotos que vazaram na terça à noite, muitas pessoas gostam de sonhar que o romance na tela de Kristen Stewart e Robert Pattinson também se estende fora. Mas não importa qual é a verdade, o fato é esse: Rob e Kristen estão felizes de ter o outro ao seu favor enquanto eles estão na onda da Saga Twilight.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;“Ele é ponderado,” Stewart explicou recentemente, quando pedimos a atriz para o nominar a qualidade em RPattz que significa mais para ela. “Eu não quero ser mais específica. É engraçado falar sobre seus amigos [nesses termos], porque isso vai agora passar a ser a única coisa que é minha coisa favorita sobre Rob. Vai ser “a” coisa. "&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Voltando à março de 2008, quando a MTV visitou o set de “Twilight”, duas coisas eram óbvias: Kristen e Rob estavam indo para a telona em chamas, e a dupla estava crescendo. Na tela, Edward e Bella são românticos, honestos e protetores um do outro, fora de cena, Rob e Kristen se divertem, tem uma dinâmica auto depreciativa que os ajudou a lidar com toda a insanidade da explosão da saga.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;“É estranho, porque ela tem mudado ao longo dos filmes que eu fiz com ela”, disse Rob sobre sua companheira de cena. “Acho que a partir do primeiro, eu estava tão calmo [e] muito determinado a fazer alguma coisa no primeiro filme. Eu queria parecer muito sério, e isso fez com que ela, eu acho, ficasse um pouco mais reticente sobre como lidar comigo “.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Estes dias, a dupla voa ao redor do mundo indo a estréias e eventos, e todas aquelas horas juntos, sem dúvida, tornaram a vida mais fácil do que seria se apenas estivessem passando por toda essa fama sozinhos. “Ele é real”, disse Stewart sobre Pattinson, argumentando que ele não mudou – e isso é uma coisa boa. “Ele é um cara de verdade.”&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;“Como estamos fazendo coisas juntos”, disse Pattinson da sua qualidade favorita em Stewart, “Eu acho o que eu admiro é que ela é mais teimosa do que eu em muitas maneiras. Quero dizer, ela realmente faz o que ela pensa que é certo e é geralmente do mesmo jeito que eu acho que está certo. “&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;“[Rob] ficou mais confiante conforme ele está ficando mais velho”, disse Stewart, explicando que, embora ele ainda seja o mesmo cara por dentro, ele não é mais o tímido ator, que ficava dando risadinhas quando entrevistado em Portland, há quase dois anos atrás. “Assim como todos nós tivemos que nos conhecer um pouco mais, porque estamos constantemente colocados em uma posição de auto-reflexão. Se você está constantemente questionado sobre você mesmo o dia todo, isso realmente faz você realmente considerar o que você está dizendo, e você está em uma posição onde as pessoas estão ouvindo.”&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;“Eu o vi crescer muito, e eu o vi chegar mais à vontade com sua posição [de celebridade]“, acrescentou Stewart sobre Pattinson. “Mas eu também não vejo nenhuma mudança em quem ele é.”&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Íntimos , não ?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;Créditos e agradecimentos á www.noticiasrobertpattison.com.br&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8335588326130895711-7848794654514424608?l=crepusculodecode.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crepusculodecode.blogspot.com/feeds/7848794654514424608/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://crepusculodecode.blogspot.com/2009/11/rob-e-kris-revelando-segredos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8335588326130895711/posts/default/7848794654514424608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8335588326130895711/posts/default/7848794654514424608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crepusculodecode.blogspot.com/2009/11/rob-e-kris-revelando-segredos.html' title='Rob e Kris revelando segredos!'/><author><name>Mayára</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13977003630073954225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8335588326130895711.post-2990538946891219689</id><published>2009-11-12T05:40:00.000-08:00</published><updated>2009-11-12T05:57:46.941-08:00</updated><title type='text'>Personagens de Crepúsculo</title><content type='html'>&lt;h2&gt;&lt;span class="mw-headline" id="Personagens_principais"&gt;Personagens principais&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;BELLA: Isabella "Bella" Marie Swan&lt;/b&gt; (mais tarde &lt;b&gt;Isabella Marie Cullen&lt;/b&gt;) é uma adolescente desajeitada que se muda de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Phoenix" title="Phoenix"&gt;Phoenix&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Arizona" title="Arizona"&gt;Arizona&lt;/a&gt;, para &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Forks" title="Forks"&gt;Forks&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Washington" title="Washington"&gt;Washington&lt;/a&gt;, para morar com seu pai, Charlie. Embora vários rapazes tenham se mostrados interessados por ela, ela se apaixona por Edward Cullen, que depois ela descobre ser um vampiro. Mais tarde, em uma tentativa de protegê-la, Edward vai embora. Bella é consolada por seu novo amigo, Jacob Black, por quem vem a se apaixonar, mas o sentimento não é tão profundo quanto o que sente por Edward. Depois que Edward retorna, ela eventualmente se casa com ele e, depois de uma gravidez de risco, dá à luz a filha deles, Renesmee. Bella se torna uma vampira depois que sua filha nasce, aos 18 anos; depois de tranformada, ela descobre que tem a habilidade de criar um escudo contra ataques mentais de outros vampiros.&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Kristen_Stewart" title="Kristen Stewart"&gt;Kristen Stewart&lt;/a&gt; interpreta Bella no cinema.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;EDWARD:Edward Cullen&lt;/b&gt; (nascido &lt;b&gt;Edward Anthony Masen&lt;/b&gt;) nasceu em &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/20_de_junho" title="20 de junho"&gt;20 de junho&lt;/a&gt; de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1901" title="1901"&gt;1901&lt;/a&gt;, em &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Chicago" title="Chicago"&gt;Chicago&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Illinois" title="Illinois"&gt;Illinois&lt;/a&gt;. Ele foi infectado pela &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gripe_espanhola" title="Gripe espanhola" class="mw-redirect"&gt;gripe espanhola&lt;/a&gt; durante o surto de 1918, e foi transformado em um vampiro pelo Dr. Carlisle Cullen, depois de sua mãe, Elisabeth, pedir que fizesse isso, antes de morrer. Edward se alimenta apenas do sangue de animais, e tem a habilidade de ler mentes, com excessão de Bella Swan. Ele se apaixonou por Bella Swan depois que ela chegou em Forks, e abandonou-a em &lt;i&gt;Lua Nova&lt;/i&gt;, voltando depois de pensar que ela havia morrido e descobrir que tinha sido um mal-entendido. Edward se casa com Bella em &lt;i&gt;Amanhecer&lt;/i&gt;, e els tem uma filha, Renesmee.&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Robert_Pattinson" title="Robert Pattinson"&gt;Robert Pattinson&lt;/a&gt; interpreta Edward no cinema&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;JACOB: Jacob Black&lt;/b&gt; é o melhor amigo de Bella Swan. Ele pertence a &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Quileute" title="Quileute"&gt;tribo Quileute&lt;/a&gt; e é um Transfigurador, sendo Jacob e os outros tranfiguradores erroneamente considerados um &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lobisomem" title="Lobisomem"&gt;lobisomem&lt;/a&gt; durante praticamente toda a série, pois eles se transformam em lobo, assim como os lobisomens. Isto só será corrigido em &lt;i&gt;Amanhacer&lt;/i&gt; por Aro. Em &lt;i&gt;Crepúsculo&lt;/i&gt;, representa um papel menor, sendo um amigo de infância esquecido de Bella, que lhe revela as lendas contadas em sua tribo sobre os Cullen serem "os frios", ou seja, vampiros. A partir de &lt;i&gt;Lua Nova&lt;/i&gt;, passa a ter maior importância na história, dando grande apoio a Bella, depois da partida de Edward, e acaba se apaixonando por ela. Embora ele passe a maior parte de &lt;i&gt;Eclipse&lt;/i&gt; tentando conquistar Bella, em &lt;i&gt;Amanhecer&lt;/i&gt; ele tem um &lt;i&gt;imprinting&lt;/i&gt; - processo involuntário em que o transfigurador encontra sua alma gêmea - com Renesmee Cullen.&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Taylor_Lautner" title="Taylor Lautner"&gt;Taylor Lautner&lt;/a&gt; interpreta Jacob no cinema.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;ALICE: Alice Cullen&lt;/b&gt; (nascida &lt;b&gt;Mary Alice Brandon&lt;/b&gt;) é filha adotiva de Carlisle Cullen e Esme Cullen, irmã adotiva de Edward Cullen, Rosalie Hale e Emmett Cullen e parceira de Jasper Hale. Ela é descrita como pequena e delicada como uma fada e sua habilidade especial é ver o futuro; essa habilidade é muito útil, já que dá à família um aviso antecipado de qualquer perigo, porém não muito concreta, pois o futuro pode mudar, dependendo das decisões que as pessoas tomam. Além disso, ela é incapaz de ver o futuro onde os transfiguradores e Renesmee Cullen (uma mestiça) estão, ou seja,ela não consegue enxergar o futuro no que ela não experimentou em algum momento de sua existência. Sua habilidade a salvou de ser uma completa selvagem, já que o funcionário do hospital psiquiátrico onde ela se encontrava desapareceu após transformá-la em vampira, sem lhe dar qualquer explicação sobre o que ela tinha se tornado. Alice também viu Jasper e os Cullen em seu futuro, e entendeu que deveriam ficar juntos. Alice ficou esperando por Jasper, e depois que conversaram, foram ao encontro da família Cullen. Alice se torna grande amiga de Bella Swan.&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ashley_Greene" title="Ashley Greene"&gt;Ashley Greene&lt;/a&gt; interpreta Alice no cinema.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;CARLISLE: Carlisle Cullen&lt;/b&gt; é a figura paterna dos Cullen e parceiro de Esme Cullen, conhecido por sua compaixão. Ele nasceu na década de 1640, em Londres, e foi transformado em vampiro quanto tinha 23 anos, quando foi atacado por um vampiro dos esgotos de Londres. Depois disso, sentiu uma repulsa tão grande por si mesmo, que tentou se matar de diversas formas, até mesmo por inanição. E foi por causa desta última que descobriu que poderia existir e não ser um monstro, pois estava com tanta sede, que quando avistou um pequeno grupo de animais, o atacou. A partir de então, passou a se alimentar de sangue animal, e ficou resistindo anos ao sangue humano, para poder trabalhar na medicina. Nunca bebeu sangue humano, e diz que o cheiro de sangue não o afeta mais. Ele trabalha como médico em Forks, e cuidou de Bella enquanto esteve grávida, em &lt;i&gt;Amanhecer&lt;/i&gt;.&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Peter_Facinelli" title="Peter Facinelli"&gt;Peter Facinelli&lt;/a&gt; interpreta Carlisle no cinema.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;ESME: Esme Cullen&lt;/b&gt; (nascida &lt;b&gt;Esme Platt&lt;/b&gt; e depois &lt;b&gt;Esme Evenson&lt;/b&gt;) é a esposa de Carlisle Cullen e figura materna da família Cullen, que tem a forte habilidade de amar apaixonadamente. Foi a segunda pessoa que Carlisle transformou, depois de Edward; ele a transformou em uma vampira quando a encontrou quase morta, após pular de um penhasco, quando ela tentou o suícidio após a morte de seu filho. Tem Edward, Alice, Emmett, Rosalie e Jasper como seus filhos legítimos, o que pode ser notado com mais intensidade em &lt;i&gt;New Moon&lt;/i&gt;, após a volta de Edward. Ela aprova o romance de Edward e Bella, pois percebe que foi Bella quem fez com que Edward voltasse a ser feliz.&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Elizabeth_Reaser" title="Elizabeth Reaser"&gt;Elizabeth Reaser&lt;/a&gt; interpreta Esme no cinema.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;ROSALIE: Rosalie Hale&lt;/b&gt; é filha adotiva de Carlisle e Esme Cullen, e parceira de Emmett Cullen. Se tornou uma vampira quando Carlisle salvou sua vida depois que vários homens, incluindo seu noivo, Royce King II, a bateram, deixando-a para morrer. Depois de se tornar uma vampira, ela os procurou e matou, mas sem ingerir o sangue deles. Rosalie não gosta de ser vampira, pricipalmente por ter um forte instinto maternal, e não poder ter filhos. Ela é descrita como incrivelmente bonita, além de ser muito teimosa. Durante os primeiros livros da série, Rosalie não aprova Bella Swan em sua família, mas as duas se unem depois que Bella engravida de Renesmee.&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nikki_Reed" title="Nikki Reed"&gt;Nikki Reed&lt;/a&gt; interpreta Rosalie no cinema.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;EMMETT: Emmett Cullen&lt;/b&gt; (nascido '&lt;b&gt;Emmett McCarty&lt;/b&gt;) é o marido de Rosalie Hale. Ele é muito forte, mesmo para um vampiro, e é descrito como musculoso. Se tornou um vampiro em 1935, quando tinha 20 anos. Emmett foi encontrado por Rosalie Hale quando estava caçando e sendo atacado por um urso; ele já estava quase morto quando Rosalie levou-o para Carlisle para que este transformasse Emmett em vampiro assim como eles, pois viu nele uma criança amável que conheceu quando era humana, o filho de sua amiga. Surpreendentemente, Emmett Cullen não achou tão negativo deixar para trás a humanidade e passou a ter Rosalie como um anjo que apareceu em sua vida. Emmett apoia que Bella faça parte de família Cullen, e vota para que ela seja transformada em vampira, em &lt;i&gt;Lua Nova&lt;/i&gt;.&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Kellan_Lutz" title="Kellan Lutz"&gt;Kellan Lutz&lt;/a&gt; interpreta Emmett no cinema.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;JASPER: Jasper Hale&lt;/b&gt; (nascido &lt;b&gt;Jasper Whitlock&lt;/b&gt;) é o parceiro de Alice Cullen, apresentado aos humanos como irmão legítimo de Rosalie Hale. Ele tem a habilidade de sentir e influenciar a emoção das pessoas à sua volta e tem maior dificuldade que os outros com o estilo de vida "vegetariano" dos Cullen, já que é o membro mais novo da família. Quando tinha quase 17 anos, aliou-se ao Exército Confederado, dizendo que tinha 20 anos. Tornou-se o major mais jovem do Texas, mesmo mentindo sua idade (agora com 17 anos). Foi tranformado em vampiro em algum momento durante a Guerra Civil, quando um grupo de três vampiras mexicanas vagavam pelas ruas. Elas se interessaram por ele, e uma das vampiras o transformou. Estava envolvido inicialmente em guerras de vampiros, criando novos vampiros, treinando-os e juntando-os em exércitos. Até que, incentivado por Peter e Charlotte, um casal de vampiros amigos seus, abandonou as guerras de vampiros. Então encontrou Alice, e os dois se tornaram parte da família Cullen.&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jackson_Rathbone" title="Jackson Rathbone"&gt;Jackson Rathbone&lt;/a&gt; interpreta Jasper no cinema.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;RENESMEE: Renesmee "Nessie" Carlie Cullen&lt;/b&gt; é uma meio-vampira, meio-humana, filha de Bella e Edward Cullen, nascida em &lt;i&gt;Amanhecer&lt;/i&gt;. Renesmee se desenvolve rapidamente, tanto mentalmente quanto fisicamente, e tem a habilidade de transmitir seus pensamentos para outras pessoas apenas tocando nelas. Jacob Black, que sofreu um &lt;i&gt;imprinting&lt;/i&gt; com ela, a apelidou de "Nessie" por que considera seu nome muito "boca-cheia". Um dia, quando ela havia saído para caçar com Bella e Jacob, Irina a viu e denunciou para os Volturi, pensando qua se tratava de uma criança imortal. Isso quase levou à uma grande batalha entre os Cullen e seus vampiros aliados e os Volturi, mas tudo foi esclarecido. No final de &lt;i&gt;Amanhecer&lt;/i&gt;, é revelado que Renesmee parará de crescer após sete anos, quando tiver a aparência física de aproximadamente 17 anos, e ela não mais envelhecerá. (EM BREVE EU VOU POSTAR O LIVRO AMANHECER TRADUZIDO.)&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;CHARLIE: Charlie Swan&lt;/b&gt; é o pai de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bella_Swan" title="Bella Swan" class="mw-redirect"&gt;Bella Swan&lt;/a&gt; e chefe de polícia de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Forks" title="Forks"&gt;Forks&lt;/a&gt;. Charlie e a mãe de Bella, Renée, se separaram pouco depois do casamento, e Renée semudou para Phoenix com Bella. Quando Bella tinha 17 anos, se mudou para Forks, para morar com Charlie. Inicialmente, Charlie aceita o namoro de Edward e Bella, até &lt;i&gt;Lua Nova&lt;/i&gt;, quando Edward vai embora e Bella entra em depressão. Depois do retorno de Edward, Charlie não consegue mais aceitá-lo, e apoia 1que Bella fique com Jacob. Charlie é o único humano que continua na vida de Bella após sua transformação em vampira, mas sem saber o que ela tinha se tornado.&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Billy_Burke" title="Billy Burke"&gt;Billy Burke&lt;/a&gt; interpreta Charlie no cinema.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;RENÉE: Renée Dwyer&lt;/b&gt; (anteriormente &lt;b&gt;Renée Swan&lt;/b&gt;) é a mãe de Bella Swan. Ele se casou com Charlie Swan depois do ensino secundário, e o abandonou por não conseguir viver em Forks, levando Bella consigo. Renée é uma pessoa excêntrica e inocente, o que faz com que Bella sinta que é a mãe em seu relacionamento, e tenha necessidade de cuidar dela. Depois de se casar com um jogador de baseball mais novo que ela, Phil Dwyer, Bella muda-se para a casa de Charlie, para que Renée possa viajar com ele. Depois que se transforma em vampira, Bella não tem mais contato com sua mãe, achando que ela não poderia lidar com a situação como Charlie.&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sarah_Clarke" title="Sarah Clarke"&gt;Sarah Clarke&lt;/a&gt; interpreta Renée no cinema.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;BILLY: Billy Black&lt;/b&gt; é o pai de Jacob Black, nascido e criado em La Push, e um ancião da tribo Quileute. Ele é descrito como sendo fundido, tendo uma pele enrugada e marrom-dourada, com cabelos e olhos pretos; ele também anda em uma cadeira de rodas, por causa de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Diabete" title="Diabete" class="mw-redirect"&gt;diabetes&lt;/a&gt;. Sua família inclui suas filhas gêmeas, Rachel e Rebecca, e sua esposa falecida, Sarah. Billy é decendente direto do último chefe da tribo Quileute, Ephraim Black, que foi seu avô. Billy é um dos melhores amigos de Charlie Swan. No final de &lt;i&gt;Crepúsculo&lt;/i&gt;, ele oferece uma peça nova para o carro que Jacob está construindo, para que ele tente convencer Bella a terminar seu relacionamento com Edward.Gil Birmingham interpreta Billy no cinema.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;ANGELA: Angela Weber&lt;/b&gt; é uma colega de classe de Bella, que é descrita como alta, tímida e muito boa. Em um fragmento de &lt;i&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Midnight_Sun_%28livro%29" title="Midnight Sun (livro)"&gt;Midnight Sun&lt;/a&gt;&lt;/i&gt;, é revelado que ela é uma das únicas novas "amigas" de Bella que não a está usando em vantagem própria. Ela tem um papel pequeno no dois primeiros livros da série, mas se torna a melhor amiga humana de Bella em &lt;i&gt;Eclipse&lt;/i&gt;. Ela tem um ótimo relacionamento com seu namorado, Ben Cheney. Ela tem uma pequena participação em &lt;i&gt;Amanhecer&lt;/i&gt;, onde seu pai lê os votos no casamento de Bella e Edward, e ela pega o &lt;i&gt;bouquet&lt;/i&gt;.&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Christian_Serratos" title="Christian Serratos"&gt;Christian Serratos&lt;/a&gt; interpreta Angela no cinema.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;MIKE: Mike Newton&lt;/b&gt; é um colega de classe amigável que inicialmente tem interesse romântico por Bella, embora ela não corresponda a essa afeição. Em &lt;i&gt;Crepúsculo&lt;/i&gt;, ele convida Bella para acompanhá-lo em um baile, mas ela recusa. Ele não gosta de Edward Cullen. Foi juntamente com Mike e um grupo de amigos que Bella foi para a praia de La Push e descobriu, através de Jacob Black, que Edward era um vampiro. Em &lt;i&gt;Lua Nova&lt;/i&gt;, Mike vai assistir um filme com Jacob e Bella e tenta competir com Jacob pela atenção dela. A família de Mike é dona de uma loja que vende materiais esportivos, onde Bella consegue seu único emprego durante a série. Mike e Jessica Stanley saem juntos em &lt;i&gt;Crepúsculo&lt;/i&gt;, e aparecem de mãos dadas no casamento de Bella e Edward em &lt;i&gt;Amanhecer&lt;/i&gt;, onde Edward comenta que "Mike está tendo dificuldade com pensamentos inaprópriados sobre uma mulher casada".&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Michael_Welch" title="Michael Welch"&gt;Michael Welch&lt;/a&gt; interpreta Mike no cinema.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;JESSICA: Jessica Stanley&lt;/b&gt; é uma colega de classe de Bella, e sua primeira amiga em Forks. Ela informa a Bella sobre a família Cullen em seu primeiro dia na escola. Ela parece estar mais interessada na popularidade de Bella, e se mostra enciumada algumas vezes com relação à afeição que Mike Newton tem por ela. Em um trecho de &lt;i&gt;Midnight Sun&lt;/i&gt;, Edward ouve pensamentos rudes de Jessica com relação a Bella, e que ela só é sua amiga para dividir a atenção. Jessica é descrita como uma "tagarela" com um cabelo escuro e cacheado. Ela e Bella saem juntas em &lt;i&gt;Lua Nova&lt;/i&gt;, durante o período de depressão que Bella passou, após a partida de Edward, mas sua amizade termina depois que acabam a escola, em &lt;i&gt;Eclipse&lt;/i&gt;. Ela aparece brevemente em &lt;i&gt;Amanhecer&lt;/i&gt;, comparecendo ao casamento de Bella e Edward, ao lado de Mike.&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Anna_Kendrick" title="Anna Kendrick"&gt;Anna Kendrick&lt;/a&gt; interpreta Jessica no cinema.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;b&gt;TYLER: Tyler Crowley&lt;/b&gt; é um dos colegas de classe de Bella. Em &lt;i&gt;Crepúsculo&lt;/i&gt;, ele quase atropela Bella com uma van, mas ela é salva por Edward. Depois disso, ele a pede desculpas várias vezes, e a convida para acompanhá-lo em um baile da escola, o que ela recusa. Ele entende erroneamente que eles irão juntos ao próximo baile, e conta isso para o resto da escola, apenas para ouvir de Edward que ela não irá ao baile com ninguém que não seja o próprio Edward.Gregory Tyree Boyce interpreta Tyler no cinema.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;b&gt;ERIC: Eric Yorkie&lt;/b&gt; é um colega de classe de Bella, que fica interessado nela assim que ela se muda para Forks. Ele se sente competidor por sua atenção contra Mike Newton, e, em &lt;i&gt;Twilight&lt;/i&gt;, chega a atingi-lo com uma bola de neve. Ele convida Bella para acompanhá-lo em um baile, mas ela recusa, e ele vai com Angela Weber. Eric é o orador durante a formatura de sua classe.&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Justin_Chon" title="Justin Chon"&gt;Justin Chon&lt;/a&gt; interpreta Eric no cinema.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Créditos e agradecimentos á Wikipédia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8335588326130895711-2990538946891219689?l=crepusculodecode.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://crepusculodecode.blogspot.com/feeds/2990538946891219689/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://crepusculodecode.blogspot.com/2009/11/personagens-de-crepusculo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8335588326130895711/posts/default/2990538946891219689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8335588326130895711/posts/default/2990538946891219689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://crepusculodecode.blogspot.com/2009/11/personagens-de-crepusculo.html' title='Personagens de Crepúsculo'/><author><name>Mayára</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13977003630073954225</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8335588326130895711.post-1442420708025431186</id><published>2009-11-11T16:49:00.000-08:00</published><updated>2009-11-11T16:55:09.653-08:00</updated><title type='text'>O LIVRO CREPÚSCULO COMPLETO E EXCLUSIVO!</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O LIVRO CREPÚSCULO COMPLETO E EXCLUSIVO!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crepúsculo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Twilight)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;STEPHENIE MEYER&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro livro da série.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PREFÁCIO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca pensei muito sobre como eu iria morrer -achei que eu tinha motivos&lt;br /&gt;suficientes nos últimos meses -mas mesmo que eu não tivesse, eu não iria imaginar&lt;br /&gt;assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu encarei sem respirar através do longo aposento, dentro dos olhos escuros do caçador,&lt;br /&gt;e ele olhou agradavelmente de volta pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com certeza essa foi uma boa forma de morrer, no lugar de outra pessoa, outra pessoa&lt;br /&gt;que eu amava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nobre, até. Que deve ser levado em conta pra alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sabia que se eu nunca fosse para Forks, eu não estaria encarando a morte agora. Mas,&lt;br /&gt;aterrorizada como eu estava, eu não podia me fazer lamentar a decisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. À PRIMEIRA VISTA&lt;br /&gt;Minha mãe me levou ao aeroporto com as janelas abaixadas. Estava fazendo 24°C em&lt;br /&gt;Phoenix, o céu estava um azul perfeito e sem nuvens. Estava vestindo minha camiseta&lt;br /&gt;preferida: sem mangas, de renda furadinha. Usava-a como um gesto de despedida.&lt;br /&gt;Minha bagagem de mão era um parka.&lt;br /&gt;Na Península Olímpica, no noroeste do estado de Washington, nos Estados Unidos,&lt;br /&gt;existe uma cidadezinha chamada Forks que está quase que constantemente coberta por&lt;br /&gt;nuvens. Nessa cidade desimportante chove mais do que em qualquer outro lugar do&lt;br /&gt;país. Foi dessa cidade e da sua sombra depressiva e onipresente que minha mãe fugiu&lt;br /&gt;comigo quando eu tinha só alguns meses de vida. Era nessa cidade que eu era obrigada&lt;br /&gt;a passar todos os verões até completar 14 anos. Aquele foi o ano em que bati o pé.&lt;br /&gt;Então, nos últimos três verões, meu pai, Charlie, passou duas semanas de férias comigo&lt;br /&gt;na Califórnia.&lt;br /&gt;Agora era em Forks que ia me exilar, algo que fiz com muito custo. Eu detestava Forks.&lt;br /&gt;Eu amava Phoenix. Amava o sol e o calor escaldante. Amava a cidade vigorosa e&lt;br /&gt;grande.&lt;br /&gt;— Bella — minha mãe me disse -pela milésima vez -antes de eu entrar no avião. —&lt;br /&gt;Você não precisa fazer isso.&lt;br /&gt;Minha mãe parece-se comigo, exceto pelo cabelo curto e pelo rosto risonho. Senti um&lt;br /&gt;espasmo ao encarar os olhos infantis e bem abertos dela. Como poderia deixar minha&lt;br /&gt;amorosa, errática e ingênua mãe para se cuidar sozinha? Claro, ela tinha o Phil agora,&lt;br /&gt;então as contas provavelmente seriam pagas, haveria comida na geladeira, gasolina no&lt;br /&gt;carro, e alguém pra ligar quando ela se perdesse, mas ainda assim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Eu quero ir — eu menti. Sempre fui uma péssima mentirosa, mas já estava contando&lt;br /&gt;essa mentira tão freqüentemente por esses dias que agora já soava quase convincente.&lt;br /&gt;— Diz 'oi' para o Charlie por mim.&lt;br /&gt;— Pode deixar.&lt;br /&gt;— Verei você logo — ela insistiu. — Pode voltar pra casa quando quiser. Virei assim&lt;br /&gt;que você precisar.&lt;br /&gt;Mas pude perceber o sacrifício em seus olhos, por trás da promessa.&lt;br /&gt;— Não se preocupe comigo — eu pedi — Vai ser ótimo. Amo você, mãe.&lt;br /&gt;Ela me abraçou apertado por um tempo, então entrei no avião e ela se foi.&lt;br /&gt;De Phoenix para Seatle o vôo dura quatro horas, mais uma hora num pequeno avião até&lt;br /&gt;Port Angeles, e então uma hora de carro até Forks. O vôo não me incomodava, já passar&lt;br /&gt;uma hora num carro com Charlie estava me preocupando.&lt;br /&gt;Charlie estava sendo até legal sobre essa história toda. Ele parecia genuinamente feliz&lt;br /&gt;que eu iria morar com ele quase que permanentemente pela primeira vez. Ele já tinha&lt;br /&gt;me matriculado na escola e ia me ajudar a arranjar um carro.&lt;br /&gt;Mas com certeza ia ser estranho morar com Charlie. Nenhum de nós era o que se&lt;br /&gt;poderia chamar de falantes, e nem sei o que haveria para ser dito. Sabia que ele estava&lt;br /&gt;mais do que confuso com a minha decisão -como minha mãe já havia feito antes de&lt;br /&gt;mim, eu nunca tinha escondido que não gostava de Forks.&lt;br /&gt;Quando o avião pousou em Port Angeles, estava chovendo. Não achei que fosse um&lt;br /&gt;mau presságio, só era inevitável. Já tinha me despedido do sol.&lt;br /&gt;Charlie estava me esperando no carro-patrulha. Já era de se esperar. Charlie é o Chefe&lt;br /&gt;de Polícia para os bons cidadãos de Forks. Meu motivo maior para comprar um carro,&lt;br /&gt;apesar da escassez dos meus rendimentos, era que eu me negava ser levada pela cidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;num carro com luzes vermelhas e azuis em cima. Nada melhor pra fazer o trânsito andar&lt;br /&gt;devagar do que um policial.&lt;br /&gt;Charlie me deu um abraço meio estranho, de um braço só, quando sai tropeçando do&lt;br /&gt;avião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Bom te ver, Bells. — ele disse sorrindo, enquanto automaticamente me segurava&lt;br /&gt;para eu não cair. — Você não mudou muito. Como vai Renée?&lt;br /&gt;— Mamãe vai bem. É bom te ver também, pai. — ele não me deixava chamá-lo de&lt;br /&gt;Charlie.&lt;br /&gt;Só tinha trazido algumas malas. A maior parte das roupas que usava no Arizona eram&lt;br /&gt;muito permeáveis para usar em Washington. Minha mãe e eu tínhamos nos juntado para&lt;br /&gt;suplementar meu guarda-roupa com roupas de inverno, mas ainda tinha pouca coisa.&lt;br /&gt;Coube tudo na mala do carro-patrulha, facilmente.&lt;br /&gt;— Achei um bom carro para você, bem barato. — ele anunciou quando já estávamos no&lt;br /&gt;carro.&lt;br /&gt;— Que tipo de carro? — achei suspeito a maneira como ele disse "carro bom para&lt;br /&gt;você", ao invés de só "carro bom".&lt;br /&gt;— Bem, na verdade é uma caminhonete, um Chevrolet.&lt;br /&gt;— Onde o achou?&lt;br /&gt;— Lembra-se de Billy Black, de La Push? — La Push é a pequena reserva indígena na&lt;br /&gt;costa.&lt;br /&gt;— Não.&lt;br /&gt;— Ele costumava ir pescar conosco no verão. — Charlie ofereceu ajuda.&lt;br /&gt;Isso explicaria porque eu não lembrava dele. Me dou bem em bloquear da minha&lt;br /&gt;memória coisas dolorosas e desnecessárias.&lt;br /&gt;— Ele está numa cadeira de rodas agora — Charlie continuou quando não respondi —&lt;br /&gt;então não pode dirigir mais, por isso se ofereceu para vender a caminhonete bem barato.&lt;br /&gt;— De que ano é? — pude ver pela mudança de expressão que essa era uma pergunta&lt;br /&gt;que ele esperava que eu não fosse fazer.&lt;br /&gt;— Bem, Billy trabalhou bastante no moto -só tem alguns anos.&lt;br /&gt;Esperava que ele não fosse achar que eu desistiria assim tão fácil. — Quando ele&lt;br /&gt;comprou a caminhonete?&lt;br /&gt;— Acho que foi em 1984.&lt;br /&gt;— Era nova quando ele comprou?&lt;br /&gt;— Na verdade, não. Acho que era nova no começo dos anos 60 -ou no fim dos 50, no&lt;br /&gt;máximo. — ele admitiu, envergonhado.&lt;br /&gt;— Ch... pai, não sei muito sobre carros. Não saberia consertar nada se estragasse, e não&lt;br /&gt;poderia pagar um mecânico...&lt;br /&gt;— Realmente, Bella, a coisa anda direito. Não fazem mais carros como aquele.&lt;br /&gt;A coisa, pensei comigo mesma... era uma possibilidade -como apelido, no mínimo.&lt;br /&gt;— Barato é quanto? — afinal, essa era a parte onde eu não podia abrir mão.&lt;br /&gt;— Bem, querida, eu meio que já comprei ele pra você. Um presente de boas-vindas. —&lt;br /&gt;Charlie espiou para o meu lado, com uma expressão esperançosa no rosto.&lt;br /&gt;Uau. De graça.&lt;br /&gt;— Não precisava fazer isso, pai. Eu ia comprar o carro eu mesma.&lt;br /&gt;— Eu não me importo. Quero que você seja feliz aqui. — Ele olhava em frente na&lt;br /&gt;estrada quando falou isso. Charlie não ficava confortável ao expressar suas emoções em&lt;br /&gt;voz alta. Eu herdei isso dele. Então olhava bem pra frente quando respondi.&lt;br /&gt;— Isso foi muito legal, pai, obrigada. Fico muito agradecida. — não precisava adicionar&lt;br /&gt;que eu ser feliz em Forks era uma impossibilidade. Ele não precisava sofrer comigo. E&lt;br /&gt;eu nunca recusaria uma caminhonete de graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Bem, então, de nada. — ele murmurou, envergonhado com o meu agradecimento.&lt;br /&gt;Trocamos mais alguns comentários sobre o tempo, que estava molhado, e era isso em&lt;br /&gt;termos de conversa. Ficamos olhando pela janela em silêncio.&lt;br /&gt;Era lindo, claro, não podia negar isso. Tudo era verde: as árvores, os troncos cobertos de&lt;br /&gt;musgo, os galhos pendurados formando uma cobertura, o chão coberto com plantas. Até&lt;br /&gt;mesmo o ar ficava meio verde ao passar pelas folhas.&lt;br /&gt;Era muito verde -um planeta alienígena.&lt;br /&gt;Finalmente chegamos na casa do Charlie. Ele ainda vivia na casa pequena, de dois&lt;br /&gt;quartos, que ele comprara com minha mãe logo que se casaram. Esse foi o único&lt;br /&gt;período do casamento deles. Ali, estacionada na rua em frente à casa que nunca mudara,&lt;br /&gt;estava minha nova -bem, nova para mim -caminhonete. Era uma cor vermelha&lt;br /&gt;desbotada, com uma grande cabina e enormes calotas. Para minha grande surpresa, eu&lt;br /&gt;amei. Não sabia se ela ia andar, mas conseguia me imaginar dentro dela. Ainda por&lt;br /&gt;cima, era uma daquelas coisas sólidas de ferro, que nunca se amassam -do tipo que se&lt;br /&gt;vê num acidente nem arranhada, circundada pelos pedaços do carro que ela tinha&lt;br /&gt;destruído.&lt;br /&gt;— Uau, pai, adorei! Obrigada! — agora meu dia horrível que seria amanhã iria ser um&lt;br /&gt;pouco menos horroroso. Eu não precisaria escolher entre andar na chuva por mais de&lt;br /&gt;três quilômetros ou aceitar uma carona no carro-patrulha para chegar no colégio.&lt;br /&gt;— Fico feliz que você tenha gostado. — Charlie disse, envergonhado de novo.&lt;br /&gt;Só precisou uma viagem para levar todas as minhas coisas para o andar de cima. Fiquei&lt;br /&gt;com o quarto que tinha janela para o pátio da frente. O quarto me era familiar. Era meu&lt;br /&gt;desde que tinha nascido. O chão de madeira, as paredes azul claro, o teto curvado, as&lt;br /&gt;cortinas de renda já amareladas -tudo isso fez parte da minha infância. As únicas&lt;br /&gt;mudanças que Charlie tinha feito fora por eu ter crescido: mudou o berço por uma cama&lt;br /&gt;e colocou um escrivaninha. A escrivaninha agora tinha um computador de segunda-&lt;br /&gt;mão, com o fio do telefone para a internet grampeada pelo chão até chegar na tomada de&lt;br /&gt;telefone mais próxima. Isso tinha sido estipulado por minha mãe, para que pudéssemos&lt;br /&gt;manter contato fácil. A cadeira de balanço dos meus tempos de bebê ainda estava num&lt;br /&gt;canto.&lt;br /&gt;Havia somente um pequeno banheiro no andar de cima, o qual teria que dividir com&lt;br /&gt;Charlie. Tentava não pensar muito nisso.&lt;br /&gt;Uma das coisas boas sobre Charlie é que ele não fica me cuidando. Ele me deixou&lt;br /&gt;sozinha para desfazer minhas malas e me ajeitar, uma coisa que seria completamente&lt;br /&gt;impossível para minha mãe. Era bom poder estar sozinha e não ter que ficar sorrindo e&lt;br /&gt;parecer feliz. E era um alívio poder olhar com desânimo para a chuva na janela e deixar&lt;br /&gt;escaparem algumas lágrimas. Não estava afim de começar uma choradeira. Guardaria&lt;br /&gt;isso para a hora de dormir, quando fosse pensar na manhã que estava por vir.&lt;br /&gt;A Escola de Forks tinha o aterrorizante total de apenas trezentos e cinquenta e sete agora&lt;br /&gt;cinquenta e oito -alunos. Só no meu ano, lá em Phoenix, havia mais de setecentos&lt;br /&gt;alunos. Todo mundo aqui tinham crescido juntos -seus avós tinham sido bebês juntos.&lt;br /&gt;Eu seria a garota nova da cidade grande. Uma curiosidade, uma aberração.&lt;br /&gt;Talvez se eu parecesse com uma garota de Phoenix isso poderia ser uma vantagem. Mas&lt;br /&gt;fisicamente eu nunca me encaixaria em lugar algum. Eu deveria ser bronzeada,&lt;br /&gt;esportiva, loira -jogadora de vôlei, ou líder de torcida, talvez -essas coisas associadas&lt;br /&gt;ao vale do sol.&lt;br /&gt;No lugar disso, eu tinha pele branca apesar do sol constante, sem nem ter a desculpa de&lt;br /&gt;ter olhos azuis ou cabelos ruivos. Sempre fora meio magra, mas nem tanto, obviamente&lt;br /&gt;não era atleta. Não tinha a coordenação motora necessária para praticar esportes sem me&lt;br /&gt;humilhar -e machucar a mim mesma ou qualquer um parado muito perto de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando terminei de colocar minhas roupas no velho guarda-roupa de pinho, peguei&lt;br /&gt;minha bolsa de produtos de beleza e fui ao banheiro comunal para me lavar depois do&lt;br /&gt;dia de viagem. Olhei para meu rosto no espelho enquanto penteava meu cabelo&lt;br /&gt;embaraçado e úmido. Talvez fosse a luz, mas eu já parecia mais pálida, pouco saudável.&lt;br /&gt;Minha pele poderia ser bela -era bem clara, parecia transparente -mas tudo dependia da&lt;br /&gt;cor, e eu não tinha isso.&lt;br /&gt;Encarando meu reflexo pálido no espelho fui obrigada a admitir que estava mentindo&lt;br /&gt;para mim mesma. Não era só fisicamente que eu nunca me encaixaria. E seu eu não&lt;br /&gt;conseguia achar um lugar para mim numa escola com três mil pessoas, quais eram&lt;br /&gt;minhas chances aqui?&lt;br /&gt;Eu não me relacionava bem com pessoas da minha idade. Talvez a verdade fosse que eu&lt;br /&gt;não me relacionava bem com as pessoas, ponto. Até minha mãe, que era a pessoa mais&lt;br /&gt;próxima de mim no planeta, nunca estava em harmonia comigo, nunca estávamos&lt;br /&gt;exatamente de acordo. As vezes imaginava se eu via as mesmas coisas através de meus&lt;br /&gt;olhos que o resto do mundo via com os deles. Talvez houvesse um problema no meu&lt;br /&gt;cérebro. Mas o motivo não importava. O que importava era o resultado. E amanhã seria&lt;br /&gt;só começo.&lt;br /&gt;Não dormi bem naquela noite, mesmo depois de ter chorado tudo que precisava. O&lt;br /&gt;barulho constante da chuva e do vento no telhado não saiam da minha mente. Puxei a&lt;br /&gt;coberta desbotada sobre minha cabeça e depois adicionei o travesseiro também. Mas&lt;br /&gt;não consegui dormir até depois da meia-noite, quando a chuva finalmente diminuiu para&lt;br /&gt;um chuvisco.&lt;br /&gt;Cerração fechada era tudo que conseguia ver pela minha janela de manhã, e pude sentir&lt;br /&gt;a claustrofobia começado. Não se podia ver o céu aqui, era quase uma jaula.&lt;br /&gt;O café-da-manhã com Charlie foi um evento silencioso. Ele me desejou boa-sorte na&lt;br /&gt;escola. Eu agradeci, sabendo que as esperanças dele eram inúteis. Boa-sorte tinha a&lt;br /&gt;tendência de me evitar. Charlie saiu primeiro, indo para o posto policial que era sua&lt;br /&gt;esposa e família. Depois que ele saiu, sentei à velha mesa quadrada em uma das três&lt;br /&gt;cadeiras que não combinavam entre si e examinei sua pequena cozinha, suas paredes&lt;br /&gt;com painéis escuros, armários amarelo brilhante, e piso de linóleo branco. Nada&lt;br /&gt;mudara. Minha mãe pintara os armários dezoito anos antes na tentativa de trazer alguma&lt;br /&gt;luz para a casa. Sobre a pequena lareira, na sala do tamanho de um lenço que ficava&lt;br /&gt;logo ao lado da cozinha, havia uma fileira de fotos. A primeira era uma do casamento de&lt;br /&gt;Charlie e minha mãe em Las Vegas, uma de nós três no hospital quando eu nasci, tirada&lt;br /&gt;por uma enfermeira prestativa, seguida de uma procissão de fotos escolares minhas até o&lt;br /&gt;último ano. Essas eram embaraçosas de se ver -teria que ver se convencia Charlie a&lt;br /&gt;colocá-las em outro lugar, pelo menos enquanto eu estivesse morando aqui.&lt;br /&gt;Era impossível, estando nessa casa, não perceber que Charlie nunca tinha superado&lt;br /&gt;minha mãe. Isso me fazia ficar desconfortável.&lt;br /&gt;Eu não queria chegar cedo demais na escola, mas não podia ficar mais na casa . Vesti&lt;br /&gt;meu casaco -que me fazia sentir como numa roupa anti-nuclear -e sai para a chuva.&lt;br /&gt;Ainda chuviscava, mas não o suficiente para me molhar muito enquanto procurava pelas&lt;br /&gt;chaves da casa que sempre ficavam escondidas nas plantas perto da porta e a trancava.&lt;br /&gt;O barulho das minhas novas botas à prova d'água era irritante. Sentia falta do barulho&lt;br /&gt;normal de cimento quando caminhava. Não pude parar para admirar minha nova&lt;br /&gt;caminhonete como queria. Estava com pressa para sair da névoa molhada que rondava&lt;br /&gt;minha cabeça e se grudava no meu cabelo por baixo do capuz.&lt;br /&gt;Dentro da caminhonete estava seco e bom. Obviamente, Billy ou Charlie tinham&lt;br /&gt;limpado o carro, mas os assentos ainda cheiravam vagamente à tabaco, gasolina e&lt;br /&gt;menta. O motor ligou rápido, para meu alívio, mas bem alto, ganhando vida&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ruidosamente e então chegando ao volume máximo. Bom, uma caminhonete velha&lt;br /&gt;assim tinha que ter um defeito. O rádio velho funcionava, uma vantagem que eu não&lt;br /&gt;esperava.&lt;br /&gt;Achar a escola não foi difícil, apesar de nunca ter estado lá antes. Ela ficava, assim&lt;br /&gt;como a maioria das coisas, bem perto da estrada. Não era obviamente uma escola, foi o&lt;br /&gt;painel, onde dizia "Escola de Forks", que me fez parar. Parecia uma coleção de casas&lt;br /&gt;geminadas, construídas com tijolos marrons. Havia tantas árvores e moitas que não&lt;br /&gt;pude perceber seu tamanho logo no início. Onde estava a aparência de lugar público?&lt;br /&gt;Me perguntava nostalgicamente. Onde estavam as cercas e os detetores de metais?&lt;br /&gt;Estacionei em frente ao primeiro prédio, onde havia uma pequena placa que dizia&lt;br /&gt;"secretaria". Não havia mais carros estacionados ali, então tive certeza de que era&lt;br /&gt;proibido, mas decidi que pegaria instruções lá dentro ao invés de ficar andando em&lt;br /&gt;círculos na chuva como uma idiota. Saí a contragosto da caminhonete quentinha e fui&lt;br /&gt;por um caminho de pedra circundado por uma sebe escura. Respirei fundo antes de abrir&lt;br /&gt;a porta.&lt;br /&gt;Lá dentro estava bem iluminado e bem mais quente do que imaginava. A secretaria era&lt;br /&gt;pequena, com uma pequena sala de espera com cadeiras dobráveis, carpete laranja,&lt;br /&gt;avisos e prêmios abarrotados pelas paredes e um grande e ruidoso relógio. A sala era&lt;br /&gt;partida ao meio por um grande balcão, cheia de cestas de arame repletas de papéis e&lt;br /&gt;anúncios coloridos colados na parte da frente. Havia três mesas atrás do balcão, uma&lt;br /&gt;delas ocupada por uma mulher ruiva e grande, usando óculos. Ela vestia uma camiseta&lt;br /&gt;roxa, que imediatamente me fez sentir com roupas demais.&lt;br /&gt;A ruiva olhou para mim. — Posso ajudá-la?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Sou Isabella Swan — informei-lhe, e vi seus olhos demonstrarem reconhecimento&lt;br /&gt;imediato. Eu era esperada, tópico de fofocas, com certeza. A filha da ex-mulher do&lt;br /&gt;chefe de polícia finalmente retorna à casa.&lt;br /&gt;— Claro — ela disse. Ela percorreu uma pilha precária de documentos em sua mesa até&lt;br /&gt;achar os que procurava. — Seu horário está aqui, e um mapa da escola. — Ela trouxe&lt;br /&gt;várias folhas até o balcão para me mostrar.&lt;br /&gt;Ela me ditou todas as minhas aulas, mostrando-me no mapa a melhor maneira de chegar&lt;br /&gt;até elas, e me deu um papel para que todos os professores assinassem, que deveria trazer&lt;br /&gt;de volta no fim do dia.&lt;br /&gt;Ela sorriu para mim e desejou, como Charlie, que eu gostasse de Forks. Sorri de volta&lt;br /&gt;da maneira mais convincente possível.&lt;br /&gt;Quando cheguei de volta na caminhonete, outros alunos começavam a chegar. Fui atrás&lt;br /&gt;do tráfego, contornando a escola. Fiquei feliz ao ver que a maior parte dos carros eram&lt;br /&gt;velhos como o meu, nada muito chique. Em casa eu morava num dos poucos bairros de&lt;br /&gt;classe baixa que estavam incluídos no Distrito Paradise Valley. Era comum ver um&lt;br /&gt;Mercedes ou Porsche novo no estacionamento dos alunos. O carro mais legal aqui era&lt;br /&gt;um brilhante Volvo, que se sobressaia. Mesmo assim, logo que estacionei desliguei o&lt;br /&gt;motor, para que o barulho enorme não chamasse atenção para mim.&lt;br /&gt;Olhei para o mapa na caminhonete, tentando memorizá-lo agora, esperando que não&lt;br /&gt;fosse precisar andar com ele colado no nariz o dia todo. Enfiei tudo dentro da mochila,&lt;br /&gt;coloquei a alça sobre o ombro e respirei bem fundo. "Posso fazer isso", menti muito mal&lt;br /&gt;para mim mesma. Ninguém ia me morder. Eu finalmente exalei e sai do carro.&lt;br /&gt;Fiquei com o rosto coberto pelo capuz enquanto caminhava até a calçada, cheia de&lt;br /&gt;adolescentes. Meu casaco preto e simples não se destacava na multidão, percebi com&lt;br /&gt;alívio.&lt;br /&gt;Assim que cheguei no refeitório era fácil de ver o prédio três. Um grande "3" estava&lt;br /&gt;pintado num quadrado branco no casto leste do prédio. Senti minha respiração acelerar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;cada vez mais enquanto me aproximava da porta. Tentei segurar minha respiração&lt;br /&gt;enquanto seguia duas capas de chuva unisex através da porta.&lt;br /&gt;A sala de aula era pequena. As pessoas na minha frente pararam assim que entraram na&lt;br /&gt;sala para pendurar seus casacos numa longa fileira de ganchos. Fiz o mesmo. Eram duas&lt;br /&gt;garotas. Uma loira com pele de porcelana, outra, também com a pele clara, tinha cabelos&lt;br /&gt;castanho claro. Pelo menos a minha pele não se destacaria aqui.&lt;br /&gt;Levei o papel para o professor, um homem alto e calvo. Sua mesa tinha uma placa que o&lt;br /&gt;identificava como Sr. Mason. Ele ficou me olhando assim que leu meu nome -o que&lt;br /&gt;não era encorajador -e lógico que fiquei vermelha igual a um tomate. Mas pelo menos&lt;br /&gt;ele me mandou sentar numa classe vazia no fundo da sala sem me apresentar à turma.&lt;br /&gt;Era mais difícil para meus colegas ficarem me encarando enquanto eu estava no fundo&lt;br /&gt;da sala, mas de alguma forma eles conseguiam. Fixei meu olhar na lista de leitura que o&lt;br /&gt;professor tinha me dado. Era bem básica: Brontë, Shakespeare, Chaucer, Faulkner. Já&lt;br /&gt;tinha lido todos. Isso era reconfortante... e chato. Fiquei pensando se minha mãe me&lt;br /&gt;mandaria minha pasta de trabalhos velhos, ou se ia pensar que isso era colar. Fiquei&lt;br /&gt;pensando em diferentes discussões que teria com ela enquanto o professor falava.&lt;br /&gt;Quando bateu o sinal, um garoto meio desajeitado, alto, com problemas de pele e cabelo&lt;br /&gt;preto como carvão se encostou no batente da porta para falar comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Você é Isabella Swan, não é? — ele parecia do tipo muito prestativo, parte do clube&lt;br /&gt;de xadrez.&lt;br /&gt;— Bella — corrigi. Todo mundo em volta se virou para me olhar.&lt;br /&gt;— Onde é sua próxima aula — ele perguntou.&lt;br /&gt;Precisei olhar na mochila. — Hm, Governo, com o professor Jefferson, no prédio seis.&lt;br /&gt;Não havia para onde olhar sem encontrar olhos curiosos.&lt;br /&gt;— Estou indo para o prédio quatro, posso te mostrar o caminho... — definitivamente&lt;br /&gt;muito prestativo.&lt;br /&gt;— Sou Eric. — Ele adicionou.&lt;br /&gt;Sorri discretamente. — Obrigada.&lt;br /&gt;Pegamos nossos casacos e saimos para a chuva, que tinha ficado mais forte. Poderia&lt;br /&gt;jurar que muitas das pessoas andando atrás de nós estavam perto o bastante para ficar&lt;br /&gt;ouvindo a conversa. Desejei não estar ficando paranóica.&lt;br /&gt;— Então, aqui é bem diferente de Phoenix, hein? — ele perguntou.&lt;br /&gt;— Muito.&lt;br /&gt;— Não chove muito lá, não é?&lt;br /&gt;— Três ou quatro vezes por ano.&lt;br /&gt;— Uau, como será que é isso? — ele ficou imaginando.&lt;br /&gt;— Ensolarado. — eu lhe disse.&lt;br /&gt;— Você não parece bronzeada.&lt;br /&gt;— Minha mãe é parte albina.&lt;br /&gt;Ele analisou meu rosto com apreensão e eu suspirei. Parecia que nuvens e senso de&lt;br /&gt;humor não se misturavam. Alguns meses disso aqui e eu esqueceria como se usa&lt;br /&gt;sarcasmo.&lt;br /&gt;Andamos de volta ao redor do refeitório, em direção aos prédios que ficavam no sul, ao&lt;br /&gt;lado do ginásio. Eric me levou até a porta, apesar de estar bem claro que aquele era o&lt;br /&gt;prédio.&lt;br /&gt;— Bem, boa sorte. — Ele disse enquanto eu alcançava a maçaneta. — Talvez tenhamos&lt;br /&gt;outras aulas juntos. — Ele soava esperançoso.&lt;br /&gt;Sorri vagamente para ele e entrei.&lt;br /&gt;O resto da manhã passou da mesma maneira. Meu professor de trigonometria, o Sr.&lt;br /&gt;Varner, a quem eu detestaria de qualquer forma por causa da matéria que ensinava, foi o&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;único que me fez ficar na frente da turma e me apresentar. Eu gaguejei, fiquei vermelha,&lt;br /&gt;e tropecei no caminho para a minha classe.&lt;br /&gt;Depois de duas aulas, comecei a reconhecer muitos dos rostos em cada uma delas.&lt;br /&gt;Sempre havia aqueles que eram mais corajosos e vinham se apresentar e me perguntar&lt;br /&gt;se estava gostando de Forks. Tentei ser diplomática, mas o que mais fiz foi mentir&lt;br /&gt;bastante. Pelo menos não precisei usar o mapa.&lt;br /&gt;Uma garota sentou do meu lado em ambas Trigonometria e Espanhol, e foi comigo até&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o refeitório na hora do almoço. Ela era bem baixinha, com vários centímetros do que os&lt;br /&gt;meus 1,65m, mas o cabelo escuro e encaracolado ajudava a balancear nossa diferença&lt;br /&gt;de alturas. Não conseguia lembrar o nome dela, então eu sorria e balançava a cabeça&lt;br /&gt;enquanto ela discorria sobre os professores e sobre as aulas. Não tentei acompanhar a&lt;br /&gt;conversa.&lt;br /&gt;Sentamos no final de uma mesa cheia dos amigos dela, os quais ela me apresentou.&lt;br /&gt;Esqueci os nomes assim que ela os disse. Eles pareciam impressionados com a coragem&lt;br /&gt;dela para falar comigo. O garoto do Inglês, Eric, acenou para mim do outro lado do&lt;br /&gt;refeitório.&lt;br /&gt;Foi ali, sentada no refeitório, tentando conversar com vários estranhos curiosos, que eu&lt;br /&gt;os vi pela primeira vez.&lt;br /&gt;Eles estavam sentados num canto do refeitório, o mais longe possível de onde eu estava.&lt;br /&gt;Eram cinco. Não conversavam e não comiam, apesar de cada um deles ter uma bandeja&lt;br /&gt;intocada de comida na sua frente. Eles não estavam me encarando, como a maior parte&lt;br /&gt;dos outros alunos, então era seguro ficar olhando para eles sem ter medo de encontrar&lt;br /&gt;um par de olhos excessivamente interessado. Mas não foi nenhuma dessas coisas que&lt;br /&gt;chamou, e prendeu, minha atenção.&lt;br /&gt;Eles não se pareciam em nada. Dos três garotos, um era grande -musculoso como um&lt;br /&gt;levantador de peso profissional, com cabelo escuro e encaracolado. Outro era alto, mais&lt;br /&gt;magro, mas ainda musculoso, e com cabelo loiro escuro. O outro era mais magro,&lt;br /&gt;menos musculoso, com cabelo cor de bronze, meio bagunçado. Ele parecia mais jovem&lt;br /&gt;do que os outros, que pareciam que poderiam estar na faculdade, ou até mesmo serem&lt;br /&gt;professores ao invés de alunos.&lt;br /&gt;As garotas eram opostos. A mais alta era maravilhosa. Ela tinha uma silhueta linda, do&lt;br /&gt;tipo que se vê na capa da revista Sports Illustrated, na edição de roupas de banho, e&lt;br /&gt;daquelas que fazem as outras garotas se sentirem mal consigo mesma só por estarem na&lt;br /&gt;mesma sala. O cabelo dela era dourado, gentilmente balançando até o meio das costas.&lt;br /&gt;A outra garota era mais baixa e parecia uma fadinha. Bem magra, com feições&lt;br /&gt;pequenas. O cabelo dela era totalmente preto, cortado curtinho e apontando para todas&lt;br /&gt;as direções.&lt;br /&gt;E ainda assim, eles se pareciam muito. Todos eram muito pálidos, os mais pálidos de&lt;br /&gt;todos os alunos dessa cidade sem sol. Mais pálidos do que eu, a albina. Todos tinham&lt;br /&gt;olhos bem escuros, apesar da diferença na cor dos cabelos. Além disso, eles tinham&lt;br /&gt;olheiras -sombras arroxeadas, como machucados. Como se todos eles tivessem passado&lt;br /&gt;a noite em claro, ou quase se recuperando de ter o nariz quebrado. Apesar de seus&lt;br /&gt;narizes, de todas as partes de seus corpos, serem perfeitamente retos e angulares.&lt;br /&gt;Mas não era por causa de tudo isso que não conseguia tirar os olhos deles.&lt;br /&gt;Eu os olhava por que seus rostos, tão diferentes, tão iguais, eram todos&lt;br /&gt;devastadoramente, inumanamente lindos. Eram rostos que você nunca espera encontrar&lt;br /&gt;além de, talvez, nas páginas editadas de uma revista de moda. Ou pintadas por um dos&lt;br /&gt;velhos mestres como a face de um anjo. Era difícil decidir quem era o mais belo -talvez&lt;br /&gt;a perfeita loira, ou o garoto com cabelos cor de bronze.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estavam todos olhando para longe -longe um dos outros, longe dos outros alunos,&lt;br /&gt;longe de qualquer coisa em particular que eu pudesse ver. Enquanto eu olhava a garota&lt;br /&gt;mais baixa levantou com a bandeja -o refrigerante fechado, a maçã inteira -e foi&lt;br /&gt;embora com um passo rápido e gracioso que deveria estar em uma passarela. Eu fiquei&lt;br /&gt;olhando, maravilhada com os passos de dançarina dela, até ela largar a bandeja e sair&lt;br /&gt;pela porta de trás, mais rápido do que eu imaginava ser possível. Meus olhos voltaram&lt;br /&gt;logo para os outros, que estavam lá, sem mudanças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Quem são eles? — perguntei à garota da aula de espanhol, de quem eu não lembrava&lt;br /&gt;o nome.&lt;br /&gt;Enquanto ela olhava para ver de quem eu estava falando -apesar de já saber,&lt;br /&gt;provavelmente, por causa do meu tom de voz -de repente ele olhou para ela, o mais&lt;br /&gt;magro, o mais garoto de todos, talvez o mais jovem. Ele olhou para a garota do meu&lt;br /&gt;lado por só uma fração de segundo e então seus olhos escuros se dirigiram aos meus.&lt;br /&gt;Ele olhou para longe bem rápido, mais rápido do que eu conseguiria, apesar de numa&lt;br /&gt;onde de vergonha eu tenha baixado meus olhos na mesma hora. Naquele pequeno&lt;br /&gt;instante, seu rosto não aparentou interesse -era como se ela tivesse chamado o nome&lt;br /&gt;dele, e ele olhara numa resposta involuntária, já tendo decidido que não ia responder.&lt;br /&gt;A garota do meu lado riu envergonhada, olhando para a mesa, assim como eu.&lt;br /&gt;— Aqueles são Edward e Emmett Cullen e Rosalie e Jasper Hale. A que foi embora é&lt;br /&gt;Alice Cullen. Todos vivem juntos com o Dr. Cullen e a esposa dele. — Ela falou isso&lt;br /&gt;meio entre os dentes.&lt;br /&gt;Olhei meio de lado para o garoto lindo, que agora olhava para a bandeja dele, picando&lt;br /&gt;um pãozinho com dedos pálidos e longos. Seus lábios se moviam rapidamente, seus&lt;br /&gt;lábios perfeitos mal se abrindo. Os outros três ainda olhavam para longe, ainda assim eu&lt;br /&gt;sentia que ele estava falando com eles.&lt;br /&gt;Nomes estranhos e pouco populares, eu pensei. Os tipos de nomes que avós tinham.&lt;br /&gt;Mas talvez fosse moda aqui -nomes de cidade pequena? Finalmente lembrei que a&lt;br /&gt;garota ao meu lado se chamava Jessica, um nome perfeitamente comum. Havia duas&lt;br /&gt;garotas chamadas Jessica na minha aula de História, em Phoenix.&lt;br /&gt;— Eles são... muito bonitos. — lutei contra a óbvia falta de intensidade do que disse.&lt;br /&gt;— Sim! — Jessica concordou dando outro risinho. — Mas eles já estão juntos -Emmett&lt;br /&gt;e Rosalie, e Jasper e Alice. E moram juntos. — A voz dela continha todo o choque e&lt;br /&gt;reprovação de uma cidade pequena, pensei criticamente. Mas se eu fosse honesta, teria&lt;br /&gt;que admitir que até em Phoenix algo assim seria motivo de fofocas.&lt;br /&gt;— Quais são os Cullens? — perguntei — Eles não se parecem...&lt;br /&gt;— Ah, mas não são. O Dr. Cullen é bem jovem, tem uns 20 ou 30 e poucos. São todos&lt;br /&gt;adotados. Já os Halle são irmão e irmã, gêmeos -são os loiros -e vivem com eles.&lt;br /&gt;— Eles não são um pouco velhos pra isso?&lt;br /&gt;— Agora sim, Jasper e Rosalie já têm dezoito anos, mas vivem com a Sra. Cullen desde&lt;br /&gt;que tinham oito. Ela é tia deles ou algo assim.&lt;br /&gt;— Isso é bem legal -deles cuidarem de todas essas crianças assim, sendo tão jovens.&lt;br /&gt;— Acho que sim. — Jessica admitiu relutantemente, e fiquei com a impressão de que&lt;br /&gt;ela não gostava do doutor e da esposa dela por algum motivo. Com os olhares que ela&lt;br /&gt;dava na direção deles, imaginei que o motivo fosse inveja. — Mas acho que a Sra.&lt;br /&gt;Cullen não pode ter filhos. — ela disse, como se isso diminuísse a bondade deles.&lt;br /&gt;Durante toda essa conversa, meus olhos iam e voltavam para a mesa onde a estranha&lt;br /&gt;família estava sentada. Eles continuavam olhando para as paredes e não comendo.&lt;br /&gt;— Eles sempre moraram em Forks? — perguntei. Com certeza eu os teria notado em&lt;br /&gt;algum dos meus verões aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Não. — ela disse num tom de voz que implicava que isso era óbvio, até alguém&lt;br /&gt;recém chegado como eu deveria saber. — Eles vieram para cá dois anos atrás, vindos de&lt;br /&gt;algum lugar no Alasca.&lt;br /&gt;Senti uma onda de compaixão, e alívio. Compaixão porque, apesar de serem lindos,&lt;br /&gt;eram de fora, claramente não eram aceitos. Alívio porque eu não era a única novata&lt;br /&gt;aqui, e certamente não a mais interessante.&lt;br /&gt;Enquanto eu os analisava, o mais novo, um dos Cullens, olhou para mim e nossos olhos&lt;br /&gt;se encontraram, dessa vez com uma expressão evidente de curiosidade. Enquanto eu&lt;br /&gt;esquivava meu olhar, me pareceu que no dele havia alguma expectativa não alcançada.&lt;br /&gt;— Qual deles é o garoto de cabelos castanhos avermelhados? — perguntei. Espiei com&lt;br /&gt;o canto do olho e ele ainda me encarava, mas não como os outros alunos tinham feito&lt;br /&gt;durante todo o dia -a expressão dele era meio frustrada. Olhei para baixo novamente.&lt;br /&gt;— Aquele é Edward. Ele é maravilhoso, lógico, mas não perca tempo. Ele não namora.&lt;br /&gt;Nenhuma das garotas daqui são bonitas o suficiente para ele, aparentemente. — ela&lt;br /&gt;desdenhou, um caso claro de rejeição. Fiquei me perguntando quando ele tinha rejeitado&lt;br /&gt;ela.&lt;br /&gt;Mordi o lábio para esconder um sorriso, e então olhei para ele novamente. Seu rosto&lt;br /&gt;estava virado para o outro lado, mas me pareceu, pelos músculos do rosto, que ele sorria&lt;br /&gt;também.&lt;br /&gt;Após mais alguns minutos os outros quatro deixaram a mesa juntos. Todos eram&lt;br /&gt;notoriamente graciosos -até mesmo o grandalhão. Era algo desconcertante de se&lt;br /&gt;observar. O que se chamava Edward não olhou para mim novamente.&lt;br /&gt;Fiquei na mesa com Jessica e seus amigos mais tempo do que ficaria se estivesse&lt;br /&gt;sozinha ali. Estava ansiosa para não chegar atrasada nas aulas no meu primeiro dia.&lt;br /&gt;Uma das minhas novas conhecidas, que gentilmente me lembrou que seu nome era&lt;br /&gt;Angela, tinha Biologia II comigo no próximo período. Fomos juntas para a aula, em&lt;br /&gt;silêncio. Ela era tímida também.&lt;br /&gt;Quando entramos na sala de aula, Angela foi sentar-se numa mesa de laboratório, com&lt;br /&gt;tampa preta, exatamente como as que eu estava acostumada. Ela já tinha um par. Na&lt;br /&gt;verdade, todas as mesas estavam ocupadas, com a exceção de uma. Ao lado da fileira do&lt;br /&gt;meio, reconheci Edward Cullen por seu cabelo peculiar, sentado ao lado da única&lt;br /&gt;cadeira vazia.&lt;br /&gt;Enquanto fui até o professor para me apresentar e pedir para que ele assinasse meu&lt;br /&gt;papel, secretamente observava Edward. No momento em que passei, ele ficou rígido de&lt;br /&gt;repente. Ele me encarou novamente, seus olhos encontraram os meus com a mais&lt;br /&gt;estranha das expressões em seu rosto -era hostil, furiosa. Olhei para longe rapidamente,&lt;br /&gt;chocada, ficando vermelha novamente. Tropecei num livro e precisei me segurar em&lt;br /&gt;uma mesa. A menina sentada ali riu.&lt;br /&gt;Tinha notado que os olhos dele eram negros, como carvão.&lt;br /&gt;O Sr. Banner assinou meu papel e me entregou um livro sem o besteirol das&lt;br /&gt;apresentações. Pude prever que nos daríamos bem. Obviamente, ele não tinha escolha a&lt;br /&gt;não ser mandar eu me sentar na única classe vazia no meio da sal. Mantive meu olhar&lt;br /&gt;baixo enquanto ia sentar ao lado dele, confusa com o olhar maldoso que ele tinha me&lt;br /&gt;dado.&lt;br /&gt;Não olhei para cima enquanto colocava o livro na mesa e me sentava, mas vi, com o&lt;br /&gt;canto do olho, sua postura mudar. Ele estava se inclinando para longe de mim, sentado&lt;br /&gt;bem na ponta da cadeira e virando a cara como seu eu tivesse cheiro ruim.&lt;br /&gt;Discretamente, cheirei meu cabelo. Tinha cheiro de morangos, que era o perfume do&lt;br /&gt;meu xampu preferido. Parecia um cheiro inocente o bastante. Deixei meu cabelo cair&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sobre meu ombro direito, criando uma cortina escura entre nós, e tentei prestar atenção&lt;br /&gt;no professor.&lt;br /&gt;Infelizmente a aula era sobre anatomia celular, algo que eu já tinha estudado. Fui&lt;br /&gt;fazendo anotações mesmo assim, sempre olhando para baixo.&lt;br /&gt;Não conseguia me conter e, de vez em quando, olhava para o garoto estranho ao meu&lt;br /&gt;lado, através da cortina de cabelo. Durante a aula toda ele não relaxou de posição,&lt;br /&gt;sentado na ponta da cadeira, o mais longe possível de mim. Pude ver que sua mão sobre&lt;br /&gt;a perna esquerda estava em punho, os tendões se destacando sob a pele clara. Também&lt;br /&gt;não relaxou a mão sequer uma vez. As mangas da sua camisa branca estavam puxadas&lt;br /&gt;até os cotovelos, e seu braço era surpreendentemente musculoso. Ele não era tão frágil&lt;br /&gt;quanto parecia quando comparado com o irmão.&lt;br /&gt;A aula parecia se arrastar mais do que as outras. Será que era por que o dia estava&lt;br /&gt;finalmente acabando ou por que esperava que seu pulso fosse relaxar? Ele nunca o fez.&lt;br /&gt;Ele estava tão imóvel que parecia que não respirava. Qual era o problema dele? Será&lt;br /&gt;que isso era o comportamento normal dele? Me questionei sobre o que tinha pensado&lt;br /&gt;sobre a amargura de Jessica durante o almoço. Talvez ela não fosse tão rancorosa como&lt;br /&gt;eu pensava.&lt;br /&gt;Não poderia ser comigo. Ele nunca tinha me visto na vida.&lt;br /&gt;Espiei de novo e me arrependi. Ele estava me olhando novamente, seus olhos negros&lt;br /&gt;cheios de repulsa. Enquanto me afastava dele, me espremendo na cadeira, a frase "se&lt;br /&gt;olhar matasse" cruzou minha mente.&lt;br /&gt;Naquele momento o alarme bateu alto, me assustando, e Edward Cullen já tinha se&lt;br /&gt;levantado. Ele era muito mais alto do que tinha imaginado, e de costas para mim ele se&lt;br /&gt;foi fluidamente. Antes que qualquer um dos outros estivesse de pé, ele já tinha saído&lt;br /&gt;pela porta.&lt;br /&gt;Fiquei congelada no lugar, olhando para ele. Ele era muito mau. Não era justo. Comecei&lt;br /&gt;a juntar minhas coisas devagar, tentando bloquear a raiva que me consumia, para não&lt;br /&gt;acabar chorando. Por algum motivo, meu humor tinha ligação com meus canais&lt;br /&gt;lacrimais. Geralmente chorava quando estava com raiva, uma mania humilhante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Você não é Isabella Swan? — perguntou uma voz masculina.&lt;br /&gt;Olhei para ver um garoto bonitinho, com cara de bebê, o cabelo loiro claro&lt;br /&gt;cuidadosamente moldado com gel, sorrindo para mim de um jeito amigável. Ele, com&lt;br /&gt;certeza, não achava que eu cheirava mal.&lt;br /&gt;— Bella. — corrigi com um sorriso.&lt;br /&gt;— Sou Mike.&lt;br /&gt;— Oi, Mike.&lt;br /&gt;— Precisa de ajuda pra encontrar sua próxima aula?&lt;br /&gt;— Na verdade, estou indo para o ginásio. Acho que consegui achá-lo.&lt;br /&gt;— Essa é minha próxima aula também. — ele parecia extasiado, apesar de não ser&lt;br /&gt;muita coincidência numa escola tão pequena.&lt;br /&gt;Fomos para a aula juntos. Ele era um conversador -ele falava bastante, o que facilitava&lt;br /&gt;para mim. Ele tinha morado na Califórnia até os dez anos, então ele me entendia com&lt;br /&gt;relação ao sol. E ele estava na minha aula de inglês também. Tinha sido a pessoa mais&lt;br /&gt;legal que conhecera aquele dia.&lt;br /&gt;Mas enquanto entrávamos no ginásio ele perguntou — Então, você fincou o lápis no&lt;br /&gt;Edward Cullen ou o quê? Nunca o vi agir assim.&lt;br /&gt;Então não tinha sido só eu que notara. E, aparentemente, não era assim que ele se&lt;br /&gt;comportava normalmente. Decidi bancar a desentendida.&lt;br /&gt;— Era o garoto sentado do meu lado em biologia? — perguntei ingenuamente.&lt;br /&gt;— Sim. — ele disse — Parecia que ele estava com dor ou algo parecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Não sei. — respondi — Nunca conversei com ele.&lt;br /&gt;— É um cara estranho. — Mike ficou por ali ao invés de ir para o vestiário. — Se eu&lt;br /&gt;tivesse tido a sorte de sentar do seu lado, teria conversado com você.&lt;br /&gt;Sorri para ele antes de ir para o vestiário das meninas. Ele era legal e claramente&lt;br /&gt;gostava de mim, mas isso não foi o bastante para diminuir minha irritação.&lt;br /&gt;O professor de Educação Física, Treinador Clapp, me deu um uniforme mas não me fez&lt;br /&gt;vesti-lo para a aula. Em Phoenix, só dois anos de EF eram obrigatórios, aqui, era&lt;br /&gt;obrigatório durante todos os anos. Forks literalmente era o meu inferno na Terra.&lt;br /&gt;Assisti a quatro jogos de vôlei ao mesmo tempo. Lembrando quantas vezes tinha&lt;br /&gt;machucado a mim mesma -e os outros -jogando vôlei, me senti nauseada.&lt;br /&gt;O sinal tocou finalmente. Fui lentamente até a secretaria para entregar minha papelada.&lt;br /&gt;A chuva tinha parado, mas o vento estava mais forte e mais frio. Me enrolei mais nas&lt;br /&gt;roupas.&lt;br /&gt;Quando entrei na quente secretaria, quase me virei e saí de novo.&lt;br /&gt;Edward Cullen estava parado à mesa logo na minha frente. Novamente reconheci aquele&lt;br /&gt;cabelo cor de bronze e desarrumado. Ele pareceu não perceber a minha entrada. Me&lt;br /&gt;encostei na parede, esperando a recepcionista poder me atender.&lt;br /&gt;Ele estava conversando com ela numa voz baixa e atraente. Logo peguei o motivo da&lt;br /&gt;conversa: ele queria trocar o período da aula de biologia para outro horário, qualquer&lt;br /&gt;outro.&lt;br /&gt;Não podia acreditar que era por minha causa. Tinha que ser outra coisa, algo que&lt;br /&gt;acontecera antes de eu entrar na sala. A expressão em seu rosto tinha que ser por outro&lt;br /&gt;motivo. Era impossível que esse estranho tivesse me detestado tanto assim, tão&lt;br /&gt;subitamente.&lt;br /&gt;A porta abriu novamente, e o vento frio entrou de repente, levantando os papéis sobre a&lt;br /&gt;mesa, jogando meu cabelo sobre meu rosto. A garota que entrara simplesmente chegou&lt;br /&gt;na mesa, colocou um bilhete na cesta de arame e saiu novamente. Mas Edward Cullen&lt;br /&gt;ficou rígido e se virou lentamente para me olhar -o rosto dele era absurdamente lindo com&lt;br /&gt;olhos fulminantes e cheios de ódio. Por um instante senti puro medo, levantando os&lt;br /&gt;pêlos dos meus braços. O olhar só durou um segundo, mas me congelou mais do que o&lt;br /&gt;vento enregelante. Ele se virou novamente para a recepcionista.&lt;br /&gt;— Deixa para lá, então. — ele disse apressadamente com uma voz aveludada. — Vejo&lt;br /&gt;que é impossível. Muito obrigado pela ajuda. — se virou sem olhar para mim de novo e&lt;br /&gt;saiu pela porta.&lt;br /&gt;Fui calmamente até a mesa, meu rosto branco ao invés de vermelho, e entreguei o papel&lt;br /&gt;assinado.&lt;br /&gt;— Como foi seu primeiro dia, querida? — a recepcionista perguntou, maternalmente.&lt;br /&gt;— Bem. — menti com a voz fraca. Ela não pareceu convencida.&lt;br /&gt;Quando cheguei na caminhonete, era praticamente o último carro no estacionamento.&lt;br /&gt;Ela era como um refúgio, a coisa mais perto de um lar que eu tinha nesse buraco verde e&lt;br /&gt;úmido. Sentei lá dentro por um tempo, simplesmente olhando pelo vidro. Mas logo&lt;br /&gt;estava frio o bastante para precisar do aquecedor, então virei a chave e o motor ganhou&lt;br /&gt;vida. Peguei meu caminho de volta para a casa do Charlie, lutando para não chorar&lt;br /&gt;durante todo o caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2-LIVRO ABERTO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro dia foi melhor...e pior.&lt;br /&gt;Foi melhor porque não estava chovendo ainda,apesar de as nuvens estarem densas e&lt;br /&gt;opacas.Foi mais fácil porque eu já sabia o que esperar do meu dia.Mike veio se sentar&lt;br /&gt;ao meu lado em Inglês,e me acompanhou até a minha próxima aula,com Eric Do Clube&lt;br /&gt;De Xadrez encarando ele o tempo inteiro;era uma reclamação.As pessoas não ficaram&lt;br /&gt;me olhando tanto quanto ontem.Eu sentei com um grande grupo que incluia&lt;br /&gt;Mike,Eric,Jessica e muitas outras daquelas pessoas cujos nomes e rostos eu lembrava&lt;br /&gt;agora.Eu comecei a sentir que agora eu andava na água, ao invés de afundar nela.&lt;br /&gt;Foi pior porque eu estava cansada; eu ainda não conseguia dormir com o vento ecoando&lt;br /&gt;ao redor da casa.Foi pior porque o Sr.Varner me chamou em Trigonometria quando a&lt;br /&gt;minha mão não estava levantada e eu dei a resposta errada.Foi infeliz porque eu tive que&lt;br /&gt;jogar Vôlei,e na única vez que eu não fugi da bola eu atingí a minha parceira de time na&lt;br /&gt;cabeça com ela.E foi pior porque Edward Cullen não estava na escola.&lt;br /&gt;durante a manhã inteira eu estive temendo o almoço,sentindo seus olhares bizarros.Parte&lt;br /&gt;de mim queria confrontá-lo e ordenar que ele disesse qual era o problema.Enquanto eu&lt;br /&gt;estava deitada acordada na cama,eu até imaginei o que eu diria.Mas eu me conhecia&lt;br /&gt;bem demais pra achar que eu teria a coragem de fazer isso.Eu fiz o leão covarde do&lt;br /&gt;Mágico de Oz parecer o Exterminador.&lt;br /&gt;Mas quando eu entrei na cafeteria com Jéssica-tentando evitar que os meus olhos&lt;br /&gt;vasculhassem o lugar procurando por ele,e falhando miserávelmente-eu ví que seus&lt;br /&gt;quatro irmão estavam sentados juntos na mesma mesa,e ele não estava com eles.&lt;br /&gt;Mike nos recebeu e nos guiou até a mesa dele.Jessica parecia alegre pela atenção,e as&lt;br /&gt;amigas dela rapidamente se juntaram á nós. Enquanto eu tentava ouvir a conversa&lt;br /&gt;fluente deles,eu estava terrivelmente desconfortável,esperando nervosamente pelo&lt;br /&gt;momento que ele chegaria.Eu esperava que ele simplesmente me ignorasse quando&lt;br /&gt;chegasse,e provasse que as minhas suspeitas eram falsas.&lt;br /&gt;Ele não veio,e com o passar do tempo eu fiquei mais e mais nervosa.&lt;br /&gt;Eu fui para Biologia mais confiante quando,ao final do almoço,ele ainda não havia&lt;br /&gt;aparecido.Mike,que estava agindo como um cão de guarda,andou fielmente ao meu lado&lt;br /&gt;até a sala de aula.Eu segurei o fôlego na porta,mas Edward Cullen também não estava&lt;br /&gt;lá.Eu exalei e fui me sentar.Mike me seguiu, falando de uma viagem á praia que estava&lt;br /&gt;pra acontecer.Ele se curvou na minha mesa até que o sinal tocou.Aí ele sorriu&lt;br /&gt;tristemente pra mim e foi sentar perto de uma garota de aparelho e com um penteado&lt;br /&gt;ruim.Parecia que eu teria que fazer alguma coisa em relação á Mike,e não seria fácil.Em&lt;br /&gt;uma cidade como essa,em que todo mundo vive em cima de todo mundo,diplomacia é&lt;br /&gt;essencial.Eu nunca tive muito tato;eu nunca tive muita prática em lidar com garotos&lt;br /&gt;amigáveis demais.&lt;br /&gt;Eu estava aliviada que teria a mesa para mim mesma,que Edward estava ausente.Eu&lt;br /&gt;disse isso para mim mesma repetidamente.Era rudiculo, e egoísta,pensar que eu podia&lt;br /&gt;afetar alguém desse jeito.Era impossível.E ainda assim eu não conseguia parar de pensar&lt;br /&gt;que fosse verdade.&lt;br /&gt;Quando o dia na escola finalmente acabou,e as minhas bochechas não estavam mais&lt;br /&gt;coradas por causa do incidente no Vôlei,eu rapidamente coloquei as minhas calças jeans&lt;br /&gt;e o meu suéter azul marinho.Eu saí correndo do vestiário feminino,contente de ver que&lt;br /&gt;momentaneamente eu havia conseguido afastar o meu amigo cão de guarda.&lt;br /&gt;Eu caminhei rapidamente até o estacionamento.Agora estava cheio de alunos.Eu entrei&lt;br /&gt;na minha caminhonete e procurei na minha mochila pra ver se eu tinha tudo que eu&lt;br /&gt;precisava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;noite passada eu descobrí que Charlie não sabia cozinhar nada além de ovos fritos e&lt;br /&gt;bacon.Então eu pedí pra tomar conta dos detalhes da cozinha enquanto durasse a minha&lt;br /&gt;estada.Ele ficou feliz o suficiente pra me passar a chava da sala do banquete.Então eu&lt;br /&gt;estava com a minha lista de compras e o dinheiro do jarro no armário onde havia&lt;br /&gt;DINHEIRO DA COMIDA escrito,e estava á caminho da Thriftway(axu q é o nome de&lt;br /&gt;uma loja).&lt;br /&gt;Eu dei ingnição no motor barulhento,ignorando as cabeças que viraram em minha&lt;br /&gt;direção e dei ré cuidadosamente e entrei na fila de carros que esperava para sair do&lt;br /&gt;estacionamento.Enquanto eu esperava,tentando fingir que o barulho ensurdecedor&lt;br /&gt;estava vindo do carro de outra pessoa,eu ví os dois irmãos Cullen e os dois gêmeos Hale&lt;br /&gt;entrando no carro deles.Era um Volvo novinho em folha.É claro.&lt;br /&gt;Eu nunca havia reparado nas roupas deles antes-eu estav hipnotizada demais com os&lt;br /&gt;rostos deles.Agora que eu havia olhado,era óbvio que todos eles se vestiam&lt;br /&gt;excepcionalmente bem;simples,mas com roupas que claramente eram assinadas por&lt;br /&gt;estilistas famosos.Com os seus rostos notáveis e com o estilo com que se&lt;br /&gt;comportavam,eles podiam usar trapos e ainda ficarem bem.Parecia demais pra eles ter&lt;br /&gt;tanto beleza quanto dinheiro.Até onde eu podia dizer,era assim que a vida funcionava na&lt;br /&gt;maioria da vezes.No caso deles, isso não parecia ter comprado aceitação por aqui.&lt;br /&gt;Não,eu não acreditava inteiramente nisso.A isolação deve ser desejo deles;eu não podia&lt;br /&gt;imaginar nenhuma porta que não estivesse aberta á esse grau de beleza.&lt;br /&gt;Eles olharam para a minha caminhonete barulhenta quando eu passei por eles,igual a&lt;br /&gt;todo mundo.Eu mantive os meus olhos virados para a frente e fiquei aliviada quando&lt;br /&gt;finalmente estava livre da escola.&lt;br /&gt;A Thriftway não era longe da escola,só algumas ruas ao sul,fora da estrada.Era bom&lt;br /&gt;estar dentro do supermercado;parecia normal.Eu fazia as compras em casa,e me moldei&lt;br /&gt;aos padrões da tarefa familiar alegremente.&lt;br /&gt;A loja era grande o suficiente pra me fazer não ouvir a chuva no telhado e esquecer de&lt;br /&gt;onde eu estava.&lt;br /&gt;Quando eu cheguei em casa,eu descarregeui as compras e enfiei elas em qualquer&lt;br /&gt;espaço vazio que consegui achar.Eu esperava que Charlie não se incomodasse.Eu&lt;br /&gt;embrulhei batatas em papel alumínio e coloquei no forno pra assar,cobri bifes com&lt;br /&gt;molho marinado e equilibrei-os em cima de uma caixa de ovos,em uma frigideira.&lt;br /&gt;Quando eu terminei de fazer isso,eu subí com a minha mochila.Antes de começar a&lt;br /&gt;fazer o meu dever de casa,eu me troquei colocando uma calça seca e prendendo o meu&lt;br /&gt;cabelo em um rabo de cavalo,e chequei meus e-mails pela primeira vez.Eu tinha três&lt;br /&gt;mensagens.&lt;br /&gt;"Bella",minha mãe escreveu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ME ESCREVA ASSIM QUE CHEGAR.ME DIGA COMO FOI O SEU VÔO.ESTÁ&lt;br /&gt;CHOVENDO? JÁ SINTO A SUA FALTA.JÁ ESTOU QUASE TERMINANDO DE&lt;br /&gt;FAZER AS MALAS PARA A FLÓRIDA, MAS NÃO CONSIGO ACHAR A MINHA&lt;br /&gt;BLUSA ROSA.&lt;br /&gt;VOCÊ SABE ONDE EU DEIXEI? PHIL DIZ OI. MAMÃE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu suspirei e fui para a próxima mensagem.Foi mandada oito horas depois da primeira.&lt;br /&gt;"Bella",ela escreveu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PORQUÊ VOCÊ AINDA NÃO ME RESPONDEU? O QUE VOCÊ ESTÁ&lt;br /&gt;ESPERANDO?&lt;br /&gt;MAMÃE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última foi de hoje de manhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ISABELLA,SE EU NÃO TIVER NOTÍCIAS DE VOCÊ ATÉ 5:30 DE TARDE DE&lt;br /&gt;HOJE,EU VOU LIGAR PARA CHARLIE.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu olhei para o rélógio.Eu ainda tinha uma hora,mas minha mãe era bem conhecida por&lt;br /&gt;agir precipitadamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MÃE&lt;br /&gt;SE ACALME. EU ESTOU ESCREVENDO AGORA. NÃO FAÇA NADA&lt;br /&gt;IMPRUDENTE.&lt;br /&gt;BELLA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu enviei essa e comecei de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MÃE,&lt;br /&gt;TUDO ESTÁ ÓTIMO.É CLARO QUE ESTÁ CHOVENDO.EU ESTAVA&lt;br /&gt;ESPERANDO POR ALGO SOBRE O QUE ESCREVER.A ESCOLA NÃO É&lt;br /&gt;RUIM,SÓ UM POUCO REPETITIVA.EU CONHECÍ UM PESSOAL LEGAL QUE&lt;br /&gt;SENTA COMIGO NO ALMOÇO.&lt;br /&gt;SUA BLUSA ESTÁ NA LAVANDERIA-VOCÊ DEVIA TER IDO BUSCAR ELA&lt;br /&gt;SEXTA FEIRA.&lt;br /&gt;CHARLIE COMPROU UMA CAMINHONETE,DÁ PRA ACREDITAR? EU&lt;br /&gt;ADOREI.É MEIO VELHA, MAS TEM PORTE,O QUE É BOM,SABE,PRA MIM.&lt;br /&gt;TAMBÉM SINTO SUA FALTA.EU VOU ESCREVER DE NOVO EM BREVE,MAS&lt;br /&gt;NÃO VOU FICAR CHECANDO OS MEUS E-MAILS A CADA CINCO&lt;br /&gt;MINUTOS.RELAXE,RESPIRE.EU TE AMO.&lt;br /&gt;BELLA.&lt;br /&gt;Eu decidí ler O MORRO DOS VENTOS UIVANTES-o romance que estamos&lt;br /&gt;estudando atualmente em Inglês-de qualquer forma era só pela diversão,e era isso que&lt;br /&gt;eu estava fazendo quando Charlie chegou em casa.Eu perdí a noção do tempo,e corrí&lt;br /&gt;para tirar as batatas do forno e colocar o bife pra grelhar.&lt;br /&gt;"Bella?",meu pai chamou quando me ouviu descer as escadas.&lt;br /&gt;Quem mais? Eu pensei comigo mesma.&lt;br /&gt;"Oi,pai,bem vindo ao lar"&lt;br /&gt;"Obrigado".Ele tirou o colete da arma e tirou as botas enquanto eu entrava na&lt;br /&gt;cozinha.Até onde eu sabia,meu pai nunca usou sua arma no trabalho.Mas ele a mantinha&lt;br /&gt;pronta.Quando eu vinha aqui quando criança ele sempre tirava as balas assim que&lt;br /&gt;entrava em casa.Acho que agora me considerava velha o suficiente pra não atirar em&lt;br /&gt;mim mesma por acidente,e não deprimida o suficiente para não atirar em mim mesma&lt;br /&gt;de propósito.&lt;br /&gt;"O que tem para o jantar?",ele perguntou cautelosamente.Minha mãe era uma&lt;br /&gt;cozinheira imaginativa e os experimentos dela não eram sempre comestíveis.Eu estava&lt;br /&gt;surpresa,e triste,que ele parecia se lembrar daquela época.&lt;br /&gt;"Bife e batatas",eu disse e ele pareceu aliviado.&lt;br /&gt;Ele pareceu se sentir estranho de pé na cozinha sem fazer nada;ele foi pra a sala de estar&lt;br /&gt;assistir TV enquanto eu trabalhava na cozinha.Ficávamos os dois mais confortáveis&lt;br /&gt;desse jeito.Eu fiz uma salada enquanto os bifes grelhavam,e fiz a mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu o chamei quando o jantar estava pronto,ele cheirou apreciadoramente enquanto&lt;br /&gt;entrava na cozinha.&lt;br /&gt;"O cheiro é bom,Bell."&lt;br /&gt;"Obrigada"&lt;br /&gt;Nós comemos em silêncio por alguns minutos.Não era desconfortável. Nenhum de nós&lt;br /&gt;estava incomodado por estar quieto.Em alguns sentidos, nós servíamos para morar&lt;br /&gt;juntos.&lt;br /&gt;"Então,você gostou da escola? Você fez amigos?"ele perguntou como que pra passar o&lt;br /&gt;tempo.&lt;br /&gt;"Bem,eu tenho algumas aulas com uma garota chamada Jéssica.Eu sento com as amigas&lt;br /&gt;dela no almoço.E tem esse garoto,Mike,que é muito amigável.Todos parecm ser muito&lt;br /&gt;legais."Com uma excessão.&lt;br /&gt;"Esse deve ser Mike Newton.Bom garoto-Boa família.O pai dele é dono da loja de&lt;br /&gt;suplementos esportivos que fica fora da cidade.Ele faz um bom dinheiro por causa&lt;br /&gt;daqueles mochileiros que vêm á cidade."&lt;br /&gt;"Você conhece a família Cullen?" eu perguntei hesitante.&lt;br /&gt;"A família do Dr.Cullen? Claro.O Dr.Cullen é um ótimo homem"&lt;br /&gt;"Eles...as crianças são um pouco diferentes.Eles não parecem se adequar muito bem na&lt;br /&gt;escola."&lt;br /&gt;Charlie me surpreendeu parecendo um pouco irritado.&lt;br /&gt;"As pessoas dessa cidade." ele murmurou. "Dr.Cullen é um cirurgião brilhante que&lt;br /&gt;poderia provavelmente trabalhar em qualquer hospital do mundo,ganhando dez vezes&lt;br /&gt;mais do que o salário dele aqui." ele continuou,falando mais alto "Temos sorte por tê-lo&lt;br /&gt;-sorte que a esposa dele quis viver numa cidade pequena.Ele é um aditivo á&lt;br /&gt;comunidade e todos aqueles garotos são bem comportados e educados. Eu tive as&lt;br /&gt;minhas dúvidas quando eles vieram pra cá,com todos aqueles adolescentes adotados.Eu&lt;br /&gt;pensei que teríamos problemas com eles.Mas eles são todos muito maduros-eu nunca&lt;br /&gt;tive nenhuma espécie de problema com nenhum deles.Isso é mais do que eu posso dizer&lt;br /&gt;de algumas crianças cujas famílias viveram aqui por gerações.&lt;br /&gt;E eles ficam juntos do jeito que uma família deve ficar-acampando ás vezes nos finais&lt;br /&gt;de semana...Só porque eles são novos na cidade as pessoa têm que ficar falando."&lt;br /&gt;Foi o discurso mais longo que eu já ví Charlie fazendo.Ele deve ser fortemente contra o&lt;br /&gt;que quer que as pessoas estão dizendo.&lt;br /&gt;Eu dei pra tras. "Eles pareceram bons o suficiente pra mim.Eu só reparei que eles ficam&lt;br /&gt;muito sozinhos.Eles são todos muito atraentes." eu adicionei isso tentando parecer&lt;br /&gt;complementar.&lt;br /&gt;"Você devia ver o doutor" Charlie disse rindo "Que bom que ele é feliz no&lt;br /&gt;casamento.Muitas enfermeiras se esforçam em se concentrar em seus trabalhos quando&lt;br /&gt;ele está por perto"&lt;br /&gt;Nós continuamos em silêncio até terminarmos de comer. Ele limpou a mesa enquanto&lt;br /&gt;eu comecei a lavar os pratos. Ele voltou para a TV, e depois que eu terminei de lavar os&lt;br /&gt;pratos á mão-nada de lavadora de pratos-eu subí sem vontade pra fazer o meu dever de&lt;br /&gt;Matemática.&lt;br /&gt;A noite finalmente estava quieta. Eu caí no sono rapidamente,&lt;br /&gt;exausta.&lt;br /&gt;O resto da semana foi sem novidades. Eu me acostumei á rotina das aulas. Na sexta eu&lt;br /&gt;já era capaz de reconhecer,se não nomear,quase todos os alunos da escola. Na&lt;br /&gt;ginástica,os garotos do meu timeaprenderam a não me passar a bola e a entrar&lt;br /&gt;rapidamente na minha frente se o outro time tentasse se aproveitar da minha fraqueza.&lt;br /&gt;Eu ficava alegremente fora do caminho deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edward Cullen não voltou á escola.&lt;br /&gt;Todos os dias eu observava ansiosamente quando os outros Cullen entravam na&lt;br /&gt;cafeteria sem ele. Então eu podia relaxar e aproveitar a conversa da hora do almoço. Na&lt;br /&gt;maioria das vezes a coversa era sobre uma viagem ao Prque Oceanográfico de La Push&lt;br /&gt;dentro de duas semanas que Mike estava planejando. Eu fiu convidada e tive que&lt;br /&gt;aceitar,mais por educação que por vontade. Praias têm que ser quentes e secas.&lt;br /&gt;Na sexta eu já me sentia confortável entrando na sala de Biologia, sem me preocupar&lt;br /&gt;que Edward pudesse estar lá.&lt;br /&gt;Até onde eu sabia,ele havia desistido da escola. Eu tentei não pensar nele,mas eu não&lt;br /&gt;podia suprimir totalmente a preocupação de que eu pudesse ser a responsável por sua&lt;br /&gt;ausência,por mais ridiculo que parecesse.&lt;br /&gt;Meu primeiro fim de semana em Forks passou sem incidentes. Charlie,&lt;br /&gt;desacostumado á ficar na casa normalmente vazia,trabalhou a maior parte do fim de&lt;br /&gt;semana. Eu limpei a casa,adiantei o dever de casa e escreví mais e-mails com bobagens&lt;br /&gt;alegres para a minha mãe. Eu dirigí até a biblioteca pública no sábado,mas o estoque era&lt;br /&gt;tão pobre que eu nem me encomodei em fazer um cartão;eu teria que arranjar uma data&lt;br /&gt;pra visitar Olympia ou Seattle em breve e achar uma boa loja de livros.&lt;br /&gt;Eu pensei á toa quantas milhas a caminhonete faria com um litro de gasolina...e tremí&lt;br /&gt;com o pensamento.&lt;br /&gt;A chuva permaneceu leve durante o fim de semana,quieta,então eu pude dormir bem.&lt;br /&gt;As pessoas me cumprimenteram no estacionamento da escola na segunda de manhã. Eu&lt;br /&gt;não sabia todos os nomes deles,mas eu acenei de volta e sorrí pra todos. Esta manhã&lt;br /&gt;estava mais frio,mas felizmente não chovendo. Em Inglês,Mike sentou no assento de&lt;br /&gt;costume ao meu lado.&lt;br /&gt;Tivemos uma arguição sobre O Morro dos Ventos Uivantes,eu estava adiantada,muito&lt;br /&gt;fácil.&lt;br /&gt;Tudo por tudo,eu estava me sentindo muito mais confortável do que eu imaginei que&lt;br /&gt;sentiria a esse ponto. Mais confortável do que eu jamais esperei me sentir aqui.&lt;br /&gt;Quando saímos da sala, o ar estava cheio de pedaços brancos rodando.&lt;br /&gt;Eu podia ouvir as pessoas gritando excitadamente umas para as outras. O vento mordeu&lt;br /&gt;minhas bochechas,meu nariz.&lt;br /&gt;"Uau", Mike disse, "Está nevando."&lt;br /&gt;Eu olhei para os pedacinhos de algodão que estavam se alojando na calçada e dançando&lt;br /&gt;errôneamente enquanto passavam pelo meu rosto.&lt;br /&gt;"Eca". Neve. Lá se vai meu bom dia.&lt;br /&gt;Ele pareceu surpreso."Você não gosta de neve?"&lt;br /&gt;"Não,significa que está frio demais para chover". Obvio. "Além do mais,eu pensei que&lt;br /&gt;elas deviam descer como flocos-sabe, unicos e essa coisa toda. Esses parecem&lt;br /&gt;contonetes usados."&lt;br /&gt;"Você nunca viu a neve cair?" ele perguntou sem acreditar.&lt;br /&gt;"Claro que já." eu pausei "na TV."&lt;br /&gt;Mike riu,e então uma grande,molhada bola de neve derretendo atingiu a parte de trás da&lt;br /&gt;sua cabeça. Eu tinha minhas suspeitas sobre Eric, que estava andando pra longe, de&lt;br /&gt;costas pra nós-na direção errada para a sua próxima aula. Aparentemente,Mike era da&lt;br /&gt;mesma opinião. Ele se curvou e começou a juntou uma pilha de neve branca.&lt;br /&gt;"Eu te vejo no almoço tá?" Eu continuei caminhando enquanto falava.&lt;br /&gt;"Quando as pessoas começam a atirar coisas molhadas, eu vou pra dentro"&lt;br /&gt;Ele só acenou com a cabeça,seus olhos na figura se distanciando de Eric.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a manhã,todos falavam excitadamente sobre a neve; aparentemente era a&lt;br /&gt;primeira nevasca do ano. Eu mantive minha boca fechada. Claro,era mais seca do que a&lt;br /&gt;chuva-até que derretia nas suas meias.&lt;br /&gt;Eu caminhei em alerta para a cafeteria com Jéssica. As bolas de neve voavam por todo&lt;br /&gt;lugar. Eu mantive uma pasta na minha mão,pronta para usá-la como escudo se&lt;br /&gt;necessário. Jessica achou hilário,mas algo na minha expressão não permitiu que ela&lt;br /&gt;mesma me atingisse com uma bola de neve.&lt;br /&gt;Mike nos alcansou quando passamos pela porta,rindo,com gelo derretendo pelos seus&lt;br /&gt;cabelos arrepiados. Ele e Jéssica converssavam animadamente sobre a guerra de neve&lt;br /&gt;quando entramos na fila para comprar a comida. Eu olhei para a mesa no canto por puro&lt;br /&gt;hábito. E congelei onde eu estava. Haviam cinco pessoas na fila.&lt;br /&gt;Jéssica me puxou pelo braço.&lt;br /&gt;"Alô? Bella? O que você quer?"&lt;br /&gt;Eu olhei para baixo; minhas orelhas estavam quentes. Eu não tinha motivos para me&lt;br /&gt;sentir constrangida,eu lembrei a mim mesma. Eu não fiz nada errado.&lt;br /&gt;"Qual o problema com Bella?", Mike perguntou a Jéssica.&lt;br /&gt;"Nada",eu respondí."Hoje eu só quero um refrigerante".Eu me aproximei do fim da fila.&lt;br /&gt;"Você não está com fome?",Jéssica perguntou.&lt;br /&gt;"Na verdade, eu estou me sentindo um pouco enjoada.",eu falei,meus olhos ainda no&lt;br /&gt;chão.&lt;br /&gt;Eu esperei que eles pegassem suas comidas,e então segui eles até a mesa,meus olhos&lt;br /&gt;nos meus pés.&lt;br /&gt;Eu bebi o meu refrigerante devagar,meu estômago revirando. Mike perguntou duas&lt;br /&gt;vezes,com preocupação desnecesséria,como eu estava me sentindo. Eu disse a ele que&lt;br /&gt;não era nada,mas estava imaginando se eu deveria usar isso como desculpa para fugir&lt;br /&gt;para a enfermaria e ficar lá durante a próxima hora.&lt;br /&gt;Ridículo. Eu não devia precisar fugir.&lt;br /&gt;Eu decidí me permitir dar uma olhada para a mesa da família Cullen.&lt;br /&gt;Se ele estivesse me encarando,eu iria faltar Biologia como a covarde que eu era.&lt;br /&gt;Eu mantive minha cabeça abaixada e olhei pra cima por baixo dos meus cílios. Nenhum&lt;br /&gt;deles estava olhando na minha direção. Eu levantei a cabeça um pouco.&lt;br /&gt;Eles estavam rindo. Edward,Jasper e Emmett todos eles estavam inteiramente cobertos&lt;br /&gt;com neve derretendo. Alice e Rosalie se afastaram enquando Emmett balançava o&lt;br /&gt;cabelo pingando dele na direção delas. Eles estavam aproveitando o dia de neve,igual a&lt;br /&gt;todo mundo-só que eles pareciam mais com a cena de um filme do que o resto de nós.&lt;br /&gt;Mas,sem contar os risos e brincadeira,havia algo diferente, e eu não&lt;br /&gt;conseguia apontar qual era essa diferença. Eu examinei Edward mais cuidadosamente.&lt;br /&gt;A pele dele estava menos pálida,eu decidí-talvez corada pela guerra de neve-os&lt;br /&gt;círculos embaixo dos olhos dele estavam muito menos visíveis. Mas havia algo mais.&lt;br /&gt;Eu refletí,&lt;br /&gt;encarando,tentando notar a diferença.&lt;br /&gt;"Bella,pra onde você tá olhando?",Jéssica se intrometeu,acompanhando&lt;br /&gt;os meus olhos. Nesse preciso momento os olhos dele brilharam e se encontraram com&lt;br /&gt;os meus.&lt;br /&gt;Eu deixei minha cabeça cair,deixando meus cabelos cairem pra cobrir meu rosto. Eu&lt;br /&gt;tinha certeza,no entanto,no momento que nossos olhos se encontraram, que ele não&lt;br /&gt;parecia severo ou hostil como ele estava da última vez que eu o ví. Ele parecia curioso&lt;br /&gt;de novo, insatisfeito de alguma forma.&lt;br /&gt;"Edward Cullen está te encarando",Jéssica deu uma risadinha no meu ouvido.&lt;br /&gt;"Ele não parece estar com raiva parece?",eu não pude deixar de perguntar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não",ela respondeu parecendo confusa com a minha pergunta."Ele deveria estar?"&lt;br /&gt;"Eu acho que ela não gosta de mim",eu confidenciei. Eu me sentí enjoada. Eu coloquei&lt;br /&gt;minha cabeça abaixada no meu braço.&lt;br /&gt;"Os Cullen não gostam de ninguém...bem,eles não prestam atenção suficiente em&lt;br /&gt;ninguém pra gostar deles. Mas ele ainda está te encarando."&lt;br /&gt;"Pare de olhar pra ele", eu sussurei.&lt;br /&gt;Ela sorriu mas parou de olhar pra ele. Eu levantei minha cabeça o suficiente pra ter&lt;br /&gt;certeza que ela faria isso,disposta a usar de violência se ela se opusesse.&lt;br /&gt;Mike nos interrompeu-ele estava planejando uma batalha épica do temporal no&lt;br /&gt;estacionamento da escola e queria que nós nos juntássemos. Jéssica concordou&lt;br /&gt;alegremente.&lt;br /&gt;O jeito como ela olhava para Mike não deixou muitas dúvidas de que ela toparia&lt;br /&gt;qualquer coisa que ele propusesse. Eu fiquei em silêncio. Eu teria que me esconder no&lt;br /&gt;ginásio até que o estacionamento estivesse vazio.&lt;br /&gt;Pelo resto do horário do almoço eu mantive meus olhos muito cuidadosamente na&lt;br /&gt;minha própria mesa. Eu estava decidida a honrar o negócio que fiz comigo mesma. Já&lt;br /&gt;que ele não parecia estar com raiva&lt;br /&gt;eu podir ir para a aula de Biologia. Meu estômago deu cambalhotas quando eu pensei&lt;br /&gt;em sentar perto dele de novo.&lt;br /&gt;Eu não queria muito ir para a sala de aula com Mike como sempre-ele parecia ser um&lt;br /&gt;alvo popular para os atiradores de bolas de neve-&lt;br /&gt;mas quando nós foi para a porta,todos menos eu gemeram em coro.&lt;br /&gt;Estava chovendo,lavando todos os traços de neve, levando-a embora em uma tira de&lt;br /&gt;gelo que se estendia pela calçada. Eu levantei meu capuz,secretamente satisfeita. Eu&lt;br /&gt;estaria livre para ir direto pra casa depois da Ginástica.&lt;br /&gt;Mike continuou uma sequência de reclamações no caminho para o prédio quatro.&lt;br /&gt;Uma vez dentro da sala de aula, eu ví aliviada que a minha mesa continuava vazia. A&lt;br /&gt;aula não começou por alguns minutos e a sala zumbia com a conversa.Eu mantive os&lt;br /&gt;meus olhos longe da porta, batucando á toa na capa do meu caderno.&lt;br /&gt;Eu ouví muito claramente quando a cadeira próxima a mim se moveu, mas os meus&lt;br /&gt;olhos se mantiveram cautelosamente no que eu estava fazendo.&lt;br /&gt;"Olá",disse uma voz calma,musical.&lt;br /&gt;Eu olhei pra cima,abismada porque ele estava falando comigo. Ele estava sentando tão&lt;br /&gt;longe de mim quanto a mesa permitia,mas sua cadeira estava virada pra mim. O cabelo&lt;br /&gt;dele estava pingando de tão molhado,desgrenhado-mesmo assim, parecia que ele havia&lt;br /&gt;acabado de gravar um comercial de gel pra cabelo. Seu rosto estonteante era&lt;br /&gt;amigável,aberto,um leve sorriso nos seus lábios indefectíveis. Mas seus olhos eram&lt;br /&gt;cautelosos.&lt;br /&gt;"Meu nome é Edward Cullen",ele continuou. "Eu não tive a oportunidade de me&lt;br /&gt;apresentar na semana passada. Você deve ser Bella Swan."&lt;br /&gt;Minha mente estava girando de tão confusa. Eu inventei a coisa toda?&lt;br /&gt;Ele era perfeitamnete educado agora. Eu tinha que falar;ele estava esperando. Mas eu&lt;br /&gt;não consegui pensar em nada convencional pra dizer.&lt;br /&gt;"C-como você sabe o meu nome?",eu gaguejei.&lt;br /&gt;Ele sorriu um sorriso leve,encantador.&lt;br /&gt;"Oh, eu acho que todo mundo sabe o seu nome. A cidade inteira esteve esperando você&lt;br /&gt;chegar"&lt;br /&gt;Eu fiz uma careta. Eu sabia que havia sido algo assim.&lt;br /&gt;"Não",eu insistí estupidamente."Eu quis dizer,porque você me chamou de Bella?"&lt;br /&gt;Ele pareceu confuso. "Você prefere Isabella?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não,eu gosto de Bella", eu disse. "Mas Charlie-quer dizer meu pai-deve me chamar&lt;br /&gt;de Isabella pelas costas-é assim que todos parecem me conhecer",eu tentei explicar,me&lt;br /&gt;sentindo como a mais burra entre as burras.&lt;br /&gt;"Oh",ele deixou sair. Eu olhei pro outro lado me sentindo estranha.&lt;br /&gt;Por sorte,o Sr. Banner começou a aula nessa hora. Eu tentei me concentrar na&lt;br /&gt;experiência que faríamos na hoje. Os slides na caixa estavam fora de ordem.&lt;br /&gt;Trabalhando como parceiros de laboratório, nós tinhamos que separar os slides em tipos&lt;br /&gt;de raizes das espécies de células das fases da mitose que eles representavam e&lt;br /&gt;etiquetálas adequadamente. Nós não podíamos usar os nosso livros. Em vinte minutos&lt;br /&gt;ele voltaria pra ver quem havia acertado.&lt;br /&gt;"Comecem", ele ordenou.&lt;br /&gt;"Primeiro as damas,parceira?" Edward perguntou. Eu olhei pra cima pra vê-lo sorrindo&lt;br /&gt;um sorriso tão lindo que eu não podia fazer nada além de olhar pra ele como uma idiota.&lt;br /&gt;"Ou eu posso começar,se você quiser". O sorriso sumiu;ele estava obviamente&lt;br /&gt;imaginando se eu era mentalmente competente.&lt;br /&gt;"Não", eu disse ficando corada. "Eu vou na frente."&lt;br /&gt;Eu estava me mostrando,só um pouquinho. Eu já havia feito essa experiência,e eu sabia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o que eu estava procurando. Só podia ser fácil. Eu coloquei o primeiro slide no lugar&lt;br /&gt;embaixo do microscópio e ajustei a lente para o objetivo de 40 X. Eu estudei o slide&lt;br /&gt;brevemente.&lt;br /&gt;Minha avaliação foi confiante."Prófase."&lt;br /&gt;"Você se importa se eu der uma olhada?",ele perguntou quando eu comecei a remover o&lt;br /&gt;slide. Amão dele segurou a minha, para me parar,&lt;br /&gt;quando ele perguntou. Os dedos dele eram frios como gelo,como se ele tivesse&lt;br /&gt;colocado-a no gelo antes de entrar na sala de aula. Mas não foi por isso que eu puxei&lt;br /&gt;minha mão tão rápido. Quando ele tocou minha mão,eu sentí uma punção como se uma&lt;br /&gt;corrente elétrica tivesse passado por nós.&lt;br /&gt;"Me desculpe",ele murmurou tirando sua mão imediatamente. No entanto,ele continuou&lt;br /&gt;tentando alcansar o microscópio. Eu observei ele,ainda vacilante,enquanto ele&lt;br /&gt;examinava o microscópio por um tempo ainda menor do que eu.&lt;br /&gt;"Prófase",ele concordou,escrevendo cuidadosamente no primeiro espaço em branco da&lt;br /&gt;nossa folha de trabalho. Ele rapidamente trocou o primeiro slide pelo segundo,e então&lt;br /&gt;olhou curiosamente para ele.&lt;br /&gt;"Anáfase",ele murmurou,escrevendo no papel enquanto falava.&lt;br /&gt;Eu mantive minha voz indiferente."Posso?"&lt;br /&gt;Ele sorriu maliciosamente e me passou o microscópio.&lt;br /&gt;Eu olhei pela lente ansiosamente,só pra me disapontar. Droga,ele estava certo.&lt;br /&gt;"Slide três?",eu levantei minha mão sem olhar pra ele.&lt;br /&gt;Ele me passou;parecia que ele estava sendo cuidadoso para não tocar minha pele de&lt;br /&gt;novo.&lt;br /&gt;Eu dei a olhada mais rápida que eu consegui.&lt;br /&gt;"Intérfase".Eu passei o microscópio antes que ele pudesse pedir. Ele deu uma olhada&lt;br /&gt;rápida e então escreveu. Eu podia ter escrito enquanto ele olhava sua escrita limpa e&lt;br /&gt;elegante me intimidou. Eu não queria sujar a folha com os meus garranchos&lt;br /&gt;desajeitados.&lt;br /&gt;Nós terminamos antes que qualquer outra pessoa estivesse perto. Eu podia ver Mike e&lt;br /&gt;sua parceira comparando dois slides de novo e de novo, e outro grupo tinha aberto o&lt;br /&gt;livro por debaixo da mesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não me deixou outra alternativa a não ser tentar não olhar pra ele...sem sucesso. Eu&lt;br /&gt;olhei pra cima,e ele estava olhando pra mim, aquele inxplicável olhar de frustração nos&lt;br /&gt;seus olhos. De repente eu percebí qual era a súbita diferença no rosto dele.&lt;br /&gt;"Você usa lentes de contato?",eu soltei sem pensar.&lt;br /&gt;Ele pareceu confuso pela minha pergunta inesperada. "No".&lt;br /&gt;"Oh",eu murmurei."Eu achei que havia algo diferente nos seus olhos."&lt;br /&gt;Ele encolheu os ombros e olhou pra longe.&lt;br /&gt;De fato,eu tinha certeza que algo estava diferente. Eu lembrava vividamente aquela cor&lt;br /&gt;negra nos olhos dele na última vez que ele olhou pra mim-a cor era facilmente notável&lt;br /&gt;em contraste com a sua pele pálida e seu cabelo ruivo.Hoje os olhos dele tinham uma&lt;br /&gt;cor completamente diferente:um ocre estranho,mais escuros que Whisky, mas com a&lt;br /&gt;mesma tonalidade dourada. Eu não entendia como isso podia estar acontecendo,a não&lt;br /&gt;ser que por algum motivo ele estivesse mentindo sobre as lentes de contato. Ou talvez&lt;br /&gt;Forks estivesse me deixando louca no sentido literal da palavra.&lt;br /&gt;Eu olhei pra baixo. As mãos dele estavam apertadas contras os punhos de novo.&lt;br /&gt;O Sr.Banner veio até a nossa mesa nessa hora,pra ver porque não estavamos&lt;br /&gt;trabalhando. Ele olhou por cima dos nossos ombros para ver a experiência completa,e&lt;br /&gt;então olhar ainda mais atentamente para checar as respostas.&lt;br /&gt;"Então,Edward,você não achou que Isabella podia ter uma chance com o microscópio?",&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o Sr.Banner perguntou.&lt;br /&gt;"Bella.",Edward corrigiu automaticamente. "Na verdade,ela identificou três dos cinco."&lt;br /&gt;Sr.Banner olhou pra mim agora,sua expressão era cética.&lt;br /&gt;"Você já fez essa experiência antes?",ele perguntou.&lt;br /&gt;Eu sorrí timidamente, "Não com raízes de cebola."&lt;br /&gt;"Blastula de peixe branco?"&lt;br /&gt;"É"&lt;br /&gt;Sr. Banner concordou com a cabeça."Você estava numa colocação avançada no&lt;br /&gt;programa de Phoenix?"&lt;br /&gt;"Sim."&lt;br /&gt;"Bem",ele disse depois de um momento. "Eu acho que é bom que vocês dois são&lt;br /&gt;parceiros de laboratório.",ele murmurou algo mais enquanto ia embora. Depois que ele&lt;br /&gt;foi embora,eu comecei a batucar no meu caderno de novo.&lt;br /&gt;"É uma pena sobre a neve,não é?" Edward perguntou. Eu tinha a sensação de que ele&lt;br /&gt;estava se esforçando pra conversar bobagens comigo. A paranóia me atingiu de novo.&lt;br /&gt;Era como se ele tivesse ouvido minha conversa com Jéssica no almoço e estivesse&lt;br /&gt;tentando provar que eu estava errada.&lt;br /&gt;"Não muito",eu respondí honestamente,ao invés de tentar ser normal como todo&lt;br /&gt;mundo.Eu ainda estava tentando desalojar o estúpido sentimento de suspeita e não&lt;br /&gt;conseguia me concentrar.&lt;br /&gt;"Você não gosta do frio." Não era uma pergunta.&lt;br /&gt;"Ou do molhado."&lt;br /&gt;"Forks deve ser difícil de viver pra você",ele meditou.&lt;br /&gt;"Você não faz idéia",eu murmurei obscuramente.&lt;br /&gt;Ele pareceu fascinado pelo que eu disse,por algum motivo que eu não podia imaginar. O&lt;br /&gt;rosto dele era uma distração tão grande que eu tentei não olhar pra ele mais do que a&lt;br /&gt;cortesia pedia.&lt;br /&gt;"Então, porque você veio pra cá?"&lt;br /&gt;Ninguém havia me perguntado isso-não diretamente como ele perguntou,exigente.&lt;br /&gt;"É...complicado."&lt;br /&gt;"Eu acho que consigo acompanhar",ele pressionou.&lt;br /&gt;*--------///////////////////////////**********--------------+++++++++++++++.*******************************************&lt;br /&gt;Eu pausei por um longo momento,e então cometí o erro de encontra o seu olhar. Seus&lt;br /&gt;olhos dourados escuros me confundiram,e eu respondí sem pensar.&lt;br /&gt;"Minha mãe casou novamente",eu disse.&lt;br /&gt;"Isso não parece tão complicado",ele discordou, ma de repemte estava simpático.&lt;br /&gt;"Quando isso aconteceu?"&lt;br /&gt;"Setembro passado",minha voz pareceu triste até para mim mesma.&lt;br /&gt;"E você não gosta dele",Edward presumiuseu tom ainda gentil.&lt;br /&gt;"Não,Phil é legal.Talvez novo demais,mas legal o suficiente"&lt;br /&gt;"Porque você não ficou com eles?"&lt;br /&gt;Eu não conseguia compreender o seu interesse,mas ele continuou a me olhar com olhos&lt;br /&gt;penetrantes,como se a história chata da minha vida fosse de alguma forma vitalmente&lt;br /&gt;importante.&lt;br /&gt;"Phil viaja muito.Ele joga bola pra se sustentar." Eu dei um meio-sorriso.&lt;br /&gt;"Eu já ouví falar dele?",ele perguntou,sorrindo em resposta.&lt;br /&gt;"Provavelmente não. Ele não joga bem .Só na menor liga. Ele se muda muito."&lt;br /&gt;"E sua mãe te mandou pra cá pra poder viajar com ele."ele disse novamente como uma&lt;br /&gt;suposição,não uma pergunta.&lt;br /&gt;Meu queixo levantou uma fração, "Não, ela não me mandou,eu mandei a mim mesma"&lt;br /&gt;As sobrancelhas dele se encontraram."Eu não entendo.",ele admitiu e pareceu&lt;br /&gt;excessivamente frustrado com o fato.&lt;br /&gt;Eu suspirei. Porque eu estava explicando isso pra ele?&lt;br /&gt;Ele continuou a me encarar com obvia curiosidade.&lt;br /&gt;"No início ela ficou comigo,mas ela sentia a falta dele. Eu a fiz infeliz,então eu decidí&lt;br /&gt;que estava na hora de passar umas horas de qualidade com Charlie." Minha voz estava&lt;br /&gt;mal-humorada quando eu terminei.&lt;br /&gt;"Mas agora você está infeliz",ele apontou.&lt;br /&gt;"E?",eu desafiei.&lt;br /&gt;"Isso não me parece justo",ele encolheu os ombros mas seus olhos ainda estavam&lt;br /&gt;intensos.&lt;br /&gt;Eu sorrí sem humor. "Nunca te contaram? A vida não é justa."&lt;br /&gt;"Eu acredito que eu já tinha ouvido isso antes",ele concordou secamente.&lt;br /&gt;"Então isso é tudo" eu insistí,me perguntando porque ele ainda estava me olhando&lt;br /&gt;daquele jeito.&lt;br /&gt;O olhar dele se tornou avaliativo. "Você faz um belo show",ele disse vagarosamente.&lt;br /&gt;"Mas eu seria capaz de apostar que você está sofrendo mais do que deixa os outros&lt;br /&gt;verem."&lt;br /&gt;Eu fiz uma careta pra ele,tentando comtrolar o impulso de mostrar minha língua pra ele&lt;br /&gt;como uma criança de cinco anos e olhei pro outro lado.&lt;br /&gt;"Estou errado?"&lt;br /&gt;Eu tentei ignorá-lo&lt;br /&gt;"Eu acho que não",ele disse.&lt;br /&gt;"Porque isso importa pra você?,eu perguntei irritada. Eu mantive os olhos&lt;br /&gt;distantes,observando o professor andando pela sala.&lt;br /&gt;"Essa é uma pergunta muito boa",ele murmurou,tão baixo que eu imaginei se ele estaria&lt;br /&gt;falando consigo mesmo. Porém,depois de algund minutos de silêncio, eu percebí que&lt;br /&gt;essa era a única resposta que eu receberia.&lt;br /&gt;Eu suspirei e olhei para o quadro negro carrancuda.&lt;br /&gt;"Eu estou te aborrecendo?",ele me perguntou parecendo divertido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu olhei pra ele sem pensar...e disse a verdade de novo. "Não exatamente. E u estou&lt;br /&gt;aborrecida comigo mesma. Meu rosto é tão fácil de ler-minha mãe sempre me chama&lt;br /&gt;de livro aberto.",eu fiz cara feia.&lt;br /&gt;"Pelo contrário,eu acho você bem difícil de ler". Apesar de tudo o que eu disse e de tudo&lt;br /&gt;que ele advinhou,ele parecia sincero.&lt;br /&gt;"Você deve ser um bom leitor então",eu repliquei.&lt;br /&gt;"Geralmente",ele sorriu largamente,mostrando uma série de dentes perfeitos e super&lt;br /&gt;brancos.&lt;br /&gt;Sr.Banner pediu ordem na sala, e eu me virei aliviada para ouvir.&lt;br /&gt;Eu não conseguia acreditar que eu havia acabado de explicar minha vida melancólica&lt;br /&gt;para esse bizarro e lindo garoto que pode ou não me desprezar. Ele pareceu absorvido&lt;br /&gt;pela nossa conversa,mas agora eu podia ver pelo canto do meu olho,que ele estava se&lt;br /&gt;mantendo longe de mim de novo,as mãos dele agarrando a borda da mesa,com inegável&lt;br /&gt;tensão.&lt;br /&gt;Eu tentei fingir que prestava atenção enquanto o Sr.Banner explicava com&lt;br /&gt;transparências no projetor,o que eu havia visto antes com dificuldade pelo microscópio.&lt;br /&gt;Mas os meus pensamentos eram indóceis.&lt;br /&gt;Quando o sinal finalmente tocou,Edward correu tão rapidamente e graciosamente da&lt;br /&gt;sala como na segunda feira passada. Eu o observei maravilhada.&lt;br /&gt;Mike pulou rapidamente pra o meu lado e pegou os meus livro pra mim. Eu imaginei&lt;br /&gt;com um rabinho balançando.&lt;br /&gt;"Aquilo foi horrível",ele gemeu. "Todos eles pareciam exatamente iguais.Você tem&lt;br /&gt;sorte por ter Cullen como parceiro."&lt;br /&gt;"Eu não tive nenhum problema"eu disse,com raiva pela suposição dele.Eu me arrependí&lt;br /&gt;do esnobismo na hora. "Eu já havia feito essa experiência",eu falei antes que eu pudesse&lt;br /&gt;magoar os sentimentos dele.&lt;br /&gt;"Cullen pareceu amigável o suficiente hoje",ele comentou enquanto vestíamos os&lt;br /&gt;casacos de chuva.Ele não pareceu feliz com isso.&lt;br /&gt;Eu tentei parecer indiferente:"Eu me pergunto qual era o problema dele na segunda&lt;br /&gt;passada."&lt;br /&gt;Eu não consegui me concentrar na conversa de Mike enquanto caminhávamos para a&lt;br /&gt;aula de Eduacação Física,e também não fiz muito pra me manter concentrada. Ele&lt;br /&gt;nobremente cobriu a minha posição e a sua própria,então eu só saia da minha posição&lt;br /&gt;quando era a minha vez de sacar. O meu time se abaixava e saia do caminho sempre que&lt;br /&gt;era a minha vez.&lt;br /&gt;A chuva era só uma névoa quando eu caminhei para o estacionamento,mas eu estava&lt;br /&gt;mais contente quando eu entrei na cabine seca. Eu liguei o aquecedor,pela primeira vez&lt;br /&gt;sem me importar com o barulho ensurdecedor do motor. Eu baixei o zíper do meu&lt;br /&gt;casaco,baixei o capuz e afofei meu cabelo para que o aquecedor o secasse no caminho&lt;br /&gt;pra casa.&lt;br /&gt;Eu olhei ao redor pra ter certeza de que o caminho estava limpo. Foi aí que eu ví a&lt;br /&gt;figura ereta,branca. Edward Cullen estava enconstado na porta do seu Volvo á três&lt;br /&gt;carros de distância de mim e olhando atentamente na minha direção.&lt;br /&gt;Eu rapidamente olhei pra longe e dei a ré na caminhonete quase batendo num Toyota&lt;br /&gt;Corolla na minha pressa.&lt;br /&gt;Pra sorte do Corolla,eu pisei no freio a tempo. Esse é exatamente o tipo de carro que o&lt;br /&gt;meu carro deixaria em pedacinhos. Eu respirei fundo,olhando pra fora pelo outro lado&lt;br /&gt;do meu carro,e cautelosamente tirei o carro,com mais sucesso.&lt;br /&gt;Eu olhei direto para a frente quando eu passei pelo Volvo,mas pela minha visão&lt;br /&gt;periférica,eu poderia jurar que ví ele rindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*/*/*/*/********************************////////***************************/*///////////////////////////***************&lt;br /&gt;3. Fenômeno&lt;br /&gt;Quando eu abri meus olhos essa manhã, algo estava diferente.&lt;br /&gt;Era a luz. Ainda estava a luz cinza-esverdeada de um dia nublado na floreta, mas estava&lt;br /&gt;mais claro de alguma forma. Eu percebi que não havia nenhuma névoa vendando minha&lt;br /&gt;janela.&lt;br /&gt;Eu me levantei pra olhar lá fora, e então gemi horrorizada.&lt;br /&gt;Uma fina camada de neve cobria o jardim, varria a parte de cima da minha&lt;br /&gt;caminhonete, e deixava a estrada toda branca.&lt;br /&gt;Mas essa não era a pior parte.&lt;br /&gt;Toda a chuva de ontem tinha congelado, virado gelo — cobrindo o topo das árvores em&lt;br /&gt;fantástico padrões deslumbrantes, e cobrindo a calçada com um gelo mortal. Eu tive&lt;br /&gt;bastante dificuldade para não cair no chão seco; poderia estar mais seguro para eu voltar&lt;br /&gt;agora para cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Charlie tinha ido para o trabalho antes de eu descer escada abaixo. De muitos modos,&lt;br /&gt;vivendo com Charlie tinha como eu ter meu próprio lugar, e eu fiquei me divertindo&lt;br /&gt;sozinha, mesmo sem ter ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu joguei rapidamente no chão uma tigela de cereal e um pouco de suco de laranja da&lt;br /&gt;caixa de papelão. Eu me sentia excitada para ir para a escola, e isso me assustou. Eu&lt;br /&gt;sabia que não era o estímulo do ambiente, percebi que estava me antecipando, ou meu&lt;br /&gt;novo grupo de amigos. Eu tinha que ser honesta comigo mesma, eu sabia que estava&lt;br /&gt;ansiosa para chegar a escola porque eu veria Edward Cullen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso era mesmo muito estúpido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu deveria o estar evitando completamente depois de minha conversa desmiolada e&lt;br /&gt;embaraçosa ontem.&lt;br /&gt;E eu suspeitava dele; por que ele deveria mentir sobre os olhos dele? Eu ainda estava&lt;br /&gt;amedrontada pela hostilidade que eu às vezes sentia emanando dele, e eu ainda ficava&lt;br /&gt;com a língua-amarrada sempre que olhava a face perfeita dele.&lt;br /&gt;eu estava plenamente cosciente que nás eramos opostos que não se atraíam. Então eu&lt;br /&gt;não devia estar absolutamente tão ansiosa pra ver ele hoje.&lt;br /&gt;Eu tive que usar toda a minha concentração pra conseguir sobreviver á descida nos&lt;br /&gt;tijolos cobertos se gelo da entrada. Eu quase perdí o equilíbrio quando finalmente&lt;br /&gt;cheguei á caminhonete, mas eu conseguí me agarrar no retrovisor e me salvar.&lt;br /&gt;Claramente, hoje seria um pesadelo.&lt;br /&gt;Dirigindo para a escola, eu me distraí do medo de cair e as minhas especulações não&lt;br /&gt;desejadas sobre Edward Cullen e pensando em Mike e Eric, e na diferença óbvia em&lt;br /&gt;como os garotos adolescentes me tratavam aqui.&lt;br /&gt;Eu tinha certeza que era exatamente a mesma que era em Phoenix. Talvez fosse só&lt;br /&gt;porque os garotos de Phoenix me viram passar por todas as fases estranhas da&lt;br /&gt;adolescencia e ainda pensavam em mim daquele jeito. Talvez fosse porque eu era&lt;br /&gt;novidade aqui, onde as novidades são algo muito raro. Talvez o meu jeito desajeitado&lt;br /&gt;fosse visto como uma coisa mais encarecedora do que patética, me transformando numa&lt;br /&gt;donzela ao invés de algum tormento. Qualquer que fosse a razão, o comportamento de&lt;br /&gt;cãozinho de Mike e a aparente rivalidade de Eric eram desconcertantes.Eu não tinha&lt;br /&gt;certeza que não preferia ser ignorada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha caminhonete parecia não ter problemas com o gelo preto que cobria a estrada.&lt;br /&gt;apesar disso, eu dirigi bem devagar pra não cravar uma espécie de trilha na rua&lt;br /&gt;principal.&lt;br /&gt;Quando eu saí do meu carro na escola eu ví porque eu tive tão poucos problemas.&lt;br /&gt;Algo prateado chamou minha atenção, e eu caminhei para o fundo da caminhonete segurando&lt;br /&gt;cautelosamente o suporte lateral-para examinar os meus pneus. Haviam&lt;br /&gt;pequenas correntes cruzadas em formatos de diamantes ao redor deles. Charlie deve ter&lt;br /&gt;acordado sabe-se lá que horas pra colocar as correntes nos meus pneus. De repente eu&lt;br /&gt;sentí minha garganta apertando. Eu não estava acostumada a ser cuidada, e a&lt;br /&gt;preocupação de Charlie me pegou de surpresa.&lt;br /&gt;Eu estava no canto de trás da minha caminhonete, tentando lutar com a onda de&lt;br /&gt;emoções que as correntes de neve troxeram, quando eu ouví um som estranho. Era&lt;br /&gt;como um arranhão muito alto, estava rapidamente se tornando dolorosamente alto. Eu&lt;br /&gt;olhei para cima,estarrecida.&lt;br /&gt;Eu ví várias coisas simultâneamente. Nada estava se mexendo em câmera lenta como&lt;br /&gt;acontece nos filmes. ao invés disso, a adrenalina pareceu fazer o meu cérebro trabalhar&lt;br /&gt;muito mais rápido, e eu fui capaz de absorver em detalhes claros várias coisas ao&lt;br /&gt;mesmo tempo.&lt;br /&gt;Edward Cullen estava parado quatro carros á minha frente me encarando horrorizado. O&lt;br /&gt;rosto dele se destacou do mar de rostos, todos petrificados com a mesma expressão de&lt;br /&gt;choque. Mas de mais imediata importância havia uma van azul escura derrapando,&lt;br /&gt;pneus guinchando contra os freios, girando selvagemente no gelo do estacionamento. Ia&lt;br /&gt;bater num dos cantos traseiros da minha caminhonete, e eu estava entre eles. Eu nem&lt;br /&gt;tive tempo de fechar os meus olhos. Logo antes de ouvir o barulho de algo se quebrando&lt;br /&gt;vindo da carroceria da minha caminhonete, alguma coisa bateu em mim, forte, mas não&lt;br /&gt;da direção que eu estava esperando. Minha cabeça bateu contra o gelo empretecido, e eu&lt;br /&gt;senti alguma coisa sólida e fria me pressionando no chão. Eu estava deitada no chão&lt;br /&gt;atrás do carro de pintura queimada que estava estacionado próximo ao meu.&lt;br /&gt;Mas eu não tive a chance de prestar atenção em mais nada porque a van ainda estava&lt;br /&gt;vindo. Ela havia feito uma curva no fundo da minha caminhonete, e ainda girando e&lt;br /&gt;deslizando, estava prestes a colidir comigo de novo.&lt;br /&gt;Uma voz baixa me disse que alguem estava comigo,e a voz era impossível não&lt;br /&gt;reconhecer. Duas mãos longas, brancas ficaram protetoramente na minha frente e a van&lt;br /&gt;parou a um palmo de distância de mim, as mãos grandes cabendo perfeitamente num&lt;br /&gt;vão profundo na lateral da van. As mãos dele se moveram tão rápido que ficaram fora&lt;br /&gt;de foco.&lt;br /&gt;Uma delas estava de repente agarrando o fundo da van, e alguma coisa estava me&lt;br /&gt;puxando,empurrando minhas pernas como se elas fossem de uma boneca de trapo até&lt;br /&gt;que elas encostaram no pneu do carro com a pintura queimada. O baque de um som&lt;br /&gt;metáloco fez meus ouvidos doerem, e a van estava estabilizada no chão, vidro caindo no&lt;br /&gt;asfalto -exatamente onde minhas pernas haviam estado.&lt;br /&gt;Tudo ficou absolutamente silencioso por um longo segundo antes da gritaria&lt;br /&gt;começar.Mas mais claramente que a gritaria, eu podia ouvir a voz baixa, desesperada de&lt;br /&gt;Edward no meu ouvido.&lt;br /&gt;"Bella? Você está bem?"&lt;br /&gt;"Eu estou bem". Minha voz soou estranha. Eu sentei sentar, e me dei conta que ele&lt;br /&gt;estava me apertando do lado do corpo dele com muita força.&lt;br /&gt;"Tenha cuidado",ele avisou quando eu relutei," eu acho que você bateu bem forte com a&lt;br /&gt;cabeça".&lt;br /&gt;Eu me dei conta de uma dor pulsante centrada bem acima da minha orelha esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Au", eu disse, surpresa.&lt;br /&gt;"Foi o que eu pensei". "A voz dele, incrivelmente, fez parecer que ele estav prendendo&lt;br /&gt;uma risada.&lt;br /&gt;"Como diabos..." eu parei, tentando limpar minha mente,me orientar.&lt;br /&gt;"Como é que você chegou aqui tão rápido?"&lt;br /&gt;"Eu estava parado bem ao seu lado, Bella" ele disse, seu tom estava sério de novo.&lt;br /&gt;Eu tornei a sentar, e dessa vez ele deixou, soltando o seu braço da minha cintura e&lt;br /&gt;escorregando pra o mais longe de mim que foi possível no espaço limitado. Eu olhei&lt;br /&gt;para a expressão preocupada, inocente dele e mais uma vez estava disorientada pela&lt;br /&gt;força dos seus olhos dourados. O que é que eu estava perguntando a ele?&lt;br /&gt;E então eles nos encontraram, uma multidão de pessoas com lágrimas saindo dos olhos&lt;br /&gt;e escorrendo pelo rosto, gritando umas para as outras, gritando para nós.&lt;br /&gt;"Não se mexam" alguém instruiu.&lt;br /&gt;"Tirem Tyler da van!" outra pessoa gritou.&lt;br /&gt;Havia um fluxo de atividade ao nosso redor. Eu tentei levantar, mas as mãos frias de&lt;br /&gt;Edward me puxaram pra baixo pelo ombro.&lt;br /&gt;"Fique quieta por enquanto".&lt;br /&gt;"Mas está frio", eu reclamei. Eu me surpreendí quando ele gargalhou baixinho.&lt;br /&gt;Havia uma margem no som.&lt;br /&gt;"Você estava bem alí", de repente eu lembrei, e a gargalhada dele parou na hora. "Você&lt;br /&gt;estava perto do seu carro".&lt;br /&gt;A expressão dele ficou dura. "Não, eu não estava."&lt;br /&gt;"Eu ví você". Tudo ao nosso redor estava um caos. Eu pude ouvir a voz áspera de&lt;br /&gt;adultos se aproximando da cena. Mas eu obstinadamente me mantive na nossa&lt;br /&gt;discussão; eu estava certa, e ele ia ter que admitir.&lt;br /&gt;"Bella, eu estava em pé com você, e eu te tirei do caminho." Ele usou todo o poder&lt;br /&gt;imenso, devastador do seu olhar em mim, como se estivesse tentando me comunicar&lt;br /&gt;algo crucial.&lt;br /&gt;"Não", eu apertei minha mandíbula.&lt;br /&gt;O dourado dos seus olhos brilhou. "Por favor, Bella".&lt;br /&gt;"Porque?" eu perguntei.&lt;br /&gt;"Confie em mim." ele alegou, a voz dele opressiva.&lt;br /&gt;Eu podia ouvir o som de sirenes agora. "Você promete que vai me explicar tudo&lt;br /&gt;depois?"&lt;br /&gt;"Tá bom" ele disse, subtamente exasperado.&lt;br /&gt;"Tá bom", eu repeti enfurecida.&lt;br /&gt;Foi preciso seis paramédicos e dois professores-Sr. Varner e treinador Clapp-para&lt;br /&gt;afastar a van o suficiente pra trazer macas até nós. Edward veementemente recusou a&lt;br /&gt;dele, e eu tentei fazer o mesmo,mas o traidor contou a eles que eu tinha batido a minha&lt;br /&gt;cabeça e que provavelmente tinha tido uma concussão. Eu quase morrí de humilhação&lt;br /&gt;quando eles colocaram o suporte de pescoço. Parecia que a escola inteira estava lá,&lt;br /&gt;assistindo sóbriamente enquanto eles me colocaram no fundo da ambulância. Edward&lt;br /&gt;pôde ir na frente.&lt;br /&gt;Era enlouquecedor.&lt;br /&gt;pra piorar a situação, o chefe Swan chegou antes que eles pudessem me colocar a uma&lt;br /&gt;distância segura.&lt;br /&gt;"Bella!", ele gritou em pânico quando me reconheceu na maca.&lt;br /&gt;"Eu estou completamente bem, Char-pai.", eu suspirei. "Não tem nada errado comigo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele se virou para o paramédico mais próximo para pedir uma segundo opinião. Eu&lt;br /&gt;desliguei ele da minha mente pra tentar considerar a confusão de imagens inexplicáveis&lt;br /&gt;se agitando loucamente na minha cabeça.&lt;br /&gt;Quando eles me tiraram de perto do carro, eu pude ver um buraco profundo na lateral do&lt;br /&gt;carro do carro com a pintura queimada-uma cavidade muito distinta que se ajustava ao&lt;br /&gt;contorno dos ombros de Edward...como se ele tivesse se forçado contra o carro com&lt;br /&gt;força suficiente para danificar a estrutura de metal...&lt;br /&gt;E lá estava a família dele, olhando de longe, com expressões que iam da desaprovação á&lt;br /&gt;furia mas que não continham nenhuma espécie de preocupação com a segurança do&lt;br /&gt;irmão.&lt;br /&gt;Eu tentei encontrar uma solução lógica que pudesse explicar o que havia acabado de&lt;br /&gt;ver-uma solução que excluísse a possibilidade de eu ser louca.&lt;br /&gt;Naturalmente, a ambulância conseguiu uma escolta policial. Eu me sentí ridícula em&lt;br /&gt;cada intante enquanto eles me tiravam de lá. O que piorou a situação foi que Edward&lt;br /&gt;entrou no hospital por suas próprias pernas. Eu apertei meus dentes.&lt;br /&gt;Eles me colocaram na sala de emergência, uam sala longa com uma fileira de camas&lt;br /&gt;separadas por cortinas em tom pastel. Uma enfermeira colocou um medidor de pressão&lt;br /&gt;arterial no meu braço e um termometro embaixo da minha língua. Já que ninguém se&lt;br /&gt;incomodou em puxar a cortina para me proferir alguma privacidade, eu decidí que não&lt;br /&gt;era mais obrigada a usar aquele suporte para pescoço ridículo.&lt;br /&gt;Quando a enfermeira foi embora, eu rapidamente soltei o Velcro e joguei ele embaixo&lt;br /&gt;da cama.&lt;br /&gt;Houve outro fluxo do pessoal do hospital, outra maca foi trazida para o meu lado. Eu&lt;br /&gt;reconhecí Tyler Crowley da minha aula de História embaixo das bandagens apertadas&lt;br /&gt;na cabeça dele que estava coberta de sangue. Tyler pareceu 100 vezes pior do que eu me&lt;br /&gt;sentia.&lt;br /&gt;Mas ele estava me encarando ansiosamente.&lt;br /&gt;"Bella, me desculpe."&lt;br /&gt;"Eu estou bem, Tyler-você parece horrível, está tudo bem?" Enquanto falávamos, as&lt;br /&gt;enfermeiras começaram a tirar as bandagens encharcadas dele, deixando expostas uma&lt;br /&gt;porção de cortes superfíciais em toda a sua testa e na bochecha esquerda.&lt;br /&gt;Ele me ignorou. "Eu pensei que fosse matar você!Eu estav indo rápido demais e batí&lt;br /&gt;errado no gelo..."&lt;br /&gt;Ele choramingou enquanto a enfermeira tocava o seu rosto de leve.&lt;br /&gt;"Não se preocupe com isso; você errou a pontaria."&lt;br /&gt;"Como é que você saiu do caminho tão rápido? Você estava lá, e de repente não estava&lt;br /&gt;mais..."&lt;br /&gt;"Umm... Edward me tirou do caminho."&lt;br /&gt;"Quem?"&lt;br /&gt;"Edward Cullen-ele estava do meu lado." Eu sempre mentí muito mal; eu não soei nem&lt;br /&gt;um pouco convicente.&lt;br /&gt;"Cullen? Eu não ví ele...uau, foi rápido demais, eu acho. Ele está bem?"&lt;br /&gt;"Eu acho que sim. Ele tá aqui, em algum lugar, mas eles não o fizeram usar uma maca".&lt;br /&gt;Eu sabia que eu não estava louca. O que aconteceu? Não havia nenhuma forma de&lt;br /&gt;explicar o que tinha visto.&lt;br /&gt;Então eles me levaram pra fazer um raio-x. Eu disse a eles que não havia nada errado&lt;br /&gt;comigo, e eu estava certa. Nem uma concussão. Eu perguntei se podia ir embora, mas a&lt;br /&gt;enfermeira disse que eu tinha que falar com um médico antes. Então eu estava presa na&lt;br /&gt;sala de emergência, esperando, sendo molestada pelos pedidos contantes de desculpa de&lt;br /&gt;Tyler e pelas promessas de que ele ia me recompensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tentei convencê-lo de que estava bem, mas ele continuou se atormentando.&lt;br /&gt;Finalmente, eu fechei os meus olhos e ignorei ele. Ele continuou com o seu discurso&lt;br /&gt;cheio de remorso.&lt;br /&gt;"Ela está dormindo?", perguntou uma voz musical. Meus olhos se abriram.&lt;br /&gt;Edward estava no pé da minha cama, sorrindo. Eu encarei ele. Não foi&lt;br /&gt;fácil-seria mais natural admirá-lo.&lt;br /&gt;"Ei, Edward, eu lamento muito -" Tyler começou.&lt;br /&gt;Edward levantou a mão para parar ele.&lt;br /&gt;"Sem sangue, sem danos ",ele disse mostrando seus dentes brilhantes.&lt;br /&gt;Ele foi se sentar na borda da cama de Tyler, me encarando. Ele sorriu de novo.&lt;br /&gt;"Então, qual é o veredito?" ele me perguntou.&lt;br /&gt;"Não tem absolutamente nada de errado comigo, mas eles não querem me deixar ir&lt;br /&gt;embora.", eu reclamei.&lt;br /&gt;"Como é que você não está acorrentado numa cama como o resto de nós?"&lt;br /&gt;"Tudo depende dos seus contatos", ele respondeu. "Mas não se preocupe, eu vim pra te&lt;br /&gt;animar."&lt;br /&gt;Nessa hora um médico virou no corredor e o meu queixo caiu. Ele era jovem, ele era&lt;br /&gt;loiro... e muito mais bonito do que qualquer estrela de cinema que eu já tenha visto. No&lt;br /&gt;entanto, ele era pálido e parecia cansado, com círculos embaixo dos olhos. Pela&lt;br /&gt;descrição de Charlie, esse tinha que ser o pai de Edward.&lt;br /&gt;"Então senhorita Swan", Dr. Cullen disse numa voz notavelmete atraente, "como é que&lt;br /&gt;você está se sentindo?"&lt;br /&gt;"Eu estou bem", eu repetí pela última vez,eu esperava.&lt;br /&gt;Ele caminhou para o painél de luz em cima da minha cabeça, e o ligou.&lt;br /&gt;"Seu raio-x parece bom", ele disse. "A sua cabeça está doendo?Edward disse que você&lt;br /&gt;bateu com força."&lt;br /&gt;"Ela está bem", eu repeti com um suspiro, olhando de relance na direção de Edward.&lt;br /&gt;Os dedos frios do doutor tatearam levemente no meu crânio. Ele percebeu quando eu&lt;br /&gt;gemí.&lt;br /&gt;"Delicado?" ele perguntou.&lt;br /&gt;"Na verdade não", podia ser pior.&lt;br /&gt;Eu ouví uma gargalhada e olhei pra ver o sorriso complacente de Edward. Eu revirei os&lt;br /&gt;olhos.&lt;br /&gt;"Bem, o seu pai está na sala de espera-você pode ir pra casa com ele agora. Mas volte&lt;br /&gt;se você tiver vertigens ou se tiver qualquer problema com a sua visão."&lt;br /&gt;"Eu posso voltar para a escola?", eu perguntei, imaginando Charlie tentando ser&lt;br /&gt;atencioso.&lt;br /&gt;"Talvez você devesse pegar leve hoje".&lt;br /&gt;Eu dei uma olhada pra Edward. "Ele vai poder voltar para a escola?"&lt;br /&gt;"Alguém tem que espalhar a boa notícia que nós sobrevivemos", Edward disse fazendo&lt;br /&gt;chacota.&lt;br /&gt;"Na verdade", Dr. Cullen corrigiu. "Parece que toda a escola está na sala de espera."&lt;br /&gt;"Ah não", eu gemí cobrindo o rosto com as mãos.&lt;br /&gt;Dr. Cullen ergueu as sobrancelhas. "Você quer ficar?"&lt;br /&gt;"Não, não!" Eu insisti jogando as minhas pernas pelo lado da cama e me colocando&lt;br /&gt;rápido de pé. Rápido demais-eu cambaleei, e Dr. Cullen me sugurou. Ele pareceu&lt;br /&gt;preocupado.&lt;br /&gt;"Eu estou bem." Eu assegurei pra ele. Não tinha porque dizer pra ele que os meus&lt;br /&gt;problemas com o equilíbrio não tinham nada a ver com o fato de eu ter batido com a&lt;br /&gt;cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Tome Tylenol para a dor" ele sugeriu enquanto me sustentava.&lt;br /&gt;"Não dóe tanto", eu insisti.&lt;br /&gt;"Parece que você teve muita sorte", Dr. Cullen disse enquanto assinava a meu quadro&lt;br /&gt;com um gesto floreado.&lt;br /&gt;"Sorte que Edward estava do meu lado", eu emendei com um olhar duro na direção do&lt;br /&gt;objeto da minha declaração.&lt;br /&gt;"Oh, bem, sim", Dr. Cullen concordou, subitamente ocupado com uns papéis na frente&lt;br /&gt;dele.Depois ele olhou pro outro lado, pra Tyler, e andou até a próxima cama. Minha&lt;br /&gt;intuição flutuou; o Dr. sabia de tudo.&lt;br /&gt;"Eu temo que você terá que ficar conosco um pouco mais de tempo". Ele disse para&lt;br /&gt;Tyler e começou a checar os cortes dele.&lt;br /&gt;Assim que o Dr. ficou de costas eu me aproximei de Edward.&lt;br /&gt;"Será que eu posso falar com você por um minutinho?" eu cochichei por baixo do&lt;br /&gt;fôlego. Ele deu um passo se afastando de mim, sua mandíbula subitamente apertada.&lt;br /&gt;"Seu pai está esperando por você", ele disse entre dentes.&lt;br /&gt;Eu olhei de relance pra Dr. Cullen e Tyler.&lt;br /&gt;"Eu gostaria de falar com você em particular, se você não se incomodar.", eu pressionei.&lt;br /&gt;Ele me olhou fixamente, e depois me deu as costas e caminhou pelo longo quarto. Eu&lt;br /&gt;praticamente tive que correr para acompanhá-lo.&lt;br /&gt;Assim que viramos na curva para um pequeno corredor, ele se virou para me encarar.&lt;br /&gt;"O que você quer?" ele perguntou, parecendo aborrecido. Seus olhos eram frios.&lt;br /&gt;A expressão nada amigável dele me intimidou. Minhas palavras sairam com menos&lt;br /&gt;severidade do que eu pretendia. "Você me deve uma explicação", eu lembrei ele.&lt;br /&gt;"Eu salvei a sua vida-eu não te devo nada"&lt;br /&gt;Eu vacilei com o resentimento na voz dele. "Você prometeu."&lt;br /&gt;"Bella, você bateu com a cabeça, você não sabe do que está falando"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o tom dele era cortante.&lt;br /&gt;Agora o meu temperamento estava em chamas, eu encarei ele desafiadoramente. "Não&lt;br /&gt;tem nada errado com a minha cabeça".&lt;br /&gt;Ele me encarou de volta. "O que você quer de mim, Bella?"&lt;br /&gt;"Eu quero saber a verdade," eu disse."Eu quero saber porque estou mentindo por você."&lt;br /&gt;"O que você acha que aconteceu?", ele soltou.&lt;br /&gt;Saiu num sopro.&lt;br /&gt;"Tudo o que eu sei é que você não estava em nenhum lugar perto de mim-Tyler&lt;br /&gt;também não viu você, então não diga que eu batí muito forte com a cabeça. Aquela van&lt;br /&gt;ia esmagar nós dois-e não esmagou, e as suas mãos deixaram buracos na lateral dela-e&lt;br /&gt;você deixou um buraco na lateral daquele outro carro, e você não está absolutamente&lt;br /&gt;machucado. E a van devia ter amassado as minhas pernas, mas você estava segurando&lt;br /&gt;ela..." Eu tinha noção do quanto aquilo soava louco, e eu não pude continuar. Eu estava&lt;br /&gt;com tanta raiva que podia sentir as lágrimas chegando; eu tentei forçá-las a desaparecer&lt;br /&gt;apertando os meus dentes juntos.&lt;br /&gt;Ele estava me olhando incrédulo. Mas o rosto dele estava tenso, na defensiva.&lt;br /&gt;"Você acha que eu tirei uma van de cima de você?". O tom dele questionava a minha&lt;br /&gt;sanidade, mas só me deixou mais suspeitas. Era como uma fala perfeitamente decorada&lt;br /&gt;por um ator talentoso.&lt;br /&gt;Eu simplesmente afirmei com a cabeça uma vez, mandíbula apertada.&lt;br /&gt;"Ninguém vai acreditar nisso, sabe." agora a voz dele tinha um tom de zombaria.&lt;br /&gt;"Eu não vou contar pra ninguem". Eu disse cada palavra vagarosamnete,&lt;br /&gt;cuidadosamnete controlando a minha raiva.&lt;br /&gt;A surpresa apareceu no rosto dele. "Então porque isso importa?"&lt;br /&gt;****************************************************************///////////********8446145745*///556****&lt;br /&gt;"Importa pra mim" eu insistí. "Eu não gosto de mentir-então seria melhor se eu tivesse&lt;br /&gt;uma boa razão pra fazer isso."&lt;br /&gt;"Será que você não pode só me agradecer e esquecer isso?"&lt;br /&gt;"Obrigada", eu disse fumaçando e esperando.&lt;br /&gt;"Você não vai desistir, vai?"&lt;br /&gt;"Não."&lt;br /&gt;"Nesse caso... eu espero que você gosto do desapontamento."&lt;br /&gt;Nós nos olhamos em silêncio. Eu fui a primeira a quebrar o silêncio, tentando manter o&lt;br /&gt;foco. Eu corria o risco de me distrair com o seu rosto lívido,glorioso. Era como tentar&lt;br /&gt;encarar um anjo destruidor.&lt;br /&gt;"Porque você se incomoda?" eu perguntei frigidamente.&lt;br /&gt;Ele pausou, por um instante seu rosto estonteante ficou inesperadamente vulnerável.&lt;br /&gt;"Eu não sei", ele cochichou.&lt;br /&gt;Aí ele me deu as costas e caminhou pra longe de mim.&lt;br /&gt;Eu estava com tanta raiva que demorou uns minutos até que eu pudesse me mover.&lt;br /&gt;Quando eu consegui andar, eu caminhei lentamente lentamente para a saída no final do&lt;br /&gt;corredor.&lt;br /&gt;A sala de espera estava mais desagradável do que eu temia. Parecia que todos os rostos&lt;br /&gt;que eu conhecia em Forks estavam lá, me encarando. Charlie correu para o meu lado; eu&lt;br /&gt;levantei as mãos.&lt;br /&gt;"Não tem nada de errado comigo", eu assegurei solenemente. Eu ainda estava&lt;br /&gt;importunada, sem o mínimo humor pra conversinha.&lt;br /&gt;"O que o doutor disse?"&lt;br /&gt;"Dr. Cullen me viu, e ele disse que eu estava bem e que podia ir pra casa.", eu suspirei.&lt;br /&gt;Mike e Jéssica e Eric estavam todos lá, começando a vir na nossa direção. "Vamos&lt;br /&gt;logo", eu apressei.&lt;br /&gt;Charlie colocou o braço atrás das minhas costas, não necessariamente me tocando, e me&lt;br /&gt;guiou até as portas de vidro da saída. Eu acenei timidamente para os meus amigos,&lt;br /&gt;esperando convencê-los de que eles não precisavam mais se preocupar comigo.&lt;br /&gt;Era um enorme alívio-a primeira vez que já me sentí assim -entra na viatura.&lt;br /&gt;Nós dirigimos em silêncio. Eu estava tão presa nos meus pensamentos que praticamente&lt;br /&gt;nem reparei que Charlie estava lá. Eu tinha certeza que a postura defensiva de Edward&lt;br /&gt;era uma confirmação de todas as bizarrices que eu ainda não podia acreditar que tinha&lt;br /&gt;testemunhado.&lt;br /&gt;Quando nós chegamos em casa, Charlie finalmente falou.&lt;br /&gt;"Umm... você vai precisar ligar pra Renée", ele baixou a cabeça, em sinal de culpa.&lt;br /&gt;Eu estava apática. " Você contou á mamãe!"&lt;br /&gt;"Desculpe."&lt;br /&gt;Eu batí a porta da viatura um pouco mais forte do que o necessário quando saí.&lt;br /&gt;Minha mãe estava histérica, é claro. Eu tive que dizer a ela que estava bem pelo menos&lt;br /&gt;umas trinta vezes antes dela se acalmar. Ela me implorou pra voltar pra casa-esqucendo&lt;br /&gt;que nossa casa estava vazia naquele momento-mas as súplicas dela foram mais fáceis&lt;br /&gt;de resistir do que eu imaginava. Eu estava consumida pelo mistério que Edward&lt;br /&gt;representava. E uma pouco mais obsecada pelo próprio Edward.&lt;br /&gt;Burra, burra, burra.&lt;br /&gt;Eu não estava tão ansiosa pra deixar Forks quanto eu deveria estar, como qualquer&lt;br /&gt;pessoa normal e sã deveria estar.&lt;br /&gt;Eu decidí que devir ir dormir mais cedo naquela noite. Charlie continuou cuidando de&lt;br /&gt;mim ansiosamente, e isso estava me deixando nervosa. Eu parei no caminho pra pegar&lt;br /&gt;três Tylenol no banheiro. Eles ajudaram, e quando a dor passou, eu peguei no sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa foi a primeira noite que eu sonhei com Edward Cullen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Convite&lt;br /&gt;No meu sonho estava muito escuro, e a pouco luz que havia lá parecia estar vindo da&lt;br /&gt;pele de Edward. Eu não conseguia ver ele, só as costas dele enquanto ele andava pra&lt;br /&gt;longe de mim, me deixando na escuridão. Não importava o quanto eu corresse, eu não&lt;br /&gt;conseguia acompanhá-lo; não importava o quanto eu gritasse por ele, ele nunca se&lt;br /&gt;virava. Confusa, eu acordei no meio da noite e não conseguí mais dormir pelo que&lt;br /&gt;pareceu ser um longo tempo. Depois disso, ele estava nos meus sonhos praticamente&lt;br /&gt;toda noite, mas sempre distante, nunca a meu alcance.&lt;br /&gt;O mês que se seguiu ao acidente foi incômodo, tenso, e, a princípio, até embaraçoso.&lt;br /&gt;Para meu desânimo, eu me tornei o centro das atenções pelo resto da semana.&lt;br /&gt;Tyler Crowley estava impossível, me seguindo, obeseca com a idéia de me recompensar&lt;br /&gt;de algum modo. Eu tentei convencê-lo de que o que mais queria era que ele esquecesse&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o que aconteceu -especialmente já que nada aconteceu comigo -mas ele continuou&lt;br /&gt;insistindo.&lt;br /&gt;Ele me seguiu entre as aulas e se sentou na nossa agora lotada mesa do almoço. Mike e&lt;br /&gt;Eric eram ainda menos amigáveis com ele do que um com o outro, o que me deixou&lt;br /&gt;preocupada por estar ganhando outro fã indesejado.&lt;br /&gt;Ninguém pareceu preocupado com Edward, apesar de eu ter explicado milhões de vezes&lt;br /&gt;que ele era o herói -como ele me tirou do caminho e quase foi atingido também. Eu&lt;br /&gt;tentei ser convincente. Jéssica, Mike, Eric e todos os outros sempre comentavam que&lt;br /&gt;eles nem sequer tinham visto ele lá até que a van foi tirada do caminho.&lt;br /&gt;Eu pensei comigo mesma porque ninguém havia visto ele em pé lá longe, antes que ele&lt;br /&gt;estivesse de repente, impossivelmente salvando a minha vida. Com pesar, eu me dei&lt;br /&gt;conta da possível causa -ninguém estava tão conscinte da presença de Edward quanto&lt;br /&gt;eu estava. Ninguém mais observava ele como eu. Que pena.&lt;br /&gt;Edward nunca estava cercado de espectadores ansiosos pela sua atenção. As pessoas&lt;br /&gt;evitavam ele como sempre. Os Cullen e os Hales se sentavam na mesma mesa como&lt;br /&gt;sempre, sem comer,falando apenas uns com os outros.&lt;br /&gt;Nenhum deles, especialmente Edward, olhou mais na minha direção.&lt;br /&gt;Quando ele sentava perto de mim na sala, tão longe de mim quanto a mesa permitia, ele&lt;br /&gt;parecia totalmente alheio á minha presença. Só de vez em quando, quando os pulsos&lt;br /&gt;dele se apertavam -a pele ficava ainda mais branca ao redor dos ossos -eu ficava&lt;br /&gt;imaginando se ele estava mesmo tão inconscinte quanto queria fazer parecer.&lt;br /&gt;Ele desejava não ter me tirado do caminho da van de Tyler -pra mim não havia outra&lt;br /&gt;conclusão.&lt;br /&gt;Eu queria muito falar com ele, e no dia depois do acidente eu tentei. Na última vez que&lt;br /&gt;eu ví ele, fora da sala de emergência, nós dois estávamos tão furiosos. Eu ainda estava&lt;br /&gt;com raiva por ele não confiar em mim a ponto de dizer a verdade, apesar de eu estar&lt;br /&gt;cumprindo com a minha parte do trato perfeitamente. Mas ele tinha de fato salvado a&lt;br /&gt;minha vida, não importa como. Durante a noite a minha raiva se transformou em&lt;br /&gt;gratidão.&lt;br /&gt;Ele já estava sentado quando eu entrei em Biologia, olhando diretamente pra frente. Ele&lt;br /&gt;não deu nenhum sinal de que sabia que eu estava lá.&lt;br /&gt;"Olá Edward", eu disse agradavelmente, pra mostrá-lo que eu ia me comportar&lt;br /&gt;direitinho.&lt;br /&gt;Ele virou uma fração na minha direção sem olhar pra mim, balançou a cabeça uma vez,&lt;br /&gt;e então olhou pro outro lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esse foi o último contato que eu tive com ele, apesar dele estar lá, a um passo de mim,&lt;br /&gt;todos os dias. As vezes eu ficava observando ele, sem conseguir me controlar -á&lt;br /&gt;distância, contudo, na cafeteria ou no estacionamento. Eu observava como os seus olhos&lt;br /&gt;dourados ficavam perceptivelmente mais e mais pretos a cada dia. Mas na aula eu não&lt;br /&gt;dava mais atenção a ele do que ele dava pra mim.&lt;br /&gt;Eu estava arrasada. E os sonhos continuavam.&lt;br /&gt;Apesar das minhas mentiras deslavadas, a tenacidade doas meus e-mails alertaram&lt;br /&gt;Renée para a minha depressão, e ela ligou algumas vezes, preocupada. Eu tentei&lt;br /&gt;convencê-la de que era só o clima que estava me deixando pra baixo.&lt;br /&gt;Mike, ao menos, parecia estar satisfeito pela óbvia frieza entre mim e meu parceiro de&lt;br /&gt;laboratório.&lt;br /&gt;Eu podia ver que ele andava preocupado que o salvamento arriscado de Edward tivesse&lt;br /&gt;me impressionado, e ele parecia aliviado que pareceu ter o efeito o oposto. Ele ficou&lt;br /&gt;mais confiante, sentando na borda da minha mesa pra conversar antes da aula de&lt;br /&gt;Biologia começar, ignorando Edward tão completamente quanto ele ignorava nós dois.&lt;br /&gt;A neve foi embora de vez depois daquele dia perigosamente gelado. Mike estava&lt;br /&gt;desapontado porque não pôde fazer a sua briga de bola de neve, mas satisfeito que a ida&lt;br /&gt;á praia seria o mais breve possível. A chuva, porém, continuou pesada e as semanas&lt;br /&gt;foram passando.&lt;br /&gt;Jéssica me alertou de outro evento despontando no horizonte -ela ligou na primeira&lt;br /&gt;Terça-feira de Março pra pedir minha permissão pra convidar Mike para o baile da&lt;br /&gt;escolha das garotas dentro de duas semanas.&lt;br /&gt;"Tem certeza que você não se importa...você não estava planejando convidá-lo?" ela&lt;br /&gt;insistiu quando eu disse que não me importava nem um pouco.&lt;br /&gt;"Não Jess, eu não vou." eu garantí pra ele. Dançar estava além do alcance dasminha&lt;br /&gt;habilidades.&lt;br /&gt;"Vai ser muito divertido", a tentativa de convite dela foi meio falsa. Eu suspeitava que&lt;br /&gt;Jéssica gostava mais da minha inexplicável popularidade do que da minha companhia&lt;br /&gt;propriamente dita.&lt;br /&gt;"Se divirta com Mike", eu encoragei.&lt;br /&gt;No outro dia, eu fiquei surpresa que Jéssica não estava sendo a mesma pessoa em&lt;br /&gt;Trigonometria e Espanhol. Ela estava quieta enquanto andava ao meu lado entre as&lt;br /&gt;aulas, e eu estava com medo de perguntar o por quê. Se Mike deixou ela na mão, eu&lt;br /&gt;seria a última pessoa pra quem ela iria querer contar.&lt;br /&gt;Meus medos cresceram no almoço quando Jéssica se sentou tão longe de Mike quanto&lt;br /&gt;foi possível, conversando animadamente com Eric. Mike estava estranhamente quieto.&lt;br /&gt;Mike ainda estava calado quando me acompanhou á aula, a expressão desconfortável no&lt;br /&gt;rosto dele era um mal sinal. Mas ele não tocou no assunto até que eu estava sentada e&lt;br /&gt;ele estava curvado sobre a minha mesa.&lt;br /&gt;Como sempre, eu estava eletricamente consciente da presença de Edward sentado ao&lt;br /&gt;alcance do meu toque, distante como se ele fosse um fruto da minha imaginação.&lt;br /&gt;"Então", Mike disse olhando pro chão, "Jéssica me convidou para o baile de primavera".&lt;br /&gt;"Isso é ótimo". Eu fiz a minha voz ficar contente e entusiasmada.&lt;br /&gt;"Você vai se divertir muito com a Jéssica"&lt;br /&gt;"Bem...", ele gaguejou enquanto examinava o meu sorriso, claramente discontente com&lt;br /&gt;a minha resposta. "Eu disse a ela que precisava pensar."&lt;br /&gt;"Porque você faria isso?" eu deixei a desaprovação aparecer no meu tom, apesar de&lt;br /&gt;estar aliviada que ele não tinha dado um não definitivo á ela.&lt;br /&gt;O rosto dela estava vermelho quando ele olhou pro chão de novo. A piedade me deixou&lt;br /&gt;balançada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu estava imaginando se...bem, se você estava planejando me convidar."&lt;br /&gt;Eu parei um segundo, odiando a onda de culpa que passou por mim. Mas eu ví, pelo&lt;br /&gt;canto dos meus olhos, quando um reflexo fez Edward virar a cabeça na minha direção.&lt;br /&gt;"Mike, eu acho que você devia dizer sim pra ela", eu disse.&lt;br /&gt;"Você já convidou outra pessoa?" Será que Edward percebeu os olhos de Mike na&lt;br /&gt;direção dele?&lt;br /&gt;"Não," eu garantí pra ele "eu nem sequer vou ao baile."&lt;br /&gt;"Porque não?", Mike quis saber.&lt;br /&gt;Eu não queria falar sobre os perigos que dançar representava, então eu rapidamente&lt;br /&gt;inventei novos planos.&lt;br /&gt;"Eu vou pra Seattle esse Sábado", eu expliquei. Eu precisava sair da cidade mesmo-de&lt;br /&gt;repente era o momento perfeito pra ir.&lt;br /&gt;"Você não pode ir outra semana?"&lt;br /&gt;"Desculpa, não", eu disse. "Então você não devia fazer Jess esperar mais-é rude."&lt;br /&gt;"É, você está certa." ele murmurou, e se virou, arrasado, pra voltar pro seu lugar.&lt;br /&gt;Eu fechei os meus olhos e pressionei os dedos nas minhas têmporas, tentando tirar a&lt;br /&gt;culpa e a pena da minha cabeça. O Sr. Banner começou a falar. Eu suspirei e abrí os&lt;br /&gt;olhos.&lt;br /&gt;E Edward estava me olhando cheio de curiosidade, aquele mesmo olhar de frustração&lt;br /&gt;ainda mais distinto agora nos seus olhos pretos.&lt;br /&gt;Eu olhei de volta, surpresa, esperando que ele olhasse rapidamente pra longe. Mas ao&lt;br /&gt;invés disso, ele continuou me olhando intensamente nos olhos. Eu não afastaria o olhar&lt;br /&gt;de jeito nenhum. Minhas mãos começaram a tremer.&lt;br /&gt;"Sr. Cullen", o professor chamou, querendo a resposta para uma pergunta que eu não&lt;br /&gt;tinha ouvido.&lt;br /&gt;"O ciclo dos caranguejos", Edward respondeu, parecendo relutante enquanto ele virava&lt;br /&gt;pra olhar para o Sr. Banner.&lt;br /&gt;Eu olhei para os meus livros assim que estava livre do olhar dele, tentando me&lt;br /&gt;encontrar.Covarde como sempre, eu coloquei o meu cabelo sobre o meu ombro direito&lt;br /&gt;pra esconder o meu rosto. Eu não conseguia acreditar na onda de emoções pulsando no&lt;br /&gt;meu corpo -só porque ele olhou pra mim pela primeira vez em seis semanas.&lt;br /&gt;Eu não podia permitir que ele tivesse esse nível de influência sobre mim. Era patético.&lt;br /&gt;Pior que patético, não era saudável.&lt;br /&gt;Eu fiz o que pude pra não me dar conta da presença dele pela hora restante, e, já que era&lt;br /&gt;impossível, pelo menos fiz de tudo pra ele não se dar conta que eu me dava conta da&lt;br /&gt;presença dele. Quando o sinal finalmente tocou, eu me virei de costas pra ele pra juntar&lt;br /&gt;as minhas coisas, esperando que ele fosse embora imediatamente, como sempre.&lt;br /&gt;"Bella?" a voz dele não devia soar tão familiar pra mim, como se eu conhecesse esse&lt;br /&gt;som por toda a minha vida e não por apenas algumas semanas.&lt;br /&gt;Eu virei devagar, sem vontade. Eu não queria sentir o que eu sabia que ia sentir quando&lt;br /&gt;olhasse para o seu rosto mais que perfeito. A minha expressão era cautelosa quando eu&lt;br /&gt;finalmente me virei pra ele; a expressão dele era ilegível. Ele não disse nada.&lt;br /&gt;"O que? Você já está falando comigo de novo?" eu finalmente perguntei, um pouco de&lt;br /&gt;petulância desintencional na minha voz.&lt;br /&gt;Os lábios dele se contorceram, lutando contra um sorriso. "Na verdade não", ele&lt;br /&gt;admitiu.&lt;br /&gt;Eu fechei meus olhos e inalei vagarosamente pelo nariz, consciente de que os meus&lt;br /&gt;dentes estavam se apertando. Ele esperou.&lt;br /&gt;"Então o que você quer, Edward?" eu perguntei, mantendo meus olhos fechados; era&lt;br /&gt;mais fácil conversar coerentemente com ele desse jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Me desculpe", ele pareceu sincero."Eu estou sendo muito rude, eu sei. Mas desse jeito&lt;br /&gt;é melhor, mesmo."&lt;br /&gt;Eu abrí meus olhos. O rosto dele estava sério.&lt;br /&gt;"Eu não sei o que você quer dizer", eu disse, minha voz cautelosa.&lt;br /&gt;"É melhor se nós não formos amigos", ele explicou. "Confie em mim".&lt;br /&gt;Meus olhos reviraram. Eu já ouví isso antes.&lt;br /&gt;"É uma pena que você não tenha descoberto isso mais cedo", eu falei entre meus dentes.&lt;br /&gt;"Você podia ter se poupado desse arrependimento".&lt;br /&gt;"Arrependimento?", a palavra e o meu tom obviamente pegaram ele de surpresa.&lt;br /&gt;"Arrependimento pelo quê?"&lt;br /&gt;"Por não ter simplesmente deixado aquela van estúpida passar por cima de mim."&lt;br /&gt;Ele estava incrédulo. Ele me olhava em descrença.&lt;br /&gt;Quando ele finalmente falou, ele parecia com raiva. "Você acha que eu me arrependo de&lt;br /&gt;ter salvado a sua vida?"&lt;br /&gt;"Eu sei que você se arrepende." , eu disse.&lt;br /&gt;"Você não sabe de nada", ele definitivamente estava com raiva.&lt;br /&gt;Eu virei rapidamente a minha cabeça, prendendo a minha mandíbula pra não soltar de&lt;br /&gt;vez todas as acusações que tinha contra ele.&lt;br /&gt;Eu juntei os meus livros, então me levantei e caminhei até a porta.&lt;br /&gt;Eu planejava sair da sala dramaticamente da sala, mas é claro que eu batí a minha bota&lt;br /&gt;da porta e derrubei os meus livros. Eu fiquei lá por um momento, pensando em deixálos.&lt;br /&gt;Então eu suspirei e me abaixei para apanhá-los. Ele estava lá; eles já tinha os&lt;br /&gt;colocado numa pilha. Ele me passou eles, sua expressão dura.&lt;br /&gt;"Obrigada", eu disse geladamente.&lt;br /&gt;Ele revirou os olhos.&lt;br /&gt;"De nada", ele devolveu.&lt;br /&gt;Eu me levantei, dei as costas pra ele e fui pra aula de ginástica sem olhar pra trás.&lt;br /&gt;A ginástica foi brutal. Nós estavamos jogando Basquete. Meu time nunca me passava a&lt;br /&gt;bola, e isso era bom, mas eu caí muito. As vezes eu derrubava as pessoas comigo. Hoje&lt;br /&gt;eu estava pior que o normal porque minha cabeça estava cheia de Edward. Eu tentei me&lt;br /&gt;concentrar nos meus pés, mas ele voltava a inundar meus pensamentos quando eu mais&lt;br /&gt;precisava de equilíbrio.&lt;br /&gt;Eu estava aliviada, como sempre, por ir embora. Eu quase corrí pro meu carro; havíam&lt;br /&gt;tantas pessoas que eu queria evitar. A caminhonete sofreu o mínimo de danos pelo&lt;br /&gt;acidente. Eu tive que trocar os faróis, e quando ela fosse pintada ficaria perfeita.&lt;br /&gt;Os pais de Tyler tiveram que vender a van por partes.&lt;br /&gt;Eu quase tive um ataque do coração quando ví uma silhueta alta, escura encostada na&lt;br /&gt;lateral da minha caminhonete. Então eu me dei conta que era só Eric. Eu comecei a&lt;br /&gt;andar de novo.&lt;br /&gt;"Ei Eric", eu chamei.&lt;br /&gt;"Oi Bella."&lt;br /&gt;"O que foi?" eu disse enquanto destravava a porta. Eu não estava prestando atenção ao&lt;br /&gt;tom desconfortável da voz dele, então suas próximas palavras me pegaram de surpresa.&lt;br /&gt;"Uh, eu estava só imaginando...se você não gostaria de ir ao baile de primavera&lt;br /&gt;comigo." A voz dele desapareceu na última palavra.&lt;br /&gt;"Eu pensei que fosse escolha das garotas" eu disse, assustada demais pra ser&lt;br /&gt;diplomática.&lt;br /&gt;"Bem, é..." ele admitiu, envergonhado.&lt;br /&gt;Eu recuperei minha compostura e tentei sorrir docemente. "Obrigada por me convidar,&lt;br /&gt;mas eu vou pra Seattle nesse dia."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ah", ele disse. "Talvez da próxima vez."&lt;br /&gt;"Claro", eu concordei e aí mordí meu lábio. Eu não queria que ele levasse isso muito a&lt;br /&gt;sério.&lt;br /&gt;Ele foi embora, em direção á escola. Eu ouví uma gargalhada baixinha.&lt;br /&gt;Edward estava passando pela minha caminhonete, olhando diretamente pra frente, seus&lt;br /&gt;lábios pressionados. Eu abrí a porta e pulei pra dentro, batendo ela com força atrás de&lt;br /&gt;mim.&lt;br /&gt;Eu liguei o motor desafiadoramente e dei a ré saindo pelo corredor.&lt;br /&gt;Edward já estava em seu carro, a duas vagas de distância, deslizando vagarosamente na&lt;br /&gt;minha frente, me atrapalhando.&lt;br /&gt;Ele parou lá-pra esperar sua família; eu podia ver eles caminhando nessa direção, mas&lt;br /&gt;ainda perto da cafeteria. Eu pensei em arrancar o retrovisor do seu Volvo, mas haviam&lt;br /&gt;muitas testemunhas. Eu olhei no meu espelho retrovisor. Uma fila estava começando a&lt;br /&gt;se formar.&lt;br /&gt;Diretamente atrás de mim, Tyler Crowley estava no seu Sentra usado, recentemente&lt;br /&gt;adquirido, acenando. Eu estava agitada demais pra prestar atenção nele.&lt;br /&gt;Enquanto eu estava sentada lá, olhando pra todos os cantos menos pro carro na minha&lt;br /&gt;frente, eu ouví uma batidinha na minha janela do lado do passageiro. Eu olhei; era&lt;br /&gt;Tyler. Eu olhei de novo no meu retrovisor, confusa. O carro dele ainda estava ligado, a&lt;br /&gt;porta esquerda aberta. Eu me estendí pela cabine pra abrir a janela. Estava dura. Eu abrí&lt;br /&gt;até a metade, depois desistí.&lt;br /&gt;"Desculpa, Tyler, eu estou presa atrás de Cullen", eu estava aborrecida-obviamente o&lt;br /&gt;engarrafamento não era culpa minha.&lt;br /&gt;"Oh, eu sei-eu só queria te perguntar uma coisa enquanto estamos presos aqui", ele&lt;br /&gt;sorriu largamente.&lt;br /&gt;Isso não podia estar acontecendo.&lt;br /&gt;"Você vai me convidar para o baile de primavera?" ele continuou.&lt;br /&gt;"Eu não vou estar na cidade Tyler", minha voz pareceu um pouco aguda. Eu tinha que&lt;br /&gt;lembrar que não era culpa dele que Mike e Eric já tinham acabado com a minha cota de&lt;br /&gt;paciência por aquele dia.&lt;br /&gt;"É, Mike disse isso", ele admitiu.&lt;br /&gt;"Então porque -"&lt;br /&gt;Ele encolheu os ombros. "Eu estava pensando que você só não queria machucá-lo"&lt;br /&gt;OK, foi culpa dele.&lt;br /&gt;"Desculpe, Tyler", eu disse tentando esconder minha irritação. "Eu estou mesmo saindo&lt;br /&gt;da cidade"&lt;br /&gt;"Tudo bem. Ainda temos o baile de fim de ano."&lt;br /&gt;E antes que eu pudesse responder, ele estava caminhando de volta pro seu carro. Eu&lt;br /&gt;podia sentir o choque no meu rosto. Eu olhei pra frente pra ver Alice, Rosalie, Emmett e&lt;br /&gt;Jasper todos entrando no Volvo. No espelho retrovisor dele, os olhos de Edward&lt;br /&gt;estavam em mim. Ele estava inquestionávelmente se balançando de rir, como se ele&lt;br /&gt;tivesse ouvido cada palavra de Tyler.&lt;br /&gt;Meu pé se aproximou do acelerador... um empurrãozinho não ia machucar nenhum&lt;br /&gt;deles, só aquela pintura prateada do Volvo. Eu acelerei o motor.&lt;br /&gt;Mas eles estavam todos dentro, e Edward estava indo embora. Eu dirigí pra casa&lt;br /&gt;devagar, cuidadosamente, murmurando pra mim mesma durante o caminho inteiro.&lt;br /&gt;Quando eu cheguei em casa, eu resolví fazer enchiladas de frango pro jantar. Era um&lt;br /&gt;longo processo, e me manteria ocupada. Enquanto eu estava picando as cebolas e o&lt;br /&gt;chili, o telefone tocou. Eu estava quase com medo de atender, mas podia ser Charlie ou&lt;br /&gt;minha mãe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era Jéssica, e ela estava exultante; Mike alcançou ela depois da escola para aceitar o seu&lt;br /&gt;convite. Eu comemorei brevemente com ela enquanto me movimentava. Ela tinha que&lt;br /&gt;desligar. Ela tinha que ligar pra Angela e Lauren pra contar a elas. Eu sugerí -com uma&lt;br /&gt;inocência casual-que talvez Angela, a garota tímida que tinha Biologia comigo, podia&lt;br /&gt;convidar Eric. E Lauren, uma garota reservada que sempre me ignorava na mesa do&lt;br /&gt;almoço, podia convidar Tyler; eu tinha ouvido dizer que eles estavam disponíveis. Jess&lt;br /&gt;achou que essa era uma ótima idéia. Agora que ela tinha certeza de Mike, ela realmete&lt;br /&gt;pareceu sincera quando disse que gostaria que eu fosse para o baile. Eu dei a desculpa&lt;br /&gt;de Seattle.&lt;br /&gt;Depois que eu desliguei, eu tentei me concentrar no jantar-cortando o frango&lt;br /&gt;especialmente; eu não queria fazer outra visitaá sala de emergência. Mas a minha&lt;br /&gt;cabeça estava rodando, tentando analizar cada palavra que Edward havia dito hoje. O&lt;br /&gt;que ele queria dizer com , era melhor que não fôssemos amigos?&lt;br /&gt;Meu estômago revirou quando eu entendí o que ele queria dizer. Ele deve ter reparado&lt;br /&gt;no quanto eu estava absorvida por ele; ele não deve querer que eu me engane...então não&lt;br /&gt;poderiamos ser amigos... porque ele não estava nem um pouco interessado em mim.&lt;br /&gt;É claro que ele não estava interessado em mim, eu pensei com raiva, meus olhos&lt;br /&gt;pulsando-uma reação ás cebolas. Eu não era interessante. E ele era. Interessante...e&lt;br /&gt;brilhante...e misterioso...e perfeito...e lindo...&lt;br /&gt;...E possívelmente capaz de levantar vans com uma mão só.&lt;br /&gt;Bom, tudo bem. Eu podia deixá-lo em paz. Eu ia deixá-lo em paz. Eu ia suportar a&lt;br /&gt;sentença dada por mim mesma aqui no purgatório, e talvez alguma escola no Sul,&lt;br /&gt;possivelmente no Havaí ia me dar uma bolsa de estudos.&lt;br /&gt;Eu me concentrei em praias ensolaradas e palmeiras enquanto terminava as enchiladas e&lt;br /&gt;colocava elas no forno.&lt;br /&gt;Charlie pareceu desconfiado quando chegou em casa e sentiu o cheiro dos pimentões.&lt;br /&gt;Eu não podia culpá-lo-a única comida Mexicana próxima do comestível estava no Sul&lt;br /&gt;da Califórnia. Mas ele era um policial, mesmo que um policial de uma cidade pequena,&lt;br /&gt;então ele foi corajoso o suficiente pra dar a primeira mordida. Ele pareceu gostar. Era&lt;br /&gt;engraçado observar enquanto ele começava a confiar em mim na cozinha.&lt;br /&gt;"Pai?" eu perguntei quando ele já estava quase acabando.&lt;br /&gt;"Sim, Bella?"&lt;br /&gt;"Um, só queria te dizer que eu vou pra Seattle no próximo Sábado...tudo bem?" Eu não&lt;br /&gt;queria pedir permissão-deixava uma má imagem-mas eu achei rude, então mudei de&lt;br /&gt;idéia no fim.&lt;br /&gt;"Porque?", ele pareceu surpreso, como se ele não pudesse imaginar algo que Forks não&lt;br /&gt;pudesse oferecer.&lt;br /&gt;"Bom, eu queria ir pegar alguns livros-a biblioteca daqui é bem limitada-e talvez vez&lt;br /&gt;algumas roupas." Eu tinha mais dinheiro do que estava acostumada, desde que, graças&lt;br /&gt;ao Charlie, eu não precisei comprar um carro. Não que a caminhonete não fosse cara em&lt;br /&gt;se tratando de gasolina.&lt;br /&gt;"Essa caminhonete provavelmente não faz uma milhagem muito boa com a gasolina",&lt;br /&gt;ele disse fazendo um eco com os meus pensamentos.&lt;br /&gt;"Eu sei, eu vou parar em Montesano e Olympia-e Tacoma se precisar."&lt;br /&gt;"Você vai sozinha?", ele perguntou, e eu não conseguí dizer se ele pensava que eu&lt;br /&gt;tivesse um namorado secreto ou se ele só estava preocupado por causa do carro.&lt;br /&gt;"Sim".&lt;br /&gt;"Seattle é uma cidade grande, você pode se perder", ele disse.&lt;br /&gt;"Pai, Phoenix é cinco vezes maior que Seattle-e eu sei ler um mapa, não se preocupe."&lt;br /&gt;"Você quer que eu vá com você?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tentei ser profissional enquanto escondia o meu horror.&lt;br /&gt;"Está tudo bem pai. Eu provavelmente estarei em provadores o dia inteiro-muito&lt;br /&gt;chato."&lt;br /&gt;"Oh, OK". O pensamento de passar o dia inteiro sentado em lojas de roupas de mulher&lt;br /&gt;acalmou ele imediatamente.&lt;br /&gt;"Obrigada." eu sorrí pra ele.&lt;br /&gt;"Você vai estar de volta á tempo pro baile?"&lt;br /&gt;Grrr. So numa cidade pequena como essa os pais sabem quando são os bailes.&lt;br /&gt;"Não-eu não danço pai." Ele, de todas as pessoas,devia entender isso-eu não herdei os&lt;br /&gt;problemas de equilíbrio da minha mãe.&lt;br /&gt;Ele entendeu. "Oh, tudo bem." Ele se tocou.&lt;br /&gt;Na manhã seguinte, quando eu estacionei no estacionamento, eu deliberadamente&lt;br /&gt;estacionei o mais distante possível do Volvo prateado. Eu não queria cair em tentação e&lt;br /&gt;acabar fazendo ele merecer um carro novo. Saindo da cabine, eu deixei as chaves&lt;br /&gt;cairem numa poça aos meus pés. Enquanto eu me abaixava para apanhá-las, uma mão&lt;br /&gt;branca pegou-as num flash antes que eu pudesse tentar.&lt;br /&gt;Edward Cullen estava bem na minha frente, encostado casualmente na minha&lt;br /&gt;caminhonete.&lt;br /&gt;"Como você faz isso?"&lt;br /&gt;"Faz o que?" Ele me passou as chaves enquanto falava. Quando eu ia apanhá-las ele&lt;br /&gt;jogou elas na palma da minha mão.&lt;br /&gt;"Aparece do nada"&lt;br /&gt;"Bella, não é culpa minha que você não é particularmente observadora" a voz dele era&lt;br /&gt;quieta como sempre-aveludada, emudecida.&lt;br /&gt;Eu olhei para o seu rosto perfeito. Os olhos dele estavam claros hoje de novo, uma cor&lt;br /&gt;dourada da cor do mel, profunda.&lt;br /&gt;Então eu tive que olhar pra baixo pra reagrupar os meus pensamentos agora confusos.&lt;br /&gt;"Porque aquela pataquada no tráfego ontem?" eu perguntei de uma vez, ainda olhando&lt;br /&gt;pra longe. "Eu pensei que você devia estar me ignorando e não me irritando até a&lt;br /&gt;morte."&lt;br /&gt;"Aquilo foi pro bem de Tyler, não pro meu. Eu tinha que dar uma chance a ele." ele riu&lt;br /&gt;silenciosamente.&lt;br /&gt;"Você..." eu gaguejei. Eu não conseguí pensar numa palavra ruim o suficiente.&lt;br /&gt;Eu sentí que o calor daminha raiva podia queimá-lo fisicamente, mas ele parecia estar se&lt;br /&gt;divertindo.&lt;br /&gt;"Eu não estou fingindo que você não existe", ele continuou.&lt;br /&gt;"Então você está tentando me irritar até a morte? Já que Tyler não conseguiu terminar o&lt;br /&gt;trabalho?"&lt;br /&gt;A raiva transpareceu nos seus olhos. Os seus lábios se pressionaram até formar uma&lt;br /&gt;linha fina, todos os sinais de humor tinham desaparecido.&lt;br /&gt;"Bella, você é muito absurda", ele disse, sua voz baixa estava fria.&lt;br /&gt;Minhas palmas coçaram-eu queria tanto bater em alguma coisa. Eu estava surpresa&lt;br /&gt;comigo mesma. Normalmente eu não era uma pessoa violenta. Eu dei as costas e&lt;br /&gt;comecei a caminhar.&lt;br /&gt;"Espere", ele chamou. Eu continuei andando, caminhando furiosamente pela chuva.&lt;br /&gt;Mas ele estava perto de mim, acompanhando o passo facilmente.&lt;br /&gt;"Me desculpe por ser rude", ele disse enquanto andávamos. Eu ignorei ele. "Eu não&lt;br /&gt;estou dizendo que não é verdade", ele continuou, "Mas mesmo assim foi rude."&lt;br /&gt;"Porque você não me deixa em paz?", eu murmurei.&lt;br /&gt;"Eu queria perguntar uma coisa, mas você me desconcentrou",ele riu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele parecia ter recuperado o bom humor.&lt;br /&gt;"Você tem alguma disordem de múltipla personalidade?", eu perguntei severamente.&lt;br /&gt;"Você está fazendo de novo".&lt;br /&gt;Eu suspirei. "Tá bom, o que você quer perguntar?"&lt;br /&gt;"Eu estava imaginando se no Sábado da próxima semana-você sabe, no dia do baile de&lt;br /&gt;primaveira-"&lt;br /&gt;"Você está tentando ser engraçado ?" Eu interrompí me virando pra ele. Meu rosto ficou&lt;br /&gt;encharcado quando eu olhei pra cima pra ver sua expressão.&lt;br /&gt;Seus olhos estavam estranhamente divertidos. "Será que você pode me deixar terminar&lt;br /&gt;por favor?"&lt;br /&gt;Eu mordí meu lábio e juntei minhas mãos, entrelaçando meus dedos, assim eu não faria&lt;br /&gt;nada de que eu pudesse me arrepender.&lt;br /&gt;"Eu ouví você dizendo que vai pra Seattle nesse dia, e eu estava imaginando se você&lt;br /&gt;quer uma carona."&lt;br /&gt;Isso foi inesperado.&lt;br /&gt;"O que?" Eu não tinha idéia de onde ele queria chegar.&lt;br /&gt;"Você quer uma carona até Seattle?"&lt;br /&gt;"Com quem?" eu perguntei, mistificada.&lt;br /&gt;"Comigo, obviamente". Ele pronunciou cada sílaba, como se estivesse falando com&lt;br /&gt;alguém mentalmente incapacitado.&lt;br /&gt;Eu ainda estava atordoada. "Porque?&lt;br /&gt;"Bom, eu estava planejando ir á Seattle nas próximas semanas, e, pra ser honesto, eu&lt;br /&gt;não tenho certeza se o seu carro aguenta."&lt;br /&gt;"Minha caminhonete funciona muito bem, obrigada pela preocupação." Eu comecei a&lt;br /&gt;andar de novo, mas eu estava muito surpresa pra manter o mesmo nível de raiva.&lt;br /&gt;"Mas a sua caminhonete consegue chegar até lá com um tanque de gasolina?" Ele&lt;br /&gt;acompanhou o meu passo de novo.&lt;br /&gt;"Eu não vejo como isso pode ser da sua conta." Estúpido dono do Volvo brilhante.&lt;br /&gt;"O desperdício de bens findáveis é da conta de todo mundo."&lt;br /&gt;"Honestamente, Edward",eu sentíuma alegria percorrer meu corpo quando eu disse o&lt;br /&gt;nome dele. "Eu não consigo te acompanhar. Eu pensei que você não queria ser meu&lt;br /&gt;amigo."&lt;br /&gt;"Eu disse que seria melhor se não fôssemos amigos, não que eu não queria ser."&lt;br /&gt;"Oh, obrigada, isso esclarece tudo" Sarcasmo pesado. Eu percebí que tinha parado de&lt;br /&gt;caminhar de novo. Estávamos sob o teto da cafeteria agora, então eu podia olhar para o&lt;br /&gt;seu rosto com mais facilidade. O que certamente não ajudou muito na claridade do&lt;br /&gt;pensamento.&lt;br /&gt;"Seria mais...prudente se você não fosse minha amiga", ele explicou. "Mas eu estou&lt;br /&gt;cansado de tentar ficar longe de você, Bella."&lt;br /&gt;Seus olhos estavam gloriosamente intensos enquanto ele pronunciava a última frase, sua&lt;br /&gt;voz flamejante. Eu não conseguia lembrar de respirar.&lt;br /&gt;"Você vai pra Settle comigo?" ele perguntou, ainda intenso.&lt;br /&gt;Eu ainda não conseguia falar, então só balancei a cabeça.&lt;br /&gt;Ele sorriu brevemente, então seu rosto ficou sério.&lt;br /&gt;"Você realmente devia ficar longe de mim", ele avisou. "Te vejo na aula."&lt;br /&gt;Ele se virou abruptamente e caminhou pra o lugar de onde tinhamos vindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Tipo Sanguíneo&lt;br /&gt;Eu fui pra aula de inglês totalmente ofuscada. Eu nem me dei conta quando eu entrei na&lt;br /&gt;sala que a aula já tinha começado.&lt;br /&gt;"Obrigado por se juntar a nós, Srta. Swan". Sr Mason disse me tom de afronta. Eu corei&lt;br /&gt;e corrí pro meu lugar.&lt;br /&gt;Foi só no final da aula que eu percebi que Mike não estava sentado no seu lugar de&lt;br /&gt;sempre ao meu lado. Eu sentí uma ponta de culpa. Mas ele e Eric me encontraram na&lt;br /&gt;porta como sempre, então eu imaginei que eu estivesse um pouco desculpada. Mike&lt;br /&gt;pareceu se tornar mais ele mesmo enquanto caminhávamos, ganhando entusiasmo&lt;br /&gt;enquanto ele falava da previsão pro clima pra esse fim de semana.&lt;br /&gt;A chuva daria uma pequena trégua, então talvez seu passeio á praia fosse possível.&lt;br /&gt;Eu tentei parecer eufórica, pra me redimir por ter desapontado ele ontem. Era difícil;&lt;br /&gt;com chuva ou sem, a temperatura continuaria um pouco baixa, isso se tivéssemos sorte.&lt;br /&gt;O resto da manhã passou num sopro. Era difícil de acreditar que eu não tinha apenas&lt;br /&gt;imaginado o que Edward havia me dito, e a expressão nos olhos dele. Talvez fosse só&lt;br /&gt;um sonho muito convincente que eu confundí com a realidade. Isso parecia mais&lt;br /&gt;prvável do que eu sendo apelativa pra ele em qualquer sentido.&lt;br /&gt;Eu estava muito impaciente e aflita quando eu e Jéssica entramos na cafeteria. Eu queria&lt;br /&gt;ver seu rosto, ver se ele havia voltado a ser a pessoa fria, indiferente que eu conhecí&lt;br /&gt;pelas últimas semanas. Ou se, por algum milagre, eu realmente tinha ouvido o que eu&lt;br /&gt;achava que tinha ouvido essa manhã. Jéssica estava tagarelando sobre os seus planos&lt;br /&gt;para o baile -Lauren e Angela haviam convidado os outros garotos e eles estavam todos&lt;br /&gt;indo juntos-completamente alheia á minha desatenção.&lt;br /&gt;Desapontamento me inundou quando os meus olhos se concentraram na mesa dele. Os&lt;br /&gt;outros quatro estavam lá, mas ele estava ausente. Ele foi pra casa? Eu segui a ainda&lt;br /&gt;tagarelante Jéssica pela fila, arrasada. Eu tinha perdido o meu apetite -eu não comprei&lt;br /&gt;nada além de uma garrafa de limonada. Eu só queria ir me sentar e mofar.&lt;br /&gt;"Edward Cullen está olhando pra você de novo", Jéssica disse, finalmente quebrando a&lt;br /&gt;minha distração com o nome dele. "Eu me pergunto porque ele está se sentando sozinho&lt;br /&gt;hoje."&lt;br /&gt;Minha cabeça deu um salto. Eu segui o olhar dela pra ver Edward, sorrindo, me&lt;br /&gt;observando de uma mesa vazia no lado contrário de onde ele se sentava de costume.&lt;br /&gt;Assim que ele encontrou meus olhos ele fez um gesto com o dedo indicador pedindo pra&lt;br /&gt;que eu me juntasse a ele. Enquanto eu o encarava sem acreditar, ele piscou pra mim.&lt;br /&gt;"Ele tá chamando você?" Jéssica perguntou com um assombro muito insultante.&lt;br /&gt;"Talvez ele precise de ajuda com o dever de casa de Biologia", eu murmurei pro bem&lt;br /&gt;dela. "Umm, é melhor eu ir ver o que ele quer".&lt;br /&gt;Eu podia sentir ela me encarando enquanto eu me afastava.&lt;br /&gt;Quando eu alcancei a mesa dele, eu fiquei de pé atrás da cadeira na frente dele, incerta.&lt;br /&gt;"Porque você não se senta comigo hoje?" ele me perguntou, sorrindo.&lt;br /&gt;Eu sentei automaticamente, observando ele com cuidado. Ele ainda estava sorrindo. Era&lt;br /&gt;difícil de acreditar que alguém tão bonito pudesse ser real. Eu temia que ele&lt;br /&gt;desaparecesse repentinamente numa nuvem de fumaça, e eu acordasse.&lt;br /&gt;Ele parecia estar esperando que eu dissesse alguma coisa.&lt;br /&gt;"Isso é diferente", eu finalmente consegui dizer.&lt;br /&gt;"Bem...", ele pausou, depois suas palavras sairam todas de uma só vez. "Eu decidí que&lt;br /&gt;já que eu estou indo pro inferno, é melhor fazer direito."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu esperei pra que ele dissesse alguma coisa que fizesse sentido. Os segundos foram&lt;br /&gt;passando.&lt;br /&gt;"Você sabe que eu não faço idéia do que você quer dizer", finalmente eu apontei.&lt;br /&gt;"Eu sei", Ele sorriu de novo, e então mudou de assunto. "Eu acho que os seus amigos&lt;br /&gt;estão bravos comigo por roubar você."&lt;br /&gt;"Eles vão sobreviver", eu podia sentir o olhar deles cravados nas minhas costas.&lt;br /&gt;"Porém, eu posso não te devolver", ele disse com um brilho estranho no olhar.&lt;br /&gt;Eu engolí seco.&lt;br /&gt;Ele sorriu. "Você parece preocupada".&lt;br /&gt;"Não", eu disse, ridiculamente, minha voz fugiu.&lt;br /&gt;"Surpresa, na verdade...o que causou tudo isso?"&lt;br /&gt;"Eu já te disse... eu me cansei de tentar ficar longe de você. Então, eu estou desistindo."&lt;br /&gt;Ele ainda estava sorrindo, mas seus olhos estavam sérios.&lt;br /&gt;"Desistindo?", eu repetí confusa.&lt;br /&gt;"Sim-desistindo de tentar ser bonzinho. Eu vou fazer o que eu quiser agora, e deixar&lt;br /&gt;acontecer o que tiver de acontecer." Seu sorriso sumiu enquanto ele explicava, sua voz&lt;br /&gt;adquiriu um tom duro.&lt;br /&gt;"Você me perdeu de novo."&lt;br /&gt;O sorriso arrebatador reapareceu.&lt;br /&gt;"Eu sempre falo demais quando estou com você-esse é um dos problemas."&lt;br /&gt;"Não se preocupe, eu não entendo nada mesmo.", eu disse.&lt;br /&gt;"Eu estou contando com isso."&lt;br /&gt;"Então, em Inglês simples, nós somos amigos agora?"&lt;br /&gt;"Amigos...", ele meditou, em dúvida.&lt;br /&gt;"Ou não." eu murmurei.&lt;br /&gt;Ele sorriu. "Bem, nós podemos tentar, eu suponho. Mas eu te aviso que eu não sou um&lt;br /&gt;bom amigo pra você." Por trás do sorriso, se aviso era de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Você diz muito isso.", eu notei, tentando acalmar o nervosismo no meu estômago e&lt;br /&gt;manter minha voz calma.&lt;br /&gt;"Sim, porque você não está me ouvindo. Eu estou esperando que você acredite em mim.&lt;br /&gt;Se você for esperta, você vai me evitar."&lt;br /&gt;"Eu acho que você também já deixou clara a sua opinião sobre o meu intelecto.", meus&lt;br /&gt;olhos reviraram.&lt;br /&gt;Ele sorriu.&lt;br /&gt;"Então, enquanto eu estou sendo...não esperta, nós vamos tentar ser amigos?" eu lutei&lt;br /&gt;pra entender a confusa mudança.&lt;br /&gt;"Isso parece correto."&lt;br /&gt;Eu olhei para as minhas mãos entrelaçadas na garrafa de limonada, sem saber o que&lt;br /&gt;fazer agora.&lt;br /&gt;"No que você está pensando?", ele perguntou curiosamente.&lt;br /&gt;Eu olhei pra os seus profundos olhos dourados, fiquei abobalhada, e como sempre,&lt;br /&gt;soltei toda a verdade.&lt;br /&gt;"Eu estou tentando descobrir o que você é."&lt;br /&gt;A mandíbula dele se contraiu, mas ele continuou sorrindo com algum esforço.&lt;br /&gt;"Está tendo alguma sorte?", ele perguntou num tom desinteressado.&lt;br /&gt;"Não muita", eu admiti.&lt;br /&gt;Ele gargalhou. "Quais são as suas teorias?"&lt;br /&gt;Eu corei. Durante o último mês eu estive entre Bruce Wayne e Peter Parker.&lt;br /&gt;Não tinha jeito de eu dizer isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Você não vai me contar?" ele perguntou inclinando a cabeça pra um lado com um&lt;br /&gt;sorriso chocantemente tentador.&lt;br /&gt;Eu balancei minha cabeça. "Muito embaraçoso".&lt;br /&gt;"Isso é muito frustrante, sabe", ele reclamou.&lt;br /&gt;"Não", eu discordei rapidamente, meus olhos revirando. "Eu não consigo imaginar&lt;br /&gt;porque isso seria frustrante-só porque uma pessoa se recusa a te dizer o que ela está&lt;br /&gt;pensando, só porque ela está só criando pequenas observações obscuras que te mantêm&lt;br /&gt;você acordado se perguntando o que elas poderiam querer dizer com aquilo... agora,&lt;br /&gt;porque isso seria frustrante?"&lt;br /&gt;Ele fez uma careta.&lt;br /&gt;"Ou melhor", eu continuei, o tom de aborrecimento saindo livremente agora. "Digamos&lt;br /&gt;que essa pessoa tanbém fez algumas coisas bizarras-de salvar a sua vida sob&lt;br /&gt;circunstâncias impossíveis um dia pra depois tratar você como uma estranha no outro&lt;br /&gt;dia, e ele nunca explica nada disso, mesmo se ele prometeu. Isso, também seria muito&lt;br /&gt;não frustrante."&lt;br /&gt;"Você tem um temperamento um pouco forte, não tem?"&lt;br /&gt;"Eu não gosto de duplos padrões".&lt;br /&gt;Nós encaramos um ao outro, sem sorrir.&lt;br /&gt;Ele deu uma olhada por cima do meu ombro, e então,inesperadamente, ele sorriu&lt;br /&gt;silenciosamente.&lt;br /&gt;"O que é?"&lt;br /&gt;"O seu namorado parece estar pensando que eu estou sendo rude com você-ele está se&lt;br /&gt;questionando se deve ou não vir aqui apartar a nossa briga.", ele sorriu silenciosamente&lt;br /&gt;de novo.&lt;br /&gt;"Eu não sei do que você está falando", eu disse frigidamente. "Mas de qualquer forma,&lt;br /&gt;eu tenho certeza que você está enganado."&lt;br /&gt;"Eu não estou. Eu já te disse, a maioria das pessoas é fácil de ler."&lt;br /&gt;"Exceto eu, é claro."&lt;br /&gt;"Sim. Exceto você.", seu humor mudou de repente; seus olhos se tornaram pensativos.&lt;br /&gt;"Eu me pergunto o porquê disso."&lt;br /&gt;Eu tive que olhar pra longe da intensidade do seu olhar. Eu me concentrei em tirar o&lt;br /&gt;rótulo da minha garrafa de limonada. Eu tomei um gole, olhando para a mesa sem&lt;br /&gt;enxergá-la.&lt;br /&gt;"Vicê não está com fome?", ele perguntou distraído.&lt;br /&gt;"Não", eu não estava a fim de dizer que o meu estômago já estava cheio-de borboletas.&lt;br /&gt;"Você?" eu olhei para a mesa vazia na frente dele.&lt;br /&gt;"Não, eu não estou com fome." Eu não entendí a expressão dele -parecia que ele estava&lt;br /&gt;de divertindo com algum tipo de piada secreta.&lt;br /&gt;"Você pode me fazer um favor?", eu perguntei depois de um segundo de hesitação.&lt;br /&gt;De repente ele estava cauteloso. "Depende do que você quer".&lt;br /&gt;"Não é muito", eu garantí.&lt;br /&gt;Ele esperou, cauteloso, mas curioso.&lt;br /&gt;"Eu só estava imaginando...se você poderia me avisar com antecedência na próxima vez&lt;br /&gt;que você resolver me ignorar para o meu próprio bem. Só pra eu me preparar.", eu olhei&lt;br /&gt;para a garrafa de limonada enquanto falava, passando o dedo na boca da garrafa.&lt;br /&gt;"Parece justo." Ele estava pressionando os lábios pra não rir quando eu olhei pra cima.&lt;br /&gt;"Obrigada."&lt;br /&gt;"Então posso ter uma resposta em retorno?" ele pediu.&lt;br /&gt;"Uma."&lt;br /&gt;"Me diga uma das suas teorias."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Opa. "Essa não."&lt;br /&gt;"Você não qualificou, você só prometeu uma resposta", ele me lembrou.&lt;br /&gt;"Você também já quebrou suas promessas.", eu lembrei pra ele também.&lt;br /&gt;"Só uma teoria-eu não vou rir."&lt;br /&gt;"Vai sim". eu tinha certeza disso.&lt;br /&gt;Ele olhou pra baixo e depois olhou pra mim por entre seus longos cílios negros, seus&lt;br /&gt;olhos chamuscando.&lt;br /&gt;"Por favor?", ele respirou se inclinando na minha direção.&lt;br /&gt;Eu pisquei, minha mente ficando obscurecida. Santa Mãe, como é que ele faz isso?&lt;br /&gt;"Er, o que?", eu perguntei ofuscada.&lt;br /&gt;"Por favor,me diga só uma teoria.", seus olhos ainda grudados em mim.&lt;br /&gt;"Hum, bem, mordido por uma aranha radioativa?" Ele fazia hipnose, também? Ou eu&lt;br /&gt;era um caso sem esperança?&lt;br /&gt;"Isso não é muito criativo". ele zombou.&lt;br /&gt;"Me desculpe, é tudo que eu tenho", eu disse amuada.&lt;br /&gt;"Você não está nem perto", ele caçoou.&lt;br /&gt;"Nada de aranhas?"&lt;br /&gt;"Não"&lt;br /&gt;"E nada de radioatividade?"&lt;br /&gt;"Nada"&lt;br /&gt;"Droga", eu suspirei.&lt;br /&gt;"Kryptonita também não me incomoda", ele gargalhou.&lt;br /&gt;"Você não podia rir, lembra?"&lt;br /&gt;Ele lutou pra recompor o rosto.&lt;br /&gt;"Eu vou descobrir mais cedo ou mais tarde", eu avisei.&lt;br /&gt;"Eu gostaria que você não tentasse". Ele estava sério de novo&lt;br /&gt;"Porque...?"&lt;br /&gt;"E se eu não for um super-herói? E se eu for o bandido?", ele sorriu brincando, mas seus&lt;br /&gt;olhos eram impenetráveis.&lt;br /&gt;"Oh", eu disse,agora muitas da dicas que ele havia dado faziam sentido."Eu entendo."&lt;br /&gt;"Entende?" seu rosto estava abruptamente severo, como se ele estivesse com medo de&lt;br /&gt;ter falado demais.&lt;br /&gt;"Você é perigoso?" eu chutei, meu pulso disparou quando eu me dei conta da verdade&lt;br /&gt;nas minhas palavras. Ele era perigoso. Ele esteve tentando me dizer isso o tempo&lt;br /&gt;inteiro.&lt;br /&gt;Ele só olhou pra mim, os olhos cheios de uma emoção que eu não conseguia&lt;br /&gt;compreender.&lt;br /&gt;"Mas não mau." eu balancei minha cabeça. "Não, eu não acredito que você seja mau."&lt;br /&gt;"Você está errada." A voz dele era praticamente inaudível. Ele olhou pra baixo, roubou&lt;br /&gt;a tampa daminha garrafa e começou a rodá-la entre os dedos.. Eu olhei pra ele,&lt;br /&gt;imaginando porque eu não sentia medo. Ele falava sério -isso era óbvio. Mas eu só me&lt;br /&gt;sentia ansiosa, no limite...e mais que tudo, fascinada. Da mesma forma que eu sempre&lt;br /&gt;me sentia quando estava perto dele.&lt;br /&gt;O silêncio durou até que eu percebí que a cafeteria estava quase vazia.&lt;br /&gt;Eu fiquei de pé num pulo." Nós vamos nos atrasar".&lt;br /&gt;"Eu não vou á aula hoje", ele disse rodando a tampa tão rápido que era só um vulto.&lt;br /&gt;"Porque não?"&lt;br /&gt;"É saudável faltar a aula de vez em quando.", ele sorriu pra mim, mas seus olhos ainda&lt;br /&gt;pareciam confusos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Bom, eu vou indo", eu disse pra ele. Eu era covarde demais pra arriscar ser pega. Ele&lt;br /&gt;voltou a atenção pra sua tampinha. "Até mais tarde então."&lt;br /&gt;Eu hesitei, dividida, mas então o sinal tocou e eu saí correndo pela porta-dando uma&lt;br /&gt;ultima olhada pra confirmar que ele não tinha se movido nem um centímetro.&lt;br /&gt;Enquanto eu meio que corria para a minha aula, minha cabeça estava girando mais&lt;br /&gt;rápida que uma hélice. Tão poucas perguntas foram respondidas em relação áquelas que&lt;br /&gt;foram perguntadas. Ao menos a chuva tinha parado.&lt;br /&gt;Eu estava com sorta; o Sr. Banner ainda não estava na sala quando eu cheguei. Eu me&lt;br /&gt;arrumei rapidamente no meu lugar, consciente de que tanto Mike quanto Angela&lt;br /&gt;estavam olhando pra mim. Mike parecia ressentido, e Angela parecia surpresa, e até&lt;br /&gt;demonstrou um pouco de reverência.&lt;br /&gt;Sr. Banner entrou então, pedindo ordem na sala. Ele estava equilibrando umas caixinhas&lt;br /&gt;pequenas nos braços. Ele colocou eleas na mesa de Mike e pediu pra ele começar a&lt;br /&gt;distribuí-las pela classe.&lt;br /&gt;"Tudo bem, pessoal, eu quero que vocês peguem um pedaço de cada caixa.", ele disse&lt;br /&gt;enquanto tirava um par de luvas de borracha do seu jaleco e colocava-as nas mãos. O&lt;br /&gt;som agudo das luvas de borracha batendo contra o pulso dele pareceu um mal presságio&lt;br /&gt;pra mim. "A primeira coisa é uma cartão de instrução", ele continuou, pegando um&lt;br /&gt;cartão branco com quatro quadrados marcados nele."A segunda é um aplicador-",ele&lt;br /&gt;segurou alguma coisa que parecia ter dentes "-e a terceira é uma micro-agulha&lt;br /&gt;esterilizada". Ele pegou um pacote de plástico azul e abriu. O aparador era quase&lt;br /&gt;invisível a essa distância, mas o meu estômago deu voltas.&lt;br /&gt;"Eu vou passar com um conta gotas para preparar os seus cartões, então por favor não&lt;br /&gt;comece até que eu chegue em vocês". Ele começou na mesa de Mike de novo,&lt;br /&gt;cuidadosamente colocando uma gota de água em cada quadradinho. "Agora eu quero&lt;br /&gt;que cada um de vocês fure o seu dedo cuidadosamente com a agulha..." Ele agarrou a&lt;br /&gt;mão de Mike e enfiou a agulha na pontinha do seu dedo do meio. Oh não.&lt;br /&gt;Um suor frio começou a sair na minha testa.&lt;br /&gt;"Ponham uma pequena gotinha de sangue em cada quadradinho". Ele demonstrou&lt;br /&gt;pegando o dedo de Mike e apertando até o sangue sair. Eu engolí convulssivamente,&lt;br /&gt;meu estômago pesando.&lt;br /&gt;"E então aplique no cartão", ele terminou, segurando o cartão com gotas vermelhas pra&lt;br /&gt;todos nós vermos. Eu fechei os meus olhos, tentando ouvir além do zumbido nos meus&lt;br /&gt;ouvidos.&lt;br /&gt;"A cruz vermelha está vindo á Port Angeles no próximo fim de semana, então eu pensei&lt;br /&gt;que todos vocês podiam saber o seu tipo sanguínio". Ele parecia orgulhoso de sí mesmo.&lt;br /&gt;"Aqueles que ainda não tem dezoito anos vão precisar da permissão dos seus pais-eu&lt;br /&gt;tenho documentos na minha mesa."&lt;br /&gt;Ele continuou passando na sala com as suas gotinhas de água. Eo cloquei a minha&lt;br /&gt;bochecha no topo da mesa fria e tentei me manter consciente. Em todo lugar ao meu&lt;br /&gt;redor eu podia ouvir gemidos, reclamações e gargalhadas dos meus colegas de classe&lt;br /&gt;enquanto eles furavam seus dedos. Eu respirava calmamente pra dentro e pra fora pela&lt;br /&gt;minha boca.&lt;br /&gt;"Bella, você está bem?" o Sr. Banner perguntou. A voz dele estava perto da minha&lt;br /&gt;cabeça, e pareceu alarmada.&lt;br /&gt;"Eu já sei meu tipo sanguínio Sr. Banner", eu disse com a voz fraca.&lt;br /&gt;Eu estava com medo de levantar a minha cabeça.&lt;br /&gt;"Você está se sentindo desfalecer?"&lt;br /&gt;"Sim, senhor", eu murmurei, me chutando por dentro por não ter faltado a aula quando&lt;br /&gt;eu tive a chance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Alguém pode levar Bella á enfermaria por favor?", ele pediu.&lt;br /&gt;Eu não precisei olhar pra cima pra saber que Mike foi voluntário.&lt;br /&gt;"Você pode andar?" o Sr. Banner perguntou.&lt;br /&gt;"Sim", eu murmurei. Só me tirem daqui, eu pensei. Eu vou rastejando.&lt;br /&gt;Mike pareceu ansioso quando colocou o braço dele ao redor da minha cintura e colocou&lt;br /&gt;meu braço sobre seus ombros. Eu me inclinei pesadamente nele enquanto saíamos da&lt;br /&gt;sala.&lt;br /&gt;Mike me guiou lentamente pelo campus. Quando estávamos passando pela cafeteria,&lt;br /&gt;fora do campo de visão da sala de aula, quando o Sr. Banner não podia mais ver, eu&lt;br /&gt;parei.&lt;br /&gt;"Será que você pode me deixar sentar um minuto, por favor?", eu implorei.&lt;br /&gt;Ele me ajudou a sentar na beira da calçada.&lt;br /&gt;"E o que quer que você faça, mantenha a sua mão no bolso", eu avisei. Eu ainda estava&lt;br /&gt;muito atordoada. Eu caí pro lado, encostando o meu rosto no cimento frio, sujo da&lt;br /&gt;calçada e fechei meus olhos. Isso pareceu ajudar um pouco.&lt;br /&gt;"Uau, você está verde, Bella", Mike disse nervosamente.&lt;br /&gt;"Bella?", uma voz diferente chamou de longe.&lt;br /&gt;Não! Por favor diga que eu estou imaginando essa voz horrivelmente familiar.&lt;br /&gt;"Qual o problema-ela está machucada?" A voz dele estava mais próxima agora, e ele&lt;br /&gt;parecia aflito.&lt;br /&gt;Eu não estava imaginando. Eu apertei meus olhos, esperando morrer. Ou pelo menos,&lt;br /&gt;não vomitar.&lt;br /&gt;Mike pareceu estressado. "Eu acho que ela está passando mal. Eu não sei o que&lt;br /&gt;aconteceu, ela nem furou o dedo."&lt;br /&gt;"Bella", a voz de Edward estava bem ao meu lado, aliviada agora. "Você consegue me&lt;br /&gt;ouvir?"&lt;br /&gt;"Não", eu gemí. "Vá embora".&lt;br /&gt;Ele sorriu.&lt;br /&gt;"Eu estava levando ela para a enfermaria", Mike explicou em tom de defesa, "Mas ela&lt;br /&gt;não conseguiu ir adiante".&lt;br /&gt;"Eu vou levar ela", Edward disse. Eu ainda podia ver o sorriso na voz dele. "Você pode&lt;br /&gt;voltar para a sala de aula."&lt;br /&gt;"Não", Mike protestou. "Sou eu quem deve fazer isso".&lt;br /&gt;De repente a calçada desapareceu. Meus olhos se abriram com o susto.&lt;br /&gt;Edward tinha me pego nos braços, tão facilmente como se eu não pesasse nada.&lt;br /&gt;"Me ponha no chão!" Por favor, por favor não me deixe vomitar nele.&lt;br /&gt;Ele já estava caminhando antes que eu terminasse de falar.&lt;br /&gt;"Ei!" Mike chamou, já muito atrás de nós.&lt;br /&gt;Edward ignorou ele. "Você parece horrível", ele me disse sorrindo.&lt;br /&gt;"Me coloque de volta na calçada", eu gemí. O movimento da caminhada não estava&lt;br /&gt;ajudando muito. Ele me segurou longe do corpo dele, cuidadosamente, aguentando todo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o meu peso só nos braços-ele não parecia estar se incomodando.&lt;br /&gt;"Então você passa mal quando vê sangue?", ele perguntou. Isso parecia divertido pra&lt;br /&gt;ele.&lt;br /&gt;Eu não respondí. Eu fechei meus olhos e lutei contra a náusea com todas as minha&lt;br /&gt;forças, apertando meus lábios.&lt;br /&gt;"E nem é o seu próprio sangue" ele continuou, se divertindo.&lt;br /&gt;Eu não sei como ele conseguiu abrir a porta enquanto me carregava, mas de repente&lt;br /&gt;estava quente, então eu sabia que estávamos do lado de dentro.&lt;br /&gt;"Meu Deus", eu ouví uma voz de mulher suspirar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ela passou mal na aula de Biologia", Edward explicou.&lt;br /&gt;Eu abrí meus olhos. Eu estava na secretaría e Edward continuou avançando em direção&lt;br /&gt;á enfermaria. A Sr. Cope, a recepcionista ruiva da secretaría, passou na frente dele para&lt;br /&gt;abrir a porta. A enfermeira que tinha cara de vovó, tirou os olhos de um livro, pasma,&lt;br /&gt;enquanto Edward me carregava pelo quarto e me colocava gentilmente em cima do&lt;br /&gt;papel que cobria o colchão de vinil na única cama.&lt;br /&gt;Então ele se afastou e foi se inclinar numa parede tão distante quanto foi possível. Seus&lt;br /&gt;olhos estavam brilhando, exitados.&lt;br /&gt;"Ela só está um pouco enjoada", ele garatiu para a enfermeira. "Eles estão testando o&lt;br /&gt;sangue na aula de Biologia."&lt;br /&gt;A enfermeira balançou a cabeça. "Sempre tem um."&lt;br /&gt;Ele tentou abafar um riso.&lt;br /&gt;"Fique um pouco deitada, meu bem; vai passar logo".&lt;br /&gt;"Eu sei", eu suspirei. A náusea já estava desaparecendo.&lt;br /&gt;"Isso acontece muito?", ela perguntou.&lt;br /&gt;"As vezes", eu admití. Edward tossiu para disfaçar outra risada.&lt;br /&gt;"Você pode voltar para a sala agora", ela disse pra ele.&lt;br /&gt;"Eu devo ficar com ela", ele disse com tanta autoridade que-mesmo torcendo os lábios-&lt;br /&gt;a enfermeira não discutiu mais.&lt;br /&gt;"Eu vou pegar um pouco de gelo pra você colocar na sua testa, querida",ela disse pra&lt;br /&gt;mim e então saiu da sala.&lt;br /&gt;"Você estava certo", eu gemí deixando os meus olhos fechados.&lt;br /&gt;"Eu geralmente tenho-mas sobre o que em particular desta vez?"&lt;br /&gt;"Faltar a aula é saudável." eu pratiquei respirar uniformemente.&lt;br /&gt;"Você ma assustou por um minuto lá fora", ele admitiu depois de uma pausa. O tom que&lt;br /&gt;ele usou fez parecer que ele estava confessando uma fraqueza vergonhosa.&lt;br /&gt;"Eu pensei que Mike estava arrastando o seu cadáver pra enterrá-lo no bosque".&lt;br /&gt;"Ha ha". Eu ainda estava com os olhos fechados, mas estava me sentindo melhor a cada&lt;br /&gt;minuto.&lt;br /&gt;"Honestamente-eu já ví cadáveres com uma cor melhor. Eu já estava preocupado em ter&lt;br /&gt;que vingar o seu assassinato".&lt;br /&gt;"Pobre Mike. Eu aposto que ele está bravo".&lt;br /&gt;"Ele absolutamente me detesta.", Edward disse alegremente.&lt;br /&gt;"Você não tem como saber disso". eu discuti, mas depois imaginei se ele tinha como&lt;br /&gt;saber.&lt;br /&gt;"Eu ví o rosto dele-eu posso dizer."&lt;br /&gt;"Como você me viu? Eu pensei que você estivesse escondido".Eu estava quase bem&lt;br /&gt;agora, apesar de que os enjôos iam passar mais rápido se eu tivesse comido alguma&lt;br /&gt;coisa no almoço. Por outro lado, talvez fosse bom que o meu estômago estivesse vazio.&lt;br /&gt;"Eu estava no meu carro ouvindo um CD". Uma resposta tão normal-me surpreendeu.&lt;br /&gt;Eu ouví a porta abrir e abrí os olhos pra ver a enfermeira entrar com uma compressa fria&lt;br /&gt;na mão.&lt;br /&gt;"Aqui, querida". Ela colocou-a na minha testa. "Você parece melhor", ela falou.&lt;br /&gt;"Eu acho que estou bem", eu disse, me sentando. Só um pequeno zumbido nos meus&lt;br /&gt;ouvidos, nada girando. As paredes verdes estavam exatamente onde deveriam estar.&lt;br /&gt;Eu ví que a enfermeira estava prestes a me fazer deitar de novo, mas a porta se abriu&lt;br /&gt;nessa hora, a Sra Cope colocou a cabeça pra dentro.&lt;br /&gt;"Tem outro aqui", ela avisou.&lt;br /&gt;Eu descí pra deixar a cama livre para o próximo inválido.&lt;br /&gt;"Eu devolví a compressa para a enfermeira. "Aqui, eu não preciso mais disso."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então Mike entrou, agora carregando um pálido Lee Stephens, outro garoto da nossa&lt;br /&gt;aula de Biologia. Eu e Edward ficamos colados na parede pra dar espaço á eles.&lt;br /&gt;"Oh não", Edward murmurou. "Bella, vá para a secretaria".&lt;br /&gt;Eu olhei pra ele, confusa.&lt;br /&gt;"Confie em mim-vá."&lt;br /&gt;Eu me virei e saí antes que a porta se fechasse, deixando a enfermaria. Eu podia sentir&lt;br /&gt;Edward bem atrás de mim.&lt;br /&gt;"Você realmente me ouviu", ele parecia abismado.&lt;br /&gt;"Eu sentí o cheiro de sangue", eu disse, torcendo o nariz. Lee não estava passando mal&lt;br /&gt;por causa dos outros, como eu.&lt;br /&gt;"As pessoa não podem cheirar sangue", ele me contradisse.&lt;br /&gt;"Bem, eu consigo-é isso que me deixa doente. Tem cheiro de ferrugem e...sal."&lt;br /&gt;Ele estava me encarando com uma expressão ilegível.&lt;br /&gt;"O que é?", eu perguntei.&lt;br /&gt;"Não é nada".&lt;br /&gt;Nessa hora Mike saiu, olhando pra mim e Edward.&lt;br /&gt;O olhar que ele passou pra Edward confirmou o que Edward disse sobre detestar. Ele&lt;br /&gt;olhou de volta pra mim, seus olhos mal-humorados.&lt;br /&gt;"Você parece melhor", ele acusou.&lt;br /&gt;"Mantenha a sua mão no bolso", eu avisei de novo.&lt;br /&gt;"Não está mais sangrando", ele murmurou. "Você vai voltar pra aula?"&lt;br /&gt;"Você tá brincando? Eu vou voltar pra cá na certa."&lt;br /&gt;"É, eu acho...Então, você vai esse fim de semana? Para a praia?" Enquanto ele falava,&lt;br /&gt;ele deu outra olhada na direção de Edward, que estava inclinado no balcão, tão imóvel&lt;br /&gt;quanto uma escultura, olhando para o nada.&lt;br /&gt;Eu tentei soar o mais amigável possível. "Claro, eu disse que ia."&lt;br /&gt;"Vamos nos encontar na loja do meu pai, as dez." Os olhos dele foram parar em Edward&lt;br /&gt;de novo, pensando se ele estava dando informação demais. Alinguagem corporal que ele&lt;br /&gt;usou, deixou bem claro que não era um convite em aberto.&lt;br /&gt;"Eu estarei lá", eu prometí.&lt;br /&gt;"Eu te vejo na aula de eduacação física, então", ele disse, se movendo devagar até a&lt;br /&gt;porta.&lt;br /&gt;"A gente se vê", eu disse. Ele olhou pra mim de novo, fazendo biquinho, e então,&lt;br /&gt;enquanto ele passava vagarosamente pela porta, seus ombros cairam. Uma onda de&lt;br /&gt;simpatia passou pelo meu corpo. Eu pensei em como seria ver o seu rosto triste de&lt;br /&gt;novo...na aula de educação física.&lt;br /&gt;"Educação física", eu gemí.&lt;br /&gt;"Eu posso cuidar disso", eu não percebí Edward se aproximando de mim, mas agora ele&lt;br /&gt;estava falando no meu ouvido. "Vá se sentar e fique pálida", ele cochichou.&lt;br /&gt;Isso não era muito difícil; eu já era naturalmente pálida, e o meu recente show deixou&lt;br /&gt;um rastro de suor na minha testa.&lt;br /&gt;Eu sentei em uma das cadeiras e descansei a cabeça na parede com os meus olhos&lt;br /&gt;fechados. Crises de enjôo sempre me deixavam cansada.&lt;br /&gt;Eu ouví Edward falando levemente no balcão"&lt;br /&gt;"Sra Cope?"&lt;br /&gt;"Sim?", eu não ouví ela voltar para a mesa.&lt;br /&gt;"A próxima aula de Bella é de Educação física, e eu não acho que ela se sente bem o&lt;br /&gt;suficiente. Na verdade, eu acho que eu devia levar ela pra casa agora.Você acha que&lt;br /&gt;pode liberá-la dessa aula?" A voz dele parecia mel derretendo. Eu podia imaginar como&lt;br /&gt;os olhos dele estavam persuasivos agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Você também precisa ser liberado, Edward?" A Sra Cope flutuou. Porque eu não podia&lt;br /&gt;fazer isso?&lt;br /&gt;"Não, eu tenho aula com a Sra Goff, ela não vai se incomodar."&lt;br /&gt;"Ok, então está tudo acertado. Melhoras, Bella", ela falou pra mim.&lt;br /&gt;Eu balancei a cabeça fracamente, levantando ela só um pouco.&lt;br /&gt;"Você consegue caminhar, ou prefere que eu te carregue de novo?" Quando voltou da&lt;br /&gt;recepção, sua expressão estava sarcástica.&lt;br /&gt;"Eu vou caminhando".&lt;br /&gt;Eu me levantei vagarosamente, e ainda estava bem. Ele segurou a porta pra mim, seu&lt;br /&gt;sorriso educado mas seus olhos estavam zombando de mim. Eu saí para a névoa fria,fria&lt;br /&gt;que estava começando a aparecer no céu-enquanto ela limpava o suor da minha testa.&lt;br /&gt;"Obrigada", eu disse enquanto ele me seguia. "Quase vale a pena ficar doente pra perder&lt;br /&gt;Educação física."&lt;br /&gt;"É só pedir", ele olhava diretamente prá frente, andando na chuva.&lt;br /&gt;"Então você vai? Sábado, eu quero dizer." Eu estava esperando que ele fosse, mas&lt;br /&gt;parecia difícil. Eu não conseguia imaginá-lo enchendo uma van com os amigos da&lt;br /&gt;escola; ele não pertencia a esse mundo. Mas eu esperava que ele me desse uma razão&lt;br /&gt;pra querer ir a essa excursão.&lt;br /&gt;"Onde vocês todos estão indo, exatamente?" Ele ainda estava olhando pra frente, sem&lt;br /&gt;expressão.&lt;br /&gt;"Vamos á La Push, para a praia". Eu estudei o rosto dele, tentando entendê-lo. Os olhos&lt;br /&gt;dele pareceram estreitar imperceptivelmente.&lt;br /&gt;Ele olhou pra mim com o canto dos olhos, sorrindo. "Eu não acho que eu tenha sido&lt;br /&gt;convidado".&lt;br /&gt;Eu suspirei. "Eu acabei de te convidar".&lt;br /&gt;"Eu e você não vamos mais pedir tanto do pobre Mike esse fim de semana. Nós não&lt;br /&gt;queremos que ele tenha uma colapso". Os olhos dele dançaram; ele gostava da idéia&lt;br /&gt;mais do que devia.&lt;br /&gt;"Mike boboca", eu cochichei, preocupada com o jeito que elçe disse "eu e você". Eu&lt;br /&gt;gostei disso mais do que eu devia.&lt;br /&gt;Nos estávamos perto do estacionamento agora. Eu fui andando para a esquerda na,&lt;br /&gt;direção do meu carro. Algo agarrou minha jaqueta e me puxou de volta.&lt;br /&gt;"Onde é que você pensa que vai?", ele perguntou, enfurecido. Ele estava agarrando a&lt;br /&gt;minha jaqueta com o punho inteiro segurando com um mão.&lt;br /&gt;Eu estava confusa. "Eu vou pra casa".&lt;br /&gt;"Você não me ouviu prometer que te levaria pra casa em segurança? Você acha que eu&lt;br /&gt;vou te deixar dirigir nessas condiçôes?" A voz dele estava indignada.&lt;br /&gt;"Que condições? E a minha caminhonete?", eu reclamei.&lt;br /&gt;"Eu vou pedir pra Alice levá-la depois da escola". Ele já estava me arrastando em&lt;br /&gt;direção ao carro dele, me puxando pela jaqueta. Eo acompanhei pra não cair de costas&lt;br /&gt;no chão. Ele provavelmente ia me arrastar de volta de qualquer jeito mesmo.&lt;br /&gt;"Me solta!", eu insistí. Ele me ignorou. Eu andei a passos largos na calçada molhada até&lt;br /&gt;que chegamos no Volvo. Então ele finalmente me libertou. Eu quase me batí na porta do&lt;br /&gt;passageiro.&lt;br /&gt;"Você é muito mandão", eu gritei.&lt;br /&gt;"Está aberta", foi tudo o que ele respondeu. Ele foi para o lado do motorista.&lt;br /&gt;"Eu sou perfeitamente capaz de dirigir até em casa!", eu fiquei parada perto do carro,&lt;br /&gt;fumaçando. Estava chovendo mais forte agora, e eu não tinha levantado o meu capuz,&lt;br /&gt;então meu cabelo estava grudando nas minhas costas. Ele abaixou o vidro automático e&lt;br /&gt;se inclinou no banco. "Entre no carro, Bella".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não respondí. Eu estava calculando as minhas chances de alcançar meu carro antes&lt;br /&gt;dele me pegar. Eu tenho que admitir, as chances não eram boas.&lt;br /&gt;"Eu vou pegar você de novo", ele ameaçou, adivinhando meu plano.&lt;br /&gt;Eu tentei manter toda a dignidade que pude ao entrar no carro dele. Mas não tive muito&lt;br /&gt;sucesso-eu parecia um gato escaldado e as minhas botas esguicharam.&lt;br /&gt;"Isso foi completamente desnecessário", eu disse meio durona.&lt;br /&gt;Ele não respondeu. Ele mexeu nos controles, aumentando o aquecedor e abaixando a&lt;br /&gt;música. Enquanto ele saía do estacionamento, eu estava me preparando pra dar a ele o&lt;br /&gt;tratamento do silêncio -meu rosto demonstrando as minhas intenções-mas então eu&lt;br /&gt;reconhecí a música que estava tocando, e a minha curiosidade foi além das minhas&lt;br /&gt;intenções.&lt;br /&gt;"Clair De Lune?", eu perguntei, surpresa.&lt;br /&gt;"Você conhece Debussy?", ele também surpreso.&lt;br /&gt;"Não muito", eu admití. "Minha mãe toca muita muita musica clássica em casa. Eu só&lt;br /&gt;conheço as minhas favoritas."&lt;br /&gt;"É uma das minhas favoritas também", ele olhou para a chuva lá fora, perdido em&lt;br /&gt;pensamentos.&lt;br /&gt;Eu escutei a música, relaxando no couro cinza claro do banco. Era impossível não&lt;br /&gt;responder a melodia familiar, tranquilizadora.&lt;br /&gt;A chuva transformou tudo lá fora em uma névoa cinza e verde. Eu comecei a perceber&lt;br /&gt;que estávamos indo rápido demais; apesar disso, o carro se movia com tanta&lt;br /&gt;uniformidade e calma que eu nem sentia a velocidade. Somente a cidade passando&lt;br /&gt;rápido me fazia reparar.&lt;br /&gt;"Como é a sua mãe?", ele me perguntou de repente.&lt;br /&gt;Eu olhei pra ele pra ver ele me observando com olhos curiosos.&lt;br /&gt;"Ela se parece muito comigo, mas ela é mais bonita", eu disse. Ele ergueu as&lt;br /&gt;sobrancelhas. "Eu tenhomuito de Charlie em mim. Ela é mais divertida que eu, e mais&lt;br /&gt;corajosa. Ela é irresponsável e um pouco excêntrica e uma cozinheira muito&lt;br /&gt;imprevisível. Ela é minha melhor amiga." Eu parei. Falar sobre ela estava me deixando&lt;br /&gt;deprimida.&lt;br /&gt;"Quantos anos você tem, Bella?", A voz dele parecia frustrada por algum motivo que eu&lt;br /&gt;não conseguia imaginar. Ele parou o carro, e eu me dei conta de que já estávamos na&lt;br /&gt;casa de Charlie. A chuva estava tão forte que eu mal conseguia ver a casa. Era como se&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o carro estivesse dentro de um rio.&lt;br /&gt;"Eu tenho dezessete", eu respondí um pouco confusa.&lt;br /&gt;"Você não parece ter dezessete".&lt;br /&gt;Seu tom era de reprovação; me fez rir.&lt;br /&gt;"O que foi?", ele perguntou, curioso de novo.&lt;br /&gt;"Minha mãe sempre diz que eu nascí com trinta e cinco anos de idade e que fico mais&lt;br /&gt;velha a cada ano que passa." Eu sorrí e então suspirei. "Bem, alguém tem que ser o&lt;br /&gt;adulto". Eu pausei por um segundo. "Você também não parece um jovenzinho", eu&lt;br /&gt;notei.&lt;br /&gt;Ele fez uma careta e mudou de assunto.&lt;br /&gt;"Então porque sua mãe se casou com Phil?"&lt;br /&gt;Eu estava surpresa que ele ainda lembrava do nome; eu só o mencionei uma vez, há&lt;br /&gt;quase dois meses atrás. Eu levei algum tempo pra responder.&lt;br /&gt;"Minha mãe...ela é muito jovem para a idade dela. Acho que Phil a faz se sentir ainda&lt;br /&gt;mais jovem. De qualquer forma, ela é louca por ele." Eu balancei minha cabeça. A&lt;br /&gt;atração era um mistério pra mim.&lt;br /&gt;"Você aprova?", ele perguntou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Isso importa?" eu apontei. "Eu quero que ela seja feliz...e é ele que ela quer."&lt;br /&gt;"Isso é muito generoso...eu imagino", ele refletiu.&lt;br /&gt;"O quê?"&lt;br /&gt;"Se ela estenderia a mesma cortesia pra você, você acha? Não importa qual seja a sua&lt;br /&gt;escolha?" De repente ele estava atento, seus olhos procurando os meus.&lt;br /&gt;"E-eu acho que sim" Eu gaguejei. "Mas de qualquer forma ela é uma mãe, apesar de&lt;br /&gt;tudo. É um pouco diferente".&lt;br /&gt;"Nada muito assustador então" ele brincou.&lt;br /&gt;Eu sorrí em resposta. "O que você quer dizer com assustador? Vários piercings&lt;br /&gt;corporais e tatuagens gigantescas?"&lt;br /&gt;"É uma definição, eu acho".&lt;br /&gt;"Qual é a sua definição?"&lt;br /&gt;Mas ele ignorou minha pergunta e me fez outra. "Você acha que eu poderia ser&lt;br /&gt;assustador?" Ele ergueu uma sobrancelha e a leve sombra de um sorriso iluminou o seu&lt;br /&gt;rosto.&lt;br /&gt;Eu pensei por um momento, refletindo se seria melhor falar a verdade ou mentir. Eu&lt;br /&gt;decidí que seria melhor dizer a verdade.&lt;br /&gt;"Hmmmm... eu acho que você poderia ser, se você quisesse."&lt;br /&gt;"Você está com medo de mim agora?" O sorriso desapareceu e o seu rosto celestial&lt;br /&gt;estava sério de novo.&lt;br /&gt;"Não" mas eu respondí rápido demais. O sorriso reapareceu.&lt;br /&gt;"Então, agora você vai me falar sobre a sua família?" eu perguntei pra distraí-lo. "Deve&lt;br /&gt;ser uma história bem mais interessante do que a minha".&lt;br /&gt;Ele estava instantâneamente cauteloso. "O que você quer saber?"&lt;br /&gt;"Os Cullen te adotaram?", eu verifiquei.&lt;br /&gt;"Sim".&lt;br /&gt;Eu hesitei por um momento. "O que aconteceu com os seus pais?"&lt;br /&gt;"Eles morreram há muitos anos atrás." O tom dele era decisivo.&lt;br /&gt;"Eu lamento", eu murmurei.&lt;br /&gt;"Na verdade eu não lembro deles muito claramente. Carlisle e Esme são meus pais a&lt;br /&gt;muito tempo agora."&lt;br /&gt;"E você ama eles". Não era uma pergunta. Era óbvio pela maneira que ele falava deles.&lt;br /&gt;"Sim". Ele sorriu. "Eu não poderia imaginar duas pessoas melhores".&lt;br /&gt;"Você tem muita sorte."&lt;br /&gt;"Eu sei que tenho."&lt;br /&gt;"E seu irmão e sua irmã?"&lt;br /&gt;Ele deu uma olhada para o relógio no teto.&lt;br /&gt;"Meu irmão e minha irmã, e Jasper e Rosalie por falar nele, vão ficar bem bravos se&lt;br /&gt;tiverem que ficar na chuva esperando por mim".&lt;br /&gt;"Oh, desculpe, eu acho que você tem que ir". Eu não queria sair do carro.&lt;br /&gt;"E provavelmente você quer o seu carro aqui antes que Charlie chegue em casa, assim&lt;br /&gt;você não terá que contar pra ele sobre o acidente na aula de Biologia." Ele sorriu pra&lt;br /&gt;mim.&lt;br /&gt;"Eu tenho certeza que ele já sabe. Não existem segredos em Forks". Eu suspirei.&lt;br /&gt;Ele sorriu, mas havia algo mais nesse sorriso.&lt;br /&gt;"Se divirta na praia...ótimo clima pra um banho de sol." Ele olhou para a chuva caindo.&lt;br /&gt;"Eu não vou ver você amanhã?"&lt;br /&gt;"Não. Emmett e eu vamos começar o fim de semana mais cedo."&lt;br /&gt;"O que vocês vão fazer?" Uma amiga podia perguntar isso, né? Eu esperava que o&lt;br /&gt;desapontamento não estivesse muito aparente na minha voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Nós vamos fazer uma caminhada na Selva de Pedra da Cabra, á Sul de Rainier."&lt;br /&gt;Eu lembrei que Charlie disse que os Cullen iam acampar frequentemente.&lt;br /&gt;"Hum, bem, divirta-se". Eu tentei demonstrar entusiasmo. Eu não acho que o enganei,&lt;br /&gt;apesar disso. Um sorriso estava brincando nos cantos dos lábios dele.&lt;br /&gt;"Será que você poderia fazer uma coisa por mim esse fim de semana?".&lt;br /&gt;Ele se virou pra me olhar diretamente nos olhos, utilizando todo o poder dos seus olhos&lt;br /&gt;dourados flamejantes.&lt;br /&gt;Eu balancei a cabeça desamparadamente.&lt;br /&gt;"Não se ofenda, mas você parece ser uma dessas pessoas que atraem acidentes como um&lt;br /&gt;imã. Então...tente não cair no oceano ou ser atingida por algo, está bem?" Ele deu um&lt;br /&gt;sorriso torto.&lt;br /&gt;O desamparo fugiu enquanto ele falava. Eu encarei ele.&lt;br /&gt;"Eu vou ver o que posso fazer", eu soltei enquanto saía para a chuva. Eu batí a porta&lt;br /&gt;atrás de mim com força excessiva.&lt;br /&gt;Ele ainda estava sorrindo quando foi embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Histórias Assustadoras.&lt;br /&gt;Eu sentei no meu quarto, tentando me concentrar no terceiro capítulo de Macbeth, eu&lt;br /&gt;estava tentando ouvir quando meu carro chagasse. Eu pensei que mesmo com a chuva&lt;br /&gt;torrencial, eu poderia ouvir o ronco do motor. Mas quando eu dei uma olhadinha pela&lt;br /&gt;cortina-de novo-ele estava lá.&lt;br /&gt;Eu não estava muito ansiosa pelo Sexta-feira, e as minhas expectativas foram mais que&lt;br /&gt;atendidas. É claro que houveram alguns comentários. Especialmente Jéssica que parecia&lt;br /&gt;já estar totalmente atualizada com a história. Por sorte, Mike ficou calado e ninguém&lt;br /&gt;soube do envolvimento de Edward na história. Jéssica, no entanto, tinha algumas&lt;br /&gt;perguntas pra fazer na hora do almoço.&lt;br /&gt;"Então o que Edward Cullen queria ontem na hora do almoço?", Jéssica perguntou na&lt;br /&gt;aula de Trigonometria.&lt;br /&gt;"Eu não sei", eu disse sinceramente. "Ele não chegou ao ponto".&lt;br /&gt;"Você parecia um pouco aborrecida", ela pescou.&lt;br /&gt;"Eu?",minha expressão não dizia nada.&lt;br /&gt;"Sabe, eu nunca tinha visto ele sentar com ninguém além da sua família antes. Aquilo&lt;br /&gt;foi estranho".&lt;br /&gt;"Estranho", eu concordei. Ela pareceu nervosa, ela balançava seus cachos pretos&lt;br /&gt;impacientemente-eu imaginei que ela estava esperando por uma boa fofoca pra passar&lt;br /&gt;por aí.&lt;br /&gt;A pior parte da sexta-feira foi que, apesar de saber que ele não estaria lá, eu ainda&lt;br /&gt;esperava que ele estivesse. Quando eu entrei na cafeteria com Jéssica e Mike, eu não&lt;br /&gt;conseguí deixar de olhar para a mesa dele, onde Rosalie, Alice e, Jasper estavam&lt;br /&gt;conversando, com as cabeças próximas umas das outras. Eu não conseguí evitar a&lt;br /&gt;escuridão que me envolveu quando eu me dei conta de que não sabia quando voltaria a&lt;br /&gt;vê-lo.&lt;br /&gt;Na minha mesa de sempre, todos estavam cheios de planos para o dia seguinte. Mike&lt;br /&gt;estava animado de novo, depositando muita confiança no homem do tempo que havia&lt;br /&gt;prometido sol amanhã. Eu acho que já ouví isso antes. Hoje estava mais morno-quase&lt;br /&gt;15 graus. Talvez a excursão não fosse um desastre total.&lt;br /&gt;Eu interceptei algumas olhadas pouco amigáveis de Lauren no almoço, e eu não entendí&lt;br /&gt;até que todos nós fomos andando juntos para a sala.&lt;br /&gt;Eu estava bem atrás dela, a um passo do seu cabelo liso, louro cinzento, e ela estava&lt;br /&gt;claramente inconsciente disso.&lt;br /&gt;"...Não sei porque Bella"-ela zombou com o meu nome-"não se senta com os Cullen de&lt;br /&gt;agora em diante".&lt;br /&gt;Eu ouví ela cochichando com Mike. Eu nunca havia percebido que voz chata, nasal, ela&lt;br /&gt;tinha, e eu estava surpresa com a malícia que havia nela. Eu nem seguer conhecia ela&lt;br /&gt;direito, certamente não bem o suficiente pra ela não gostar de mim-pelo menos eu&lt;br /&gt;achava. "Ela é minha amiga; ela se senta conosco", Mike disse lealmente, mas também&lt;br /&gt;demarcando um pouco de território.&lt;br /&gt;Eu parei pra deixar Jess e Angela me passarem. Eu não queria ouvir mais nada.&lt;br /&gt;Naquela noite no jantar, Charlie pareceu entusiasmado com a minha viagem á La Push&lt;br /&gt;na manhã seguinte. Eu acho que ele se sentia culpado por me deixar sozinha nos fins de&lt;br /&gt;semana, mas ele passou anos demais construindo os seus hábitos pra quebrá-los agora.&lt;br /&gt;É claro que ele já sabia o nome de todas as pessoas que iam, e os dos pais deles, e os&lt;br /&gt;dos avós deles também, provavelmente. Ele parecia aprovar. Eu me perguntei se ele&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aprovaria o meu plano de ir á Seattle com Edward Cullen. Não que eu fosse dizer isso&lt;br /&gt;pra ele.&lt;br /&gt;"Pai, você conhece algum lugar chamado Pedra da Cabra ou alguma coisa assim? Eu&lt;br /&gt;acho que é a sul da montanha Rainier", eu perguntei casualmente.&lt;br /&gt;"Sim-porque?"&lt;br /&gt;Eu levantei os ombros. "Alguns garotos estão falando de ir acampar lá".&lt;br /&gt;"Não é um lugar muito bom pra acampar". Ele pareceu surpreso. "Ursos demais.&lt;br /&gt;Algumas pessoas vão lá na temporada de caça."&lt;br /&gt;"Oh", eu murmurei. "Talvez eu tenha ouvido o nome errado".&lt;br /&gt;Eu tentei dormir, mas uma estranha claridade amarela me acordou. Eu abrí os meus&lt;br /&gt;olhos pra ver uma clara luz amarela entrando pela minha janela. Eu não podia acreditar.&lt;br /&gt;Eu corrí para a janela pra me certificar, e lá estava ele, o sol.&lt;br /&gt;Ele estava mal posicionado no céu, baixo demais, e não demonstrava estar tão próximo&lt;br /&gt;quanto deveria, mas definitivamente era o sol. As nuvens inundavam o horizonte, mas&lt;br /&gt;uma grande mancha azul estava visível bem no meio. Eu fiquei grudada na janela o&lt;br /&gt;máximo de tempo que pude, com medo de que se eu fosse embora o azul desaparecesse.&lt;br /&gt;A Loja de Equipamentos Atléticos dos Newton era á Norte da cidade. Eu já havia vistoa&lt;br /&gt;loja, mas nunca havia parado lá antes -eu nunca precisei dos suplementos requeridos&lt;br /&gt;pra ficar muito tempo fora de casa. No estacionamento, eu reconhecí o Suburban de&lt;br /&gt;Mike e o Sentra de Tyler. Enquanto eu estacionava próximo ao carro deles, eu ví o&lt;br /&gt;**//41/14*//////////////*********55555555555*//////////////****************************7777777777***-----*******/////4*&lt;br /&gt;grupo em pé na frente do Suburban. Eric estava lá, junto de outros garotos que tinham&lt;br /&gt;aula comigo; eu tinha quase certeza que eles se chamavam Ben e Conner. Jess estava lá,&lt;br /&gt;acompanhada de Angela e Lauren. Três outras garotas estavam com elas, incluindo uma&lt;br /&gt;garota que eu derrubei na aula de Educação física. Essa garota me deu uma olhada feia e&lt;br /&gt;cochichou alguma coisa para Lauren. Lauren balançou seu cabelo louro e me deu uma&lt;br /&gt;olhada de nojo.&lt;br /&gt;Ia ser um dia daqueles.&lt;br /&gt;Pelo menos Mike estava feliz em me ver.&lt;br /&gt;"Você veio!", ele disse, encantado. "E eu disse que ia fazer sol, não disse?"&lt;br /&gt;"Eu disse que viria", eu lembrei a ele.&lt;br /&gt;"Só estamos esperando Lee e Samantha...a não ser que você tenha convidado mais&lt;br /&gt;alguém",ele disse.&lt;br /&gt;"Não", eu disse levemente, rezando pra não ser pega na mentira. Mas ao mesmo tempo,&lt;br /&gt;esperando que um milagre acontecesse, e Edward aparecesse.&lt;br /&gt;Mike pareceu satisfeito.&lt;br /&gt;"Você vai no meu carro? É isso ou a minivan da mãe do Lee".&lt;br /&gt;"Claro".&lt;br /&gt;Ele sorriu cheio de alegria. Deixar Mike feliz é tão fácil.&lt;br /&gt;"Você pode ir na janela",ele prometeu. Eu escondí a minha tristeza.&lt;br /&gt;Não era tão fácil deixar Mike e Jéssica felizes ao mesmo tempo. Eu podia ver Jéssica&lt;br /&gt;nos observando agora.&lt;br /&gt;Apesar disso, os números estavam ao meu favor. Lee trouxe mais duas pessoa, e de&lt;br /&gt;repente, todos os lugares foram ocupados.&lt;br /&gt;Eu consegui enfiar Jéssica entre Mike e eu no banco da frente do Suburban. Mike podia&lt;br /&gt;ter sido mais educado me relação a isso, mas pelo menos Jéssica pareceu satisfeita.&lt;br /&gt;Eram só vinte e cinco quilômetros de Forks á La Push, com suas lindas, florestas verdes&lt;br /&gt;e densas na beira da maioria das estradas no caminho ao grande Rio Quillayute. Eu&lt;br /&gt;estava feliz por ter ficado com o ascento da janela. Tinhamos baixado as janelas -o&lt;br /&gt;Suburban ficou um pouco claustrofóbico com nove pessoas dentro dele-e eu tentei&lt;br /&gt;absorver todos os raios de sol que pude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já tinha ido nas praias de La Push durante os meus verões em Forks com Charlie,&lt;br /&gt;então os primeiros quilômetros de praia eram familiares pra mim. Ainda era de tirar o&lt;br /&gt;fôlego. A água era de um cinza-escuro, mesmo no sol, e haviam encostas de pedra, de&lt;br /&gt;um cinza pesado. As ilhas apareciam nas águas do porto rodeadas por recifes de corais,&lt;br /&gt;alcançando ápices desiguais, e coroadas com coqueiros que flutuavam com a brisa. A&lt;br /&gt;praia própriamente dita, só tinha uma fina faixa de areia perto da água, atrás das águas&lt;br /&gt;apareciam milhares de pedras grandes e com aparencia suave que pareciam&lt;br /&gt;uniformemente cinza de longe, mas olhando de perto elas eram de todas as cores que&lt;br /&gt;uma pedra poderia ser: terracota, verde-mar, lavanda, azul cinzento, dourado-areia. A&lt;br /&gt;pequena encosta estava lotada com grandes árvores, descoloridas numa cor branca de&lt;br /&gt;osso, por causa das ondas do mar, algumas muito próximas umas das outras contra os&lt;br /&gt;limites da floresta, outras sozinhas, fora do alcance das ondas.&lt;br /&gt;Havia um vento fresco vindo das ondas, fresco e revigorante. Pelicanos flutuavam sobre&lt;br /&gt;as ondas enquanto gaivotas e uma águia solitária voavam acima deles. As nuvens ainda&lt;br /&gt;circulavam o céu, ameaçando invadir a qualquer momento, mas por enquanto, o sol&lt;br /&gt;brilhava bravamente no céu azul.&lt;br /&gt;Nós descemos para a praia, Mike nos guiando para um círculo feito com troncos de&lt;br /&gt;árvores que obviamente já havia sido usado para festas como a nossa antes. Já havia&lt;br /&gt;uma fogueira preparada, cheia de cinzas pretas.&lt;br /&gt;Eric e o garoto que eu achava que se chamava Ben começaram a recolher galhos dos&lt;br /&gt;salgueiros mais secos perto da floresta, e logo eles haviam construído uma cabaninha&lt;br /&gt;com galhos no topo da velha fogueira.&lt;br /&gt;"Você já viu uma fogueira construída com galhos de salgueiro?" Mike me perguntou.&lt;br /&gt;Eu estava sentada num dos troncos descoloridos; as outras garotas reunidas, fofocando&lt;br /&gt;excitadamente, nos meus dois lados. Mike ficou de joelhos perto da fogueira, acendendo&lt;br /&gt;um dos galhos com um isqueiro.&lt;br /&gt;"Não", eu respondí enquanto ele colocava o galho de volta na fogueira.&lt;br /&gt;"Então você vai gostar disso aqui-observe as cores". Ele acendeu oputro galho e&lt;br /&gt;colocou junto com o primeiro. As chamas começaram a avançar rapidamente nos galhos&lt;br /&gt;secos.&lt;br /&gt;"É azul", eu disse surpresa.&lt;br /&gt;"É por causa do sal. É bonito, não é?" Ele acendeu mais um pedaço e colocou onde as&lt;br /&gt;chamas ainda não haviam alcançado, e veio sentar ao meu lado. Felizmente, Jess estava&lt;br /&gt;no outro lado dele. Ela virou e começou a reclamar sua atenção. Eu observei as&lt;br /&gt;estranhas chamas azuis e verdes crescerem em direção ao céu.&lt;br /&gt;Depois de meia hora de bate-papo, alguns garotos quiseram ir caminhar perto das&lt;br /&gt;piscinas naturais. Era um dilema. Por um lado, eu amava as piscinas naturais. Elas&lt;br /&gt;haviam me fascinado quando eu era criança; elas eram uma das poucas coisas que me&lt;br /&gt;faziam querer voltar á Forks. Por outro lado, eu tinha caído muito nelas. Nada demais&lt;br /&gt;quando se tem sete anos e se está com o seu pai. Isso me lembrou do pedido de Edward&lt;br /&gt;-não caia no mar.&lt;br /&gt;Foi Lauren que decidiu por mim. Ela não quis ir, e ela definitivamente estava usando os&lt;br /&gt;sapatos errados pra esse tipo de coisa. A maioria das garotas além de Jéssica e Angela&lt;br /&gt;também quiseram ficar. Eu esperei até Tyler dizer que ficaria com elas antes de me&lt;br /&gt;juntar silenciosamente ao grupo pró-caminhada. Mike me deu um sorriso gigantesco&lt;br /&gt;quando viu que eu estava vindo.&lt;br /&gt;A caminhada não foi muito longa, apesar de eu ter odiado não poder ver o céu de dentro&lt;br /&gt;do bosque.&lt;br /&gt;O verde claro da floresta ficava estranho com as risadas dos adolescentes, muito altas e&lt;br /&gt;alegres para se harmonizarem com os painéis verdes ao meu redor. Eu tinha que&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;observar cuidadosamente cada passo que eu dava, evitando as pedras abaixo e os&lt;br /&gt;troncos acima, e logo eu acabei ficando pra trás. Eventualmente eu saí dos confins&lt;br /&gt;verdes da floresta e encontrei a encontra de pedras de novo.&lt;br /&gt;A maré estava baixa, e um pequeno riozinho passava por nós indo a caminho do mar.&lt;br /&gt;Perto dos pedregulhos, haviam pequenas piscinas que nunca estavam completamente&lt;br /&gt;secas por causa da água despejada do oceano.&lt;br /&gt;Eu fui muito cuidadosa pra não me inclinar demais nos tanques de água do mar. Os&lt;br /&gt;outros não tinham medo, se inclinando nas rochas, brincando nas beiradas. Eu encontrei&lt;br /&gt;uma pedra que parecia muito estável perto de uma das piscinas maiores e me sentei lá&lt;br /&gt;cuidadosamente, encantada com o aquário natural abaixo de mim. Os buquês de&lt;br /&gt;anêmonas brilhantes balançavam sem parar na corrente invisível, conchas tortas&lt;br /&gt;apareciam nas beiras, escondendo os caranguejos dentro delas, estrelas do mar ficavam&lt;br /&gt;imóveis sobre as pedras e umas sobre as outras, enquanto uma pequena enguia preta&lt;br /&gt;com listras brancas nadava contra as ervas daninhas para voltar para o mar.&lt;br /&gt;Eu estava completamente absorvida,exceto por uma pequena parte do meu cérebro que&lt;br /&gt;imaginava onde Edward estaria agora, e o que ele estaria me dizendo se estivesse aqui&lt;br /&gt;comigo.&lt;br /&gt;Finalmente os rapazes ficaram com fome, e eu fiquei de pé para acompanhá-los de&lt;br /&gt;volta. Eu tentei acompanhá-los melhor dessa vez por dentro da floresta, então&lt;br /&gt;naturalmente eu caí algumas vezes. Eu arranjei uns arranhões artificiais nas minhas&lt;br /&gt;mãos, e os joelhos dos meus jeans estavam manchados de verde, mas podia ser pior.&lt;br /&gt;Quando nós voltamos para a praia, o grupo que deixamos havia se multiplicado.&lt;br /&gt;Enquanto nos aproximávamos, podíamos ver os cabelos brilhantes, muito pretos e a&lt;br /&gt;pele cor de cobre dos nossos visitantes, adolescentes das reservas próximas que vieram&lt;br /&gt;se socializar.&lt;br /&gt;A comida já estava sendo passada, e os garotos correram para pegar as suas partes&lt;br /&gt;enquanto Eric nos apresentava a cada um no círculo de troncos. Angela e eu fomos as&lt;br /&gt;últimas a chegar, e, enquanto Eric falava nossos nomes, eu reparei num garoto mais&lt;br /&gt;jovem sentado numa das pedras perto da fogueira olhando pra mim cheio de interesse.&lt;br /&gt;Eu sentei perto de Angela, e Mike nos trouxe sanduíches e uma rodada de refrigerante&lt;br /&gt;para aqueles que pediram, enquanto o garoto que parecia ser o mais velho do grupo foi&lt;br /&gt;dizendo os nomes dos outros sete que estavam com ele. Eu só lembrei o de uma das&lt;br /&gt;garotas que também se chamava Jéssica, e o garoto que reparou em mim que se&lt;br /&gt;chamava Jacob.&lt;br /&gt;Era relaxante estar com Angela; ela era o tipo de pessoa que fazia você se sentir bem-&lt;br /&gt;ela não precisava preencher o silêncio com conversinhas. Ela me deixou livre pra pensar&lt;br /&gt;enquanto nós comiamos. E eu estava pensando em como o tempo passava&lt;br /&gt;desconjuntadamente em Forks, passando num sopro as vezes, com algumas imagens&lt;br /&gt;claramente se destacando de outras. E então, outras vezes, cada segundo era&lt;br /&gt;significante, gravando na minha memória. Eu sabia exatamente o que causava a&lt;br /&gt;diferença, e isso me perturbava.&lt;br /&gt;Durante o almoço as nuvens começaram a avançar, se esquivando no céu azul, ficando&lt;br /&gt;momentaneamente na frente do sol, formando longas sombras na praia, e escurecendo&lt;br /&gt;as ondas.&lt;br /&gt;Enquanto terminavam de comer, as pessoas começaram a formar grupos de duas e de&lt;br /&gt;três pessoas. Algumas caminharam até as ondas, tentando subir nas pedras de superfície&lt;br /&gt;cortante. Outros estavam formando uma segunda excursão ás piscinas. Mike -com&lt;br /&gt;Jéssica na cola dele-foi até uma loja na vila. Alguns dos garotos da localidade foram&lt;br /&gt;com eles; outros se juntaram á caminhada. Quando todos eles sumiram, eu estava&lt;br /&gt;sentada sozinha no meu tronco, Luren e Tyler estavam se ocupando com um som que&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;alguém havia pensado em trazer, e três garotos das reservas se juntaram ao círculo,&lt;br /&gt;incluindo aquele garoto chamado Jacob e o garoto mais velho que havia servido de&lt;br /&gt;apresentador.&lt;br /&gt;Alguns minutos depois que Angela foi embora com os excursionistas, Jacob se&lt;br /&gt;aproximou para tomar o lugar dela á meu lado. Ele parecia ter catorze, talvez quinze, e&lt;br /&gt;tinha um cabelo longo, brilhante amarrado atrás da cabeça com um elástico de borracha&lt;br /&gt;perto da nuca. A pele dele era linda, sedosa e com uma cor saudável; seus olhos eram&lt;br /&gt;escuros, bem posicionados no alto das maçãs bem feitas do seu rosto. Ele tinha só um&lt;br /&gt;pouco de infantilidade que havia permanecido no seu queixo. No geral, um rosto bonito.&lt;br /&gt;No entanto, minha boa impressão em relação a aparência dele foi apagada pelas&lt;br /&gt;primeiras palavras que sairam da boca dele.&lt;br /&gt;"Você é Isabella Swan, não é?"&lt;br /&gt;Era que nem o primeiro dia de aula.&lt;br /&gt;"Bella", eu suspirei.&lt;br /&gt;"Eu sou Jacob Black", ele me deu a mão num gesto amigável. "Você comprou a&lt;br /&gt;caminhonete do meu pai"&lt;br /&gt;"Oh", eu disse, aliviada, balançando sua mão macia e brilhante. "Você é o filho de&lt;br /&gt;Billy; eu devia me lembrar de você."&lt;br /&gt;"Não, eu sou o mais novo da família-você deve lembrar das minhas irmãs mais velhas"&lt;br /&gt;"Rachel e Rebecca", eu lembrei de repente. Charlie e Billy haviam nos jogado juntas&lt;br /&gt;durante muitas das minhas visitas, pra nos mantermos ocupadas enquanto eles&lt;br /&gt;pescavam. Eramos todas muito tímidas pra fazer algum progresso como amigas. É claro&lt;br /&gt;que eu já tinha tido excessos de raiva suficientes pra acabar com as pescarias quando eu&lt;br /&gt;tinha onze anos.&lt;br /&gt;"Elas estão aqui?", eu examinei as garotas na beira do mar, imaginando se conseguia&lt;br /&gt;reconhecer alguma delas agora.&lt;br /&gt;"Não", Jacob balançou a cabeça. "Rachel recebeu uma bolsa de estudos no estado de&lt;br /&gt;Washington, e Rebecca casou com um surfista de Samoa-agora ela vive no Havaí".&lt;br /&gt;"Casada. Uau". Eu estava aturdida. As gêmeas eram mais velhas que eu pouco mais de&lt;br /&gt;um ano.&lt;br /&gt;"Então você gosta da caminhonete?",ele perguntou.&lt;br /&gt;"Eu adoro. Trabalha muito bem."&lt;br /&gt;"É, mas é muito lenta", ele sorriu. "Eu fiquei muito aliviado quando Charlie comprou&lt;br /&gt;ela. Meu pai não me deixaria trabalhar em construir outro carro quando tínhamos outro&lt;br /&gt;carro perfeitamente bom lá."&lt;br /&gt;"Não é tão lenta", eu argumentei.&lt;br /&gt;"Você já tentou passar de 80?"&lt;br /&gt;"Não", eu admití.&lt;br /&gt;"Bom. Não tente." ele riu.&lt;br /&gt;Eu não pude deixar de rir também. "Ela se sai muito bem em colisões", eu saí em defesa&lt;br /&gt;do meu carro.&lt;br /&gt;"Eu acho que um tanque não poderia destruir aquele monstro velho", ele concordou com&lt;br /&gt;outra risada.&lt;br /&gt;"Então você constrói carros?", eu perguntei impressionada.&lt;br /&gt;"Quando eu tenho tempo livre, e partes. Você não saberia como eu posso pôr as mãos&lt;br /&gt;num cilíndro mestre para um Volkswagen Rabbit 1986, saberia?", ele disse brincando.&lt;br /&gt;Ele tinha uma vóz rouca, prazerosa.&lt;br /&gt;"Desculpa", eu sorrí. "Eu não tenho visto nenhum ultimamente, mas eu vou manter&lt;br /&gt;meus olhos abertos pra você", como se eu soubesse o que é isso. Era muito fácil&lt;br /&gt;conversar com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele me mostrou um sorriso brilhante, olhando pra mim de um jeito apreciativo que eu&lt;br /&gt;estava começando a reconhecer. Eu não fui a única a reparar.&lt;br /&gt;"Você já conhece Bella, Jacob?", Lauren perguntou-num tom que me pareceu insolente&lt;br /&gt;-do outro lado da fogueira.&lt;br /&gt;"Nós meio que nos conhecemos desde que eu nascí", ele sorriu olhando pra mim de&lt;br /&gt;novo.&lt;br /&gt;"Que legal", ela não pareceu achar nem um pouco legal, e seus olhos pálidos, puxados,&lt;br /&gt;reviraram.&lt;br /&gt;"Bella", ela me chamou novamente, observando meu rosto cuidadosamente. "Eu acabei&lt;br /&gt;de falar com Tyler que era uma pena que nenhum dos Cullen possa ter vindo hoje.&lt;br /&gt;Ninguém pensou em convidá-los?" A expressão de preocupação dela não era&lt;br /&gt;convincente.&lt;br /&gt;"Você quer dizer a família do doutor Carlisle Cullen?" o garoto alto,mais velho&lt;br /&gt;respondeu antes que eu tivesse a chance, para irritação de Lauren. Ele estava mais pra&lt;br /&gt;homem que pra garoto e sua voz era muito grossa.&lt;br /&gt;"Sim, você conhece eles?", ela perguntou sem querer, se virando um pouco na direção&lt;br /&gt;dele.&lt;br /&gt;"Os Cullen não vem aqui", ele perguntou num tom que fechou o assunto, ignorando a&lt;br /&gt;pergunta dela.&lt;br /&gt;Tyler, tentando ganhar a atenção dela de volta, perguntou a Lauren a sua opinião sobre&lt;br /&gt;um CD que ele segurava. Ela estava distraída.&lt;br /&gt;Eu olhei para o garoto com a voz grossa, com um pé atrás, mas ele já estava olhando&lt;br /&gt;para a floresta atrás de nós. Ele tinha dito que os Cullen não viriam aqui; mas o tom dele&lt;br /&gt;implicava algo mais-que eles não eram permitidos de vir; que eles eram proibidos.&lt;br /&gt;Seus modos deixaram uma má impressão em mim, e eu tentei ignorar isso sem sucesso.&lt;br /&gt;Jacob atrapalhou minha meditação. "Então, Forks já está te levando á loucura?"&lt;br /&gt;"Oh, eu diria que isso é uma confidência", eu sorrí. Ele sorriu compreendendo.&lt;br /&gt;Eu ainda estava pensando no breve comentário sobre os Cullen, e eu tive uma&lt;br /&gt;inspiração repentina. Era um plano estúpido, mas eu não tive nenhuma idéia melhor. Eu&lt;br /&gt;rezei pra que o jovem Jacob não tivesse muita experiência com as garotas, assim ele não&lt;br /&gt;veria além da minha falsa máscara de interesse.&lt;br /&gt;"Você quer caminhar pela praia comigo?" eu perguntei, tentando imitar aquela olhada&lt;br /&gt;que Edward dava por debaixo dos cílios. Eu não poderia ter o mesmo efeito nem de&lt;br /&gt;perto, eu tinha certeza, mas Jacob me pareceu interessado o suficiente.&lt;br /&gt;Enquanto andávamos para o norte pelas pedras multicoloridas na direção dos salgueiros,&lt;br /&gt;as nuvens finalmente fecharam o céu, fazendo o mar ficar escuro e a temperatura baixar.&lt;br /&gt;Eu enfiei as minhas mãos bem no findo dos bolsos da minha jaqueta.&lt;br /&gt;"Então, você tem quantos? Dezesseis?", eu perguntei, tentando não parecer uma idiota&lt;br /&gt;enquanto flutuava os meus cílios do jeito que eu via as garotas fazendo na TV.&lt;br /&gt;"Eu acabei de fazer quinze", ele admitiu, lisonjeado.&lt;br /&gt;"Mesmo?", meu rosto estava cheio de falsa surpresa. "Eu pensei que você fosse mais&lt;br /&gt;velho"&lt;br /&gt;"Eu sou alto pra minha idade", ele explicou.&lt;br /&gt;"Você vem muito á Forks?", eu perguntei arfando, como se eu esperasse que a resposta&lt;br /&gt;fosse sim. Eu soei idiota até pra mim mesma. Eu temia que ele se virasse contra mim&lt;br /&gt;com nojo, me acusando de fraude, mas ele ainda parecia estar lisonjeado.&lt;br /&gt;"Não muito", ele admitiu com uma careta.&lt;br /&gt;"Mas quando meu carro estiver pronto eu posso vir quantas vezes eu quiser-quando eu&lt;br /&gt;tiver minha carteira de motorista", ele emendou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Quem era o outro garoto falando com Lauren? Ele pareceu um pouco velho pra estar&lt;br /&gt;andando com a gente", eu propositadamente me coloquei no grupo dos jovens pra&lt;br /&gt;demostrar que eu preferia Jacob.&lt;br /&gt;"Aquele é Sam-ele tem dezenove", ele me informou.&lt;br /&gt;"O que era que ele estava falando sobre a família do doutor?", eu perguntei&lt;br /&gt;inocentemente.&lt;br /&gt;"Os Cullen? Oh, eles não podem entrar na reserva." Ele olhou pra longe, na direção da&lt;br /&gt;Ilha James, enquanto ele confirmava o que eu pensava ter ouvido na voz de Sam.&lt;br /&gt;"Por que não?"&lt;br /&gt;Ele olhou de volta pra mim, mordendo o lábio. "Oops. Eu não devia estar falando nada&lt;br /&gt;sobre isso."&lt;br /&gt;"Oh, eu não vou contar pra ninguém, eu só estou curiosa". Eu tentei deixar meu sorriso&lt;br /&gt;atraente, imaginando se eu estava indo longe demais.&lt;br /&gt;Ele sorriu de volta, entretanto, parecendo atraido. Então ele levantou uma das&lt;br /&gt;sombrancelhas e sua voz ficou ainda mais rouca que antes.&lt;br /&gt;"Você gosta de histórias assustadoras?", ele perguntou obscuramente.&lt;br /&gt;"Eu adoro". Eu fiz um esforço pra parecer interessada.&lt;br /&gt;Jacob caminhou para essa árvore próxima que tinha uns galhos que pareciam com patas&lt;br /&gt;de aranhas enormes. Ele se inclinou num dos galhos tortos enquanto eu sentava&lt;br /&gt;embaixo dele, no tronco da árvore. Ele olhou para as rochas, um sorriso começando a&lt;br /&gt;aparecer nos cantos dos seus lábios grossos. Eu podia ver que ele tentava deixar a&lt;br /&gt;história interessante. Eu tentei não deixar o interesse vital que eu sentia aparecer nos&lt;br /&gt;meus olhos.&lt;br /&gt;"Você conhece alguma das nossas antigas histórias, sobre de onde viemos-os Quileutes,&lt;br /&gt;eu digo?", ele começou.&lt;br /&gt;"Na verdade não", eu admití&lt;br /&gt;"Bom, existem muitas lendas, algumas delas datam da época do Dilúvio-supostamente,&lt;br /&gt;alguns dos nossos ancestrais Quileutes amarraram suas canoas nos topos das árvores&lt;br /&gt;mais altas da montanha pra se salvarem, como Noé fez com a Arca", ele sorriu pra&lt;br /&gt;mostrar o pouco crédito que ele dava a essas histórias.&lt;br /&gt;"Outra lenda diz que nós somos descendentes dos lobos-e que os lobos ainda são&lt;br /&gt;nossos irmãos. É contra a lei tribal matar eles&lt;br /&gt;"Então tem as lendas sobre Os Frios". A voz dele ficou um pouco mais baixa&lt;br /&gt;"Os Frios?", agora eu não estava fingindo minha intriga.&lt;br /&gt;"Sim. Existem lendas sobre os frios como existem sobre os lobos, e algumas delas são&lt;br /&gt;muito mais recentes. De acordo com a lenda, o meu próprio tataravô conhecia alguns&lt;br /&gt;deles. Foi ele quem criou o tratado que os mantêm fora das nossas terras." Ele revirou&lt;br /&gt;os olhos.&lt;br /&gt;"Seu tataravô?", eu encoragei.&lt;br /&gt;"Ele era um líder tribal, como meu pai. Sabe, os frios são os inimígos naturais dos&lt;br /&gt;lobos-bem, não do lobo, mas os lobos que se transformam em homens, como os nossos&lt;br /&gt;ancestrais. Você os chamaria de lobisomens".&lt;br /&gt;"Lobisomens têm inimigos?"&lt;br /&gt;"Só um".&lt;br /&gt;Eu olhei pra ele ansiosamente, tentando fazer a minha impaciência se transformar em&lt;br /&gt;admiração.&lt;br /&gt;"Entenda", Jacob continuou. " Os frios são tradicionalmente nossos inimigos. Mas esse&lt;br /&gt;grupo que veio para o nosso território na época do meu tataravô era diferente. Eles não&lt;br /&gt;caçavam do jeito que os outros caçavam-eles não representavam perigo para a nossa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tribo. Então meu tataravô fez um trato com eles. Se eles prometessem ficar longe das&lt;br /&gt;nossas terras, nós não iriamos expor eles para os cara-pálida". Ele piscou pra mim.&lt;br /&gt;"Se eles não eram perigosos, então porque...?", eu tentei entender, lutando pra não&lt;br /&gt;deixá-lo perceber o quanto eu estava levando essa história a sério.&lt;br /&gt;"É sempre um risco para os humanos ficar perto dosfrios, mesmo se eles forem&lt;br /&gt;civilizados como esse clã era. Nunca se sabe quando eles podem estar com fome demais&lt;br /&gt;pra resistir". Ele deliberadamente colocou um tom de ameaça na voz dele.&lt;br /&gt;"O que você quer dizer com 'civilizados'?"&lt;br /&gt;"Eles diziam que não caçavam humanos. Ao invés disso, eles supostamente eram&lt;br /&gt;capazes de se alimentar de animais".&lt;br /&gt;Eu tentei manter minha voz casual.&lt;br /&gt;"Então o que eles tinham a ver com os Cullen? Eles são parecidos com os frios que seu&lt;br /&gt;avô conheceu?".&lt;br /&gt;"Não", ele parou dramaticamente. "Eles são os mesmos".&lt;br /&gt;Ele deve ter pensado que a expressão no meu rosto era medo inspirado pela história. Ele&lt;br /&gt;sorriu, satisfeito, e continuou.&lt;br /&gt;"Tem mais deles agora, uma nova fêmea e um novo macho, mas os outros são os&lt;br /&gt;mesmos. Na época do meu tataravõ eles já conheciam o líder, Carlisle. Ele esteve aqui e&lt;br /&gt;foi embora antes que o seu povo chegasse", ele estava lutando pra não sorrir.&lt;br /&gt;"E o que eles são?", eu finalmente perguntei. " O que são os frios?"&lt;br /&gt;Ele sorriu obscuramente.&lt;br /&gt;"Bebedores de sangue", ele respondeu com uma voz arrepiante. "Vocês chamam eles de&lt;br /&gt;Vampiros."&lt;br /&gt;Eu olhei para as ondas depois que ele disse isso, sem ter certeza do que o meu rosto&lt;br /&gt;estava demonstrando.&lt;br /&gt;"Você ficou arrepiada", ele disse deliciado.&lt;br /&gt;"Você é um bom contador de histórias", eu cumprimentei ele, ainda olhando para as&lt;br /&gt;ondas.&lt;br /&gt;"Uma história bem louca, não é? Não é de se admirar que o meu pai não quer que a&lt;br /&gt;gente fale disso pra ninguém"&lt;br /&gt;Eu ainda não conseguia controlar a minha expressão o suficiente pra olhar pra ele. "Não&lt;br /&gt;se preocupe, eu não vou espalhar".&lt;br /&gt;"Eu acho que acabei de violar o acordo", ele sorriu.&lt;br /&gt;"Eu vou levar isso pro meu túmulo", eu prometí, e então estremecí.&lt;br /&gt;"Sério, mesmo, não diga nada pro Charlie. Ele já ficou bem bravo com o meu pai depois&lt;br /&gt;que descobriu que ninguém estava indo ao hospital desde que o Dr. Cullen começou a&lt;br /&gt;trabalhar lá".&lt;br /&gt;"Eu não vou contar, claro que não."&lt;br /&gt;"Então você acha que somos um bando de nativos supersticiosos ou o que?", ele&lt;br /&gt;perguntou em tom de brincadeira,mas com uma ponta de preocupação. Eu ainda não&lt;br /&gt;tinha tirado os olhos do oceano. Eu me virei pra ele e sorrí tão naturalmente quanto&lt;br /&gt;pude.&lt;br /&gt;"Não. Apesar disso, eu acho que você é um bom contador de histórias. Eu ainda estou&lt;br /&gt;arrepiada, viu?", eu levantei meu braço.&lt;br /&gt;"Legal", ele sorriu.&lt;br /&gt;Então o barulho das pedras batendo umas contra as outras nos alertou de que alguém&lt;br /&gt;estava vindo. Nossas cabeças levantaram ao mesmo tempo pra ver Mike e Jéssica á&lt;br /&gt;cinquenta metros de nós e vindo na nossa direção.&lt;br /&gt;"Aí estava você, Bella", Mike disse aliviado, balançando seu braço sobre a cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Esse é o seu namorado?" Jacob perguntou, alertado pelo tom de ciúmes na voz de&lt;br /&gt;Mike. Eu estava surpresa que fosse tão óbvio.&lt;br /&gt;"Não, definitivamente não." Eu cochichei. Eu estava tremendamente agradecida a&lt;br /&gt;Jacob, e ansiosa pra deixó-lo tão feliz quanto fosse possível. Eu pisquei pra ele, me&lt;br /&gt;virando de costas pra Mike quando fiz isso. Ele sorriu, estimulado pelo meu flerte.&lt;br /&gt;"Então quando eu conseguir a minha carteira de motorista...", ele começou.&lt;br /&gt;"Vocêdevia vir me visitar em Forks. Nós podemos sair uma hora dessas". Eu me sentí&lt;br /&gt;culpada quando disse isso, sabendo que eu estava usando ele. Mas eu realmente gostei&lt;br /&gt;de Jacob. Ele era alguém que podia facilmente ser meu amigo.&lt;br /&gt;Mike nos alcançou agora, com Jéssica alguns passos atrás. Eu podia ver seus olhos&lt;br /&gt;avaliando Jacob, e parecendo satisfeito pela sua óbvia juventude.&lt;br /&gt;"Onde você esteve?", ele perguntou, apesar da resposta estar bem na frente dele.&lt;br /&gt;"Jacob estava apenas me contando umas histórias locais", eu respondí. "Foi muito&lt;br /&gt;interessante".&lt;br /&gt;Eu sorri calidamente pra Jacob e ele sorriu abertamente de volta.&lt;br /&gt;"Bem", Mike parou, cuidadosamente avaliando a situação enquanto observava a nossa&lt;br /&gt;camaradagem. "Já estamos indo embora-parece que vai chover logo".&lt;br /&gt;Todos nós olhamos para o céu. Certamente parecia que ia chover".&lt;br /&gt;"Ok" ,e eu levantei num pulo. "Eu estou indo."&lt;br /&gt;"Foi bom te ver de novo", Jacob disse, e eu podia ver que Mike pareceu um pouco&lt;br /&gt;insultado.&lt;br /&gt;"Foi mesmo. Da próxima vez que Charlie for visitar Billy, eu vou junto", eu prometí.&lt;br /&gt;O sorriso cresceu no seu rosto. "Isso seria legal".&lt;br /&gt;"E obrigada", eu disse sinceramente.&lt;br /&gt;Eu levantei o meu capuz enquanto andávamos pelas rochas em direção ao&lt;br /&gt;estacionamento.&lt;br /&gt;Algumas gotas já começavam a cair, fazendo pequenas manchas nas rochas onde elas&lt;br /&gt;caiam. Quando chegamos ao Suburban os outros já estavam lotando todos os espaços&lt;br /&gt;atrás. Eu me enfiei no banco de trás com Angela e Tyler, anunciando que eu tinha tido a&lt;br /&gt;minha chance de ir na janela. Angela só olhou pela janela para a tempestade que se&lt;br /&gt;formava, e Lauren se entortou no banco pra ganhar toda a atenção de Tyler, então eu&lt;br /&gt;pude simplesmente encostar minha cabeça na banco e fechar os meus olhos e fazer o&lt;br /&gt;máximo pra não pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Pesadelo&lt;br /&gt;Eu disse a Charlie que tinha um monte de dever de casa pra fazer, e que não queria nada&lt;br /&gt;pra comer. Haviam um jogo de Basquete sobre o qual ele tava todo exitado, apesar de&lt;br /&gt;que eu não conseguia imaginar o que havia de tão especial sobre isso, então ele não&lt;br /&gt;estava prestando atenção em nada diferente no meu rosto ou no meu tom.&lt;br /&gt;Quando eu cheguei no meu quarto, eu tranquei a porta. Eu cavei na minha mesa até&lt;br /&gt;encontrar meus velhos fones, e pluguei eles no meu CD player. Eu peguei um CD que&lt;br /&gt;Phil havia me dado de Natal. Era de uma das minhas bandas favoritas, mas eles usaram&lt;br /&gt;baixo e agudo demais pro meu gosto. Eu o coloquei no lugar e deitei na cama. Eu&lt;br /&gt;coloquei os fones, apertei Play, e aumentei o volume até que machucou os meus&lt;br /&gt;ouvidos. Eu fechei meus olhos,mas aluz ainda incomodava, então eu coloquei um&lt;br /&gt;travesseiro em cima do meu rosto.&lt;br /&gt;Eu me concentrei bem calmamente na música, tentando entender a letra, para desvendar&lt;br /&gt;os complicados padrões da bateria. Na terceira vez que eu ouví o CD, eu conhecia pelo&lt;br /&gt;menos as letras dos refrões. Eu estava surpresa de ver que no fim eu realmente gostei da&lt;br /&gt;banda, assim que eu conseguí ultrapassar o barulho. Eu teria que agradecer ao Phil mais&lt;br /&gt;um vez.&lt;br /&gt;E funcionou. O barulho perturbador tornou impossível pensar-que era o propósito da&lt;br /&gt;tentativa. Eu ouví o Cd de novo e de novo, até que eu estava acompanhando todas as&lt;br /&gt;músicas, até que, finalmente, eu peguei no sono.&lt;br /&gt;Ei abrí meus olhos num lugar familiar. Consciente em algum lugar da minha mente de&lt;br /&gt;que eu estava sonhando, eu reconhecí a luz verde da floresta. Eu podia ouvir as ondas&lt;br /&gt;batendo nas rochas em algum lugar próximo. E eu sabia que se eu encontrasse o oceano,&lt;br /&gt;eu encontraria o sol, mas então, Jacob Black estava lá, apertando a minha mão, me&lt;br /&gt;levando de volta para a parte escura da floresta.&lt;br /&gt;"Jacob? Qual é o problema?", eu perguntei. Seu rosto estava assustado enquanto ele&lt;br /&gt;lutava com todas as suas forças contra a minha resistência; eu não queria voltar para o&lt;br /&gt;escuro.&lt;br /&gt;"Corra, Bella, você precisa correr", ele cochichou, aterrorizado.&lt;br /&gt;"Por aqui, Bella" eu ouvia a voz de Mike me chamando por dentro das árvores&lt;br /&gt;escuras,mas eu não conseguia vê-lo.&lt;br /&gt;"Porque?", eu perguntei, ainda lutando contra Jacob, agora desesperada para achar o sol.&lt;br /&gt;Mas Jacob largou a minha mão e ganiu, tremendo de repente, caindo no chão escuro da&lt;br /&gt;floresta. Ele se contorcia enquanto eu observava cheia de horror.&lt;br /&gt;"Jacob!", eu gritei. Mas ele tinha sumido. Em seu lugar havia um grande lobo com um&lt;br /&gt;pêlo marrom-avermelhado com olhos pretos. O lobo foi pra longe de mim, em direção á&lt;br /&gt;costa, os pêlos nos seus ombros estavam eriçados, leves urros saindo entre os seus&lt;br /&gt;caninos expostos.&lt;br /&gt;"Bella, corra", Mike chamou de novo atrás de mim. Mas eu não me virei. Eu estava&lt;br /&gt;vendo uma luz se aproximar de mim vindo da praia.&lt;br /&gt;Então Edward saiu de dentro das árvores, sua pele brilhando fracamente, seus olhos&lt;br /&gt;negros e perigosos. Ele levantou uma mão e me convidou a ir com ele.&lt;br /&gt;O lobo ganiu á meus pés.&lt;br /&gt;Eu dei um passo, indo na direção de Edward.&lt;br /&gt;"Confie em mim", ele pediu.&lt;br /&gt;Eu dei outro passo.&lt;br /&gt;O lobo se lançou no espaço entre eu e o vampiro, os caninos virados na direção da&lt;br /&gt;jugular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não!", eu acordei pulando na minha cama.&lt;br /&gt;Meu movimento súbito fez com que os fones puxassem o CD player da mesa e ele fez&lt;br /&gt;um ruído enorme no chão de madeira.&lt;br /&gt;Minha luz ainda estava acesa, e eu estava completamente vestida na cama, de sapatos.&lt;br /&gt;Eu olhei, desorientada, para o relógio na minha penteadeira. Eram cinco e meia da&lt;br /&gt;manhã.&lt;br /&gt;Eu gemí, caí pra trás, e rolei sobre o meu rosto, chutando as minhas botas. Mesmo&lt;br /&gt;assim, eu estava desconfortável demais pra chegar em qualquer lugar próximo do sono.&lt;br /&gt;Eu rolei de volta e desabotoei o meu jeans, tirando eles de uma forma estranha enquanto&lt;br /&gt;eu tentava ficar na horizontal. Eu podia sentir a trança no meu cabelo, um volume&lt;br /&gt;desconfortável contra o meu crânio. Eu me virei de lado e tirei o elástico, rapidamente&lt;br /&gt;desfazendo a trança com os meus dedos. Eu coloquei o travesseiro sobre os meus olhos.&lt;br /&gt;Foi inútil, é claro. Meu subconsciente havia drenado todas as imagens que eu estava&lt;br /&gt;tentando evitar tão desesperadamente. Eu ía ter que enfrentá-las agora.&lt;br /&gt;Eu sentei, minha cabeça rodou um pouco enquanto o sangue descia. Primeiras coisas&lt;br /&gt;primeiro, eu pensei comigo mesma, feliz por adiar aquelas coisas pelo máximo de&lt;br /&gt;tempo possível. Eu levei minha bolsa para o banheiro.&lt;br /&gt;O banho, porém, não demorou tanto quanto eu esperava. Mesmo demorando para secar&lt;br /&gt;meu cabelo, eu logo estava sem coisas pra fazer no banheiro. Eu me enrolei numa toalha&lt;br /&gt;e fui para o meu quarto. Eu não sabia se Charlie ainda estava dormindo ou se já havia&lt;br /&gt;saído. Eu fui olhar pela janela, a viatura não estava mais lá.&lt;br /&gt;Pescaria de novo.&lt;br /&gt;Eu me vestí lentamente com o meu sweater mais confortável e então arrumei minha&lt;br /&gt;cama-algo que eu nunca fiz. Eu não podia mais adiar. Eu fui para a minha mesa e liguei&lt;br /&gt;meu velho computador.&lt;br /&gt;Eu odiava usar a Internet aqui. Meu modem era tristemente ultrapassado, meu serviço&lt;br /&gt;grátis era inferior; só a conexão demorou tanto que eu decidí ir buscar um tigela de&lt;br /&gt;cereal para mim enquanto eu esperava.&lt;br /&gt;Eu comí vagarosamente, mastigando cada pedaço cuidadosamente. Quando eu terminei&lt;br /&gt;eu lavei a tigela e a colher, sequei os dois e guardei. Meus pés se arrastavam enquanto&lt;br /&gt;eu subia pela escada. Eu fui até o meu CD player primeiro, pegando ele do chão e&lt;br /&gt;colocando-o precisamente no centro da mesa. Eu tirei os fones, e então os guardei na&lt;br /&gt;gaveta da mesa. Então eu liguei o Cd, colocando nas músicas mais barulhentas.&lt;br /&gt;Com outro suspiro, eu me virei para o computador. Naturalmente a tela estava lotada de&lt;br /&gt;pop-ups. Eu sentei na minha cadeira e comecei a fechar todas as janelinhas.&lt;br /&gt;Eventualmente eu conseguí entar no meu site de buscas favorito. Eu fechei mais algund&lt;br /&gt;pop-ups e digitei uma só palavra.&lt;br /&gt;Vampiro.&lt;br /&gt;Levou um tempo enlouquecedor, é claro. Quando os resultados apareceram, havia muito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o que peneirar -tudo de filmes e programas de Tv á jogos de Vídeo-game, bandas de&lt;br /&gt;metal, e companias de cosméticos góticas.&lt;br /&gt;Então eu achei um site que parecia promissor -Vampiros de A á Z.&lt;br /&gt;Eu esperei pacientemente até que ele baixasse, clicando rapidamente em todas as&lt;br /&gt;janelinhas que apareciam na tela. Finalmente a tela estava completa -um fundo branco&lt;br /&gt;simples com letras pretas, com escrita acadêmica. Duas frases me saudaram na página&lt;br /&gt;inicial:&lt;br /&gt;Pelo vasto mundo obscuro dos fantasmas e demônios não existe figura tão terrível,&lt;br /&gt;nenhuma figura tão horripilante e detestável, mesmo assim causadora de tal fascinação,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como o vampiro, que é nem fantasma nem demônio,mas ainda assim, divide a natureza&lt;br /&gt;obscura e possue as terríveis e misteriosas qualidades de ambos.Reverendo&lt;br /&gt;Montague Sommers.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se existe no mundo uma coisa tão bem-atestada, essa coisa são os vampiros.&lt;br /&gt;Provas não faltam -entrevistas oficiais, testemunhos de pessoas conhecidas, de&lt;br /&gt;cirurgiões, de padres, de magistrados; as provas judiciais são mais completas. E com&lt;br /&gt;tudo isso, quem é que não acredita em vampiros?-&lt;br /&gt;Rousseau&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O resto do site era uma lista em ordem alfabética dos diferentes mitos envolvendo&lt;br /&gt;vampiros ao redor do mundo. O primeiro no qual eu cliquei, o Danag, era um vampiro&lt;br /&gt;das Filipinas supostamente responsável por trazer o tarô para as ilhas há muito tempo&lt;br /&gt;atrás. O mito ainda contava que Danag trabalhou com os humanos durante muitos&lt;br /&gt;anos,mas a parceria acabou quando uma mulher cortou o seu dedo e o Danag sugou toda&lt;br /&gt;a sua vitalidade, gostando tanto do sabor do seu sangue que acabou drenando totalmente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o sangue do seu corpo.&lt;br /&gt;Eu lí cuidadosamente todas as descrições, procurando por alguma coisa que me&lt;br /&gt;parecesse familiar, pra não dizer plausível. Parecia que a maioria das histórias de&lt;br /&gt;vampiros possuiam lindas mulheres como demônios e crianças como vítimas; eles&lt;br /&gt;pareciam querer criar histórias para explicar os altos índices de mortalidade entre as&lt;br /&gt;crianças,e criar para os homens uma boa desculpa para serem infiéis.&lt;br /&gt;Muitas das histórias envolviam espíritos desencarnados e avisos sobre enterros&lt;br /&gt;impróprios.&lt;br /&gt;Nada se parecia muito com o que eu via nos filmes, só alguns poucos, como o Hebreu&lt;br /&gt;Estrie e o polonês Upier, que ocasionalmente estavam ocupados bebendo sangue.&lt;br /&gt;Só três links me chamaram a atenção: O romênio Varacolaci, um morto-vivo poderoso,&lt;br /&gt;que podia aparecer como um humano lindo, com a pele pálida; o Eslovaco Nelapsi, uam&lt;br /&gt;criatura tão forte e veloz que pode um vilarejo inteiro em apenas uma hora depois da&lt;br /&gt;meia-noite; e um outro,o Stregoni benefici.&lt;br /&gt;Sobre esse havia penas uma breve frase.&lt;br /&gt;Stregoni benefici: Um vampiro italiano, destinado a ser do lado do bem, e inimigo&lt;br /&gt;mortal dos vampiros maus.&lt;br /&gt;Era um alivio, aquele link, o único mito que aclamava a existência de vampiros do bem.&lt;br /&gt;No geral,porém, havia pouco que coincidisse com as histórias de Jacob ou com as&lt;br /&gt;minhas próprias observações. Eu fiz um pequeno catálogo na minha mente enquanto eu&lt;br /&gt;lía e cuidadosamente comparava cada mito. Velocidade, força, beleza, pele pálida, olhos&lt;br /&gt;que mudam de cor. E então o critério de Jacob: bebedores de sangue, inimigos dos&lt;br /&gt;lobisomens, peles frias e imortais.&lt;br /&gt;Haviam muito poucos mitos que se encaixavam em cada fator.&lt;br /&gt;E então, outro problema, que eu lembrei de um pequeno número de filmes que eu havia&lt;br /&gt;assitido e que foi trazidoá tona pela leitura de hoje -vampiros não devaim poder sair de&lt;br /&gt;dia, o sol poderia transaformá-los em cinzas. Eles dormem em caixões o dia inteiro e só&lt;br /&gt;saem á noite.&lt;br /&gt;Importunada, eu desliguei o computador no botão pricipal, sem esperar pra que ele&lt;br /&gt;desligasse apropriadamente. Apesar da minha irritação, eu estava extremamente&lt;br /&gt;envergonhada. Era tudo tão estúpido. Eu estava sentada no meu quarto, pesquisando&lt;br /&gt;sobre vampiros. O que é que havia de errado comigo? Eu decidí que grande parte da&lt;br /&gt;culpa estava na entrada de Forks -uma península inteira, pra falar a verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria sair de casa, mas não havia nenhum lugar que eu quisesse ir que ficasse a&lt;br /&gt;menos de três dias de viagem de carro.&lt;br /&gt;Eu calcei as minhas botas mesmo assim, sem ter certeza de pra onde eu iria, e descí as&lt;br /&gt;escadas. Eu vestí o meu casaco de chuva sem olhar o clima e saí porta á fora.&lt;br /&gt;Estava nublado, mas ainda não estava chuvendo. Eu ignorei minha caminhonete e&lt;br /&gt;comecei a avançar á norte a pé, virando no quintal de Charlie e andando em direção á&lt;br /&gt;floresta. Não demorou muito até que eu já estivesse longe o suficiente da casa pra não&lt;br /&gt;ver mais a estrada, pra que o único som audível fosse o som dos meus passos na terra e&lt;br /&gt;as gotas de orvalho que caiam das copas.&lt;br /&gt;Haviam um leve rastro da trilhas que guiava o caminho pra dentro da floresta, de outra&lt;br /&gt;forma eu jamais me arriscaria a ir lá sozinha daquele jeito. Meu senso de direção era&lt;br /&gt;desastroso; eu podia me perder em lugares muito mais seguros. A trilha continuava mais&lt;br /&gt;e mais funda dentro da floresta, mais longe do que eu podia dizer. Ela passava pelas&lt;br /&gt;árvores ordenadas e pelas cicutas, pelas madeiras de teixos e pelos arbustos. Eu só&lt;br /&gt;conhecia vagamente as árvores ao meu redor, e o que eu sabia era só de ver Charlie&lt;br /&gt;apontando elas pra mim da viatura há anos atrás. Muitas delas eu não conhecia, outras&lt;br /&gt;delas eu não tinha como ver porque elas estava completamente cobertas de parasitas&lt;br /&gt;verdes.&lt;br /&gt;Eu seguí na trilha tão longe quanto a minha raiva me levou. Quando ela começou a&lt;br /&gt;abrandar, eu diminuí o ritmo. Algumas gotas cairam em mim da árvore sobre minha&lt;br /&gt;cabeça, mas eu não sabia dizer se era de uma chuva que estava começando ou do&lt;br /&gt;orvalho de ontem, que estava nas folhas, que agora estavam lentamente voltando para a&lt;br /&gt;terra. Uma árvore recentemente derrubada -eu sabia que era recente porque ela ainda&lt;br /&gt;não estava completamente coberta de musgos -descansava sobre o tronco de outra das&lt;br /&gt;suas irmãs, criando um banquinho a apenas uns poucos passos da trilha. Eu passei pelos&lt;br /&gt;galhos e cuidadosamente, me certificando de que a minha jaqueta estava entre o ascento&lt;br /&gt;sujo e as minhas roupas onde quer que elas tocassem, e inclinei minha cabeça protegida&lt;br /&gt;com o capuz contra a árvore ainda em pé.&lt;br /&gt;Esse foi o lugar errado pra vir. Eu devia ter advinhado, mas onde mais eu poderia ter&lt;br /&gt;ido? A floresta era de um verde escuro e se parecia demais com a cena do sonho de&lt;br /&gt;ontem pra permitir á minha mente um pouco de paz. Agora que já não haviam mais os&lt;br /&gt;sons de passos, o silêncio era penetrante.&lt;br /&gt;Os pássaros estavam quietos, também, e as gotas caiam com uma certa frequência, então&lt;br /&gt;devia ser a chuva. As samambaias ficavam mais altas que eu, agora que eu estava&lt;br /&gt;sentada, e eu sabia que alguém podia andar entre os troncos a três passos de distância e&lt;br /&gt;não me enxergar.&lt;br /&gt;Aqui entre as árvores era muito mais fácil acreditar nos absurdos que haviam me&lt;br /&gt;deixado envergonhada em casa.&lt;br /&gt;Nada mudou nesse floresta por milhares de anos, e todos os mitos e lendas de centenas&lt;br /&gt;de locais diferentes me pareciam muito mais possíveis aqui do que no meu quarto.&lt;br /&gt;Eu me forcei a focar nas duas perguntas mais vitais que eu tinha que responder, mas eu&lt;br /&gt;fiz isso sem vontade.&lt;br /&gt;Primeiro, eu tinha que decidir se a história que Jacob me contou sobre os Cullen podia&lt;br /&gt;ser verdade.&lt;br /&gt;Imediatamente minha mente respondeu com um ressonante não. Era ridículo e mórbido&lt;br /&gt;pensar em tais coisas. Mas o que, então? Eu perguntei a mim mesma.&lt;br /&gt;Não havia nenhuma explicação razoável que explicasse como eu estava viva nesse&lt;br /&gt;momento. Eu escutei mais uma vez na minha cabeça as coisas que eu observei sozinha:&lt;br /&gt;a incrível velocidade, a força, os olhos mudando de preto pra dourado e preto de novo, a&lt;br /&gt;beleza inumana, a pele pálida, gelada. E mais -pequenas coisas que se registraram&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;lentamente -como eles nunca comiam, a graça perturbadora com a qual se&lt;br /&gt;movimentevam. E o jeito como eles falavam b, com um sotaque pouco familiar e frases&lt;br /&gt;que se encaixariam melhor num romance da virada do século do que numa sala de aula&lt;br /&gt;do século vinte e um.&lt;br /&gt;Ele faltou a aula no dia em que fariamos o teste sanguínio. Ele não disse que não iria&lt;br /&gt;para a praia até que eu disse pra onde íamos. Ele parecia saber o que todos ao redor dele&lt;br /&gt;estavam pensando... exceto eu.&lt;br /&gt;Ele haviam me dito que o vilão, perigoso...&lt;br /&gt;Poderiam os Cullen ser Vampiros?&lt;br /&gt;Bem, eles eram alguma coisa. Alguma coisa fora das possibilidades de justificações&lt;br /&gt;rationais estava acontecendo diante dos meus olhos incrédulos. Fossem os frios de&lt;br /&gt;Jacob ou as minhas teorias sobre super-heróis, Edward Cullen não era...humano.&lt;br /&gt;Ele era algo mais.&lt;br /&gt;Então-talvez. Essa seria a minha única resposta sobre o assunto no momento.&lt;br /&gt;E então a pergunta mais importante de todas. O que é que eu ia fazer se fosse verdade?&lt;br /&gt;Se Edward fosse vampiro -eu mal podia me forçar a pensar nas palavras -então o que&lt;br /&gt;eu deveria fazer? Envolver outra pessoa estava absolutamente fora de questão. Nem eu&lt;br /&gt;mesma conseguia acreditar; ninguém a quem eu contasse ia me dar bola.&lt;br /&gt;Só duas opções pareciam práticas. A primeira era seguir o conselho dele: ser inteligente,&lt;br /&gt;evitá-lo tanto quanto fosse possível. Cancelar os nossos planos, e voltar a ignorá-lo o&lt;br /&gt;máximo que eu pudesse. Fingir que havia uma parede de vidro impenetrável nos&lt;br /&gt;separando na aula quando éramos forçados a ficar juntos. DIzer pra ele me deixar em&lt;br /&gt;paz-e falar sério dessa vez.&lt;br /&gt;Eu estava presa num repentino sentimento de agonia quando pensei nessa alternativa.&lt;br /&gt;Minha mente rejeitou a dor, rapidamente me levando á próxima opção.&lt;br /&gt;Eu não podia fazer nada de diferente. Afinal, se ele era algo...sinistro, até agora ele não&lt;br /&gt;fez nada pra me machucar. Na verdade, Tyler teria muito do que se arrepender se ele&lt;br /&gt;não tivesse agido tão rápido. Tão rápido, eu discutí comigo mesma, que pode ter sido&lt;br /&gt;simplesmente uma questão de reflexos. Mas se eram reflexos que salvavam vidas, não&lt;br /&gt;podia ser tão ruim. Eu considerei. Minha cabeça girava sobre eixos invisíveis.&lt;br /&gt;De uma coisa eu tinha certeza, se é que eu tinha certeza de alguma coisa. O Edward&lt;br /&gt;obscuro nomeu sonho da noite passada foi só um reflexo meu medo das palavras de&lt;br /&gt;Jacob, e não de Edward.&lt;br /&gt;Mesmo assim, quando eu gritei aterrorizada por causa do ataque do lobisomem, não foi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o medo do lobo que fez o "não" brotar dos meus lábios. Foi o medo que ele pudesse se&lt;br /&gt;machucar-mesmo quando ele me chamou com os caninos expostos, eu temí por ele.&lt;br /&gt;E eu sabia que aí estava a minha resposta. Eu não sabia nem se havia outra escolha, na&lt;br /&gt;verdade. Eu já estava envolvida demais. Agora que eu sabia-se eu sabia -eu não podia&lt;br /&gt;fazer nada sobre os meus segredos assustadores. Porque quando eu pensava nele, na voz&lt;br /&gt;dele, nos seus olhos hipnóticos, a força magnética de sua personalidade, eu não queria&lt;br /&gt;nada além de estar com ele agora mesmo.&lt;br /&gt;Mesmo se... Mas eu não conseguia pensar nisso agora. Não aqui, na floresta escura, não&lt;br /&gt;quando a chuva fazia tudo escurecer como o crepúsculo sobre as copas das árvores e&lt;br /&gt;pareciam com passos no chão de terra. Eu tremí e me levantei rapidamente do meu local&lt;br /&gt;de ocultação, preocupada que de alguam forma a trilha tivesse desaparcido com a&lt;br /&gt;chuva.&lt;br /&gt;Mas estava lá, a salvo e clara, seguindo o seu caminho pelo labirinto respingante.&lt;br /&gt;Eu a seguí apressadamente, meu capuz próximo do meu rosto, me surpreendendo,&lt;br /&gt;quando quase me batia nas árvores, com o quanto havia ido longe. Eu comecei a&lt;br /&gt;imaginar se eu realmente estava saíndo de la,ou me embrenhando ainda mais nos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;confins da floresta. Antes que eu tivesse um ataque de pânico, porém, eu comecei a&lt;br /&gt;reparar em alguns espaços entre as teias de galhos. E então eu ouví um carro passando&lt;br /&gt;na rua, e eu estava livre, a grama de Charlie se estendia na minha frente, a casa de&lt;br /&gt;recebendo, prometendo calor e meias secas. Era só meio dia quando eu entrei. Eu subí e&lt;br /&gt;me vestí para o resto do dia, jeans e uma camiseta, já que eu ia ficar me casa. Eu não&lt;br /&gt;tive que me esforçar muito pra me concentrar na tarefa do dia-um trabalho sobre&lt;br /&gt;Macbeth que era pra ser entregue na quarta-feira. Eu me concentrei no perfil do duro&lt;br /&gt;projeto contentemente, mais serena do que eu me sentia desde...bem, desde a última&lt;br /&gt;quinta-feira, pra ser honesta&lt;br /&gt;Esse sempre foi meu jeito, de qualquer forma. Tomar decisões era a parte difícil pra&lt;br /&gt;mim, isso eu tinha que reconhecer. Mas uma vez que a decisão estivesse tomada, eu&lt;br /&gt;simplesmente fazia o que tinha que ser feito-geralmente aliviada por ter tomado uma&lt;br /&gt;decisão. Ás vezes o alivio era corrompido pelo desespero, como a minha decisão de vir&lt;br /&gt;pra Forks. Mas isso era melhor do que degladiar com as alternativas.&lt;br /&gt;Essa era uma decisão ridiculamente fácil de aceitar. Perigosamente fácil.&lt;br /&gt;Então o dia estava quieto, produtivo -eu terminei o meu trabalho antes das oito.&lt;br /&gt;Charlie chegou com uma bela captura, e eu fiz um lembrete mental para comprar um&lt;br /&gt;livro de receitas pra peixes quando eu fosse pra Seattle na semana que vem. Os calafrios&lt;br /&gt;que percorriam a minha espinha toda vez que eu pensava nesa viagem não eram&lt;br /&gt;diferentes dos que eu tinha antes da história de Jacob Black. Eles deveriam ser&lt;br /&gt;diferentes, eu pensei. Eu devia ter medo -eu sabia que devia, mas eu não conseguia&lt;br /&gt;sentir o tipo certo de medo.&lt;br /&gt;Eu não sonhei naquela noite, exausta por ter começado o meu dia tão cedo, e ter&lt;br /&gt;dormido tão mal durante a noite. Eu acordei, pela segunda vez desde que eu cheguei em&lt;br /&gt;Forks, com o brilho amarelo de um dia de sol. Eu fui olhar pela janela, aturdida por ver&lt;br /&gt;que mal havia uma nuvem no céu, e aquelas que haviam eram só pedacinhos macios de&lt;br /&gt;algodão que não poderiam estar carregando chuva alguma. Eu abrí a janela, surpresa por&lt;br /&gt;ela ter aberto tão facilmente, sem emperrar, mesmo sem ter sido aberta em todos esses&lt;br /&gt;anos -e suguei o ar relativamente seco.&lt;br /&gt;Estava quase quente e quase não ventava. Meu sangue pulsava elétrico nas veias.&lt;br /&gt;Charlie estava terminando o café da manhã quando eu descí, e ele percebeu o meu&lt;br /&gt;humor imediatamente.&lt;br /&gt;"Belo dia lá fora". Ele comentou.&lt;br /&gt;"Sim", eu concordei com um sorriso.&lt;br /&gt;Ele sorriu de volta, seus olhos castanhos se enverrugando nos cantos. Quando Charlie&lt;br /&gt;sorría era mais fácil perceber porque minha mãe havia aceitado se casar tão rápido.&lt;br /&gt;Grande parte daquele jovem romântico havia desaparecido antes que eu tivesse nascido,&lt;br /&gt;como o cabelo castanho e cacheado-mesma cor, se não textura dos meus-tinham&lt;br /&gt;sumido, lentamente revelando mais e mais a pele brilhante da testa dele. Mas quando ele&lt;br /&gt;sorria, eu podia ver um pouco do homem que fugiu com Renée quando ela não era nem&lt;br /&gt;dois anos mais velha do que eu sou agora.&lt;br /&gt;Eu tomei meu café da manhã alegremente, observando as partículas de poeira que&lt;br /&gt;apareciam por causa da luz do sol que entrava pela janela de trás. Charlie deu adeus, e&lt;br /&gt;eu ouví a viatura se afastar de casa. Eu hesitei na porta de casa, a mão na minha jaqueta.&lt;br /&gt;Deixá-la em casa era tentador. Com um suspiro, eu a embrulhei no braço e saí para a luz&lt;br /&gt;brilhante que eu já não via há meses.&lt;br /&gt;Á custo de cotovêlos melados de graxa, eu conseguí abrir as duas janelas da minha&lt;br /&gt;caminhonete quase completamente. Eu fui uma das primeiras a chegar na escola; eu&lt;br /&gt;nem tinha olhado para o relógio na minha pressa de sair. Eu estacionei e me dirigí para&lt;br /&gt;os bancos de piquenique raramente utilizados, no lado sul da cafeteria. Os bancos ainda&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;estavam um pouco sujos, então eu sentei na minha jaqueta, feliz por dar um uso a ela.&lt;br /&gt;Meu dever de casa já estava terminado-resultado de uma vida social desgraçada -mas&lt;br /&gt;haviam alguns problemas de Trigonometria que eu não sabia se estavam certos. Eu&lt;br /&gt;peguei meu livro cheia de vontade de trabalhar, mas na metade do primeiro problema eu&lt;br /&gt;já estava sonhando acordada, olhando a luz do sol brincar com as árvores e suas casacas&lt;br /&gt;vermelhas.&lt;br /&gt;Eu olhava desatentamente para as margens do meu dever de casa. Depois de alguns&lt;br /&gt;minutos, eu me dei conta de que havia desenhado cinco pares de olhos pretos me&lt;br /&gt;olhando pela página. Eu os apaguei com uma borracha.&lt;br /&gt;"Bella!", eu ouví alguém chamar, e parecia ser Mike.&lt;br /&gt;Eu olhei em volta para me dar conta de que a escola já estava cheia enquanto eu estava&lt;br /&gt;sentada aqui, ausente. Todo mundo estava usando camisetas, alguns até de shorts,&lt;br /&gt;apesar de a temperatura não estar acima dos 18 graus.&lt;br /&gt;Mike estava vindo na minha direção vestindo besmudas Khaki e uma camisa de Rúgby&lt;br /&gt;listrada, acenando.&lt;br /&gt;"Ei,Mike", eu cumprimentei, acenando de volta, incapaz de ser pouco receptiva numa&lt;br /&gt;manhã como essa.&lt;br /&gt;Ele veio se sentar ao meu lado, os seus cabelos arrepiados tinham uma brilhante cor&lt;br /&gt;dourada no sol, um sorriso rasgando o seu rosto. Ele estava tão contente em me ver que&lt;br /&gt;eu n~]ao pude deixar de me sentir gratificada.&lt;br /&gt;"Eu não tinha reparado antes-o seu cabelo é um pouco rúivo", ele comentou, pegando&lt;br /&gt;entre os dedos uma mecha que estava flutuando com a brisa suave.&lt;br /&gt;"Só no sol".&lt;br /&gt;Eu fiquei um pouco desconfortável quando ele colocou a mecha atrás da minha orelha.&lt;br /&gt;"Belo dia, não é?"&lt;br /&gt;"Meu tipo de dia", eu concordei.&lt;br /&gt;"O que você fez ontem?", o tom dele era provavelmente muito autoritário.&lt;br /&gt;"Eu trabalhei no meu projeto." Eu não mencionei que já havia acabado-não havia&lt;br /&gt;necessidade de parecer presumida.&lt;br /&gt;Ele bateu na testa com a mão. "Oh, é -é pra quinta-feira, não é?"&lt;br /&gt;"Umm, quarta, eu acho"&lt;br /&gt;"Quarta?" ele fez uma careta. "Isso não é bom... O que você está escrevendo no seu?"&lt;br /&gt;"Se o tratamento de Shakespeare para com as mulheres era misógino".&lt;br /&gt;Ele me encarou como se eu tivesse falado em Latin.&lt;br /&gt;"Eu acho que terei que trabalhar nisso hoje á noite", ele disse, vazio. "Eu ia te perguntar&lt;br /&gt;se você queria sair".&lt;br /&gt;"Oh", eu fui pega fora de guarda. Porque eu não podia mais conversar com Mike sem a&lt;br /&gt;situação ficar estranha?&lt;br /&gt;"Bom, nós podíamos sair pra jantar ou alguma coisa assim...e eu podia trabalhar nisso&lt;br /&gt;depois", ele sorriu pra mim esperançosamente.&lt;br /&gt;"Mike", eu odiava ser colocada contra a parede. "Eu acho que não é a melhor idéia".&lt;br /&gt;O rosto dele desmoronou. "Porque não?",ele perguntou, seus olhos cuidadosos. Meus&lt;br /&gt;pensamentos foram parar em Edward, imaginando se era nisso que ele estava pensando&lt;br /&gt;também.&lt;br /&gt;"Eu acho... e se você repetir isso em outro lugar eu vou te espancar até a morte", eu&lt;br /&gt;ameacei. "Mas eu acho que machucaria os sentimentos de Jéssica."&lt;br /&gt;Ele estava desnorteado, obviamente ele não havia pensado nisso. "Jéssica?"&lt;br /&gt;"Sério, Mike, você é cego?"&lt;br /&gt;"Oh", ele exalou -claramente confuso. Eu me aproveitei disso pra fazer a minha fuga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É hora da aula, eu não posso me atrasar de novo", eu agarrei os meus livros e os enfiei&lt;br /&gt;na minha mochila.&lt;br /&gt;Nós caminhamos em silêncio até a sala de aula, e a expressão dele estava distraída. Eu&lt;br /&gt;esperava que fossem quais fossem esses sentimentos nos quais ele estava inundado, que&lt;br /&gt;eles o levassem para a direção correta.&lt;br /&gt;Quando eu ví Jéssica em trigonometria, ela estava estourando de entusiasmo. Ela,&lt;br /&gt;Angela, e Lauren estavam indo á Port Angeles esta noite pra comprar vestidos para o&lt;br /&gt;baile, e ela queria que eu fosse também, apesar de eu não precisar de um vestido. Não&lt;br /&gt;havia o que decidir. Podia até ser legal sair da cidade com algumas amigas, mas Lauren&lt;br /&gt;estaria lá. E quem abe o que eu poderia estar fazendo nessa noite... mas definitivamente&lt;br /&gt;não erame envolver nesse tipo de situação. É claro que eu estava feliz com o sol. Mas&lt;br /&gt;esse não era o único responsável pelo meu humor eufórico, nem de perto.&lt;br /&gt;Então eu dei a ela um talvez, dizendo a ela que eu teria que falar com Charlie antes.&lt;br /&gt;Ela não falou de nada alkém do baile no caminh para a aula de Espanhol, continuando&lt;br /&gt;depois da aula como se nem tivesse sido interrompida, cinco minutos depois estávamos&lt;br /&gt;indo almoçar. Eu estava preocupada demais com os meus próprios pensamentos pra&lt;br /&gt;pensar no que ela estava dizendo. Eu estava dolorosamente ansiosa pra ver não só ele,&lt;br /&gt;mas todos os Cullen-pra compará-los ás novas suspeitas que estavam na minha mente.&lt;br /&gt;Enquanto eu cruzava a entrada da cafeteria, eu sentí o primeiro formigamento de medo&lt;br /&gt;descer a minha espinha e se alojar no meu estômago. Será que eles tinham como&lt;br /&gt;adivinhar o que eu estava pensando? E então eu tive um outro formigamento-será que&lt;br /&gt;Edward estaria esperando pra sentar comigo?&lt;br /&gt;Como de costume, eu olhei para a mesa dos Cullen. Um arrepio de pânico fez meu&lt;br /&gt;estômago tremer quando eu percebí que ela estava vazia.&lt;br /&gt;Com um resto de esperança eu vasculhei o resto da cafeteria, esperando encontrá-lo&lt;br /&gt;sozinho, esperando por mim.&lt;br /&gt;O lugar estava praticamente lotado-nós nos atrasamos em Espanhol-mas não havia&lt;br /&gt;sinal de Edward ou de ninguém da sua família. A desolação me atingiu com uma força&lt;br /&gt;devastadora.&lt;br /&gt;Eu cambaleei ao lado de Jéssica, sem me importar mais em fingir que estava prestando&lt;br /&gt;atenção.&lt;br /&gt;Nós estavamos atrasadas o suficiente pra encontrar todo mundo na nossa mesa. Eu&lt;br /&gt;evitei uma cadeira vazia ao lado de Mike e preferí me sentar ao lado de Angela. Eu&lt;br /&gt;vagamente reparei que Mike segurou a cadeira educadamente pra Jéssica se sentar, e o&lt;br /&gt;rosto dela se iluminou em resposta.&lt;br /&gt;Angela perguntou algumas sobre o trabalho sobre Macbeth, que eu respondí tão&lt;br /&gt;naturalmente quanto pude enquanto mergulhava em sofrimento. Ela, também, me&lt;br /&gt;convidou para sair essa noite com elas, e agora eu concordei, me agarrando em qualquer&lt;br /&gt;coisa que me distraísse.&lt;br /&gt;Eu me dei conta de que estava agarrando a última ponta de esperança quando entrei na&lt;br /&gt;aula de Biologia, ví o lugar vazio, e me deixei levar por outra onda de desapontamento.&lt;br /&gt;O resto do dia passou devagar, sem graça. Na Educação Física, nós tivemos uma&lt;br /&gt;palestra sobre os princípios do Badminton, a próxima tortura á qual eles iam me expor.&lt;br /&gt;A melhor parte foi que o treinador não chegou a terminar, então amanhã eu teria outro&lt;br /&gt;dia livre. Não importa que depois desse dia eles iam me armar com uma raquete antes&lt;br /&gt;de me soltar no resto dos estudantes.&lt;br /&gt;Eu estava feliz em deixar a escola, então eu podia fazer beicinho e me lastimar&lt;br /&gt;livremente antes de sair com Jéssica e companhia.&lt;br /&gt;Mas logo que eu entrei na casa de Charlie, Jéssica ligou pra cancelar os nossos planos.&lt;br /&gt;Eu tentei parecer feliz por Mike ter convidado ela para jantar -eu realmente estava feliz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que ele finalmente parecia estar entendendo -mas o meu entusiasmo pareceu falso até&lt;br /&gt;para os meus próprios ouvidos. Ela remarcou as compras para amanhã.&lt;br /&gt;O que me deixou com poucas escolhas no que se trata de distrações.&lt;br /&gt;Eu tinha peixe marinando para o jantar, com salada e pão que sobrou da noite passada,&lt;br /&gt;então não havia nada pra fazer nesse aspecto. Eu passei meia hora concentrada no dever&lt;br /&gt;de casa, mas depois eu já estava de saco cheio disso também. Eu chequei meu E-mail,&lt;br /&gt;lendo milhares de cartas antigas da minha mãe, ficando mais animada enquanto elas&lt;br /&gt;progrediam para o presente. Eu suspirei e digitei uma resposta rápida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MÃE,&lt;br /&gt;DESCULPE. EU ESTIVE FORA. EU FUI Á PRAIA COM ALGUNS AMIGOS. E&lt;br /&gt;TIVE QUE FAZER UM TRABALHO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minhas desculpas era honestamente patéticas, então eu desistí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOJE ESTÁ FAZENDO SOL LÁ FORA -EU SEI, EU TAMBÉM ESTOU&lt;br /&gt;CHOCADA -ENTÃO EU VOU LÁ FORA PARA SUGAR TODA A VITAMINA D&lt;br /&gt;QUE EU PUDER. EU AMO VOCÊ.&lt;br /&gt;BELLA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu decidí matar um hora com leitura não-relacionada com a escola. Eu tinha uma&lt;br /&gt;pequena coleção de livros que eu trouxe comigo pra Forks,o maior volume se tratava de&lt;br /&gt;um apanhado das obras de Jane Austen. Eu selecionei um e me dirigí para o quintal,&lt;br /&gt;levando uma colcha antiga que havia no armário.&lt;br /&gt;No quintal pequeno, quadrado de Charlie, eu dobrei a colcha no meio e deitei na sombra&lt;br /&gt;das árvores na grama aparada que sempre seria um pouco úmida, não importava quanto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o sol brilhasse.&lt;br /&gt;Eu deitei sobre o estômago, cruzando os tornozelos no ar, passando os livros tentando&lt;br /&gt;decidir qual deles eu escolheria. Os meus favoritos eram Orgulho e Preconceito e Razão&lt;br /&gt;e Sensibilidade. Eu tinha lido o primeiro mais recentemente, então eu comecei com&lt;br /&gt;Razão e Sensibilidade, só par me lembrar que o herói da história se chamava Edward,&lt;br /&gt;com raiva, eu abri Mansfield Park, mas o herói desse livro se chamava Edmund, que era&lt;br /&gt;perto o suficiente.&lt;br /&gt;Não haviam outros nomes disponíveis no século dezoito? Eu fechei o livro, aborrecida,&lt;br /&gt;e me virei de costas. Eu não pensaria em mais nada além do calor na minha pele, eu&lt;br /&gt;disse a mim mesma severamente. A briza ainda estava leve, mas fez as mechas do meu&lt;br /&gt;cabelo soprarem no meu rosto, e isso fez um pouco de cócegas.&lt;br /&gt;Eu joguei o meu cabelo pra cima da minha cabeça, deixando ele descansar na colcha&lt;br /&gt;embaixo de mim, e me concentrei de novo no calor que tocava os meus cílios, as maçãs&lt;br /&gt;do meu rosto, meu nariz, meus lábios, meus braços, meu pescoço, que passava pelo&lt;br /&gt;pano da minha camiseta leve...&lt;br /&gt;A próxima coisa da qual eu tive consciência foi do som da viatura de Charlie, virando&lt;br /&gt;nos tijolos da entrada. Eu sentei supresa, me dando contade que a luz havia ido embora,&lt;br /&gt;por trás da árvores, e que eu tinha pego no sono. Eu olhei ao redor, confusa, com o&lt;br /&gt;sentimento de que eu não estava mais sozinha.&lt;br /&gt;"Charlie?", eu perguntei, mas eu podia ouvir a porta da frente batendo.&lt;br /&gt;Eu levantei rápido, tolamente atordoada, juntando a colcha suja e os meus livros.&lt;br /&gt;Eu corrí pra dentro pra colocar óleo pra ferver na frigideira, percebendo que o jantar ia&lt;br /&gt;atrasar.&lt;br /&gt;Charlie estava pendurando o seu cinturão e tirando as botas quando eu entrei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Desculpa, pai, o jantar ainda não está pronto-eu peguei no sono lá fora", eu repremí&lt;br /&gt;um bocejo.&lt;br /&gt;"Não se preocupe", ele disse. "Eu queria saber o placar do jogo, mesmo."&lt;br /&gt;Eu assistí TV com Charlie depois do jantar pra ter alguma coisa pra fazer. Não havia&lt;br /&gt;nada interessante pra assistir, mas ele sabia que eu não gostava de beiseball, então ele&lt;br /&gt;colocou num canal bobo que nem um de nós gostava. Apesar disso, ele pareceu feliz,&lt;br /&gt;por estarmos fazendo alguma coisa juntos. E foi bom, a despeito da minha depressão,&lt;br /&gt;deixá-lo feliz.&lt;br /&gt;"Pai", eu disse durante os comerciais, "Jéssica e Angela vão procurar vestidos para o&lt;br /&gt;baile amanhã em Port Angeles, e elas querem que eu as ajude a escolher...você se&lt;br /&gt;importa se eu for com elas?"&lt;br /&gt;"Jéssica Stanley?",ele perguntou.&lt;br /&gt;"E Angela Weber". Eu suspirei quando tive que lhe passar os detalhes.&lt;br /&gt;Ele estava confuso. "Mas você não vai para o baile, não é?"&lt;br /&gt;"Não, pai, eu vou ajudar elas a encontar os vestidos-você sabe, vou dar críticas&lt;br /&gt;construtivas". Eu não teria que explicar isso para um mulher.&lt;br /&gt;"Bem, Ok". Ele pareceu perceber que era uma coisa do departamento feminino.&lt;br /&gt;"Mas é dia de semana".&lt;br /&gt;"Nós vamos sair logo depois da aula, assim poderemos voltar cedo. Você dá um jeito no&lt;br /&gt;jantar, não é?"&lt;br /&gt;"Bella, eu conseguíme alimentar por dezessete anos antes de você vir pra cá", ele me&lt;br /&gt;lembrou.&lt;br /&gt;"Eu não sei como você conseguiu sobreviver", eu murmurei, e então adicionei mais&lt;br /&gt;claramente, "Eu vou deixar algumas coisas pra você preparar um sanduíche na&lt;br /&gt;geladeira, tá bom? Bem em cima".&lt;br /&gt;Estava ensolarado de novo no outro dia. Eu acordei com renovada esperança que eu&lt;br /&gt;inutilmente tentei reprimir. Eu tentei me vestir para o clima mais ameno com uma blusa&lt;br /&gt;com um decote em formato de V -algo que eu usava no inverno em Phoenix.&lt;br /&gt;Eu planejei tanto a minha entrada na escola que mal tive tempo de chegar á sala de aula.&lt;br /&gt;Com o coração vazando, eu circulei o estacionamento procurando por uma vaga,&lt;br /&gt;enquanto procurava pelo Volvo prateado que claramente não estava lá. Eu estacionei no&lt;br /&gt;último corredor, correndo para a aula de Inglês, chegando sem fôlego, mas vitoriosa,&lt;br /&gt;antes do sinal tocar.&lt;br /&gt;Estava igual a ontem-eu não conseguia evitar os brotos de esperanças que se semeavam&lt;br /&gt;na minha mente, só pra que depois eles fossem dolorosamente esmagados enquanto eu&lt;br /&gt;procurava por ele no almoço ou quando sentava na minha mesa vazia na aula de&lt;br /&gt;Biologia.&lt;br /&gt;O esquema de Port Angeles estava de pé de novo, e deixou tudo mais atraente pelo fato&lt;br /&gt;de que Lauren tinha outros planos. Eu estava muito ansiosa pra sair da cidade, então eu&lt;br /&gt;não conseguia parar de olhar por cima do ombro, esperando que ele aparecesse do nada&lt;br /&gt;como ele costumava fazer. Eu prometí pra mim mesma que estaria de bom humor essa&lt;br /&gt;noite pra não estragar a diversão de Angela ou de Jéssica na sua caça ao vestido. Talvez&lt;br /&gt;eu pudesse até fazer umas compras também. Eu me recusava a pensar que teria que&lt;br /&gt;fazer compras sozinha em Seattle esse fim de semana, sem o mínimo de interesse no&lt;br /&gt;trato antigo. É claro que ele não podia cancelar sem pelo menos me ligar.&lt;br /&gt;Depois da escola, Jéssica me acompanhou até em casa com o seu Mercury branco pra&lt;br /&gt;que eu pudesse deixar os meus livros e a minha camionhonete. Eu penteei o meu cabelo&lt;br /&gt;rapidamente enquanto estava lá dentro, sentindo um pouco de excitação por estar&lt;br /&gt;deixando Forks. Eu deixei um bilhete para Charlie em cima da mesa, explicando de&lt;br /&gt;novo onde encontrar o jantar, troquei a minha carteira da minha mochila para uma bolsa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que eu raramente usava, e corrí pra me juntar á Jéssica. Depois nós passamos na casa da&lt;br /&gt;Angela, e ela estava esperando por nós.&lt;br /&gt;Minha excitação cresceu espontâneamente enquanto nós nos dirigíamos aos limites da&lt;br /&gt;cidade.&lt;br /&gt;Jess dirigiu mais rápido que Charlie, para que chegássemos me Port Angeles antes das&lt;br /&gt;quatro. Já fazia algum tempo desde a minha última noite das garotas e os meus&lt;br /&gt;estrogênios corriam soltos. Nós ouvímos músicas melosas de Rock enquanto Jéssica&lt;br /&gt;tagarelava sobre os garotos com os quais nós nos relacionávamos. O jantar de Mike e&lt;br /&gt;Jéssica foi muito bem, e lea esperava que no Sábado eles já tivesse progredido para a&lt;br /&gt;fase do primeiro beijo. Eu sorrí comigo mesma, satisfeita. Angela estava passivamente&lt;br /&gt;feliz por estar indo ao baile, mas não necessariamente interessada em Eric. Jess tentou&lt;br /&gt;fazê-la confessar qual era o seu tipo de garoto, mas depois de um tempo eu interrompí&lt;br /&gt;com uma pergunta sobre vestidos, para poupá-la. Angela olhou pra mim agradecida.&lt;br /&gt;Port Angeles era uma linda armadilha para turistas, muito mais educada e pitoresca do&lt;br /&gt;que Forks. Mas Angela e Jéssica a conheciam bem, então nós não perdemos tempo&lt;br /&gt;olhando o piotoresco mapa da cidade na baía. Jess dirigiu direto para uma grande loja de&lt;br /&gt;departamentos na cidade, que era a apenas algumas ruas da amigável baía para&lt;br /&gt;visitantes.&lt;br /&gt;O baile era semiformal, e nós não tinhamos certeza do que isso significava. Tanto&lt;br /&gt;Angela quanto Jéssica pareceram surpresas e um pouco descrentes quando eu falei pra&lt;br /&gt;elas que nunca tinha ido a um baile em Phoenix.&lt;br /&gt;"Você nunca foi com um namorado ou alguma coisa assim?" Jess perguntou&lt;br /&gt;duvidosamente enquanto andávamos pelas portas da loja.&lt;br /&gt;"De verdade", eu tentei convencer ela sem ter que revelar os meus problemas com&lt;br /&gt;dança.&lt;br /&gt;"Eu nunca tive um namorado nem nada parecido. Eu não saía muito"&lt;br /&gt;"Porque não?", Jéssica perguntou.&lt;br /&gt;"Ninguém nunca me convidou", eu disse honestamente.&lt;br /&gt;Ela pareceu cética. "As pessoas te convidam aqui", ela me lembrou "E é você quem diz&lt;br /&gt;não". Nós estávamos na seção de adolescentes agora, procurando nos cabides por&lt;br /&gt;roupas mais chiques.&lt;br /&gt;"Bem, exceto Tyler", Angela respondeu quietamente.&lt;br /&gt;"Como é?", eu engasguei. "O que foi que você disse?"&lt;br /&gt;"Tyler está dizendo pra todo mundo que vai te levar para o baile de fim de ano", Jéssica&lt;br /&gt;disse com olhos suspeitos.&lt;br /&gt;"Ele disse o quê?" parecia que eu estava sufocando.&lt;br /&gt;"Eu te disse que não era verdade", Angela murmurou pra Jéssica.&lt;br /&gt;Eu estava em silêncio, ainda num estado de choque que estava rapidamente se&lt;br /&gt;transformando em irritação. Mas nós tínhamos que encontrar as drogas dos vestidos, e&lt;br /&gt;tínhamos muito trabalho á fazer.&lt;br /&gt;"É por isso que Lauren não gosta de você", Jéssica deu uma risadinha enquanto&lt;br /&gt;procurávamos as roupas.&lt;br /&gt;Eu apertei meus dentes. "Você acha que se eu atropelasse ele com o meu carro ele&lt;br /&gt;pararia de se sentir culpado por causa do acidente? Será que ele vai parar de tentar me&lt;br /&gt;recompensar e achar que estamos quites?"&lt;br /&gt;"Talvez", Jéssica de uma fungadinha. "Se é por isso que ele está te chamando."&lt;br /&gt;A seção de vestidos não era muito grande, mas elas duas encontraram alguns vestidos&lt;br /&gt;para experimentar. Eu sentei em uma cadeira baixa dentro de um dos provadores, perto&lt;br /&gt;de um espelho de três faces, tentando controlar a minha fúria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jéss estava dividida entre dois-um longo, tomara-que caia, preto básico e outro na&lt;br /&gt;altura do joelho de um azul elétrico com alcinhas finas. Eu encoragei ela a ficar com o&lt;br /&gt;azul. Porque não realçar os olhos? Angela escolheu um vestido rosa claro que destacava&lt;br /&gt;bem o seu corpo alto e que destacava a cor de mel dos seus cabelos castanho-claros. Eu&lt;br /&gt;cumprimentei as duas generosamente e ajudei a colocar os vestidos rejeitados de volta&lt;br /&gt;nos cabides. O processo foi muito mais curto e fácil do que as compras que eu fazia com&lt;br /&gt;Renée quando estava em casa. Eu acho que existe algo a ser dito sobre escolhas&lt;br /&gt;limitadas.&lt;br /&gt;Nós fomos para a seção de sapatos e acessórios. Enquanto elas tentavam as coisas, eu&lt;br /&gt;simplesmente olhava e criticava, sem a menor vontade de comprar alguma coisa, apesar&lt;br /&gt;de estar precisando de sapatos novos. A irritação com Tyler estava acabando com a&lt;br /&gt;minha noite das garotas, me deixando com vontade de voltar pra casa.&lt;br /&gt;"Angela?", eu comecei, hesitante enquanto ela experimentava um sapato de tiras e de&lt;br /&gt;salto alto cor de rosa-ela estava mais que contente por um par alto o suficiente que a&lt;br /&gt;permitisse usar salto.&lt;br /&gt;Jéssica estava no balcão das jóias e nós estávamos sozinhas.&lt;br /&gt;"Sim?", ela levantou a perna balançando o tornozelo pra ter uma visão melhor do&lt;br /&gt;sapato.&lt;br /&gt;Eu me intrometí. "Eu gostei desse"&lt;br /&gt;"Eu acho que vou ficar com esse-apesar de não ter nada que combine com eles além&lt;br /&gt;desse vestido". Ela meditou.&lt;br /&gt;"Oh, vá em frente-eles estão em liquidação".Eu encoragei. Ela sorriu, colcando a tampa&lt;br /&gt;em outra caixa com sapato branco.&lt;br /&gt;Eu tentei de novo. "Umm, Angela..." ela olhou pra cima curiosa.&lt;br /&gt;"É normal para... os Cullen" -eu mantive meus olhos nos sapatos "&lt;br /&gt;Ficar muito tempo fora de escola?" Eu falhei miseravelmente na minha tentativa de&lt;br /&gt;parecer desinteressada.&lt;br /&gt;"Sim, quando o clima está bom eles vão acampar sempre-até o doutor. Eles gostam&lt;br /&gt;muito de atividades ao ar livre.", ela me disse quietamente, examinando os sapatos&lt;br /&gt;também. Ela não fez nem sequer uma pergunta, quanto mais as milhares de perguntas&lt;br /&gt;que Jéssica teria feito. Eu realmente estava começando a gostar de Angela.&lt;br /&gt;"Oh", eu mudei de assunto quando Jéssica voltou da joalheria com uma coisa que ela&lt;br /&gt;encontrou pra combinar com os seus sapatos prateados.&lt;br /&gt;Nós planejávamos jantar num pequeno restaurande Italiano na rua principal, mas as&lt;br /&gt;compras não demoraram tanto quanto esperavamos. Jess e Angela foram colocar as suas&lt;br /&gt;compras de volta no carro e depois iam descer á baia. Eu disse que me encontraria com&lt;br /&gt;elas no restaurante dentro de uma hora-eu queria encontrar uma livraria. Elas duas&lt;br /&gt;estavam querendo vir comigo, mas eu encoragei as duas a irem se divertir-elas não&lt;br /&gt;sabiam o quanto eu podia ficar ocupada quanto estava cercada de livros; era algo que eu&lt;br /&gt;preferia fazer sozinha. Elas voltaram para o carro conversando alegremente, e eu fui na&lt;br /&gt;direção que Jess me apontou.&lt;br /&gt;Eu não tive problemas para achar a livraria, mas não era bem aquilo que eu estava&lt;br /&gt;procurando.&lt;br /&gt;As janelas estavam cheias de cristais, apanhadores-de-sonhos, e livros sobre cura&lt;br /&gt;espiritual. Eu nem entrei. Pela janela eu podia ver uma mulher de cinquenta anos com&lt;br /&gt;um longo cabelo cinza que ela usava solto, usando um vestido que parecia ser dos anos&lt;br /&gt;sessenta, sorrindo saudosamente por detrás do balcão. Eu decidí que essa era um&lt;br /&gt;conversa que eu podia adiar. Tinha que ter uma livraria normal na cidade.&lt;br /&gt;Eu vaguei pelas ruas, que estavam lotadas com o trânsito do fim de um dia de trabalho,&lt;br /&gt;e rezei pra estar indo para o centro da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não estava prestando tanta atenção em pra onde eu estava indo quanto devia; eu&lt;br /&gt;estava lutando contra o desespero. Eu estava tentando tanto não pensar nele, e no que&lt;br /&gt;Angela disse... e mais do que tudo, tentando acabar com as minhas esperanças em&lt;br /&gt;ralação á Sábado, temendo que a decepção fosse mais dolorosa que o resto, quando eu&lt;br /&gt;olhei pra cima eu ví o Volvo de alguém estacionado na rua e aquilo me arranhou por&lt;br /&gt;dentro. Vampiro estúpido, que não merece confiança, eu pensei comigo mesma.&lt;br /&gt;Eu me dirigí ao sul, em direção a algumas lojas com vitrines de vidro que pareciam&lt;br /&gt;promissoras. Mas quando eu cheguei lá, elas eram só lojas de reparo e espaços vazios.&lt;br /&gt;Eu ainda tinha muito tempo antes de precisar ir encontra Angela e Jéssica, e eu&lt;br /&gt;definitivamente estava precisando controlar o meu humor antes de me encontrar com&lt;br /&gt;elas. Eu passei a mão pelos meus cabelos e e respirei fundo algumas vezes antes de virar&lt;br /&gt;a esquina.&lt;br /&gt;Eu comecei a perceber, enquanto cruzava outra rua, que eu estava indo na direção&lt;br /&gt;errada. O pouco trânsito que eu estava vendo, estava se dirigindo a norte, e parecia que&lt;br /&gt;aqui, a maioria dos prédios eram depósitos. Eu decidí virar á leste e depois de algumas&lt;br /&gt;ruas eu virei e tentei a sorte de encontrar algum mapa da cidade.&lt;br /&gt;Um grupo de quatro homens virou na esquina que eu ia entrar, vestidos casualmente&lt;br /&gt;demais pra estarem vindo do trabalho,mas eles também não tinham cara de ser turistas.&lt;br /&gt;Enquanto eles de aproximavam de mim, eu percebí que eles não eram muito mais&lt;br /&gt;velhos do que eu. Eles estavam fazendo piadas uns com os outros em voz alta, rindo&lt;br /&gt;estridentemente e esmurrando os braços uns dos outros. Eu me mantive tão longe&lt;br /&gt;quanto a calçada me permitiu para das espaço a eles, caminhando devagar, olhando&lt;br /&gt;sempre na direção da esquina&lt;br /&gt;"Ei, você!", um deles chamou quando eles passaram, e eles tinham que estar falando&lt;br /&gt;comigo já que não havia mais ninguém por perto. Eu olhei pra cima automaticamente.&lt;br /&gt;Dois deles haviam parado, os outros dois tinham desacelerado. O mais próximo, um&lt;br /&gt;homem pesado, com cabelos escuros, na casa dos vinte, parecia ter sido o homem que&lt;br /&gt;falou. Ele estava usando uma camisa de flanela em cima de uma camiseta suja, jeans&lt;br /&gt;curtos, e sandálias. Ele deu meio passo na minha direção.&lt;br /&gt;"Olá", eu murmurei, meus joelhos começaram a tremer em resposta. Então eu olhei na&lt;br /&gt;outra direção e comecei a andar para a esquina o mais rápido que eu conseguia. Eu&lt;br /&gt;podia ouví-los rindo muito alto atrás de mim&lt;br /&gt;"Ei,espere!", um deles me chamou, mas eu baixei minha cabeça e dei a volta na esquina&lt;br /&gt;com um suspiro de alívio. Eu ainda podia ouvir eles me seguindo.&lt;br /&gt;Eu me vi numa calçada que levava para os fundos de vários armazéns, cada um deles&lt;br /&gt;com portas enormes para os caminhões que viessem descarregar, todos fechados porque&lt;br /&gt;estava anoitecendo. O lado sul da rua não tinha calçada, só alguns elos com ferros&lt;br /&gt;protegendo a passagem de algum depósito de partes de motor. Eu estava na parte de&lt;br /&gt;Port Angeles que eu, como visitante, não queria ver.&lt;br /&gt;Eu me dei conta de que estava ficando escuro, as nuvens finalmente voltando, enchendo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o horizonte, criando uma espécie de por do sol adiantado. O horizonte ainda esta claro,&lt;br /&gt;mas ficando cinzento, e com listras laranjas e cor de rosa. Eu deixei minha jaqueta no&lt;br /&gt;carro, e um arrepio repentino me fez cruzar os braços com força na frente do meu peito.&lt;br /&gt;Uma única van passou por mim, e então a rua estava deserta.&lt;br /&gt;O céu estava repentinamente escuro, e, quando eu olhei pra trás pra ver as nuvens que se&lt;br /&gt;formavam, eu percebí com um choque, que eu estava sendo seguida por dois homens, á&lt;br /&gt;menos de vinte passos de distância de mim.&lt;br /&gt;Eles eram do mesmo grupo que tinha passado por mim na esquina, mas nenhum deles&lt;br /&gt;era o de cabelo escuro que tinha falado comigo. Eu virei minha cabeça rapidamente,&lt;br /&gt;apressando meus passos. Um arrepio que não tinha nada a ver com o frio passou pelo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;meu corpo. Minha bolsa estava sobre um ombro, entrelaçada no meu corpo, do jeito que&lt;br /&gt;se deve usar quando de quer evitar um assalto. Eu sabia exatamente onde o meu spray&lt;br /&gt;de pimenta estava-numa mala que eu nunca desfiz, embaixo da minha cama. Eu não&lt;br /&gt;tinha muito dinheiro comigo, uns vinte dólares, ou um pouco mais, eu pensei em&lt;br /&gt;derrubá-la "acidentalmente" e continuar andando. Mas uma vozinha assustada na minha&lt;br /&gt;cabeça estava me avisando que aqueles homens pareciam ser algo pior que só&lt;br /&gt;assaltantes.&lt;br /&gt;Eu escutei atentamente os seus passos, que eram muito mais quietos comparados ao&lt;br /&gt;tumulto que eles estavam fazendo essa tarde, e não parecia que eles estavam andando&lt;br /&gt;mais rápido, ou se aproximando de mim.&lt;br /&gt;Respire, eu lembrei para mim mesma. Você não sabe se eles estão te seguindo. Eu&lt;br /&gt;continuei a andar o mais rápido que podia sem correr, me concentrando na entrada á&lt;br /&gt;direita que estava a apenas alguns metros de distância de mim. Eu podia ouví-los, tão&lt;br /&gt;longe quanto antes. Um carro virou na esquina passando rapidamente por mim. Eu&lt;br /&gt;pensei em me jogar na frente dele, mas eu hesitei, inibida, sem saber se eles estavam&lt;br /&gt;realmente me seguindo, então era tarde demais.&lt;br /&gt;Eu alcancei a esquina, mas me bastou uma olhada rápida para que eu percebesse que era&lt;br /&gt;apenas mais uma entrada de carros nos fundos de um dos armazéns.&lt;br /&gt;Eu dei uma meia volta antecipadamente; eu tive que me apressar e correr pela rua, de&lt;br /&gt;volta para a calçada. A rua acabava na próxima esquina, onde havia uma placa de&lt;br /&gt;"pare". Eu me concentrei nos passos fracos atrás de mim, decidindo se eu devia correr&lt;br /&gt;ou não. Eles, porém, não pareciam estar muito atrás, e eles poderiam me alcançar muito&lt;br /&gt;facilmente de qualquer jeito. Eu tinha certeza que ia cair e me espatifar se eu tentasse&lt;br /&gt;andar mais rápido. Os passos definitivamente pareciam estar mais pra trás. Eu me&lt;br /&gt;arriscar a dar uma rápida olhadinha por cima do ombro, e eles estavam seguramente a&lt;br /&gt;uns quarenta passos atrás de mim agora, eu percebí aliviada. Mas eles dois estavam me&lt;br /&gt;encarando.&lt;br /&gt;Pareceu que se passaram horas antes que eu alcançasse a esquina. Eu mantive o passo&lt;br /&gt;firme, os homens atrás de mim ficando mais pra trás a cada passo. Talvez eles tenham&lt;br /&gt;se dado conta de que estavam me assustando e se arrependeram. Eu vi dois carros indo&lt;br /&gt;na direção norte na rua pra onde eu estava indo, eu respirei aliviada. Haveriam mais&lt;br /&gt;pessoas por perto assim que eu saisse daquela rua deserta. Eu virei na esquina com um&lt;br /&gt;suspiro agradecido.&lt;br /&gt;E quase escorreguei quando tive que parar.&lt;br /&gt;A rua estava alinhada dos dois lados com paredes vazias, sem potas ou janelas. Eu podia&lt;br /&gt;ver distantemente, duas ruas ábaixo, ruas iluminadas, carros e mais pedestres, mas eles&lt;br /&gt;estavam muito longe. Porque saindo de um prédio no lado oeste, no meio da rua,&lt;br /&gt;estavam os outros dois homens do grupo, os dois me observando com sorrisos excitados&lt;br /&gt;enaquanto eu ficava paralisada na calçada.&lt;br /&gt;Eu percebí que não estava sendo seguida.&lt;br /&gt;Eu estava sendo guiada.&lt;br /&gt;Eu pausei por um segundo, mas pareceu um longo tempo. Eu me virei e tentei voltar&lt;br /&gt;pelo outro lado da rua. Eu tinha o leve pressentimento de que era uma tentativa inútil.&lt;br /&gt;Os passos atrás de mim estavam mais altos agora.&lt;br /&gt;"Aí está você!", a voz estrondosa do homem grande, de cabelo escuro&lt;br /&gt;quebrou o silêncio intenso, me fazendo pular. Na escuridão, parecia que ele estava&lt;br /&gt;olhando por cima de mim.&lt;br /&gt;"É", uma voz respondeu alto atrás de mim, me fazendo pular de novo enquanto eu&lt;br /&gt;tentava correr pela rua. "Nós pegamos um pequeno desvio".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus passos tiveram que desacelerar. Eu estava fazendo a distância entre mim e eles&lt;br /&gt;diminuir ainda mais rapidamente. Eu tinha um bom grito, alto, e eu suguei o ar,me&lt;br /&gt;preparando para usá-lo,mas minha garganta estava tão seca que eu não tinha muita&lt;br /&gt;certeza em relação ao volume que ele sairia. Com um movimento rápido, eu tirei a bolsa&lt;br /&gt;pela cabeça, sugurando-a com uma mão, me preparando para entregá-la ou usá-la como&lt;br /&gt;arma se fosse necessário.&lt;br /&gt;O homem mais magro se desencostou da parede e começou a avançar vagarosamente&lt;br /&gt;pela rua.&lt;br /&gt;"Fique longe de mim", eu avisei numa voz que deveria ter sido forte e destemida. Mas&lt;br /&gt;eu estava certa em relação a minha garganta-nada de volume.&lt;br /&gt;"Não seja assim, docinho",ele falou e as risadas recomeçaram atrás de mim.&lt;br /&gt;Eu me recompus, a apenas alguns passos de distância, tentando me lembrar apesar do&lt;br /&gt;pânico das poucas técnicas de defesa pessoal que eu sabia. Peito da mão no nariz, que&lt;br /&gt;deve com alguma sorte quebrar o nariz dele ou enfiá-lo pra dentro do cérebro. Dedo na&lt;br /&gt;cavidade do olho-tente enfiar o dedo por dentro do olho e arrancá-lo da órbita.&lt;br /&gt;E o joelho de praxe na virilha, é claro. Aquela vozinha pessimista na minha cabeça de&lt;br /&gt;novo, me dizia que eu não chance nem sequer contra um deles, eles eram quatro.&lt;br /&gt;Cala a boca!&lt;br /&gt;Eu ordenei á voz antes que o terror me deixasse incapacitada. Eu não ia me machuacar&lt;br /&gt;sem machucar alguém também. Eu tentei engolir pra dar um grito decente.&lt;br /&gt;Faróis apareceram de repente na esquina, o carro quase antingindo o homem forte,&lt;br /&gt;forçando-o a pular na direção da calçada. Eu corrí para o meio da rua -esse carro ia&lt;br /&gt;parar, ou teria que me atingir.&lt;br /&gt;Mas o carro prateado inexperadamente deu um cavalo de pau, parando em cima da&lt;br /&gt;calçada com a porta do passageiro aberta a apenas alguns passos de distância de mim.&lt;br /&gt;"Entre", uma voz furiosa ordenou.&lt;br /&gt;Foi impressionante como instantaneamente o medo havia desaparecido, incrível como&lt;br /&gt;de repente a sensação de segurança me inundou -mesmo antes de eu estar fora da rua assim&lt;br /&gt;que eu ouví a voz dele. Eu pulei pra dentro do carro fechando a porta atrás de&lt;br /&gt;mim.&lt;br /&gt;Estava escuro dentro do carro, nunhuma luz se acendeu quando a porta abriu, e eu mal&lt;br /&gt;podia ver o seu rosto pelo brilho fraco do painél. Os pneus cantaram quando ele virou&lt;br /&gt;para o norte, acelerando muito rápido, desviando dos homens abismados na rua. Eu tive&lt;br /&gt;uma breve visão deles se atirando na calçada enquanto acelerávamos na direção no&lt;br /&gt;porto.&lt;br /&gt;"Ponha o seu cinto de segurança", ele comandou, e eu percebí que estava me agarrando&lt;br /&gt;no banco com as duas mãos. Eu obedecí rapidamente; o clique do cinto se conectando&lt;br /&gt;era alto na escuridão.&lt;br /&gt;Ele fez uma curva estreita na esquerda, correndo em frente, avançando muitos sinais&lt;br /&gt;vermelhos sem parar.&lt;br /&gt;Mas eu me sentia extremamente segura e, no momento, completamente despreocupada&lt;br /&gt;com o lugar pra onde estavamos indo. Eu olhei para o rosto dele profundamente&lt;br /&gt;aliviada,um alívio que ia além das palavras. Eu estudei o seu rosto perfeito na luz&lt;br /&gt;limitada, esperando minha respiração voltar ao normal, até que eu percebí que a sua&lt;br /&gt;expressão estava assustadoramente zangada.&lt;br /&gt;"Você está bem?", eu estava surpresa de ver como a minha voz estava áspera.&lt;br /&gt;"Não", ele disse curtamente, seu tom estava lívido.&lt;br /&gt;Eu sentei em silêncio, observando o seu rosto enquanto os seus olhos reluziam sempre&lt;br /&gt;olhando para a frente, até que o carro parou bruscamente. Eo olhei ao redor, mas estava&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;escuro demais para vez alguma coisa além da linha de árvores escuras que se estendiam&lt;br /&gt;pelo acostamento.&lt;br /&gt;Nós não estávamos mais na cidade.&lt;br /&gt;"Bella?", ele me chamou, a voz apertada, controlada.&lt;br /&gt;"Sim?", minha voz ainda estava áspera. Eu tentei limpar a minha garganta&lt;br /&gt;silenciosamente.&lt;br /&gt;"Você está bem?" Ele ainda não estava me olhando, mas a fúria estava claramente&lt;br /&gt;visível no rosto dele.&lt;br /&gt;"Sim", eu respondí suavemente.&lt;br /&gt;"Por favor, me distraia", ele ordenou.&lt;br /&gt;"Perdão, o que você disse?"&lt;br /&gt;Ele respirou agudamente.&lt;br /&gt;"Fale sobre alguma coisa sem importância até que eu me acalme" ele esclareceu,&lt;br /&gt;fechando os olhos e apertando o nariz com os dedos polegar e indicador.&lt;br /&gt;"Umm", eu vistoriei meu cérebro á procura de algo trivial. "Eu vou atropelar Tyler&lt;br /&gt;Crowley amanhã depois da aula".&lt;br /&gt;Ele ainda estava apertando os olhos, mas os seus lábios se curvaram.&lt;br /&gt;"Porque?"&lt;br /&gt;"Ele está dizendo a todo mundo que vai me levar no baile de fim de ano-ou ele é louco,&lt;br /&gt;ou ainda está tentando se desculpar por quase ter me...bom, você lembra, ele acha que&lt;br /&gt;obaile vai melhorar as coisas. Então eu achei que se colocasse a vida dele em risco, ele&lt;br /&gt;acharia que estamos quites e não teria que ficar tentando se redimir. Eu não preciso de&lt;br /&gt;inimigos, e Lauren vai parar de me perseguir se ele me deixar em paz. Eu posso acabar&lt;br /&gt;destruindo o carro dele. Se ele estiver sem carro não vai poder levar ninguém ao baile..."&lt;br /&gt;eu tagarelei.&lt;br /&gt;Eu ouví alguma coisa sobre isso", ele falou um pouco mais recomposto.&lt;br /&gt;"Você ouviu?" eu perguntei sem acreditar, já sentindo uma ponta de irritação. "Se ele&lt;br /&gt;estiver paralizado do pescoço pra baixo, ele também não vai poder ir para o baile.", eu&lt;br /&gt;cochichei redefinindo o meu plano.&lt;br /&gt;Edward suspirou e finalmente abriu os olhos.&lt;br /&gt;"Melhor?"&lt;br /&gt;"Na verdade não".&lt;br /&gt;Eu esperei, mas ele não falou mais nada. Ele se inclinou no banco, olhando para o teto&lt;br /&gt;do carro. Seu rosto estava rígido.&lt;br /&gt;"Qual é o problema?" minha voz saiu num suspiro.&lt;br /&gt;"As vezes eu tenho problemas com o meu temperamento, Bella." Ele também estava&lt;br /&gt;falando baixinho, e, quando ele olhou pela janela, seus olhos se transformaram em duas&lt;br /&gt;linhas. "Mas não seria de grande ajuda se eu voltasse até lá e caçasse aqueles..." Ele não&lt;br /&gt;terminou a frase, olhando pra longe,lutando por um momento pra controlar sau raiva.&lt;br /&gt;"Pelo menos", ele continuou. "É disso que eu estou tentando me convencer"&lt;br /&gt;"Oh", a palavra pareceu inadequada, mas eu não conseguí pensar em uma resposta&lt;br /&gt;melhor.&lt;br /&gt;Nós sentamos em silêncio de novo. Eu olhei para o relógio no painél. Já eram mais de&lt;br /&gt;seis e meia.&lt;br /&gt;"Jéssica e Angela vão ficar preocupadas", eu murmurei. "Eu tinha que me encontrar&lt;br /&gt;com elas".&lt;br /&gt;Ele ligou o motor sem dizer outra palavra, dando a volta suavemente e correndo em&lt;br /&gt;direção á cidade. Nós estavamos de volta ás luzes da cidade sem demora nenhuma,&lt;br /&gt;ainda indo rápido demais, desviando sem dificuldade dos outros carros passando na rua.&lt;br /&gt;Ele parou ao lado de uma vaga que eu achei pequena demais para o Volvo, mas ele&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;conseguiu estacionar sem dificuldade na primeira tentativa. Eu olhei pra fora pra ver as&lt;br /&gt;luzes do La Bella Itália, e Jess e Angela que estavam acabando de sair, caminhando&lt;br /&gt;ansiosamente na direção contrária á nós.&lt;br /&gt;"Como você sabia onde...", eu comecei, mas então balancei a cabeça. Eu ouví a porta se&lt;br /&gt;abrindo e me virei pra ver ele saindo.&lt;br /&gt;"Pra onde você tá indo?" eu perguntei&lt;br /&gt;"Te levando pra jantar", ele sorriu levemente, mas seus olhos estavam duros. Ele saiu do&lt;br /&gt;carro e bateu a porta. Eu apalpei o banco e depois me apressei pra sair do carro também.&lt;br /&gt;Ele estava esperando por mim na calçada.&lt;br /&gt;Ele falou antes que eu tivesse a chance. "Vá parar Jéssica e Angela antes que eu tenha&lt;br /&gt;que caçar elas duas também. Eu não acho que vou conseguir me controlar se esbarrar&lt;br /&gt;em um dos seus amigos de novo".&lt;br /&gt;Eu tremí com o tom de ameaça na voz dele.&lt;br /&gt;"Jess!Angela!", eu chamei por elas, acenando quando elas se viraram. Elas voltaram&lt;br /&gt;correndo, o alívio aparecendo nos rostos e nas vozes das duas se transformou em&lt;br /&gt;supresa quando elas viram quem estava ao meu lado. Elas pararam a poucos metros de&lt;br /&gt;distância de nós.&lt;br /&gt;"Onde você esteve?", a voz de Jéssica estava cheia de suspeita.&lt;br /&gt;"Eu me perdí", eu admití envergonhada. "E aí eu esbarrei em Edward", eu fiz um gesto&lt;br /&gt;em direção a ele.&lt;br /&gt;"Estaria tudo bem se eu me juntasse a vocês?", ele perguntou numa voz sedosa,&lt;br /&gt;irresistível. Eu podia ver as duas cambaleando e percebí que ele nunca havia usado os&lt;br /&gt;seus talentos com elas antes.&lt;br /&gt;"Er...claro", Jéssica respirou.&lt;br /&gt;"Na verdade, Bella, nós já comemos enquanto esperávamos você-desculpa" Angela&lt;br /&gt;confessou.&lt;br /&gt;"Tudo bem-eu não estou com fome", eu levantei os ombros.&lt;br /&gt;"Eu acho que você devia comer alguma coisa", a voz de Edward estav baixa,mas cheia&lt;br /&gt;de autoridade. Ele olhou para Jéssica e falou um pouco mais alto. "Vocês se&lt;br /&gt;imcomodam se eu levar Bella esta noite? Assim vocês não vão precisar esperar&lt;br /&gt;enquanto ela come."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Hum, sem problema, eu acho...", ela mordeu o lábio, tentando descobrir pela minha&lt;br /&gt;expressão se eu queria ou não. Eu pisquei pra ela. Não havia nada que eu quisesse mais&lt;br /&gt;do que ficar sozinha com o meu eterno salvador. Haviam tantas perguntas, mas eu não&lt;br /&gt;podia bombardeá-lo até que estivessemos sozinhos.&lt;br /&gt;"OK",Angela foi mais rápida que Jéssica. "Te vejo amanhã, Bella...Edward"&lt;br /&gt;Ela agarrou a mão de Jéssica e puxou ela em direção ao carro, que estava parado a&lt;br /&gt;apenas alguns metros dalí, na Avenida principal.&lt;br /&gt;Enquanto elas entravam no carro, Jess se virou, acenou, a expressão dela cheia de&lt;br /&gt;curiosidade. Eu acenei de volta, esperando que elas fossem embora antes de me virar&lt;br /&gt;para encará-lo.&lt;br /&gt;"Honestamente, eu não estou com fome", eu insistí, olhando pra cima para examinar seu&lt;br /&gt;rosto. Sua expressão era ilegível.&lt;br /&gt;"Faz-me rir"&lt;br /&gt;Ele entrou pela porta do restaurante e sugurou a porta aberta pra mim com um expressão&lt;br /&gt;obstinada. Eu passei por ele entrando no restaurante com um suspiro de resignação.&lt;br /&gt;O restaurante não estava lotado-não era alta estação em Port Angeles. A maitre era&lt;br /&gt;mulher, e eu entendí a expressão no seu olhar enquanto ela acessorava Edward. Ela o&lt;br /&gt;recebeu um pouco mais educadamente do que era necessário. Eu fiquei surpreendida de&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ver o quanto isso me incomodou. Ela era vários centímetros mais alta que eu, e o louro&lt;br /&gt;do cabelo dela não era nem um pouco natural.&lt;br /&gt;"Mesa pra dois" A voz dele era fascinante, fosse intencional ou não.&lt;br /&gt;Eu ví ela olhar pra mim e afastar o olhar, obviamente feliz por eu ser tão comum, e pela&lt;br /&gt;cautelosa distância que Edward mantinha entre nós. Ela nos guiou para uma mesa&lt;br /&gt;grande o suficiente para quatro pessoas no centro da área mais cheia do restaurante.&lt;br /&gt;Eu estava quase me sentando, quando Edward balançou a cabeça pra mim.&lt;br /&gt;"Talvez algo mais particular?" ele insistiu para a maitre. Eu não tinha certeza, mas podia&lt;br /&gt;jurar que ví ele dar um gorjeta na mão dela. Eu nunca tinha visto uma pessoa recusar&lt;br /&gt;uma mesa antes, exceto nos filmes antigos.&lt;br /&gt;"Claro", ela parecia tão surpresa quanto eu estava. Ela se virou e nos guiou até umas&lt;br /&gt;cabines-todas vazias. "Que tal isto?"&lt;br /&gt;"Perfeito.", ele deu um dos seus sorrisos encantadores, deixando ela momentaneamente&lt;br /&gt;deslumbrada.&lt;br /&gt;"UMM"-ela balançou a cabeça-"seu garçon virá em um instante". Ela foi embora&lt;br /&gt;descompassada.&lt;br /&gt;"Você não devia fazer isso com as pessoas", eu critiquei, "Não é muito justo".&lt;br /&gt;"Fazer o que?"&lt;br /&gt;"Deslumbrar as pessoas desse jeito-ela deve estar hiperventilando na cozinha nesse&lt;br /&gt;exato momento"&lt;br /&gt;Ele pareceu confuso.&lt;br /&gt;"Ah, qual é", eu falei duvidosamente. "Você tem que saber o efeito que causa nas&lt;br /&gt;pessoas"&lt;br /&gt;Ele inclinou a cabeça para um lado, os olhos curiosos. "Eu deslubro as pessoas?"&lt;br /&gt;"Você nunca percebeu? Você acha que todo mundo consegue o que quer assim tão&lt;br /&gt;fácil?"&lt;br /&gt;Ele ignorou as minhas perguntas. "Eu deixo você deslumbrada?"&lt;br /&gt;"Frequentemente", eu admití.&lt;br /&gt;E então a nossa garçonete apareceu, o rosto cheio de expectativa. A meitre&lt;br /&gt;definitivamente havia falado sobre ele, e essa garota nova não parecia decepcionada. Ela&lt;br /&gt;colocou uma mecha curta de cabelo preto atrás da orelha e sorriu pra ele com um&lt;br /&gt;calidez desnecessária.&lt;br /&gt;"Olá, meu nome é Amber, e eu vou serví-los essa noite. O que vocês desejam beber?"&lt;br /&gt;Eu não deixei de notar que ela estava falando só com ele&lt;br /&gt;Ele olhou pra mim.&lt;br /&gt;"Eu vou beber uma coca", pareceu que eu estava perguntando.&lt;br /&gt;"Duas cocas", ele disse.&lt;br /&gt;"Eu volto logo pra trazer", ela assegurou pra ele com outro sorriso desnecessário. Mas&lt;br /&gt;ele não viu. Ele estava olhando pra mim.&lt;br /&gt;"O que foi?", eu perguntei quando ela foi embora.&lt;br /&gt;Seus olhos estavam fixados no meu rosto. "como esta você está se sentindo?"&lt;br /&gt;"Eu estou bem",eu respondí, surpresa com a intensidade da pergunta.&lt;br /&gt;"Você não está sentindo náusea, tontura, frio...?"&lt;br /&gt;"Eu devia?"&lt;br /&gt;Ele sorriu do meu tom confuso.&lt;br /&gt;"Bem, na verdade eu ainda estou esperando você entrar em choque". O rosto dele se&lt;br /&gt;contorceu num sorriso perfeito&lt;br /&gt;"Eu não acho que isso vai acontecer", eu disse depois que eu conseguí respirar de novo.&lt;br /&gt;"Eu sempre fui boa em reprimir sentimentos desagradáveis".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Dá na mesma, você vai se sentir melhor quando tiver um pouco de açucar e comida no&lt;br /&gt;seu sangue".&lt;br /&gt;Bem na hora, a garçonete apareceu com as nossas bebidas e uma cestinha de pães de&lt;br /&gt;alho. Ela ficou de costas pra mim enquanto colocava as coisas em cima da mesa.&lt;br /&gt;"Vocês estão prontos para fazer o pedido?", ele perguntou a Edward.&lt;br /&gt;"Bella?", ela virou sem muita vontade na minha direção.&lt;br /&gt;Eu escolhi a primeira coisa que apareceu no cardápio.&lt;br /&gt;"Umm...eu vou querer o ravioli de cogumelos"&lt;br /&gt;"E você?", ela se virou pra ele sorrindo.&lt;br /&gt;"Nada pra mim",ele disse. É claro&lt;br /&gt;"Me avise se você mudar de idéia", o sorriso educado ainda estava lá,mas os olhos dele&lt;br /&gt;não estavam mais prestando atenção, e ela foi embora insatisfeita.&lt;br /&gt;"Beba", ele ordenou.&lt;br /&gt;Eu deium gole no refrigerante obedientemente, e depois deu outro gole mais fundo,&lt;br /&gt;surpresa de ver o quanto eu estava com sede. Eu só percebí que eu já havia acabado com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o copo inteiro quando ele passou o copo dele pra mim.&lt;br /&gt;"Obrigada", eu cochichei, ainda com sede. O frio do refrigerante passou pelo meu peito,&lt;br /&gt;e eu tremí.&lt;br /&gt;"Você está com frio?"&lt;br /&gt;"É só o refrigerante", eu expliquei, tremendo de novo.&lt;br /&gt;"Você não tem um casaco?", a voz dele era desaprovadora.&lt;br /&gt;"Sim" eu olhei para a cadeira vazia. "Oh-eu deixei no carro de Jéssica", eu percebí.&lt;br /&gt;Edward já estava tirando o casaco dele. De repente eu me dei conta de que eu nunca&lt;br /&gt;prestei atenção no que ele estava vestindo -não só essa noite, mas nunca. Eu&lt;br /&gt;simplesmente não parecia ser capaz de desviar os olhos do rosto dele. Eu me obriguei a&lt;br /&gt;olhar agora, me concentrando. Ele estava tirando um casaco de couro beige claro; por&lt;br /&gt;baixo ele usava um sweter marfim. Ele ficava perfeito nele, enfatizando como o seu&lt;br /&gt;peito era musculoso.&lt;br /&gt;Ele me passou o casaco, atrapalhando as minhas observações.&lt;br /&gt;"Obrigada", eu disse de novo colocando o casaco dele. Estava frio -como o meu casaco&lt;br /&gt;estava quando eu o vestí pela manhã. Eu tremí de novo. O cheio era delicioso. Eu inalei,&lt;br /&gt;tentando identificar a deliciosa escência. Não parecia ser perfume. As mangas eram&lt;br /&gt;grandes demais;eu tive que colocá-las pra trás para libertar minhas mãos.&lt;br /&gt;"Essa cor combina lindamente com o tom da sua pele", ele disse,me observando. Eu&lt;br /&gt;estava surpresa. Olhei pra baixo, corando, é claro.&lt;br /&gt;Ele empurrou o cesto de pães na minha direção.&lt;br /&gt;"Sério, eu não vou entrar em choque." eu protestei.&lt;br /&gt;"Você deveria-uma pessoa normalentraria. Você nem parece estar nervosa." Ele parecia&lt;br /&gt;agitado.&lt;br /&gt;Ele me olhou nos olhos. Eu percebí como os olhos dele estavam claros, mais claros do&lt;br /&gt;que eu jamais tinha visto, como um whisky dourado.&lt;br /&gt;"Eu me sinto segura com você", eu confessei, hipnotizada.&lt;br /&gt;Isso pareceu desagradá-lo; o centro entre as suas sobrancelhas ficou enrrugado. Ele&lt;br /&gt;balançou a cabeça fazendo cara de bravo.&lt;br /&gt;"Isso é mais complicado do que eu planejava", ele murmurou pra sí mesmo. Eu peguei&lt;br /&gt;um pão e comecei a dor um mordidinha na ponta, medindo a expressão dele. Eu&lt;br /&gt;imaginei se essa seria a hora pra começar a fazer perguntas pra ele.&lt;br /&gt;"Geralmente você está com um humor melhor quando seus olhos estão tão claros", eu&lt;br /&gt;comentei, tentando distraí-lo do que quer que fosse que estivesse deixando ele tão&lt;br /&gt;pensativo e sombrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele me encarou, aturdido. "O quê?"&lt;br /&gt;"Sei humor sempre está pior quando seus olhos estão pretos-eu já reparei." eu&lt;br /&gt;continuei. "Eu tenho uma teoria sobre isso."&lt;br /&gt;Ele revirou os olhos. "Mais teorias?"&lt;br /&gt;"Mm-hm", eu mastiguei um pequeno pedaço de pão, tentando parecer indiferente.&lt;br /&gt;"Eu espero que você tenha sido criativa dessa vez...ou você continua roubando-as de&lt;br /&gt;histórias em quadrinhos?" O sorriso dele era de zombaria, mas seus olhos estavam&lt;br /&gt;apertados.&lt;br /&gt;"Bom, não, eu não peguei de uma história em quadrinhos, mas também não fui eu que&lt;br /&gt;enventei", eu confessei.&lt;br /&gt;"E?" ele apontou.&lt;br /&gt;Mas nessa hora a garçonete apareceu trazendo minha comida. Eu percebí que nós dois&lt;br /&gt;estávamos inconscientemente inclinados sobre a mesa um na direção do outro, porque&lt;br /&gt;nós dois sentamos retos quando ela se aproximou. Ela colocou o prato na minha frente-&lt;br /&gt;parecia estar bom -e se virou rapidamente para Edward.&lt;br /&gt;"Você mudou de idéia?", ela perguntou. "Não tem nada que eu possa te oferecer?" Eu&lt;br /&gt;posso ter imaginado o duplo sentido das palavras dela.&lt;br /&gt;"Não, obrigado, mas mais refrigerante seria bom", ele fez um gesto com a longa mão&lt;br /&gt;branca para o dois copos vazios na minha frente.&lt;br /&gt;"Claro", ela removeu os dois copos vazios e foi embora.&lt;br /&gt;"O que você estava dizendo?", ele perguntou.&lt;br /&gt;"Eu te conto no carro. Se...", eu pausei.&lt;br /&gt;"Tem condições?", ele ergueu uma sobrancelha,a voz maliciosa.&lt;br /&gt;"Eu tenho algumas perguntas, é claro"&lt;br /&gt;"É claro".&lt;br /&gt;A garçonete voltou com outras dois copos de refrigerante. Dessa vez ela os colocou na&lt;br /&gt;mesa sem uma palavra sequer e foi embora.&lt;br /&gt;Eu tomei um gole.&lt;br /&gt;"Bem, vá em frente", ele instigou, sua voz ainda estava dura.&lt;br /&gt;Eu comecei com a pergunta menos exigente. "O que você está fazendo em Port&lt;br /&gt;Angeles?"&lt;br /&gt;Ele olhou pra baixo, cruzando suas longas mãos lentamente em cima da mesa. Os seus&lt;br /&gt;olhos brilharam por baixo dos cílios, a leve sombra de um sorriso brincando em seus&lt;br /&gt;lábios.&lt;br /&gt;"Próxima"&lt;br /&gt;"Mas essa é a mais fácil", eu reclamei.&lt;br /&gt;"Próxima", ele repetiu.&lt;br /&gt;Eu olhei pra baixo, frustrada. Eu desenrolei os talheres, peguei meu garfo, e&lt;br /&gt;cuidadosamente espetei um ravióli. Eu coloquei na boaca lentamente, ainda olhando pra&lt;br /&gt;baixo, mastigando enquanto pensava. Os cogumelos estavam bons. Eu engolí e bebí&lt;br /&gt;outro gole da coca antes de olhar pra cima.&lt;br /&gt;"Tudo bem, então", eu olhei pra ele, e continuei vagarosamente.&lt;br /&gt;"Digamos, hipotéticamente é claro, que...alguém...pudesse saber o que as pessoas&lt;br /&gt;pensam, ler mentes, sabe-com algumas exceções."&lt;br /&gt;"Só uma exceção", ele corrigiu." Hipoteticamente"&lt;br /&gt;"Tudo bem,uma exceção, então". Eu estava contentíssima que ele estava brincando&lt;br /&gt;comigo, mas tentei parecer casual.&lt;br /&gt;"Como isso funciona? Quais são as limitações? Como poderia...essa pessoa...achar outra&lt;br /&gt;pessoa na hora exata? Como ele poderia saber que ela estava com problemas?" Eu&lt;br /&gt;imaginei se as perguntas consecultivas estavam fazendo algum sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Hipoteticamente?", ele perguntou.&lt;br /&gt;"Claro".&lt;br /&gt;"Bem, se...essa pessoa..."&lt;br /&gt;"Vamos chamá-lo de Joe", eu sugerí.&lt;br /&gt;Ele sorriu. "Joe, então. Se Joe estivesse prestando atenção, a hora não precisaria ser tão&lt;br /&gt;exata." Ele balançou a cabeça, revirando os olhos.&lt;br /&gt;"Só você poderia se meter em encrencas numa cidade tão pequena. Você teria mudado&lt;br /&gt;as estatísticas criminalísticas por décadas, sabia?"&lt;br /&gt;"Estávamos falando de um caso hipotético".&lt;br /&gt;Ele sorriu pra mim.&lt;br /&gt;"Sim, estávamos", ele concordou. "Podemos chamar você de Jane?"&lt;br /&gt;"Como é que você sabia?" eu perguntei de vez sem conseguir controlar a minha&lt;br /&gt;intensidade. Eu me dei conta de que estava me inclinando pra ele de novo.&lt;br /&gt;Ele pareceu vacilar, dividido com algum dilema interno. Seus olhos se prenderam aos&lt;br /&gt;meus, e eu percebí que ele estava decidindo naquele momento se era melhor me contar a&lt;br /&gt;verdade de vez ou não.&lt;br /&gt;"Você pode confiar em mim, sabe". Eu murmurei. Eu avancei, sem pensar, para tocar&lt;br /&gt;suas mãos entrelaçadas, mas ele as afastou na hora, então eu me afastei.&lt;br /&gt;"Eu não sei mais se tenho outra escolha". A voz dele era mais um murmúrio. "Eu estava&lt;br /&gt;enganado-você é muito mais observadora do que eu pensava."&lt;br /&gt;"Eu pensei que você estivesse sempre certo".&lt;br /&gt;"Eu costumava estar". Ele balançou a cabeça de novo. "Eu estava errado em relação á&lt;br /&gt;outra coisa, também. Você não é um imã para acidentes-essa não é uma classificação&lt;br /&gt;abrangente o suficiente. Se existir alguma coisa perigosa num raio de dez quilômetros&lt;br /&gt;de distância, ela vai invariavelmente encontrar você".&lt;br /&gt;"E você se inclui nessa categoria?", eu adivinhei.&lt;br /&gt;Seu rosto ficou frio, sem expressão. "Inquestionavelmente".&lt;br /&gt;Eu estiquei minha mão sobre a mesa de novo -dessa vez eu não me inibí quando ele&lt;br /&gt;puxou a mão levemente-para tocar as costas das suas mãos timidamente com as pontas&lt;br /&gt;dos meus dedos. Sua mão era fria e dura, como uma pedra.&lt;br /&gt;"Obrigada", minha voz estava fervendo de gratidão. "Já são foram duas vezes."&lt;br /&gt;O rosto dele se suavizou. "Não vamos tentar uma terceira, está bem?"&lt;br /&gt;Eu fiz uma careta, mas afirmei com a cabeça. Ele tirou suas mão de baixo das minhas,&lt;br /&gt;colocando-as embaixo da mesa. Mas ele se inclinou na minha direção.&lt;br /&gt;"Eu te segui até Port Angeles",ele admitiu, falando depressa. "Eu nunca tentei manter&lt;br /&gt;uma pessoa específica viva, e é muito mais trabalhoso do que eu imaginava. Mas isso&lt;br /&gt;provavelmente é porque a pessoa é você. Pessoas normais parecem conseguir viver um&lt;br /&gt;dia sem tantas catastrofes". Ele pausou.&lt;br /&gt;Eu imaginei se eu deveria estar com raiva por ele estar me seguindo; mas ao invés disso&lt;br /&gt;eu sentia uma enorme sensação de prazer. Ele me incarou, talvez imaginando porque&lt;br /&gt;meus lábios estavam se curvando num sorriso involuntário.&lt;br /&gt;"Você já parou pra pensar que talvez eu estivesse marcada pra morrer naquele dia, como&lt;br /&gt;a van, e que você está interferindo no meu destino?", eu especulei, tentando me destrair.&lt;br /&gt;"Aquela não foi a primeira vez",ele disse. Sua voz era difícil de ouvir. Eu olhei pra ele&lt;br /&gt;assombrada, mas ele estava olhando pra baixo. "Você estava marcada para morrer na&lt;br /&gt;primeira vez que nos vimos."&lt;br /&gt;Eu sentí um espasmo de medo com essas duas últimas palavras, e lembrei do seu&lt;br /&gt;violento olhar negro naquele primeiro dia...mas a incrível sensação de segurança que eu&lt;br /&gt;sentia ao lado dele fez o medo ir embora. Quando ele olhou para os meus olhos, não&lt;br /&gt;havia nenhum traço de medo neles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Você se lembra?", seu rosto angelical estava agravado.&lt;br /&gt;"Sim". Eu estava calma.&lt;br /&gt;"E mesmo assim você se senta aqui", havia um traço de descrença na voz dele; ele&lt;br /&gt;ergueu uma sobrancelha.&lt;br /&gt;"Sim, eu sento aqui...por sua causa." eu parei. "Porque, de alguma forma você sabia&lt;br /&gt;como me encontrar hoje.", eu lembrei.&lt;br /&gt;Ele apertou os lábios, os olhos pensativos, decidindo de novo.&lt;br /&gt;Ele olhou para o prato cheio na minha frente, e de volta pra mim.&lt;br /&gt;"Você como, eu falo", ele barganhou.&lt;br /&gt;Eu rapidamente espetei outro ravióli e coloquei na boca.&lt;br /&gt;"É mais difícil do que devia ser-manter um olho em você. Normalmente eu consigo&lt;br /&gt;achar um pessoa muito facilmente, se eu já tiver ouvido a mente deles antes." Ele me&lt;br /&gt;olhou ansiosamente, e eu percebí que estava petrificada. Eu me forcei a engolir, então&lt;br /&gt;espetei outro ravioli e coloquei na boca.&lt;br /&gt;"Eu estava projetanto a minha atenção em Jéssica, sem muito cuidado-como eu disse,&lt;br /&gt;só poderia arrumar problemas em Port Angeles-no início eu não tinha percebido que&lt;br /&gt;você tinha ido por outro caminho. Então, eu me dei conta qu você não estava mais com&lt;br /&gt;ela, eu fui te procurar na livraria que havia na mente dela.&lt;br /&gt;"Eu podia ver que você não tinha entrado e que tinha ido para o sul... e eu sabia que&lt;br /&gt;você logo teria que dar a volta. Então eu fiquei esperando por você, procurando pelos&lt;br /&gt;pensamentos das pessoas que passavam na rua-pra ver se alguém tinha reparado em&lt;br /&gt;você e assim eu pudesse te procurar. Eu não tinha motivos para estar preocupado, mas&lt;br /&gt;eu estava estranhamente ansioso...", ele estava perdido em pensamentos, olhando pra&lt;br /&gt;mim, mas vendo coisas que eu nem podia imaginar.&lt;br /&gt;"Eu comecei a dirigir em círculos, ainda...escutando. O sol estava finalmente se pondo,&lt;br /&gt;e eu estava me preparando pra te procurar á pé. E então-", ele parou, arranhando os&lt;br /&gt;dentes, com uma fúria repentina. Ele fez um esforço para se acalmar.&lt;br /&gt;"Então o que?", eu murmurei. Ele continuou a olahr por cima da minha cabeça.&lt;br /&gt;"Eu ouví o que eles estavam pensando", ele grunhiu, seu lábio superior se curvando&lt;br /&gt;lentamente sobre os seus dentes. "Eu ví o seu rosto na mente dele". Ele se inclinou para&lt;br /&gt;a frente de repente, um cotovelo aparecendo por cima da mesa, a mão cobrindo os&lt;br /&gt;olhos. O movimento foi tão rápido que me surpreendeu.&lt;br /&gt;"Foi muito...difícil-você não tem idéia do quanto foi difícil pra mim-simplesmente te&lt;br /&gt;tirar de lá, e deixá-los...vivos." A voz dele estava abafada pelo seu braço. "Eu podia ter&lt;br /&gt;te deixado ir com Jéssica e Angela, mas eu estava com medo de que se você me&lt;br /&gt;deixasse sozinho, eu fosse procurar por eles". Ele admitiu num murmúrio.&lt;br /&gt;Eu sentei quieta, ofuscada, meus pensamentos incoerentes. Minhas mãos estavam&lt;br /&gt;cruzadas no meu colo, e eu estava apoiada fracamente no encosto da cadeira.. Ele ainda&lt;br /&gt;estava com o rosto na mão, e ele estava tão imóvel que parecia uma escultura de pedra.&lt;br /&gt;Finalmente ele olhou pra cima, seus olhos procurando os meus, cheio com as suas&lt;br /&gt;próprias perguntas.&lt;br /&gt;"Você está pronta pra ir pra casa?", ele perguntou.&lt;br /&gt;"Eu estou pronta pra ir", eu qualifiquei, agradecida que ainda tínhamos uma longa hora&lt;br /&gt;na volta pra casa. Eu ainda não estava pronta pra dizer adeus pra ele.&lt;br /&gt;A garçonete apareceu como se tivesse sido chamada. Ou como se estivesse espionando.&lt;br /&gt;"Como estamos?", ela perguntou para Edward.&lt;br /&gt;"Nós queremos a conta, obrigado", a voz dele estava baixa, mais forte, ainda refletindo&lt;br /&gt;a conversa que tínhamos acabado de ter. Ela pareceu assustada. Ele olhou pra cima&lt;br /&gt;esperando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"C-claro", ela gaguejou. "Aqui está". Ela puxou um caderninho de couro do bolso do&lt;br /&gt;avental dela e entregou para ele.&lt;br /&gt;Já havia uma nota na mão dele. Ele a colocou dentro do caderninho e entregou de volta&lt;br /&gt;pra ela.&lt;br /&gt;"Sem troco",ele sorriu e ficou de pé, enquanto eu tentava me equilibrar nos meus pés.&lt;br /&gt;Ela sorriu calorosamente pra ele de novo. "Tenha uma boa noite".&lt;br /&gt;Ele não olhou pra ela quando agradeceu. Eu tentei não sorrir. Ele andou ao meu lado,&lt;br /&gt;perto de mim até a porta, mas ainda tomando cuidado pra não me tocar. Eu lembrei do&lt;br /&gt;que Jéssica havia dito sobre o seu relacionamento com Mike, como eles estavam quase&lt;br /&gt;no estágio do primeiro beijo. Eu suspirei. Edward pareceu me ouvir, e e olhou pra baixo&lt;br /&gt;curioso. Eu olhei para a calçada, agradecida por ele supostamente não ser capaz de saber&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o que eu estava pensando.&lt;br /&gt;Ele abriu a porta do passageiro, segurando ela pra mim enquanto eu entrava no carro,&lt;br /&gt;estarrecida,mais um vez, com o quanto ele era gracioso. Eu provavelmente já devia estar&lt;br /&gt;acostumada-mas não estava. Eu tinha o pressentimento de que Edward era uma pessoa&lt;br /&gt;com a qual eu nunca me acostumaria.&lt;br /&gt;Dentro do carro, ele ligou o motor e colocou o aquecedor no máximo. Tinha&lt;br /&gt;esfriadomuito, e eu achava que o bom clima estava chegando ao fim. Mesmo assim, eu&lt;br /&gt;estava aquecida no casaco dele, aspirando o cheiro dela quando eu achava que ele não&lt;br /&gt;estava olhando.&lt;br /&gt;Edward se enfiou no trânsito, aprentemente sem olhar, e vez uma volta pra ir para a&lt;br /&gt;auto-estrada.&lt;br /&gt;"Agora", ele disse significantemente, "É a sua vez".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9.Teoria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Posso fazer só mais uma?", eu implorei enquanto Edward acelerava ainda mais pela&lt;br /&gt;rua vazia. Ele não parecia estar prestando nenhuma atenção á pista.&lt;br /&gt;Ele suspirou.&lt;br /&gt;"Uma", ele concordou. Seus lábios se pressionaram formando uma linha.&lt;br /&gt;"Bem...você disse que sabia que eu não tinha entrado na livraria, e que eu tinha ido para&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o sul. Eu só estava me perguntando como você sabia disso."&lt;br /&gt;Ele desviou o olhar, deliberadamente.&lt;br /&gt;"Eu pensei que não estávamos mais sendo evasivos.",eu disparei.&lt;br /&gt;Ele quase sorriu.&lt;br /&gt;"Tudo bem, então. Eu seguí o seu cheiro." Ele olhou para a estrada, dando um tempo&lt;br /&gt;pra eu recompor minha expressão. Eu não conseguia pensar numa resposta aceitável pra&lt;br /&gt;isso, mas eu guardei a informação cuidadosamente pra estudá-la no futuro. Eu tentei me&lt;br /&gt;concentrar. Eu não estava pronta pra deixar ele terminar, justo agora que ele estava&lt;br /&gt;finalmente explicando as coisas.&lt;br /&gt;"E você também não respondeu uma das minhas perguntas", eu lembrei.&lt;br /&gt;Ele me olhou com desaprovação. "Qual delas?"&lt;br /&gt;"Como funciona-essa coisa de ler mentes? Você pode ler a mente de todo mundo, em&lt;br /&gt;qualquer lugar? Como você faz isso? O resto da sua família pode...?" Eu me sentí uma&lt;br /&gt;boba, pedindo explicações pra uma coisa assim.&lt;br /&gt;"Isso é mais que uma", ele apontou. Eu simplesmente entrelacei meus dedos e olhei pra&lt;br /&gt;ele, esperando.&lt;br /&gt;"Não, sou só eu. E eu não consigo ouvir qualquer um, em qualquer lugar. Eu tenho que&lt;br /&gt;estar pelo menos um pouco perto. Quanto mais familiar é a... voz de alguém, de mais&lt;br /&gt;longe eu posso ouví-la. Mas ainda assim, não mais longe que alguns quilômetros." Ele&lt;br /&gt;parou pensando. "É como estar num corredor enorme e cheio de gente, todos falando ao&lt;br /&gt;mesmo tempo. É só um ruido-um zumbido de vozes no fundo. Até que eu me&lt;br /&gt;concentro em uma das vozes, e aí o que ela está pensando se torna claro.&lt;br /&gt;"Na maioria das vezes eu desligo todas-se não eu posso me destrair demais. E então&lt;br /&gt;fica mais fácil parecer normal"-ele fez uma careta quando disse a palavra"&lt;br /&gt;Isso quando eu não estou respondendo acidentalmente ao pensamento das pessoas e&lt;br /&gt;não á suas vozes".&lt;br /&gt;"Porque será que você não pode me ouvir?", eu perguntei curiosamente.&lt;br /&gt;Ele olhou pra mim, seus olhos estavam enigmáticos.&lt;br /&gt;"Eu não sei", ele murmurou. "A única suposição é que talvez a sua mente não trabalhe&lt;br /&gt;da forma como a deles trabalha. Como se os seus pensamentos estivessem na frequência&lt;br /&gt;AM quando eu só posso ouvir Fm".&lt;br /&gt;Ele sorriu pra mim, divertido de repente.&lt;br /&gt;"Minha mente não trabalha direito? Eu sou uma aberração?" -as palavras me&lt;br /&gt;incomodaram mais do que deviam-provavelmente porque a ficha caiu. Eu sempre&lt;br /&gt;suspeitei que era uma aberração, e fiquei com vergonha de ver as suspeitas confirmadas.&lt;br /&gt;"Eu ouço vozes na minha cabeça e você preocupada que você a aberração". Ele sorriu&lt;br /&gt;"Não se preocupe, é apenas uma teoria..." seu rosto se contraiu. "O que nos leva de volta&lt;br /&gt;a você"&lt;br /&gt;Eu suspirei. Como começar?&lt;br /&gt;"Nós não deixamos de ser evasivos?", ele me lembrou suavemente.&lt;br /&gt;Eu desviei o olhar do seu rosto pela primeira vez, tentando encontrar as palavras. Aí eu&lt;br /&gt;olhei para o velocímetro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Minha nossa!" eu gritei. "Diminua".&lt;br /&gt;"Qual é o problema?", ele perguntou alarmado. Mas não diminuiu a velocidade.&lt;br /&gt;"Você está indo á quase duzentos por hora!", eu ainda estava gritando. Eu olhei cheia de&lt;br /&gt;pânico pela janela, mas estava escuro demais pra enxergar. A estrada só era visível até&lt;br /&gt;onde os faróis alcançavam. A floresta dos dois lados da estrada pareciam paredes negras&lt;br /&gt;-e seriam duram como paredes de aço se nós batêssemos nelas a essa velocidade.&lt;br /&gt;"Relaxe, Bella". Ele revirou os olhos, ainda sem reduzir.&lt;br /&gt;"Você está tentando nos matar?", eu perguntei.&lt;br /&gt;"Nós não vamos bater".&lt;br /&gt;Eu tentei moderar meu tom de voz. "Porque você está com tanta pressa?"&lt;br /&gt;"Eu sempre dirijo assim", ele me olhou dando um sorriso torto.&lt;br /&gt;"Mantenha os olhos na estrada!"&lt;br /&gt;"Eu nunca sofrí um acidente, Bella-eu nunca sequer levei uma multa." Ele sorriu e deu&lt;br /&gt;um tapinha na testa. "Detector de radar embutido".&lt;br /&gt;"Muito engraçado", eu soltei. "Charlei é um policial, lembra? Eu fui criada para&lt;br /&gt;obedecer todas as leis de trânsito. Além do mais, se você bater o Volvo e transformá-lo&lt;br /&gt;numa sanfona, provavelmente você vai se levantar e sair dele".&lt;br /&gt;"Provavelmente",ele disse com uma risa curta, dura. "Mas você não".&lt;br /&gt;Ele suspirou e eu observei aliviada enquanto observava o ponteiro baixando&lt;br /&gt;gradualmente. "Feliz?"&lt;br /&gt;"Quase".&lt;br /&gt;"Eu odeio dirigir devagar", ele murmurou.&lt;br /&gt;"Isso é devagar?"&lt;br /&gt;"Chega de comentários sobre como eu dirijo", ele cortou. "Eu ainda estou esperando&lt;br /&gt;pela sua última teoria".&lt;br /&gt;Eu mordí meu lábio. Ele olhou pra mim, seus olhos estavam inexperadamente gentis.&lt;br /&gt;"Eu não vou rir", ele prometeu.&lt;br /&gt;"Eu estou com mais medo que você fique com raiva de mim".&lt;br /&gt;"É assim tão ruim?"&lt;br /&gt;"Em grande parte, sim."&lt;br /&gt;Ele esperou. Eu estava olhando para as minhas mãos, então não pude ver sua expressão.&lt;br /&gt;"Vá em frente", sua voz era calma.&lt;br /&gt;"Eu não sei como começar", eu admití.&lt;br /&gt;"Comece pelo começo... você disse que não foi você quem criou essa teoria".&lt;br /&gt;"Não"&lt;br /&gt;"Onde você a encontrou-num livro? Um filme?", ele testou.&lt;br /&gt;"Não -foi Sábado, na praia". Eu arriquei dar uma olhada para o rosto dele. Ele pareceu&lt;br /&gt;confuso.&lt;br /&gt;"Eu dei de cara com um amigo antigo da família-Jacob Black", eu continuei. "O pai&lt;br /&gt;dele e Charlie são amigos desde que eu era bebê."&lt;br /&gt;Ele ainda parecia confuso.&lt;br /&gt;"O pai dele é um dos ansiões Quileute". Eu observei ele cuidadosamente. A sua&lt;br /&gt;expressão confusa estava congelada no lugar.&lt;br /&gt;"Nós fomos dar uma volta" -eu não contei que havia planejado tudo.&lt;br /&gt;"-Ele estava me contando umas histórias antigas-tentando me assustar, eu acho. Ele me&lt;br /&gt;contou uma..." eu hesitei.&lt;br /&gt;"Vá em frente", ele disse.&lt;br /&gt;"Sobre vampiros". Eu me dei contar de que estava cochichando. Eu não conseguia olhar&lt;br /&gt;para o seu rosto agora. Mas eu ví seus dedos apertando o volante convulsivamente.&lt;br /&gt;"E você imediatamente pensou em mim?". Ainda calmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não. Ele...mencionou sua família".&lt;br /&gt;Ele estava em silêncio, olhando para a estrada.&lt;br /&gt;Eu fiquei preocupada de repente, preocupada em proteger Jacob.&lt;br /&gt;"Ele só achava que era uma superstição boba", eu disse rapidamente.&lt;br /&gt;"Ele não esperava que eu pensasse nada dela". Não parecia que estava sendo o&lt;br /&gt;suficiente, eu tenho que confessar. "Foiminha culpa, eu forcei ele a me dizer"&lt;br /&gt;"Porque?"&lt;br /&gt;"Lauren disse uma coisa sobre você-ela estava tentando me provocar. Um garoto mais&lt;br /&gt;velho da tribo disse que vocês não iam até lá, só que pra mim pareceu que ele quis dizer&lt;br /&gt;outra coisa. Então eu fiquei sozinha com Jacob e tirei a verdade dele", eu admití,&lt;br /&gt;deixando a cabeça cair.&lt;br /&gt;Ele me surpreendeu quando começou a sorrir. Eu olhei pra ele. Ele estava sorrindo, mas&lt;br /&gt;seus olhos estavam concentrados, olhando para a estrada.&lt;br /&gt;"Como foi que você forçou ele a contar?", ele perguntou.&lt;br /&gt;"Eu tentei flertar com ele -e funcionou melhor do que eu imaginava". Eu comecei a&lt;br /&gt;ficar corada enquanto lembrava.&lt;br /&gt;"Eu queria ter visto isso", ele sorriu obscuramente. "E você me acusando de deslumbrar&lt;br /&gt;as pessoas-pobre Jacob Black"&lt;br /&gt;Eu corei e olhei para a noite pela janela.&lt;br /&gt;"E o que você fez depois?" ele perguntou depois de um minuto.&lt;br /&gt;"Eu fiz algumas pesquisas na Internet".&lt;br /&gt;"E isso te convenceu?" A voz dele parecia pouco interessada. Mas as mãos dele estavam&lt;br /&gt;apertando o volante.&lt;br /&gt;"Não. Nada fazia sentido. A maioria das coisas era meio boba. E então...". Eu parei.&lt;br /&gt;"O que?"&lt;br /&gt;"Eu decidí que não importava", eu murmurei.&lt;br /&gt;"Que não importava?" O tom dele me fez olhar pra cima -finalmente eu havia penetrado&lt;br /&gt;aquela máscara. O seu rosto estava incrédulo, com só uma ponta de raiva que eu temia.&lt;br /&gt;"Não", eu disse suavemente. "Pra mim não importa o que você é".&lt;br /&gt;Um tom duro, de zombaria inundou sua voz. "Você não se importa se eu for um&lt;br /&gt;mostro? Se eu não for humano?"&lt;br /&gt;"Não".&lt;br /&gt;Ele ficou em silêncio, olhando diretamente pra frente de novo. Seu rosto estava sem&lt;br /&gt;expressão e frio.&lt;br /&gt;"Você está com raiva", eu suspirei. "Eu não devia ter dito nada".&lt;br /&gt;"Não", mas o seu tom estava tão duro quanto o seu rosto.&lt;br /&gt;"Eu prefiro saber o que você está pensando-mesmo se o que você estiver pensando for&lt;br /&gt;uma loucura".&lt;br /&gt;"Então eu estou errada de novo?", eu desafiei.&lt;br /&gt;"Não era a isso que eu me referia. 'Não importa'.", ele me citou, apertando os dentes.&lt;br /&gt;"Eu estou certa?", eu ofeguei.&lt;br /&gt;"Isso importa??"&lt;br /&gt;Eu respirei fundo.&lt;br /&gt;"Na verdade não", eu parei. "Mas eu estou curiosa." Pelo menos minha voz estava&lt;br /&gt;composta.&lt;br /&gt;De repente ele estava resignado. "Você está curiosa sobre o que?"&lt;br /&gt;"Quantos anos você tem?"&lt;br /&gt;"Dezessete", ele respondeu prontamente.&lt;br /&gt;"Há quanto tempo você tem dezessete?"&lt;br /&gt;Seus lábios se contorceram enquanto ele ainda olhava para a estrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A algum tempo", ele admitiu finalmente.&lt;br /&gt;"Ok", eu sorrí, feliz por ele finalmente estar começando a ser honesto comigo. Ele olhou&lt;br /&gt;pra mim com olhos preocupados, como ele tinha olhado antes, quando estava&lt;br /&gt;preocupado que eu entrasse em choque. Eu sorrí para encorajá-lo e ele fez uma careta.&lt;br /&gt;"Não ria de mim -mas como é que você consegue sair durante o dia?"&lt;br /&gt;Ele riu do mesmo jeito. "Mito".&lt;br /&gt;"Você queima no sol?"&lt;br /&gt;"Mito"&lt;br /&gt;"Dorme em caixôes?&lt;br /&gt;"Mito". Ele hesitou por um momento e um tom estranho invadiu sua voz. "Eu não posso&lt;br /&gt;dormir".&lt;br /&gt;Eu levei um minuto para absorver isso. "Nunca?"&lt;br /&gt;"Nunca", ele respondeu, sua voz quase inaudível. Ele voltou a olhar pra mim com uma&lt;br /&gt;expressão tristonha. Os olhos dourados prenderam os meus, e eu perdí a linha de&lt;br /&gt;pensamento de novo. Eu continuei olhando pra ele até que ele virou o olhar.&lt;br /&gt;"Você ainda não perguntou a coisa mais importante". Sua voz estava dura de novo. E&lt;br /&gt;quando ele olhou pra mim, seus olhos estavam frios.&lt;br /&gt;Eu pisquei, ainda deslumbrada. "E qual é?"&lt;br /&gt;"Você não está preocupada com a minha dieta?", ele perguntou sarcasticamente.&lt;br /&gt;"Oh", eu murmurei. "Isso."&lt;br /&gt;"Sim, isso." Sua voz estava vazia. "Você não quer saber se eu bebo sangue?"&lt;br /&gt;Eu vacilei. "Jacob me disse algo sobre isso."&lt;br /&gt;"O que Jacob disse?", ele perguntou monótono.&lt;br /&gt;"Ele disse que você e sua família não...caçam pessoas. Ele disse que você e sua família&lt;br /&gt;não são perigosos porque vocês só caçam animais".&lt;br /&gt;"Ele disse que não éramos perigosos?" Sua voz estava profundamente cética.&lt;br /&gt;"Não exatamente. Ele disse que vocês não deviam ser perigosos. Mas os Quileute não&lt;br /&gt;quiseram vocês nas terras deles, só por precaução".&lt;br /&gt;Ele olhou para a frente, mas eu não sei dizer se ele estava olhando para a estrada ou não.&lt;br /&gt;"Então ele estava certo? Sobre não caçar pessoas?" Eu tentei manter minha voz o mais&lt;br /&gt;uniforme possível.&lt;br /&gt;"Os Quileute têm uma boa memória", ele murmurou.&lt;br /&gt;Eu considerei isso um sim.&lt;br /&gt;"Porém, não deixe isso te enganar",ele avisou. "Eles estavam certos em nos evitar. Nós&lt;br /&gt;ainda somos perigosos."&lt;br /&gt;"Eu não entendo".&lt;br /&gt;"Nós tentamos", ele explicou devagar. "Geralmente somos bons no que fazemos. As&lt;br /&gt;vezes cometemos erros. Eu, por exemplo, me permitindo ficar sozinho com você".&lt;br /&gt;"Isso é um erro?", eu ouví a tristeza na minha voz, mas não sei se ele também ouviu.&lt;br /&gt;"Um erro bem perigoso", ele murmurou.&lt;br /&gt;Nós dois ficamos em silêncio depois disso. Eu observei os faróis virando com as curvas&lt;br /&gt;na estrada. Eles se moviam rápido demais; não parecia ser real, parecia ser um video&lt;br /&gt;game. Eu estava consciente do tempo passando rápido, como a estrada embaixo de nós,&lt;br /&gt;e eu estava com um medo horroroso de nunca mais ter outra oportunidade de ficar assim&lt;br /&gt;a sós com ele-abertamente, as janelas que existiam entre nós haviam desaparecido. As&lt;br /&gt;palavras dele haviam se acabado, e eu não gostei da idéia. Eu não queria perder nem um&lt;br /&gt;minuto que tinha com ele.&lt;br /&gt;"Me conte mais", eu pedí desesperadamente, sem me importar com o que ele disesse,&lt;br /&gt;contanto que eu pudesse ouvir a sua voz de novo.&lt;br /&gt;Ele me olhou rapidamente, surpreso pela mudança do tom da minha voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O que mais você quer saber?"&lt;br /&gt;"Me diga porque você caça animais ao invés de gente", eu sugerí, minha voz ainda&lt;br /&gt;estava cheia de desespero. Eu me dei conta de que os meus olhos estavam molhados, e&lt;br /&gt;lutei contra a aflição que estava tomando conta de mim.&lt;br /&gt;"Eu não quero ser um monstro". Sua voz estava muito baixa.&lt;br /&gt;"Mas animais não são o suficiente?"&lt;br /&gt;Ele parou. "Eu não posso ter certeza, é claro, mas eu acho que é como viver a base de&lt;br /&gt;tofu e leite de soja; nós nos chamamos de vegetarianos, nossa piada particular. Não&lt;br /&gt;sacia a fome -ou melhor dizendo, a sede. Mas nos mantêm fortes o suficiente para&lt;br /&gt;sobrevivermos. Na maioria das vezes". Seu tom se tornou obscuro.&lt;br /&gt;"Umas vezes são mais difíceis que outras".&lt;br /&gt;"É muito difícil pra você agora?", eu perguntei.&lt;br /&gt;Ele suspirou. "Sim".&lt;br /&gt;"Mas você não está com fome agora". eu disse confidencialmente, afirmando , não&lt;br /&gt;perguntando.&lt;br /&gt;"Porque você acha isso?"&lt;br /&gt;"Seus olhos. Eu disse que tinha uma teoria. Eu percebí que as pessoas-homens em&lt;br /&gt;particular -são mais chatos quando estão com fome".&lt;br /&gt;Ele deu uma gargalhada. "Você é muito observadora, não é?"&lt;br /&gt;Eu não respondí, eu só prestei atenção ao som da sua risada, guardando ela na minha&lt;br /&gt;memória.&lt;br /&gt;"Você estava caçando com Emmett esse fim de semana?", eu perguntei quando estava&lt;br /&gt;silencioso de novo.&lt;br /&gt;"Sim", ele pausou por um instante, como se estivesse se decidindo entre me contar&lt;br /&gt;alguma coisa ou não. "Eu não queria ir embora, mas foi necessário. É um pouco mais&lt;br /&gt;fácil ficar perto de você quando eu não estou com sede".&lt;br /&gt;"Porque você não queria ir?"&lt;br /&gt;"Me deixa...nervoso...ficar longe de você." Seus olhos eram gentís, nas intensos, e eles&lt;br /&gt;pareciam estar fazendo os meus ossos amolecerem. "Eu não estava brincando quando te&lt;br /&gt;disse pra ficar longe do oceano ou sobre o acidente na quinta. Eu estava distraído&lt;br /&gt;durante o fim de semana inteiro, preocupado com você. E depois do que aconteceu hoje&lt;br /&gt;á noite, eu estou surpreso que você tenha sobrevivido ao fim de semana sem nenhum&lt;br /&gt;arranhão". Ele balançou a cabeça, e de repente pareceu se lembrar de alguma coisa.&lt;br /&gt;"Bem, não exatamente sem um arranhão"&lt;br /&gt;"O que?"&lt;br /&gt;"Suas mãos", ele me lembrou. Eu olhei para as minhas palmas, para os arranhões quase&lt;br /&gt;sarados. Seus olhos não perdiam nada.&lt;br /&gt;"Eu caí", eu suspirei.&lt;br /&gt;"Foi o que eu pensei." Seus lábios se contorceram nos cantos. "Eu acho que, sendo&lt;br /&gt;você, podia ter sido bem pior-e essa possibilidade me atormentou o tempo inteiro&lt;br /&gt;enquanto eu estive fora. Foram três dias bem longos. Eu deixei o Emmett louco".&lt;br /&gt;Ele sorriu pra mim como se estivesse se sentindo culpado.&lt;br /&gt;"Três dias? Vocês não voltaram hoje?"&lt;br /&gt;"Não, nós voltamos no Domingo".&lt;br /&gt;"Então porque nenhum de vocês foi para a escola?", eu estava frustrada, quase com&lt;br /&gt;raiva por todas as decepções que eu sofrí durante a sua ausência.&lt;br /&gt;"Bem, você perguntou se o sol me machuca, e não machuca. Mas eu não posso sair na&lt;br /&gt;luz do sol-pelo menos, não quando as pessoas estão olhando".&lt;br /&gt;"Porque não?"&lt;br /&gt;"Um dia desses eu te mostro", ele prometeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu pensei nisso por um momento.&lt;br /&gt;"Você podia ter me ligado", eu decidi.&lt;br /&gt;Ele parecia confuso. "Mas eu sabia que você estava em segurança".&lt;br /&gt;"Mas eu não sabia onde você estava", eu hesitei e depois abaixei os olhos.&lt;br /&gt;"O que?", sua voz aveludada estava compelida.&lt;br /&gt;"Eu não gostei. De não te ver. Me deixou ansiosa também", eu corei dizendo isso em&lt;br /&gt;voz alta.&lt;br /&gt;Ele estava quieto. Eu olhei pra cima, apreensiva, sua expressão estava cheia de dor.&lt;br /&gt;"Ah", ele gemeu baixinho. "Isso não é certo".&lt;br /&gt;Eu não conseguí entender a resposta dele. "O que foi que eu disse?"&lt;br /&gt;"Será que você não vê, Bella? Uma coisa é eu me fazer completamente infeliz. Outra&lt;br /&gt;completamente diferente é você estar tão envolvida".&lt;br /&gt;Ele virou seus olhos angustiados para a estrada, as palavras dele estavam saindo tão&lt;br /&gt;rápidas que eu quase não conseguia entender.&lt;br /&gt;"Eu não quero ouvir que você se sente assim". Sua voz era baixa, mas urgente. As&lt;br /&gt;palavras dele me cortaram. "É errado. Não é seguro.&lt;br /&gt;Eu sou perigoso-compreenda isso, Bella".&lt;br /&gt;"Não", eu fiz de tudo para não parecer uma criança mimada.&lt;br /&gt;"Eu estou falando sério", ele grunhiu.&lt;br /&gt;"Eu também. Eu já falei que não me importo com o que você é. É tarde demais."&lt;br /&gt;A voz dele chicoteou, baixa e forte. "Nunca diga isso".&lt;br /&gt;Eu mordí meu lábio, e estava feliz que ele não sabia o quanto doía. Eu olhei para fora.&lt;br /&gt;Já devíamos estar perto agora. Ele estava dirigindo rápido demais.&lt;br /&gt;"No que você está pensando?", ele perguntou, com a voz ainda dura. Eu só balancei a&lt;br /&gt;cabeça, sem ter certeza se conseguia falar. Eu podia sentí-lo olhando para o meu&lt;br /&gt;rosto,mas continuei olhando para a frente.&lt;br /&gt;"Você está chorando?", ele parecia intimidado. Eu não tinha reparado na umidade que&lt;br /&gt;os meus olhos estavam começando a acumular.&lt;br /&gt;Eu rapidamente passei a mão na minha bochecha, e sem dúvida, lá estavam as lágrimas&lt;br /&gt;traidoras, me delatando.&lt;br /&gt;"Não" eu disse,mas minha voz tremeu.&lt;br /&gt;Eu ví ele levantar a mão direita na minha direção cheio de hesitação, mas então ele&lt;br /&gt;parou e colocou a mão de volta na direção.&lt;br /&gt;"Me desculpe". A voz dele estava queimando de arrependimento. Eu sabia que ele não&lt;br /&gt;estava se desculpando pelas palavras que haviam me aborrecido.&lt;br /&gt;A escuridão nos envolveu em silêncio.&lt;br /&gt;"Me diga uma coisa", ele perguntou depois de outro minuto, eu podia ouví-lo se&lt;br /&gt;esforçar para usar um tom mais leve.&lt;br /&gt;"Sim"&lt;br /&gt;"No que você estava pensando hoje a noite, pouco antes de eu virara na esquina? Eu não&lt;br /&gt;conseguí entender a sua expressão-você não parecia assustada, você parecia estar&lt;br /&gt;bastante concentrada em alguma coisa."&lt;br /&gt;"Eu estava pensando em como incapacitar uma pessoa-você sabe, auto-defesa. Eu ía&lt;br /&gt;enfiar o nariz dele dentro cérebro". Eu pensei no homem de cabelo escuro com uma&lt;br /&gt;onda de ódio me invadindo.&lt;br /&gt;"Você ia lutar com eles?" Isso pareceu aborrecê-lo. "Você não pensou em correr?"&lt;br /&gt;"Quando eu corro eu caio demais", eu admití.&lt;br /&gt;"E quanto a gritar por ajuda?"&lt;br /&gt;"Eu estava chegando nessa parte".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele balançou a cabeça. "Você estava certa-eu definitivamente estou lutando contra o&lt;br /&gt;destino tentando manter você viva."&lt;br /&gt;Eu suspirei. Nós estavamos indo mais devagar, passando pela fronteira de Forks. Levou&lt;br /&gt;menos de vinte minutos.&lt;br /&gt;"Eu vou ver você amanhã?", eu perguntei.&lt;br /&gt;"Sim-eu também tenho que entregar o meu trabalho". Ele sorriu.&lt;br /&gt;"Eu vou guardar um lugar pra você no almoço".&lt;br /&gt;Eu fiquei idiota, depois de tudo que passamos essa noite, aquela promessa me fez sentir&lt;br /&gt;borboletas no estômago, e me deixou incapacitada de falar.&lt;br /&gt;Nós estávamos na frente da casa de Charlie. As luzes estavam ligadas, meu carro estava&lt;br /&gt;no lugar, tudo estava extremamente normal.&lt;br /&gt;Era como acordar de um sonho. Ele parou o carro, mas eu não me moví.&lt;br /&gt;"Você promete que vai estar lá amanhã?"&lt;br /&gt;"Eu prometo".&lt;br /&gt;Eu pensei por um momento, depois balancei a cabeça. Eu tirei o seu casaco, dando mais&lt;br /&gt;um cheiradinha.&lt;br /&gt;"Você pode ficar com ele-você não tem um para usar amanhã", ele me lembrou.&lt;br /&gt;Eu entreguei pra ele. "Eu não quero ter que explicar ao Charlie".&lt;br /&gt;"Oh, tudo bem". Ele sorriu.&lt;br /&gt;Eu hesitei, minha mão na maçaneta do carro, tentando prolongar o momento.&lt;br /&gt;"Bella?"-ele perguntou num tom diferente. Sério, mas hesitante.&lt;br /&gt;"Sim?", eu me virei pra ele ansiosa demais.&lt;br /&gt;"Me promete uma coisa?"&lt;br /&gt;"Sim", eu disse e depois me arrependí da minha incondicionalidade. E se ele me pedisse&lt;br /&gt;pra ficar longe dele? Isso eu não podia prometer.&lt;br /&gt;"Não vá na floresta sozinha".&lt;br /&gt;Eu encarei ele confusa. "Porque?"&lt;br /&gt;Ele fez uma carranca, e seus olhos estavam apertados quando ele olhou pela janela.&lt;br /&gt;"Nem sempre eu sou a coisa mais perigosa lá fora. Vamos ficar aqui".&lt;br /&gt;Eu tremí um pouco pela inexpressão da voz dele, mas eu estava aliviada. Essa, pelo&lt;br /&gt;menos, era uma promessa fácil de cumprir.&lt;br /&gt;"Como você quiser".&lt;br /&gt;"Até amanhã", ele suspirou e aí eu percebí que ele queria que eu fosse embora agora.&lt;br /&gt;"Até amanhã, então". Eu abrí a porta sem vontade.&lt;br /&gt;"Bella?" Eu me virei e ele estava inclinado na minha direção, seu rosto pálido, glorioso,&lt;br /&gt;á apenas alguns centímetros de mim. Meu coração parou de bater.&lt;br /&gt;"Durma bem", ele disse. Sua respiração soprou em meu rosto, me deixando fascinada.&lt;br /&gt;Era a mesma essência que exalava do casaco dele, mas numa forma mais concentrada.&lt;br /&gt;Eu pisquei, totalmente ofuscada. Ele se afastou.&lt;br /&gt;Eu não conseguí me mover de novo até que o meu cérebro ficou regulado novamente.&lt;br /&gt;Então eu saí estranhamente do carro, precisando usar alguma coisa como suporte. Eu&lt;br /&gt;pensei ouví-lo sorrindo, mas o som foi baixo demais pra eu ter certeza.&lt;br /&gt;Ele esperou até que eu estivesse na frente da porta, só então ele ligou o motor e eu ouvi&lt;br /&gt;ele dar rá silenciosamente. Eu me virei e ví o carro desaparecendo na esquina. Eu me&lt;br /&gt;dei conta de que estava muito frio.&lt;br /&gt;Eu peguei a chave mecanicamente, abri a porta, e então entrei.&lt;br /&gt;Charlie me chamou da sala de estar. "Bella?"&lt;br /&gt;"Sim, pai, sou eu". Eu entrei pra vê-lo. Ele estava assistindo um jogo de baseball.&lt;br /&gt;"Você chegou cedo."&lt;br /&gt;"Cheguei". Eu estava surpresa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ainda não são nem oito horas", ele me disse. "Vocês se divertiram?"&lt;br /&gt;"Sim-foi muito divertido". Minha cabeça estava dando voltas enquanto eu tentava me&lt;br /&gt;lembrar da noite só de garotas que eu havia planejado. "Elas duas encontraram&lt;br /&gt;vestidos."&lt;br /&gt;"Você está bem?"&lt;br /&gt;"Eu só estou cansada. Eu caminhei demais."&lt;br /&gt;"Bem, talvez fosse melhor você ir se deitar". Ele pareceu preocupado. Eu imaginei&lt;br /&gt;como o meu rosto estaria.&lt;br /&gt;"Eu só vou ligar pra Jéssica primeiro"&lt;br /&gt;"Você não estava com ela?", ele perguntou, surpreso.&lt;br /&gt;"Sim-mas eu deixei meu casaco no carro dela. Eu quero ter certeza de que ela vai levar&lt;br /&gt;para a escola amanhã".&lt;br /&gt;"Bom, pelo menos deixe ela chegar em casa primeiro".&lt;br /&gt;"Certo", eu concordei.&lt;br /&gt;Eu fui direto para a cozinha e caí, exausta, numa cadeira. Eu realmente estava me&lt;br /&gt;sentindo um pouco tonta agora. Eu imaginei se era o choque chegando no fim das&lt;br /&gt;contas. Vê se se controla, eu disse pra mim mesma.&lt;br /&gt;O telefone tocou de repente, me assustado. Eu tirei do gancho.&lt;br /&gt;"Alô?", eu perguntei sem fôlego.&lt;br /&gt;"Bella?"&lt;br /&gt;"Ei, Jess, eu ia ligar pra você."&lt;br /&gt;"Você chegou em casa?" A voz dela estava aliviada...e surpresa.&lt;br /&gt;"Sim. Eu deixei meu casaco no seu carro-você pode levá-lo amanhã?"&lt;br /&gt;"Claro. Mas me conte o que aconteceu!",ela ordenou.&lt;br /&gt;"Um, amanhã-na aula de Trigonometria, está bem?"&lt;br /&gt;Ela entendeu rapidamente. "Oh, seu pai está aí?"&lt;br /&gt;"Sim, é isso mesmo".&lt;br /&gt;"Ok, eu falo com você amanhã, então. Tchau!". Eu podia ouvir a imaciência na voz&lt;br /&gt;dela.&lt;br /&gt;"Tchau, Jess".&lt;br /&gt;Eu subí as escadas lentamente, um torpor dominando a minha mente. Eu me preparei&lt;br /&gt;para ir para a cama sem prestar a mínima atenção com o que estava fazendo. Não foi até&lt;br /&gt;que eu estivesse embaixo do chuveiro -a água muito quente, queimando minha pele-&lt;br /&gt;que eu me dei conta de que estava morrendo de frio. Eu tremí violentamente por alguns&lt;br /&gt;minutos até que os jatos de água finalmente relaxaram meus musculos rígidos. Então eu&lt;br /&gt;fiquei embaixo do chuveiro, cansada demais pra me mexer, até que a água quente&lt;br /&gt;começou a acabar.&lt;br /&gt;Eu saí, me envolvi cuidadosamente numa toalha, tentando manter o calor da água para&lt;br /&gt;que os tremores não voltassem. Eu me vestí rapidamente pra ir para a cama e me enfiei&lt;br /&gt;embaixo do edredon, me curvando até ficar no formato de uma bola, me abraçando para&lt;br /&gt;manter o calor. Uns pequenos tremores passaram por mim.&lt;br /&gt;Minha mente ainda estava rodando, cheia de imagens que eu não conseguia entender, e&lt;br /&gt;algumas que eu lutei pra reprimir. Nada perecia estar claro no início, mas quanto mais&lt;br /&gt;perto eu chegava da inconsciência, mais algumas coisas se tornavam evidentes.&lt;br /&gt;Sobre três coisas eu tinha certeza absoluta. Primeira -Edward era um vampiro.&lt;br /&gt;Segunda-havia uma parte dele-e eu não sabia o quão poderosa ela poderia ser-que&lt;br /&gt;tinha sede do meu sangue.&lt;br /&gt;E terceira, eu estava incondicionalmente e irrevogavelmente apaixonada por ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Interrogatórios&lt;br /&gt;Foi muito difícil, de manhã, discutir com a parte de mim que tinha certeza que a noite&lt;br /&gt;de ontem havia sido um sonho. A lógica não estava ao meu lado, nem o senso comum.&lt;br /&gt;Eu me agarrei ás coisas que eu não podia ter imaginado-como o cheiro dele. Eu estava&lt;br /&gt;certe de que não poderia ter inventado isso tudo sozinha.&lt;br /&gt;Estava nebuloso e escuro lá fora, absolutamente perfeito. Ele não tinha motivos pra não&lt;br /&gt;ir á escola hoje. Eu me vestí com roupas pesadas, me lembrando que não estava com&lt;br /&gt;meu casaco. Mais uma prova de que eu não estava imaginando coisas.&lt;br /&gt;Quando eu descí, Charlie já tinha ido embora-eu estava mais atrasada do que havia&lt;br /&gt;imaginado. Eu engolí uma barra de granola em três mordidas, bebí leite na boca da&lt;br /&gt;garrafa, e corrí para a porta. Com alguma sorte a chuva não começaria antes que eu&lt;br /&gt;encontrasse Jéssica.&lt;br /&gt;Estava mais nebuloso do que o normal; parecia que havia fumaça no ar. A névoa estava&lt;br /&gt;muito gelada quando entrou em contato com as partes expostas do meu rosto e do meu&lt;br /&gt;pescoço. Eu mal podia esperar pra ligar o aquecedor na minha caminhonete. A névoa&lt;br /&gt;estava tão forte que eu já estava a alguns passos da entrada dos carros quando eu percebí&lt;br /&gt;que havia outro carro lá: um carro prateado.&lt;br /&gt;Meu coração estrondou, tremeu, e depois voltou a bater duas vezes mais rápido.&lt;br /&gt;Eu não ví de onde ele tinha vindo, mas de repente ele estava lá, abrindo a porta pra&lt;br /&gt;mim.&lt;br /&gt;"Você quer dar uma volta comigo hoje?", ele perguntou, se divertindo com a minha&lt;br /&gt;expressão de surpresa de novo. Havia uma incerteza na voz dele. Ele realmente estava&lt;br /&gt;me dando a escolha-eu estava livre para recusar, e parte dele esperava que eu fizesse&lt;br /&gt;isso. Ele esperou em vão.&lt;br /&gt;"Sim, obrigada", eu disse, tentando manter minha voz calma. Quando eu entrei no carro&lt;br /&gt;quentinho, eu percebí que o seu casaco estava pendurado no banco do passageiro. Ele&lt;br /&gt;fechou a porta atrás de mim, e tão rápido quanto era possível, ele já estava sentado a&lt;br /&gt;meu lado, ligando o carro.&lt;br /&gt;"Eu trouxe o casaco pra você. Eu não queria que você ficasse doente nem nada&lt;br /&gt;parecido".&lt;br /&gt;Sua voz estava cautelosa. Eu percebí que ele não estava usando casaco nenhum, só uma&lt;br /&gt;blusa de tricô cinza-clara com uma gola em formato de V e mangas compridas. De&lt;br /&gt;novo, o tecido se ajustava no seu peito perfeitamente musculoso. Era uma homenagem&lt;br /&gt;colossal ao seu rosto e eu não conseguia tirar os olhos do seu corpo.&lt;br /&gt;"Eu não sou tão delicada", eu disse, mas coloquei o casaco no meu colo, enfiando os&lt;br /&gt;braços nas mangas compridas demais, curiosa pra ver se o cheiro era mesmo tão bom&lt;br /&gt;quanto eu me lembrava. Era melhor.&lt;br /&gt;"Não é?", ele contradisse com uma voz tão baixa que eu não tenho certeza se ele queria&lt;br /&gt;que eu ouvisse.&lt;br /&gt;Nós dirigimos pela rua encoberta de neblina, indo sempre rápido demais, nos sentindo&lt;br /&gt;estranhos. Pelo menos, eu estava. Na noite passada, as paredes tinham&lt;br /&gt;desaparecido...quase todas. Eu não sabia se continuaríamos sendo tão transparentes&lt;br /&gt;hoje. Eu sentí minha língua presa. Eu esperei que ele falasse.&lt;br /&gt;Ele se virou sorrindo pra mim. "O que foi? Não tem mais umas vinte perguntas pra mim&lt;br /&gt;hoje?"&lt;br /&gt;"As minhas perguntas te incomodam?", eu perguntei aliviada por ele ter falado.&lt;br /&gt;"Não tanto quanto as suas reações ás minhas respostas". Ele parecia estar brincando,&lt;br /&gt;mas eu não tinha certeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fiz uma careta. "Eu reajo mal?"&lt;br /&gt;"Não, e esse é o problema. Você aceita tudo tão naturalmente-não é normal. Me faz&lt;br /&gt;imaginar o que você está pensando de verdade".&lt;br /&gt;"Eu sempre te digo o que eu penso"&lt;br /&gt;"Você corta algumas partes", ele acusou.&lt;br /&gt;"Não muitas".&lt;br /&gt;"É o suficiente pra me deixar louco".&lt;br /&gt;"Você não quer ouvir", eu murmurei, quase sussurei. Assim que as palavras sairam, eu&lt;br /&gt;me arrependí de ter falado. A dor na minha voz era quase uma dor física; eu só esperava&lt;br /&gt;que ele não tivesse reparado.&lt;br /&gt;Ele não respondeu, e eu imaginei se tinha estragado o seu bom humor. Seu rosto era&lt;br /&gt;impossível de ler enquanto entrávamos no estacionamento da escola. Um pensamento&lt;br /&gt;retardado passou pela minha cabeça.&lt;br /&gt;"Onde está o resto da sua família?", eu perguntei-mais feliz por estar sozinha com ele,&lt;br /&gt;mas lembrando que o carro costumava estar sempre cheio.&lt;br /&gt;"Eles vieram no carro de Rosalie". Ele levantou os ombros enquanto estacionava ao&lt;br /&gt;lado de um carro vermelho chamativo conversível e com a capota levantada.&lt;br /&gt;"Ostentoso, não é?"&lt;br /&gt;"Umm, uau", eu suspirei. "Se ela tem isso, então porque ela vem de carona com você?"&lt;br /&gt;"Como eu disse, é ostentoso. Nós tentamos passar despercebidos".&lt;br /&gt;"Vocês não têm muito sucesso". Eu sorrí e balancei minha cabeça enquanto saíamos do&lt;br /&gt;carro. Eu não estava mais atrasada; esse motorista lunático me levou para a escola em&lt;br /&gt;tempo suficiente. "Então porque Rosalie veio dirigindo hoje se seria mais notável?"&lt;br /&gt;"Você ainda não percebeu? Eu estou quebrando todas as regras agora". Ele me&lt;br /&gt;encontrou na frente do carro e caminhou muito próximo de mim enquanto entrávamos&lt;br /&gt;na escola. Eu queria diminuir ainda mais a distância, erguer a mão e tocá-lo, mas eu&lt;br /&gt;tinha medo que ele não gostasse.&lt;br /&gt;"Porque vocês têm carros assim?" Eu imaginei em voz alta. "Se vocês procuram&lt;br /&gt;privacidade?"&lt;br /&gt;"Uma indulgência", ele deu um sorriso sem graça. "Todos nós gostamos de dirigir&lt;br /&gt;rápido".&lt;br /&gt;"Dá pra notar", eu murmurei por baixo do fôlego.&lt;br /&gt;Embaixo do telhado de proteção da cafeteria, Jéssica estava me esperando, seus olhos&lt;br /&gt;estavam prestes a sair das órbitas. Sobre o braço dela, seja louvada, estava o meu&lt;br /&gt;casaco.&lt;br /&gt;"Oi, Jéssica", eu disse quando estávamos a apenas alguns passos de distância. "Obrigada&lt;br /&gt;por lembrar". Ela me passou o casaco sem falar nada.&lt;br /&gt;"Bom dia, Jéssica", Edward disse educadamente. Realmente ele não tinha culpa que a&lt;br /&gt;sua voz era tão irresistível. Eu do que os seus olhos eram capazes de fazer.&lt;br /&gt;"Er... Oi." Ela passou os seus olhos arregalados pra mim, tentando recompor seus&lt;br /&gt;pensamentos bagunçados. "Eu acho que a gente se vê na aula de Trigonometria". Ela me&lt;br /&gt;deu uma olhada cheia de significância. Eu prendí um suspiro. O que era que eu ía dizer&lt;br /&gt;pra ela?&lt;br /&gt;"É, eu te vejo lá".&lt;br /&gt;Ela foi embora, parando duas vezes pra olhar pra nós por cima do ombro.&lt;br /&gt;"O que você vai dizer pra ela?", Edward sussurou.&lt;br /&gt;"Ei! Eu achava que você não podia ler minha mente!", eu falei por entre os dentes.&lt;br /&gt;"Eu não posso", ele disse assustado. Então o entendimento brilhou nos seus olhos.&lt;br /&gt;"Contudo, eu posso ler a dela-e ela está esperando pra te pegar na sala de aula".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gemí enquanto tirava o casaco dele e devolvia pra ele, vestindo o meu prórpio. Ele o&lt;br /&gt;dobrou nos braços.&lt;br /&gt;"Então, o que você vai dizer pra ela?"&lt;br /&gt;"Uma ajudinha?", eu implorei. "O que ela quer saber?"&lt;br /&gt;Ele balançou a cabeça, sorrindo estranhamente. "Isso não é justo".&lt;br /&gt;"Não, não compartilhar o que você sabe-isso não é justo".&lt;br /&gt;Ele pensou por um momento enquanto caminhávamos. Nós paramos na porta da sla&lt;br /&gt;onde eu ia ter minha primeira aula.&lt;br /&gt;"Ela quer saber se nós estamos namorando em segredo. E ela quer saber o que você&lt;br /&gt;sente em relação a mim", ele disse finalmente.&lt;br /&gt;"Maravilha. O que eu devo dizer?" Eu tentei manter minha expressão bem inocente. As&lt;br /&gt;pessoas estavam passando por nós a caminho de suas salas, provavelmente olhando pra&lt;br /&gt;nós, mas eu não estava prestando atenção neles.&lt;br /&gt;"Hmmmm..." ele pausou para colocar uma mecha do meu cabelo que estava se soltando&lt;br /&gt;atrás da minha orelha. Meu coração começou a bater rápido demais. "Eu acho que você&lt;br /&gt;deve dizer que sim para a primeira...se você não se incomodar-é mais fácil que dar&lt;br /&gt;outras explicaçôes".&lt;br /&gt;"Eu não me incomodo", eu disse com a voz fraca.&lt;br /&gt;"E quanto á outra pergunta...bem, eu vou estar escutando pra ouvir a resposta dessa".&lt;br /&gt;Um dos cantos do seus lábios se levantou colocando o meu sorriso favorito no rosto&lt;br /&gt;dele. Eu não conseguí recuperar o meu fôlego a tempo de responder a isso. Ele se virou&lt;br /&gt;e foi embora".&lt;br /&gt;"A gente se vê no almoço", ele falou por cima do ombro. Três pessoas que estavam&lt;br /&gt;passando pela porta pararam pra olhar pra mim.&lt;br /&gt;Eu corrí pra dentro da sala, envergonhada e irritada. Ele era um traidor. Agora eu estava&lt;br /&gt;ainda mais preocupada com o que eu ia dizer para Jéssica.&lt;br /&gt;Eu sentei no meu lugar de sempre, derrubando a minha mochila no chão com raiva".&lt;br /&gt;"Bom dia, Bella", Mike disse na cadeira em frente a minha. Eu olhei pra cima pra ver&lt;br /&gt;um rosto estranho, quase resignado. "Como foi em Port Angeles?"&lt;br /&gt;"Foi..." não tinha jeito de encontrar uma palavra que descrevesse com honestidade.&lt;br /&gt;"Ótimo", eu terminei insatisfeita. "Jéssica encontrou um vestido lindo".&lt;br /&gt;"Ela te falou alguma coisa sobre Segunda á noite?", ele me perguntou, seus olhos&lt;br /&gt;estavam brilhando. Eu sorrí com o rumo que a conversa tinha tomado.&lt;br /&gt;"Ela disse que se divertiu muito", eu garantí pra ele.&lt;br /&gt;"Ela disse?", ele perguntou ansiosamente.&lt;br /&gt;"Definitivamente".&lt;br /&gt;O Sr. Mason pediu ordem na sala, pedindo que nós entregássemos os nossos trabalhos.&lt;br /&gt;Inglês e depois História se passaram num sopro, enquanto eu estava preocupada com o&lt;br /&gt;que falaria pra Jéssica e agoniada pra saber se ele realmente estaria ouvindo os&lt;br /&gt;pensamentos de Jess. O talento dele podia ser bem inconveniente-quando não estava&lt;br /&gt;salvando a minha vida.&lt;br /&gt;O nevoeiro já tinha se dissolvido quase completamente no fim da segunda aula, mas o&lt;br /&gt;dia ainda estava escuro, cheio de nuvens pesadas. Eu sorrí para o céu.&lt;br /&gt;Edward estava certo, é claro. Quando eu entrei na aula de Trigonometria, Jéssica já&lt;br /&gt;estava sentada, quase se embolando na cadeira de tanta agitação. Eu estava relutante&lt;br /&gt;quando me sentei ao lado dela, tentando me convencer de que seria melhor acabar logo&lt;br /&gt;com isso de uma vez por todas.&lt;br /&gt;"Me conte tudo!", ela ordenou antes que eu estivesse sentada.&lt;br /&gt;"O que você quer saber?" eu testei.&lt;br /&gt;"O que aconteceu na noite passada".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ele me pagou um jantar e depois me levou pra casa".&lt;br /&gt;Ela me encarou, sua expressão estava cética. "Como é que você chegou em casa tão&lt;br /&gt;rápido?"&lt;br /&gt;"Ele dirige como um louco. Eu fiquei morrendo de medo". Eu esperava que ele&lt;br /&gt;estivesse ouvindo isso.&lt;br /&gt;"Foi tipo um encontro -você pediu pra ele te encontrar lá?"&lt;br /&gt;Eu não tinha pensado nisso. "Não-foi muito surpreendente encontrar com ele lá".&lt;br /&gt;Ela fez um biquinho por causa do tom honesto da minha voz&lt;br /&gt;"Mas ele foi te buscar em casa hoje?", ela perguntou.&lt;br /&gt;"Sim-isso também me surpreendeu. Ele percebeu que eu estava sem casaco ontem", eu&lt;br /&gt;expliquei.&lt;br /&gt;"Então vocês vão sair de novo?"&lt;br /&gt;"Ele se ofereceu pra me levar até Seattle no Sábado porque ele acha que o meu carro&lt;br /&gt;não consegue chagar até lá-isso conta?"&lt;br /&gt;"Conta", ela balançou a cabeça&lt;br /&gt;"Bom, então, sim".&lt;br /&gt;"U-A-U". Ela dividiu a palavra em três sílabas. "Edward Cullen".&lt;br /&gt;"Eu sei", eu concordei. 'Uau' não conseguia descrever tudo.&lt;br /&gt;"Peraí", ela levantou as duas mãos,com as palmas na minha direção como se ela&lt;br /&gt;estivesse parando o trânsito. "Ele já te beijou?"&lt;br /&gt;"Não", eu murmurei. "Não é bem assim".&lt;br /&gt;Ela pareceu desapontada. Com certeza, eu também estava.&lt;br /&gt;"Você acha que Sábado...?" Ela ergueu as sobrancelhas.&lt;br /&gt;"Eu realmente duvido". O tom triste da minha voz não dava pra ser disfarçado.&lt;br /&gt;"Sobre o que foi que vocês conversaram?", ela me pressionou por mais informações&lt;br /&gt;num cochicho. A aula já havia começado mas o Sr. Varner não estava prestando a&lt;br /&gt;mínima atenção em nós, e nós não éramos as únicas conversando.&lt;br /&gt;"Eu não sei, Jess,um monte de coisas", eu cochichei de volta. "Nós falamos um pouco&lt;br /&gt;sobre o trabalho de Inglês". Pouco, muito pouco. Eu acho que ele mencionou isso de&lt;br /&gt;passagem.&lt;br /&gt;"Por favor, Bella", ela implorou. "Me dê alguns detalhes".&lt;br /&gt;"Bom...tudo bem,eu te digo um. Você precisava ter visto a garçonete flertando com ele-&lt;br /&gt;foi até um pouco demais. Mas ele não estava prestando nem um pouco de atenção".&lt;br /&gt;Deixe ele pensar o que quiser disso.&lt;br /&gt;"Isso é um bom sinal", ela balançou a cabeça. "Ela era bonita?"&lt;br /&gt;"Muito-e provavelmente tinha dezenove ou vinte anos".&lt;br /&gt;"Melhor ainda. Ele deve gostar de você".&lt;br /&gt;"Eu acho que sim, mas é difícil dizer. Ele é sempre tão enigmático". Eu disse isso para o&lt;br /&gt;seu próprio bem, suspirando.&lt;br /&gt;"Eu não sei como você tem coragem suficiente pra ficar sozinha com ele", ela falou.&lt;br /&gt;"Porque?", eu estava chocada, mas ela não entendeu minha reação.&lt;br /&gt;"Ele é tão...intimidante. Eu não saberia o que dizer pra ele."&lt;br /&gt;Ela fez uma careta, provavelmente lembrando dessa manhã ou da noite passada, quando&lt;br /&gt;ele usou o poder devastador do seu olhar sobre ela.&lt;br /&gt;"Eu tenho alguns proplemas com minha coerência quando estou perto dele", eu admití.&lt;br /&gt;"Oh, bem. Ele é inacreditavelmente lindo". Jéssica levantou os ombros como se esse&lt;br /&gt;fato apagasse qualquer falha. E, na cabeça dela, provavelmente apagasse.&lt;br /&gt;"Ele é mais que só isso".&lt;br /&gt;"É mesmo? O que mais?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu devia ter deixado pra lá. Eu esperava que ele não estivesse falando sério sobre ouvir&lt;br /&gt;a conversa.&lt;br /&gt;"Eu não sei explicar direito...mas ele é ainda mais inacreditável por trás do rosto". Um&lt;br /&gt;vampiro que tentava ser bom-que corria pra cim e pra baixo salvando as pessoas pra&lt;br /&gt;não se tornar um monstro... Eu olhei para a frente da sala.&lt;br /&gt;"E isso é possivel?"&lt;br /&gt;Eu ignorei ele, fingindo que estava prestando atenção no que o Sr. Varner estava&lt;br /&gt;dizendo.&lt;br /&gt;"Você gosta dele, então?", ela não ia desistir.&lt;br /&gt;"Sim", eu disse simplesmente.&lt;br /&gt;"Eu quero dizer, você gosta dele de verdade?", ele pressionou.&lt;br /&gt;"Sim", eu disse de novo, corando. Eu esperava que esse detalhe não ficasse gravado na&lt;br /&gt;mente dela.&lt;br /&gt;Ela estava cansada de respostas monosilábicas. "Quanto você gosta dele?"&lt;br /&gt;"Demais", eu cochichei de volta. "Muito mais do que ele gosta de mim. Mas eu não sei&lt;br /&gt;como posso evitar isso". Eu suspirei, corando uma vez atrás da outra.&lt;br /&gt;Então, por sorte, o Sr. Varner chamou Jéssica pra responder uma pergunta.&lt;br /&gt;Ela não teve outra oportunidade de tocar no assunto, e assim que o sinal tocou, eu bolei&lt;br /&gt;uma tática evasiva.&lt;br /&gt;"Na aula de Inglês, Mike me perguntou o que você tinha achado do passeio de&lt;br /&gt;Segunda", eu disse pra ele.&lt;br /&gt;"Você tá brincando! O que foi que você disse?!", ela tentou recuperar o fôlego,&lt;br /&gt;completamente alucinada.&lt;br /&gt;"Eu disse que você tinha se divertido muito-ele pareceu satisfeito".&lt;br /&gt;"Me diga exatamente o que ele disse, e o que você respondeu exatamente!"&lt;br /&gt;N´s passamos o resto do tempo dissecando frases e Passamos boa parte da uala de&lt;br /&gt;Espanhol falando sobre as expressões de Mike. Eu não teriam me demorando tanto&lt;br /&gt;explicando elas, mas eu estava com medo que o assunto voltasse pra mim.&lt;br /&gt;E então o sinal tocou para o almoço. Eu pulei da minha cadeira, enfiando os meus livros&lt;br /&gt;rapidamente dentro da bolsa, minha expressão deve ter alertado Jéssica.&lt;br /&gt;"Você não vai almoçar com a gente hoje, vai?", ela advinhou.&lt;br /&gt;"Eu acho que não". Eu não tinha como saber se ele não ia desaparecer&lt;br /&gt;convenientemente de novo.&lt;br /&gt;Mas do lado de fora da sala de Espanhol, encostado na parede-parecendo mais um Deus&lt;br /&gt;Grego do que uma pessoa tinha o direito de parecer-Edward estava esperando por mim.&lt;br /&gt;Jéssica deu uma olhada, revirou os olhos e desapareceu.&lt;br /&gt;"A gente se vê mais tarde, Bella". A voz dela estava cheia de significado. Eu achei que&lt;br /&gt;seria melhor desligar o telefone quando chegasse em casa.&lt;br /&gt;"Olá", a voz dele estava divertida e irritada ao mesmo tempo. Ele estava ouvindo, era&lt;br /&gt;óbvio.&lt;br /&gt;"Oi".&lt;br /&gt;Eu não conseguí pensar em outra coisa pra dizer, e ele não disse mais nada-passando o&lt;br /&gt;tempo, eu imaginei-então nós ficamos quietos até a cafeteria. Caminhar com Edward&lt;br /&gt;pela cafeteria foi como no meu primeiro dia de aula; todo mundo estava me olhando.&lt;br /&gt;Ele me guiou até a fila, ainda sem falar, apesar de os seus olhos se virarem pro meu&lt;br /&gt;rosto a cada segundo, com uma expressão especulativa. Parecia que a irritação estava se&lt;br /&gt;sobressaindo á diversão. Eu brinquei nervosamente com o zíper do meu casaco.&lt;br /&gt;Ele entrou na fila e começou a encher uma bandeja com comida.&lt;br /&gt;"O que você tá fazendo? Isso tudo é pra mim?"&lt;br /&gt;Ele balançou a cabeça, dando um passo á frente para pagar pela comida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*-*--*--*-*-*-*-**************+********++++**************+++********************************************************************************************************************************************//////////////////////////////////////////////////////*************************************///////////////////////////////////////////////////////////////////*******************************//////////////////////////////////////////////////////////////*****************************/////////****&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Metade é pra mim, é claro".&lt;br /&gt;Eu erguí uma sobrancelha.&lt;br /&gt;Ele me guiou para a mesma mesa onde havíamos nos sentado da primeira vez. De outra&lt;br /&gt;mesa, um grupo de alunos do último ano olhou pra nós estarrecídos enquanto nos&lt;br /&gt;sentávamos na frente um do outro.&lt;br /&gt;Edward parecia obscuro.&lt;br /&gt;"Pegue o que quiser" ele disse, empurrando a bandeja na minha direção.&lt;br /&gt;"Eu estou curiosa". Eu disse enquanto pegava uma maçã, virando ela nas minhas mãos.&lt;br /&gt;"O que você faria se uma pessoa te desafiasse a comer alguma coisa?"&lt;br /&gt;"Você está sempre curiosa". Ele brincou, balançando a cabeça. Ele olhou pra mim,&lt;br /&gt;prendendo o meu olhar enaquanto pegava um pedaço de pizza da bandeja, e&lt;br /&gt;deliberadamente deu uma mordida grande, mastigou rapidamente, e depois engoliu. Eu&lt;br /&gt;observei com os olhos arregalados.&lt;br /&gt;"Se alguém te desafiasse a comer areia, você poderia, não poderia?", ele perguntou.&lt;br /&gt;Eu torcí meu nariz. "Eu já fiz isso uma vez...num desafio. Não foi tão ruim".&lt;br /&gt;Ele sorriu. "Eu acho que não estou muito surpreso". Algo acima do meu ombro pareceu&lt;br /&gt;chamar a atenção dele.&lt;br /&gt;"Jéssica está analizando tudo que eu faço-ela vai falar com você sobre isso depois." Ele&lt;br /&gt;empurrou o resto da pizza pra mim. A menção do nome de Jéssica pareceu deixá-lo&lt;br /&gt;irritado de novo.&lt;br /&gt;Eu coloquei a maçã na mesa e dei uma mordida na pizza, olhando pra longe, sabendo&lt;br /&gt;que ele ia começar a falar.&lt;br /&gt;"Então a garçonete era bonita, não era?", ele perguntou casualmente.&lt;br /&gt;"Você realmente não reparou?"&lt;br /&gt;"Não. Eu não estava prestando atenção. Eu tinha muitas coisas na cabeça".&lt;br /&gt;"Pobre garota", eu podia me dar ao luxo de ser generosa.&lt;br /&gt;"Algo que você disse pra Jéssica...bem, me incomodou". Ele se recusava a se distrair.&lt;br /&gt;Sua voz estava áspera, e ele olhou por baixo dos cílios com um olhar perturbado.&lt;br /&gt;"Eu não estou surpresa que você tenha ouvido algo de que não tenha gostado. Você sabe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o que as pessoa dizem sobre espionar". Eu avisei.&lt;br /&gt;"Eu te disse que estaria ouvindo"&lt;br /&gt;"E eu te avisei que você não ia querer saber tudo o que eu pensava".&lt;br /&gt;"Você avisou", ele concordou, mas sua voz ainda estava dura. "Porém, você não estava&lt;br /&gt;precisamente certa. Eu quero saber o que você pensa-tudo. Eu só queria que você não&lt;br /&gt;estivesse pensando em ...algumas coisas".&lt;br /&gt;Eu fiz uma cara feia. "Isso é uma distinção".&lt;br /&gt;"Mas não é isso que importa no momento".&lt;br /&gt;"Então o que é?" Nós dois estávamos inclinados sobre a mesa na direção um do outro&lt;br /&gt;agora. Suas longas mãos estavam dobradas embaixo do queixo; eu me inclinei para a&lt;br /&gt;frente, minha mão direita estava ao redor do meu pescoço. Eu tinha que me lembrar que&lt;br /&gt;estávamos numa sala lotada, provavelmente cheia de olhos curiosos. Era fácil demais&lt;br /&gt;ficar presa na privacidade da nossa pequena bolha de tensão.&lt;br /&gt;"Você realmente acredita que gosta de mim mais do que eu gosto de você?", ele&lt;br /&gt;murmurou, se inclinando pra mais perto enquanto falava, seus olhos dourados eram&lt;br /&gt;penetrantes. Eu tentei me lembrar de respirar. Eu tive que olhar pra outro lugar até que&lt;br /&gt;ela voltasse.&lt;br /&gt;"Você está fazendo isso de novo", eu murmurei.&lt;br /&gt;Os olhos dele ficaram grandes de supresa. "O que?"&lt;br /&gt;"Me deixando deslumbrada", eu admití, tentando me concentrar enquanto olhava pra&lt;br /&gt;ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Oh",ele fez uma careta.&lt;br /&gt;"Não é sua culpa", eu suspirei. "Você não consegue evitar".&lt;br /&gt;"Você vai responder a pergunta?"&lt;br /&gt;Eu olhei pra baixo. "Sim".&lt;br /&gt;"Sim, você vai responder; ou sim, você realmente acha isso?" Ele estava irritado de&lt;br /&gt;novo.&lt;br /&gt;"Sim, eu realmente acho isso". Eu mantive os meus olhos na mesa, meus olhos&lt;br /&gt;traçavam os contornos da mesa de madeira. O silêncio se arrastou. Eu estava&lt;br /&gt;teimosamente decidida a não ser a primeira a falar, lutando com a vontade de dar uma&lt;br /&gt;espiadinha na expressão dele.&lt;br /&gt;Finalmente ele falou, sua voz aveludada estava macia. "Você está errada".&lt;br /&gt;Eu olhei pra cima pra ver que seus olhos estavam gentís.&lt;br /&gt;"Você não tem como saber isso", eu discordei num murmúrio. Eu balancei a cabeça em&lt;br /&gt;dúvida, apesar das palavras dele terem balançado meu coração e de eu querer tanto&lt;br /&gt;acreditar nelas.&lt;br /&gt;"O que te faz pensar isso?" Seus olhos da cor do topázio eram penetrantes-tentando&lt;br /&gt;futilmente, eu pensei, tentar a verdade diretamente da minha mente.&lt;br /&gt;Eu encarei de volta, tentando pensar claramente a despeito do rosto dele, para achar&lt;br /&gt;alguma explicação. Eu procurei as palavras, eu podia vê-lo ficando impaciente; ficando&lt;br /&gt;frustrado com o meu silêncio.&lt;br /&gt;Ele estava começando a ficar carrancudo. Eu levantei minha mão do pescoço, e levantei&lt;br /&gt;um dedo.&lt;br /&gt;"Me deixe pensar", eu insistí. A expressão dele ficou mais amena, agora que ele sabia&lt;br /&gt;que eu estava planejando uma resposta. Eu coloquei minha mão na mesa e moví a mão&lt;br /&gt;esquerda para que as duas palmas ficassem juntas. Eu olhei para as minhas mãos,&lt;br /&gt;cruzando e descruzando os dedos, e finalmente falei.&lt;br /&gt;"Bem, tirando o óbvio, as vezes..." eu hesitei. "Eu não posso ter certeza -eu não leio&lt;br /&gt;mentes-mas as vezes parece que você está querendo dizer adeus,mas diz outra coisa".&lt;br /&gt;Foi o melhor que eu pude fazer para avaliar a angústia que suas palavras me causavam&lt;br /&gt;as vezes.&lt;br /&gt;"É uma questão de perceptiva", ele cochichou. E então lá estava a angústia de novo, sua&lt;br /&gt;expressão confirmou os meus medos. "Porém, é exatamente por isso que você está&lt;br /&gt;errada.", ele começou a explicar, mas seus olhos reviraram. "O que você quis dizer com&lt;br /&gt;'o óbvio'?"&lt;br /&gt;"Bem, olhe pra mim", eu disse desnecessariamente, ele já estava olhando. "Eu sou&lt;br /&gt;absolutamente normal-bem, com excessão das experiências de quase-morte e de ser tão&lt;br /&gt;atrapalhada que eu quase chego a ser uma inválida. E olhe pra você". Eu abanei minha&lt;br /&gt;mão na direção da sua perfeição desconcertante.&lt;br /&gt;As sobrancelhas dele se uniram por um instante, mas depois se suavizaram quando ele&lt;br /&gt;fez uma cara de sabe-tudo.&lt;br /&gt;"Você não se vê muito claramente, sabe. Eu tenho que admitir que você estava certa&lt;br /&gt;sobre as experiências de quase-morte" ele sorriu obscuramente, "mas você não ouviu o&lt;br /&gt;que todos os seres humanos do sexo masculino nessa escola pensaram de você no seu&lt;br /&gt;primeiro dia".&lt;br /&gt;Eu pisquei, desnorteada. "Eu não acredito..." , eu murmurei pra mim mesma.&lt;br /&gt;"Confie em mim -você não tem nada de comum".&lt;br /&gt;Minha vergonha foi muito maior do que o meu prazer quando eu ví o seu olhar&lt;br /&gt;enquanto ele dizia essas palavras. Eu rapidamente me lembrei do assunto original da&lt;br /&gt;discursão.&lt;br /&gt;"Mas não sou eu que quero me despedir", eu apontei&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Você não vê? É isso que prova que eu estou certo. Eu me importo mais, se eu não&lt;br /&gt;posso fazer isso"-ele balançou a cabeça, parecendo lutar contra esse pensamento-"Se ir&lt;br /&gt;embora é a coisa certa a se fazer, então eu vou me machucar pra não machucar você, pra&lt;br /&gt;te manter a salvo".&lt;br /&gt;Meus olhos faiscaram na direção dele. "E você acha que eu não faria a mesma coisa?"&lt;br /&gt;"Você nunca teria que tomar essa decisão".&lt;br /&gt;Abruptamente, seu humor imprevisível mudou de novo um sorriso travesso, devastador&lt;br /&gt;transformou o seu rosto. "É claro que manter você viva é um trabalho em período&lt;br /&gt;integral que requer minha presença constante".&lt;br /&gt;"Ninguém tentou me matar hoje" Eu lembrei ele,feliz com o assunto mais leve. Eu não&lt;br /&gt;queria mais falar de despedidas. Se eu tivesse que fazer isso, eu colocaria a minha vida&lt;br /&gt;em perigo constante só pra mantê-lo perto... eu baní esse pensamento antes que seus&lt;br /&gt;olhos rápidos pudessem lê-los no meu rosto. Essa idéia definitivamente ia me meter em&lt;br /&gt;encrenca.&lt;br /&gt;"Ainda", ele adicionou.&lt;br /&gt;"Ainda", eu concordei; eu podia ter discutido, mas agora eu queria que ele estivesse&lt;br /&gt;preparado pra enfrentar desastres.&lt;br /&gt;"Eu ainda tenho outra pergunta", seu rosto ainda estava casual.&lt;br /&gt;"Manda".&lt;br /&gt;"Você realmente precisa ir á Seattle esse Sábado ou só está fazendo isso pra ficar longe&lt;br /&gt;dos seus admiradores?"&lt;br /&gt;Eu fiz uma careta quando lembrei disso. "Você sabe, eu ainda não te perdoei pelo lance&lt;br /&gt;com Tyler", eu avisei. "É por sua culpa que ele fica tendo essas ilusões sobre me levar&lt;br /&gt;para o baile de fim de ano".&lt;br /&gt;"Oh, ele teria encontrado uma chance de te convidar sem a minha ajuda-eu só queria&lt;br /&gt;olhar a sua cara quando ele fizesse isso", ele deu uma gargalhada. Eu teria ficado com&lt;br /&gt;mais raiva se o sorriso não fosse tão fascinante. "Se eu tivesse te convidado, você teria&lt;br /&gt;me dispensado?", ele perguntou, ainda rindo pra sí mesmo.&lt;br /&gt;"Provavelmente não", eu admití. "Mas eu teria ligado depois pra desmarcar-dizendo&lt;br /&gt;que estava doente ou que tinha torcido o tornozelo".&lt;br /&gt;Ele estava confuso. "Porque você faria isso?"&lt;br /&gt;Ele pareceu confuso. "Porque você faria isso?"&lt;br /&gt;Eu balancei a cabeça tristemente. "Você nunca me viu na aula de Educação física, eu&lt;br /&gt;acho, mas se você tivesse visto você entenderia".&lt;br /&gt;"Você está se referindo ao fato de que não consegue andar sobre uma superfície plana e&lt;br /&gt;estável sem encontrar algo em que tropeçar?"&lt;br /&gt;"Obviamente".&lt;br /&gt;"Isso não seria uma problema", ele disse confiante. "Tudo depende de quem conduz".&lt;br /&gt;Ele viu que eu estava prestes a protestar, então me cortou. "Mas você não me disse-&lt;br /&gt;você está resolvida a ir á Seattle ou não se incomodaria se fizessemos algo diferente?"&lt;br /&gt;Contanto que o "nós" estivesse envolvido, eu não me importava muito com o resto.&lt;br /&gt;"Eu estou aberta a alternativas", eu deixei. "Mas eu tenho que te pedir um favor".&lt;br /&gt;Ele me olhou cauteloso, já que eu havia feito uma pergunta aberta.&lt;br /&gt;"O que é?"&lt;br /&gt;"Eu posso dirigir?"&lt;br /&gt;Ele fez uma careta. "Porque?"&lt;br /&gt;"Bem, pra começar, quando eu disse que ia a Seattle, Charlie me perguntou&lt;br /&gt;especificamente se eu ia sozinha, e na época, eu ia. Se ele tivesse perguntado de novo,&lt;br /&gt;eu provavelmente não mentiria, mas eu não acho que ele vai perguntar de novo, e deixar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o meu carro emcasa só vai levantar suspeitas desnecessárias. E também, o seu jeito de&lt;br /&gt;dirigir me assusta."&lt;br /&gt;Ele revirou os olhos. "Com todas as coisas que podiam te assustar, você se preocupa&lt;br /&gt;com o jeito que eu dirijo". Ele balançou a cabeça cheio de desgosto, mas então seus&lt;br /&gt;olhos ficaram sérios de novo.&lt;br /&gt;"Porque você não contou ao seu pai que passaria o dia comigo?" Havia outro&lt;br /&gt;significado nessa pergunta, que eu não conseguí entender.&lt;br /&gt;"Com Charlie, menos é sempre mais", eu estava resolvida sobre isso.&lt;br /&gt;"Pra onde vamos afinal?"&lt;br /&gt;"O clima vai estar ensolarado, então eu vou me manter londe dos olhares do público...e&lt;br /&gt;você pode ficar comigo se quiser". De novo, ele estava me deixando escolher.&lt;br /&gt;"E você vai me mostrar o que acontece com o sol?", eu perguntei, excitada com a idéia&lt;br /&gt;de ver mais um dos seus segredos sendo revelados.&lt;br /&gt;"Sim", ele sorriu e depois pausou. "Mas se você não quiser... ficar sozinha comigo, eu&lt;br /&gt;ainda preferiria que você não fosse á Seattle sozinha. Eu tremo só de pensar nos&lt;br /&gt;problemas que você pode encontrar numa cidade daquele tamanho".&lt;br /&gt;Eu estava zangada. "Phoenix é três vezes maior-só em população. No tamanho físico..."&lt;br /&gt;"Mas aparentemente", ele me interrompeu, "Você não estava marcada para morrer em&lt;br /&gt;Phoenix. Então eu preferiria que você ficasse perto de mim". Seus olhos estavam&lt;br /&gt;flamejantes daquele jeito injusto de novo.&lt;br /&gt;Eu não podia discutir, nem com os olhos nem com a motivação, e era uma discursão&lt;br /&gt;que eu ia perder do mesmo jeito. "E acontece, que eu não me incomodo de ficar sozinha&lt;br /&gt;com você".&lt;br /&gt;"Eu sei", ele suspirou, meditando. "Contudo, eu acho que você devia contar para o&lt;br /&gt;Charlie".&lt;br /&gt;"E porque razão eu faria isso?"&lt;br /&gt;Seus olhos ficaram ferozes de repente. "Pra me dar um pequeno incentivo pra te trazer&lt;br /&gt;de volta".&lt;br /&gt;Eu engolí seco. Mas depois de alguns segundos,minha decisão estava tomada. "Eu acho&lt;br /&gt;que vou me arriscar".&lt;br /&gt;Ele exalou o ar com raiva, e desviou o olhar.&lt;br /&gt;"Vamos falar de outra coisa", eu sugerí.&lt;br /&gt;"Sobre o que você quer falar?", ele perguntou. Ele ainda estava aborrecido.&lt;br /&gt;Eu dei uma olhada ao nosso redor, me certificando de que ninguém poderia nos ouvir.&lt;br /&gt;Enquanto passava os olhos pelo lugar, meus olhos encontraram os da irmão de Edward,&lt;br /&gt;Alice, que estava me observando.&lt;br /&gt;Os outros estavam olhando para Edward. Eu desviei o olhar depressa, olhando pra&lt;br /&gt;Edward, e perguntei a primeira coisa que me passou pela cabeça.&lt;br /&gt;"Porque você foi á Pedra da Cabra no último fim de semana...pra caçar? Charlie disse&lt;br /&gt;que não é um bom lugar porque lá tem muitos ursos".&lt;br /&gt;Ele me encarou como se eu estivesse deixando passar algum detalhe óbvio.&lt;br /&gt;"Ursos?" Eu engasguei e ele sorriu. "Sabe, não é temporada de ursos" e falei por fora&lt;br /&gt;pra esconder o meu choque.&lt;br /&gt;"Se você ler cuidadosamente, as leis impedem as pessoas de caçar com armas de fogo",&lt;br /&gt;ele me informou.&lt;br /&gt;Ele observou o meu rosto com prazer enquanto a minha ficha caía.&lt;br /&gt;"Ursos?", eu repetí com dificuldade.&lt;br /&gt;"Grizzly é a espécie favorita de Emmett." A sua voz ainda estava normal, mas os seus&lt;br /&gt;olhos estavam analizando a minha reação.&lt;br /&gt;Eu tentei me recompor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Hmmm", eu disse comendo outro pedaço da pizza como um desculpa pra olhar pra&lt;br /&gt;baixo. Eu mastiguei lentamente, e bebi um gole de refrigerante sem olhar pra cima.&lt;br /&gt;"Então", eu disse depois de um momento, finalmente encontrando seus olhos que agora&lt;br /&gt;estavam ansiosos. "Qual é o seu favorito?"&lt;br /&gt;Ele ergueu uma sobrancelha e os cantos da boca dele se curvaram pra baixo, em&lt;br /&gt;desaprovação.&lt;br /&gt;"Leão da Montanha".&lt;br /&gt;"Ah", eu disse num tom de desinteresse educado, olhando para a minha lata de&lt;br /&gt;refrigerante.&lt;br /&gt;"É claro", ele disse, com um tom que imitava o meu, "Que nós temos que tomar cuidado&lt;br /&gt;para não causar um grande impacto no meio-ambiente com as nossas caçadas. Nós&lt;br /&gt;tentamos nos manter nas áreas onde os indices predatórios são menores-indo pra tão&lt;br /&gt;longe quanto for necessário. Sempre têm muitos veados e alces por aqui, e eles servem,&lt;br /&gt;mas onde está a graça nisso?"&lt;br /&gt;Ele sorriu me provocando.&lt;br /&gt;"Realmente", eu murmurei mordendo outro pedaço de pizza.&lt;br /&gt;"O começo da primavera é a época de ursos favorita de Emmett-eles estão saindo da&lt;br /&gt;hibernação, então eles estão mais irritáveis", ele sorriu se lembrando de alguma piada.&lt;br /&gt;"Nada mais divertido que irritar um urso pardo", eu concordei, balançando a cabeça.&lt;br /&gt;Ele sorriu silenciosamente, balançando a cabeça. "Me diga o que você realmente está&lt;br /&gt;pensando,por favor".&lt;br /&gt;"Eu estou tentando imaginar a cena-mas não consigo", eu admití. "Como você caça um&lt;br /&gt;urso sem armas de fogo?"&lt;br /&gt;"Oh, nós temos armas" ele mostrou seus dentes num breve sorriso ameaçador.&lt;br /&gt;Eu lutei contra um arrepio antes que ele me expusesse. "Só que elas não são do tipo que&lt;br /&gt;se leva em consideração quando fazem as leis de proibição. Se você já viu um ataque de&lt;br /&gt;ursos na televisão, você deve ser capaz de imaginar Emmett caçando".&lt;br /&gt;Eu não conseguí eviter o calafrio que percorreu a minha espinha. Eu olhei pela cafeteria&lt;br /&gt;na direção de Emmett, filiz por ele não estar olhando pra mim. Os grossos músculos que&lt;br /&gt;envolviam seus braços e o seu torax eram de alguma forma ainda mais ameaçadores&lt;br /&gt;agora.&lt;br /&gt;Edward seguiu o meu olhar e deu uma gargalhada. Eu olhei pra ele enervada.&lt;br /&gt;"Você é como um urso também?", eu perguntei em voz baixa.&lt;br /&gt;"Mais como um leão, ou pelo menos é o que eles me dizem", ele disse levemente.&lt;br /&gt;"Talvez as nossas preferências sejam indicativos".&lt;br /&gt;Eu tentei sorrir. "Talvez", eu repetí. Mas minha cabeça estava cheia de imagens&lt;br /&gt;contraditória que eu não conseguia agrupar. "Isso é algo que eu posso vez um dia?"&lt;br /&gt;"Absolutamente não!" Seu rosto ficou ainda mais pálido que o natural, e seus olhos&lt;br /&gt;estavam furiosos.&lt;br /&gt;Eu me inclinei pra trás, assustada e-apesar de eu nunca ser capaz de admitir pra ele-&lt;br /&gt;com medo da sua reação. Ele também se inclinou pra trás, cruzando os braços no peito.&lt;br /&gt;"Assustador demais pra mim?" eu perguntei quando conseguí controlar minha voz de&lt;br /&gt;novo.&lt;br /&gt;"Se o problema fosse só esse, eu te levaria lá hoje á noite", ele disse com uma voz&lt;br /&gt;cortante. "Você precisa de uma dose saudável de medo. Nada poderia ser mais&lt;br /&gt;beneficial pra você."&lt;br /&gt;"Então porque?", eu pressionei, tentando ignorar a sua expressão de raiva.&lt;br /&gt;Ele olhou pra mim por um longo minuto.&lt;br /&gt;"Mais tarde", ele disse finalmente, se levantando com um movimento gracioso. "Nós&lt;br /&gt;vamos nos atrasar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu olhei ao redor, alarmada de ver que ele estava certo, e a cafeteria já estava quase&lt;br /&gt;vazia. Quando eu estava com ele, o tempo e o espaço eram tão escorregadios que eu&lt;br /&gt;acabava perdendo a noção dos dois. Eu me pus de pé num pulo, pegando a minha&lt;br /&gt;mochila que estava atrás da cadeira.&lt;br /&gt;"Mais tarde, então", eu concordei. Eu não ia me esquecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. Complicações&lt;br /&gt;Todo mundo olhou para gente enquanto estávamos andando para nossa mesa no&lt;br /&gt;laboratório. Eu notei que ele não mas havia sentado tão longe de mim quanto a mesa o&lt;br /&gt;permitia. Ao contrario, ele sentou um tanto perto de mim. Nossos braços quase se&lt;br /&gt;tocando.&lt;br /&gt;Mr. Barner voltou para dentro da classe então – que precisão de tempo o cara tinha –&lt;br /&gt;empurrando um suporte alto de metal sobre rodas que sustentava uma pesada, antiga TV&lt;br /&gt;e um VHS. Uma aula de filme – a animação da atmosfera na classe era quase tocável.&lt;br /&gt;Mr. Barner empurrou a fita para dentro do relutante VHS e andou até o outro lado da&lt;br /&gt;sala para desligar as luzes.&lt;br /&gt;E então, quando a sala ficou escura, eu repentinamente fique alarmada que Edward&lt;br /&gt;estava sentado a menos de uma polegada de mim. Eu estava impressionada com a&lt;br /&gt;inesperada eletricidade que passou por mim, fascinada de que eu podia ficar mais perto&lt;br /&gt;dele sem correr risco do que eu ficava. Um louco impulso de estender as mãos e toca-lo,&lt;br /&gt;de acariciar sua perfeita face só uma vez no escuro, instantaneamente me inundou. Eu&lt;br /&gt;apertei meus braços com força sobre meu peito, minha mão cerrada. Eu estava perdendo&lt;br /&gt;minha cabeça.&lt;br /&gt;Os créditos de abertura começaram, iluminando a sala com um pouco de luz. Meu&lt;br /&gt;olhos, com sua próprio vontade, olharam para ele. Eu sorri timidamente assim que&lt;br /&gt;percebi que sua postura era idêntica a minha, mãos cerradas sobre seus braços, por&lt;br /&gt;debaixo de seus olhos, espreitando de lado para mim. Ele sorriu de volta, seus olhos&lt;br /&gt;parecendo fogo, mesmo no escuro. Eu olhei para o lado antes de poder começar a&lt;br /&gt;respirar rápido. Era absurdamente ridículo que eu podia me sentir tão estonteada assim.&lt;br /&gt;As horas pareciam muito longas. Eu não conseguia me concentrar no filme -eu não&lt;br /&gt;sabia nem ao menos sobre qual assunto ele era. Eu tentei, sem sucesso, relaxar, mas a&lt;br /&gt;corrente elétrica que parecia vir de algum lugar do corpo dele nunca diminuia.&lt;br /&gt;Ocasionalmente eu me permitia olhar rapidamente na direção dele, mas ele também&lt;br /&gt;parecia nunca relaxar. O desejo predominante de tocá-lo também parecia nunca&lt;br /&gt;murchar, e eu pressionei meus punhos seguramente contra minhas costelas até que meus&lt;br /&gt;dedos estavissem doendo do esforço.&lt;br /&gt;Eu suspirei de alívio quando Mr. Banner acendeu novamente as luzes no fim da aula, e&lt;br /&gt;eu estiquei meus braços em frente a mim, flexionando meus dedos rígidos. Edwad riu&lt;br /&gt;ao meu lado.&lt;br /&gt;"Bem, aquilo foi interessante," ele murmurou. Sua voz estava sombria e seus olhos eu&lt;br /&gt;cautelosos.&lt;br /&gt;"Hmmm," era tudo que eu conseguia responder.&lt;br /&gt;"Devemos?" ele perguntou, levantando sem estabilidade.&lt;br /&gt;Eu quase gemi. Hora do ginásio. Eu continuei com cuidado, preocupada se meu&lt;br /&gt;equilíbrio poderia ter sido afetado pela estranha nova força entre nós.&lt;br /&gt;Ele me acompanhou para minha próxima aula em silêncio e parou na porta; eu virei pra&lt;br /&gt;dizer tchau. O rosto dele me encarou -sua expressão estava despedaçada, quase&lt;br /&gt;dolorida, e tão cruelmente bonita que a vontade de tocá-lo incendiou-se mais forte do&lt;br /&gt;que antes. Meu adeus parou na minha garganta.&lt;br /&gt;Ele levantou sua mão, hesistante, uma luta enfurecendo-se em seus olhos, e então&lt;br /&gt;rapidamente roçou um pedaço da minha bochecha com a ponta de seus dedos. Sua pele&lt;br /&gt;estava gelada como sempre, mas o rastro que seus dedos deixaram em minha pele era&lt;br /&gt;alarmantemente quente -como se eu tivesse sido queimada, mas eu ainda não sentia a&lt;br /&gt;dor disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele se virou sem uma palavra e caminhou rapidamente para longe de mim.&lt;br /&gt;Eu andei para dentro do ginásio, tonta e hesitante.&lt;br /&gt;Eu fui até o armário do vestiário, vagamente havia outras pessoas me rodeando. Na&lt;br /&gt;realidade não estava muito cheio até agora, eu estava segurando uma raquete. Isso não&lt;br /&gt;era pesado, mas sentir que era perigoso na minha mão. Eu podia ver algumas crianças&lt;br /&gt;da outra turma olhavam-me furtivamente. O treinador Clapp ordenou que nos&lt;br /&gt;formássemos times. Piedosamente algum vestígio de cavalheirismo ainda sobrevivia em&lt;br /&gt;Mike; ele veio pra o meu lado.&lt;br /&gt;“Você quer entrar no time?”&lt;br /&gt;“Obrigada Mike. Sabe que não precisa fazer isso, você sabe disso”. Eu fiz uma careta de&lt;br /&gt;desculpa.&lt;br /&gt;“Não se preocupe. Eu vou ficar longe do seu caminho”. Ele sorriu, às vezes é fácil ser&lt;br /&gt;como o Mike.&lt;br /&gt;Eu não ia bajular de maneira nenhuma, para acerta-me com a minha raquete e vê o&lt;br /&gt;ombro de Mike balançar igualmente.&lt;br /&gt;Eu passei o resto do tempo no canto de trás do quadra, segurando a raquete a salvo atrás&lt;br /&gt;das minhas costas.&lt;br /&gt;Apesar de ter sido limitado por mim, Mike era muito bom, ele ganhou três jogos de&lt;br /&gt;quatro sozinho. Ele me deu um não merecido gesto de parabéns quando o técnico&lt;br /&gt;finalmente assobiou acabando a aula.&lt;br /&gt;"Então," ele disse enquanto nós andávamos para fora da quadra.&lt;br /&gt;"Então o que?"&lt;br /&gt;"Você e Cullen, hm?" ele perguntou, seu tom era rebelde. Meu anterior sentimento de&lt;br /&gt;afeição desapareceu.&lt;br /&gt;"Isso não é da sua conta, Mike," Eu avisei, internamente amaldiçoando Jessica&lt;br /&gt;diretamente para as ardentes chamas de Hades.&lt;br /&gt;"Eu não gosto disso," ele murmurou de qualquer forma.&lt;br /&gt;"Você não tem que gostar," eu rangi os dentes.&lt;br /&gt;"Ele olha pra você como... como se você fosse algo pra comer," ele continuou, me&lt;br /&gt;ignorando.&lt;br /&gt;Eu abafei a histeria que ameaçava explodir, mas um pequeno riso amarelo conseguiu&lt;br /&gt;sair apesar de meus esforços. Ele olhou com raiva pra mim. Eu virei e escapei para a&lt;br /&gt;sala dos armários.&lt;br /&gt;Eu me troquei rapidamente, alguma coisa mais estranha do que borboletas se atacando&lt;br /&gt;afobadamente contra as paredes do meu estômago, minha discussão com Mike já em&lt;br /&gt;uma memória distante. Eu estava pensando se Edward estaria me esperando, ou se eu&lt;br /&gt;deveria encontrá-lo no carro dele.&lt;br /&gt;E se a família dele estivesse lá? Eu senti uma onda de terror verdadeiro. Eles sabiam&lt;br /&gt;que eu sabia? Eu deveria saber que eles sabiam que eu sabia, ou não?&lt;br /&gt;Enquanto eu saia da quadra, eu tinha acabado de decidir de andar para casa sem nem ao&lt;br /&gt;menos olhar para o estacionamento. Mas meus temores eram desnecessários. Edward&lt;br /&gt;estava me esperando, apoiado casualmente contra a parede do ginásio, seu rosto de tirar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o fôlego agora tranquilo. Enquanto eu andava para o lado dele, eu senti um peculiar&lt;br /&gt;sentimento de alívio.&lt;br /&gt;"Oi", eu respirei, dando um enorme sorriso.&lt;br /&gt;"Olá", seu sorriso de resposta foi brilhante. "Como foi a aula?"&lt;br /&gt;Meu rosto caiu um pouquinho. "Bem", eu mentí.&lt;br /&gt;"Mesmo?", ele não estava convencido. Seus olhos viraram rapidamente me olhando por&lt;br /&gt;cima do ombro e se estreitaram. Eu olhei pra trás e ví Mike de costas enquanto ele ia&lt;br /&gt;embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O que foi?", eu quis saber.&lt;br /&gt;Os olhos dele reencontraram os meus, ainda estreitos. "Newton está começando a me&lt;br /&gt;irritar".&lt;br /&gt;"Você estava ouvindo de novo?", o horror me abateu. Todos os traços do meu bom&lt;br /&gt;humor desapareceram.&lt;br /&gt;"Como está a sua cabeça?", ele perguntou inocentemente.&lt;br /&gt;"Você é inacreditável!", eu me virei, caminhando a passos largos na direção do&lt;br /&gt;estacionamento, apesar de ainda não estar conseguindo andar direito nesse momento.&lt;br /&gt;Ele me acompanhou facilmente.&lt;br /&gt;"Foi você quem mencionou que eu nunca havia te visto na aula de Educação física-eu&lt;br /&gt;fiquei curioso". Ele não parecia estar arrependido, então eu ignorei ele.&lt;br /&gt;Nós caminhamos em silêncio-um silêncio furioso, e envergonhado da minha parte-para&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o carro dele. Mas eu tive que parar á alguns passos de distância-uma multidão de&lt;br /&gt;pessoas, todos garotos, estavam cercando ele.&lt;br /&gt;Então eu percebí que eles não estavam cercando o Volvo, na verdade eles estavam&lt;br /&gt;cercando o conversível vermelho de Rosalie, cheios de luxúria nos olhos. Nenhum deles&lt;br /&gt;sequer olhou pra Edward quando ele passou para abrir a porta dele, eu também entrei&lt;br /&gt;rapidamente no carro, também passando despercebida.&lt;br /&gt;"Ostentação", ele cochichou.&lt;br /&gt;"Que carro é esse?", eu perguntei.&lt;br /&gt;"Um M3"&lt;br /&gt;"Eu não falo essa língua".&lt;br /&gt;"É uma BMW", ele revirou os olhos, sem olhar pra mim, tentando dar a ré sem atropelar&lt;br /&gt;os entusiamados por carros.&lt;br /&gt;Eu balancei a cabeça-esse nome eu conhecia.&lt;br /&gt;Ele suspirou. "Você vai me perdoar se eu pedir desculpa?"&lt;br /&gt;"Talvez...se você estiver falando sério. E se você prometer que não vai fazer de novo",&lt;br /&gt;eu insistí.&lt;br /&gt;Seus olhos de repente estavam astutos. "E se eu estiver falando sério, e se eu deixar&lt;br /&gt;você dirigir Sábado?"&lt;br /&gt;Ele analisou as minhas condições.&lt;br /&gt;Eu considerei, e decisí que provavelmente era o melhor que eu podia conseguir.&lt;br /&gt;"Fechado", eu concordei.&lt;br /&gt;"Então eu sinto muito por ter te aborrecido". Seus olhos arderam de sinceridade por um&lt;br /&gt;momento-brincando com o ritmo do meu coração -e depois ficaram divertidos. "E eu&lt;br /&gt;vou estar na porta da sua casa assim de o Sábado começar a brilhar".&lt;br /&gt;"Umm, não ajuda muito na minha situação com Charlie se um Volvo ficar&lt;br /&gt;inexplicavelmente largado na entrada".&lt;br /&gt;Seu sorriso estava condescendente. "Eu não pretendia levar o carro".&lt;br /&gt;"Como-"&lt;br /&gt;Ele me cortou. "Não se preocupe com isso. Eu vou estar lá, sem carro."&lt;br /&gt;Eu deixei pra lá. Eu tinha uma pergunta mais importante.&lt;br /&gt;"Isso já é mais tarde?", eu perguntei significantemente&lt;br /&gt;Ele fez uma careta. "Eu acho que isso é mais tarde".&lt;br /&gt;Eu mantive minha expressão educada enquanto esperava.&lt;br /&gt;Ele parou o carro. Eu olhei pra cima, surpresa-é claro que já estávamos na casa de&lt;br /&gt;Charlie, parados atrás da caminhonete. Quando eu olhei de volta pra ele, ele estava me&lt;br /&gt;encarando, me medindo com os olhos.&lt;br /&gt;"E você ainda quer saber porque não pode me ver enquanto eu estou caçando?". Ele&lt;br /&gt;pareceu solene, mas eu pensei estar vendo um traço de humor no fundo dos seus olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Bem", eu esclarecí. "Eu estava pensando mais na sua reação".&lt;br /&gt;"Eu te assustei?" Sim, definitivamente havia humor alí.&lt;br /&gt;"Não", eu mentí, mas ele não acreditou.&lt;br /&gt;"Eu me desculpo por ter te assustado", ele persistiu com um leve sorriso, mas então&lt;br /&gt;todos os sinais de brincadeira desapareceram.&lt;br /&gt;"Foi por causa do pensamento de você estar lá...enquanto nós caçamos". Sua mandíbula&lt;br /&gt;se apertou.&lt;br /&gt;"Isso seria ruim?"&lt;br /&gt;Ele falou por entre os dentes. "Extremamente".&lt;br /&gt;"Porque...?"&lt;br /&gt;Ele respirou fundo e olhou pelo para-brisa para as nuvens grossas que rolavam no céu,&lt;br /&gt;tão baixas que pareciam estar ao alcance do toque.&lt;br /&gt;"Quando estamos caçando", ele falou devagar, sem vontade. "Nós nos entregamos aos&lt;br /&gt;nossos sentidos...perdemos o controle sobre nossas mentes. Especialmente o olfato. Se&lt;br /&gt;você estivesse em qualquer lugar perto de mim quando eu estivesse descontrolado desse&lt;br /&gt;jeito..." Ele balançou a cabeça, ainda olhando sombriamente para as nuvens.&lt;br /&gt;Eu mantive minha expressão firmemente controlada, esperando a rápida olhada que ele&lt;br /&gt;logo me daria pra analisar minha reação. Minha expressão não me traiu.&lt;br /&gt;Mas os nossos olhsres ficaram presos, o silêncio ficou mais profundo-e mudou. As&lt;br /&gt;fagulhas que eletricidade que eu havia sentido essa tarde começaram a reaparecer&lt;br /&gt;enquanto ele olhava impiedosamente para os meus olhos. Eu só percebí que não estava&lt;br /&gt;respirando quando minha cabeça começou a ficar pesada. Quando eu soltei o ar,&lt;br /&gt;quebrando o gelo, ele fechou os olhos.&lt;br /&gt;"Bella, eu acho que você devia entrar". Sua voz estava áspera, seus olhos nas nuvens de&lt;br /&gt;novo.&lt;br /&gt;Eu abrí a porta, a brisa gelada que entrou no carro ajudou a clarear minha cabeça. Com&lt;br /&gt;medo de cair no meu estado de deslumbramento, eu saí cuidadosamente do carro e&lt;br /&gt;fechei a porta sem olhar pra trás. O ruído da janela automática se abrindo fez eu me&lt;br /&gt;virar.&lt;br /&gt;"Oh, Bella?", ele me chamou, a voz mais uniforme. Ele se inclinou na direção da janela&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;aberta com um fraco sorriso nos lábios.&lt;br /&gt;"Sim?"&lt;br /&gt;"Amanhã é minha vez."&lt;br /&gt;"Sua vez de que?"&lt;br /&gt;Seu sorriso aumentou, fazendo os dentes brilharem. "Fazer as perguntas".&lt;br /&gt;E então ele foi embora, o carro correndo rua abaixo e virando na esquina antes que eu&lt;br /&gt;pudesse realinhar meus pensamentos. Eu sorrí enquanto caminhava pra dentro de casa.&lt;br /&gt;Estava claro que ele planejava me ver no dia seguinte, se não antes.&lt;br /&gt;Naquela noite, Edward foi o ator principal dos meus sonhos, como sempre. No entanto,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o clima do meu inconsciente havia mudado. Eu estava cheia com a mesma eletricidade&lt;br /&gt;que havia sentido durante a tarde, e me virava e me enrolava sem parar, acordando&lt;br /&gt;várias vezes.&lt;br /&gt;Foi só nas primeiras horas da manhã que eu caí num sono exausto, sem sonhos.&lt;br /&gt;Quando eu acordei ainda estava cansada, mas afiada. Eu coloquei meu casaco marrom e&lt;br /&gt;minha calça jeans, e suspirei sonhando com blusas de alcinhas e shorts.&lt;br /&gt;O café da manhã foi exatamente o evento quieto que eu esperava que fosse. Charlie&lt;br /&gt;fritou ovos pra ele; eu comí uma tigela de cereais. Eu imaginei se ele tinha esquecido&lt;br /&gt;sobre esse Sábado. Ele respondeu a pergunta que eu não fiz enquanto levantava pra&lt;br /&gt;colocar o seu prato na pia.&lt;br /&gt;"Sobre esse Sábado..." ele começou, andando pela cozinha e ligando a torneira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gelei. "Sim ,pai?"&lt;br /&gt;"Você ainda está pretendendo ir á Seattle?", ele perguntou.&lt;br /&gt;"Esse é o plano", eu fiz uma careta, desejando que ele não tivesse tocado no assunto pra&lt;br /&gt;eu não ter que inventar meias verdades.&lt;br /&gt;Ele espremeu um pouco de detergente no prato dele e o esfregou com uma escova.&lt;br /&gt;"Você tem certeza que não voltar a tempo para o baile?"&lt;br /&gt;"Eu não vou ao baile ,pai", eu esclarecí.&lt;br /&gt;" Ninguém te convidou?", ele perguntou, tentando esconder a sua preocupação com o&lt;br /&gt;prato.&lt;br /&gt;Eu comecei a andar no campo minado. "É uma escolha das garotas".&lt;br /&gt;"Oh", ele meditou enquanto secava o prato.&lt;br /&gt;Eu sentí simpatia por ele. Deve ser difícil, ser uma pai; convivendo com o medo de que&lt;br /&gt;sua filha encontre um garoto de quem ela goste, mas também se preocupando por ela&lt;br /&gt;não encontrar.&lt;br /&gt;Eu imaginei o quanto seria horrível se Charlie soubesse de quem eu gostava.&lt;br /&gt;Charlie foi embora nessa hora, com um aceno de adeus, e eu subí pra escovar meus&lt;br /&gt;dentes e pegar meus livros. Quando eu ouví a viatura ir embora, eu só tive que esperar&lt;br /&gt;alguns segundos para ir espiar pela janela. O carro prateado já estava lá, esperando no&lt;br /&gt;espaço de Charlie na entrada.&lt;br /&gt;Eu desci correndo a escada e saí, imaginando quanto tempo essa rotina bizarra ainda&lt;br /&gt;duraria. Eu não queria que acabasse nunca.&lt;br /&gt;Ele esperou dentro do carro, parecendo nem ter me visto enquanto eu fechava a porta&lt;br /&gt;atrás de mim sem me incomodar em trancar com a chave. Eu caminhei para o carro&lt;br /&gt;parando timidamente antes de abrir a porta e entrar.&lt;br /&gt;Ele estava sorrindo, relaxado-e como sempre, o sorriso era lindo e perfeito demais pra&lt;br /&gt;explicar.&lt;br /&gt;"Bom dia", sua voz estava aveludada. "Como você está hoje?" Seus olhos examinaram&lt;br /&gt;meu rosto, como se a pergunta fosse algo mais que um simples gesto de educação.&lt;br /&gt;"Bem ,obrigada". Eu estava sempre bem-muito mais que bem-quando estava perto&lt;br /&gt;dele.&lt;br /&gt;Seus olhos se demoraram nos círculos embaixo dos meus olhos. "Você parece cansada".&lt;br /&gt;"Eu não conseguí dormir", eu confessei, automaticamente jogando um pouco de cabelo&lt;br /&gt;por cima dos ombros para cobrir um pouco do rosto.&lt;br /&gt;"Eu também não", ele brincou enquanto ligava o motor. Eu estava me acostumando com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o ronco suave. Eu tinha certeza que o ronco da minha camonhonete ia me assustar&lt;br /&gt;quando eu fosse dirigí-la de novo.&lt;br /&gt;Eu sorrí. "Eu acho que está tudo bem. Eu só dormí um pouco mais que você".&lt;br /&gt;"Eu aposto que sim".&lt;br /&gt;"Então,o que você fez na noite passada?", eu perguntei.&lt;br /&gt;Ele deu uma gargalhada. "Sem chance. Hoje é meu dia de fazer as perguntas".&lt;br /&gt;"As, é mesmo. O que você quer saber?", minha testa se enrugou. Eu não conseguia&lt;br /&gt;imaginar alguma coisa sobre mim que pudesse ser interessante pra ele.&lt;br /&gt;"Qual é a sua cor favorita?", ele perguntou, o seu rosto estava sério.&lt;br /&gt;Eu revirei os olhos. "Muda todo dia".&lt;br /&gt;"Qual é a sua cor favorita hoje?" Ele ainda estava solene.&lt;br /&gt;"Provavelmente marrom". Eu tinha a tendência de me vestir de acordo com o meu&lt;br /&gt;humor.&lt;br /&gt;Ele deu um sopro, a expressão séria desapareceu. "Marrom?", ele perguntou cético.&lt;br /&gt;"Claro, marrom é morno. Eu sinto falta do marrom. Tudo que era pra ser marrom-&lt;br /&gt;troncos de árvore, pedras, terra-está coberto de verde aqui", eu reclamei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele pareceu fascinado com o meu pequeno discurso. Ele pensou por um momento,&lt;br /&gt;olhando nos meus olhos.&lt;br /&gt;"Você está certa", ele decidiu, sério de novo. "Marrom é morno". Ele se aproximou&lt;br /&gt;rapidamente, mas de certa forma ainda hesitante, pra colocar o meu cabelo de volta atrás&lt;br /&gt;do ombro.&lt;br /&gt;A essa hora já estávamos na escola. Ele se virou pra mim enquanto colocava o carro na&lt;br /&gt;vaga do estacionamento.&lt;br /&gt;"Qual é a música que está tocando no seu CD palyer nesse momento?", ele me&lt;br /&gt;perguntou, seu rosto estava tão sombrio como se ele estivesse me perguntando um&lt;br /&gt;segredo mortal.&lt;br /&gt;Eu me dei conta de que não havia removido o CD que Phil havia me dado. Quando eu&lt;br /&gt;disse o nome da banda, ele deu um sorriso torto, uma expressão peculiar nos olhos. Ele&lt;br /&gt;abriu um compartimento embaixo do CD pçayer do carro dele, puxou um dos mais de&lt;br /&gt;trinta CD's que haviam lá dentro, e me entregou.&lt;br /&gt;"De Debussy pra isso?", ele ergueu uma sobrancelha.&lt;br /&gt;Era o mesmo CD. Eu examinei a capa familiar, mantendo meus olhos virados pra baixo.&lt;br /&gt;Nós continuamos assim o dia inteiro. Enquanto ele me acompanhava para a aula de&lt;br /&gt;Inglês, quando ele foi me buscar na aula de Espanhol, durante todo o almoço, ele me&lt;br /&gt;questionava incessantemente sobre cada detalhe insignificante da minha existência.&lt;br /&gt;Filmes que eu gostava e que detestava, os poucos lugares que eu conhecia e os muitos&lt;br /&gt;que gostaria de conhecer, e livros-inúmeros livros.&lt;br /&gt;Eu não me lembrava da última vez que havia falado tanto. Mais de uma vez, eu me sentí&lt;br /&gt;envergonhada,certamente eu estava aborrecendo ele. Mas a expressão de extrema&lt;br /&gt;concentração, e as perguntas inacabáveis, me forçavam a continuar.&lt;br /&gt;A maioria das perguntas eram fáceis de responder, somente algumas me fizeram corar&lt;br /&gt;com muita facilidade.&lt;br /&gt;Como quando ele me perguntou qual era a minha pedra preciosa favorita, e eu respondí&lt;br /&gt;que era o topázio sem pensar. Ele fazia tantas perguntas tão depressa que eu me sentia&lt;br /&gt;como se estivesse fazendo um daqueles testes psiquiátricos onde você tem que&lt;br /&gt;responder com a primeira palavra que vier na sua cabeça. Eu tinha certeza que ele&lt;br /&gt;continuaria seguindo a mesma linha de pensamento que ele estava seguinto antes, se eu&lt;br /&gt;não tivesse ruborisado.&lt;br /&gt;Meu rosto ficou vermelho porque, até pouco tempo atrás, minha pedra preciosa favorita&lt;br /&gt;era o Ônix. Era impossível olhar pra os seus olhos da cor do Topázio, e não entender o&lt;br /&gt;motivo da troca. E, naturalmente, ele não ia descansar enquanto eu não admitisse porque&lt;br /&gt;estava envergonhada.&lt;br /&gt;"Me diga", ele finalmente ordenou depois que a persuasão não deu certo-não deu certo&lt;br /&gt;porque eu mantive meus olhos seguramente longe do rosto dele.&lt;br /&gt;"É a cor dos seus olhos hoje", eu suspirei, me rendendo, olhando para as minhas mãos&lt;br /&gt;enquanto brincava com uma mecha do meu cabelo.&lt;br /&gt;"Eu acho que se você tivesse me feito essa pergunta a duas semanas atrás eu teria dito&lt;br /&gt;que era o Ônix". Eu estava dando mais informações do que era necessário na minha&lt;br /&gt;honestidade sem vontade, e eu estava preocupada em trazer a tona aquela raiva que&lt;br /&gt;sempre aparecia quando eu demonstrava o quanto estava obsecada por ele.&lt;br /&gt;Mas sua pausa foi muito curta.&lt;br /&gt;"Que tipo de flor você prefere?", ele atirou.&lt;br /&gt;Eu suspirei aliviada, e ele continuou com a psicanálise.&lt;br /&gt;Biologia foi uma colplicação de novo. Edward continuou com o seu questionário até o&lt;br /&gt;Sr. Banner entrar na sala, trazendo o equipamento audio visual com ele. Enquanto o&lt;br /&gt;professor se aproximava do interruptor de luz, eu percebí Edward afastar a cadeira dele&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;da minha. Isso não ajudou. Assim que a sala estava escura, houve a mesma fagulha de&lt;br /&gt;eletricidade, a mesma vontade irresistível de invadir o pequeno espaço entre nó e tocar a&lt;br /&gt;sua pele fria, como ontem.&lt;br /&gt;Eu me inclinei para a frente na mesa, descansando o meu queixo nos braços dobrados,&lt;br /&gt;meus dedos escondidos estavam agarrando a borda da mesa, enquanto eu tentava lutar&lt;br /&gt;com a vontade irracional que me tirava do sério. Eu não olhei pra ele, com medo de que&lt;br /&gt;se ele estivesse olhando pra mim, eu tivesse ainda mais dificuldades de me controlar. Eu&lt;br /&gt;sinceramente tentei me concentrar no filme, mas no fim eu não tinha a menor ideia do&lt;br /&gt;que eu tinha acabado de ver. Eu suspirei aliviada de novo quando o Sr. Banner ligou as&lt;br /&gt;luzes, e finalmente olhei pra Edward;&lt;br /&gt;Ele estava olhando pra mim com olhos ambivalentes.&lt;br /&gt;Ele se levantou em silêncio e ficou em pé, esperando por mim. Nós andamos para a&lt;br /&gt;minha aula de Educação física em silêncio, como ontem. E, também como ontem, ele&lt;br /&gt;tocou o meu rosto sem dizer nada-dessa vez com as costas da sua mão fria, alisando o&lt;br /&gt;espaço da minha têmpora até a minha mandíbula-antes de se virar e ir embora.&lt;br /&gt;A aula de Educação física passou rapidamente,enquantou eu observava Mike dar um&lt;br /&gt;show solo no Badminton. Ele não falou comigo hoje, seja por causa da minha expressão&lt;br /&gt;vazia ou porque ele ainda estava com raiva por causa da nossa discursão de ontem. Em&lt;br /&gt;algum lugar, no fundo da minha mente, eu estava me sentindo mal com isso. Mas eu&lt;br /&gt;não conseguí me concentrar nele.&lt;br /&gt;Eu me apressei pra me trocar depois, doente de ansiedade, sabendo que , quanto mais&lt;br /&gt;rápido eu me movesse, mais rápido eu estaria com Edward. A pressão me deixou mais&lt;br /&gt;desastrada do que o normal, mas eventualmente eu saí, sentindo o mesmo alívio quando&lt;br /&gt;ví ele lá, um largo sorriso automaticamente aparecendo no meu rosto. Ele sorriu em&lt;br /&gt;resposta antes de continuar com as perguntas.&lt;br /&gt;Suas perguntas eram diferentaes agora, porém, não tão fáceis de responder. Ele quis&lt;br /&gt;saber do que eu sentia falta em casa, insistindo pra que eu descrevesse as coisas que não&lt;br /&gt;eram familiares pra ele. Nós ficamos sentados na frente da casa de Charlie por horas,&lt;br /&gt;enquanto o céu escurecia e a chuva se transformava num dilúvio de repente.&lt;br /&gt;Eu tentei descrever coisas impossíveis de descrever, como o cheiro do creosotoamargo,&lt;br /&gt;um pouco residuoso, mas agradável mesmo assim-o som alto, agudo das&lt;br /&gt;cigarras em Julho, a esterilidade emplumada das árvores, a até o tamanho do céu, com&lt;br /&gt;sua extensão azul e branca de horizonte á horizonte, poucas vezes interrompido por&lt;br /&gt;montanhas baixas cheias de rochas vulcânicas. O mais difícil de explicar foi porque eu&lt;br /&gt;achava bonito-justificar a beleza que não dependia de uma vegetação escassa,&lt;br /&gt;espinhosa que as vezes parecia meio morta.&lt;br /&gt;Uma beleza que tinha mais á ver com o formato da terra que ficava exposta,com as&lt;br /&gt;bacias superficais entre os vales que ficavam entre as colinas escarpadas, e a forma que&lt;br /&gt;elas emolduravam o sol. Eu me ví tendo que usar as mãos enquanto explicava isso pra&lt;br /&gt;ele.&lt;br /&gt;Suas perguntas quietas, tentadoras, me fizeram falar livremente, esquecendo, na luz&lt;br /&gt;escassa, de me sentir envergonhada por estar monopolizando a conversa. Finalmente,&lt;br /&gt;quando eu havia terminada de descrever o meu quarto bagunçado em casa, ele parou ao&lt;br /&gt;invés de fazer outra pergunta.&lt;br /&gt;"Você já acabou?", eu perguntei aliviada.&lt;br /&gt;"Nem perto-mas o seu pai vai chegar logo em casa".&lt;br /&gt;"Charlie!", eu finalmente lembrei de sua existência, e suspirei.&lt;br /&gt;Eu olhei para o céu escurecido pela chuva, mas não demonstrei estar sentindo nada.&lt;br /&gt;"Que horas são?", eu me perguntei me voz alta enquanto olhava para o relógio. Eu me&lt;br /&gt;surpreendí com a hora-Charlie deveria estar chagando em casa agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É o crepúsculo", Edward murmurou, olhando para o horizonte obscurecido pelas&lt;br /&gt;nuvens. Sua voz estava pensativa, como se sua mente estivesse em um lugar distante.&lt;br /&gt;Eu olhei pra ele enquanto ele olhava pelo para brisa sem estar enxergando nada.&lt;br /&gt;Eu ainda estava olhando quando ele de repente virou seu olhar para mim.&lt;br /&gt;"É a hora mais segura do dia pra nós", ele disse, respondendo uma pergunta que eu não&lt;br /&gt;fiz, mas que estava nos meus olhos. "A hora mais fácil. Mas, também mais difícil, de&lt;br /&gt;certa forma...o fim de outro dia, o retorno da noite. A escuridão é tão imprevisível, você&lt;br /&gt;não acha?", ele perguntou, sorrindo tristemente.&lt;br /&gt;"Eu gosto da noite. Sem a escuridão não poderiamos ver as estrelas.", eu fiz uma careta.&lt;br /&gt;"Não que elas apareçam muito por aqui".&lt;br /&gt;Ele sorriu, o humor abruptamente mais leve.&lt;br /&gt;"Charlie vai chagar em alguns minutos. Então, a não ser que você queira dizer pra ele&lt;br /&gt;que estará comigo no Sábado...", ele ergueu uma sobrancelha.&lt;br /&gt;"Obrigada, mas não, obrigada", eu peguei meus livros, me dando conta de que o meu&lt;br /&gt;corpo estava rígido pela posição que eu estive sentada por tanto tempo.&lt;br /&gt;"Amanhã é minha vez, então?"&lt;br /&gt;"Cetamente não!", seu rosto estava com uma expressão de ultraje divertida. "Eu disse&lt;br /&gt;que ainda não tinha acabado, não disse?"&lt;br /&gt;"O que é que ainda falta?"&lt;br /&gt;"Você vai saber amanhã". Ele se inclinou na minha frente para abrir a porta pra mim, e&lt;br /&gt;essa proximidade repentina fez meu coração palpitar loucamente.&lt;br /&gt;Mas a mão dele congelou na maçaneta.&lt;br /&gt;"Isso não é bom", ele murmurou.&lt;br /&gt;"O que foi?", eu estava surpresa de ver que sua mandíbula estava apertada, seus olhos&lt;br /&gt;perturbados.&lt;br /&gt;Ele olhou pra mim por um breve segundo. "Mais complicações", ele disse aborrecido.&lt;br /&gt;Ele abriu a porta com um movimento rápido, e então se afastou, quase ultrajado,&lt;br /&gt;rapidamente pra longe de mim.&lt;br /&gt;O flash dos faróis na chuva chamaram minha atenção enquanto um carro virava na&lt;br /&gt;curva, a apenas alguns metros de nós nos encarando.&lt;br /&gt;"Charlie está na esquina", ele avisou, olhando pelo retrovisor para outro veículo.&lt;br /&gt;Eu saí rapidamente, a despeito da minha confusão e curiosidade. A chuva estava mais&lt;br /&gt;forte enquanto batia no meu casaco.&lt;br /&gt;Eu tentei distiguir as duas sombras que estavam no banco da frente do outro carro, mas&lt;br /&gt;estava muito escuro. Eu podia ver Edward iluminado pelo brilho dos faróis do outro&lt;br /&gt;carro; ele ainda estava olhando para a frente, seu olhar estava travado em algo ou&lt;br /&gt;alguém que eu não podia ver.&lt;br /&gt;Sua expressão era um estranho misto de frustração e desafio.&lt;br /&gt;Então ele ligou o motor, e os pneus resoaram no asfalto molhado. Dentro de segundos o&lt;br /&gt;Volvo já estava fora de vista.&lt;br /&gt;"Ei, Bella", chamou uma voz rouca, familiar que vinha do banco do motorista do&lt;br /&gt;pequeno carro preto.&lt;br /&gt;"Jacob?", eu perguntei andando pela chuva. Só então, a viatura de Charlie virou na&lt;br /&gt;esquina, os faróis dele iluminando os ocupantes do carro na minha frente.&lt;br /&gt;Jacob já estava saindo do carro. Seu sorriso largo e brilhante era visível mesmo na&lt;br /&gt;escuridão.&lt;br /&gt;No banco do passageiro havia um homem muito mais mais velho, um homem pesado,&lt;br /&gt;com um rosto memorável-um rosto que se transbordava, as bochechas estavam&lt;br /&gt;pressionados nos ombros com rugas na pele ruiva, como um casaco velho de couro. E&lt;br /&gt;os olhos surpreendentemente familiares, olhos pretos que pareciam ao mesmo tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;jovens demais e velhos demais para aquele rosto largo.&lt;br /&gt;Era o pai de Jacob, Billy Black. Eu o reconhecí imediatamente, mesmo depois de cinco&lt;br /&gt;anos e tendo esquecido do nome dele no meu primeiro dia aqui. Ele estava me&lt;br /&gt;encarando, estudando meu rosto, então eu sorri tentadoramente pra ele. Seus olhos&lt;br /&gt;estavam arregalados, como se de susto ou de medo,as narinas estavam infladas. Meu&lt;br /&gt;sorriso desapareceu.&lt;br /&gt;Outra complição, Edward disse.&lt;br /&gt;Billy ainda estava me encarando com olhos intensos, ansiosos. Eu gemí por dentro. Será&lt;br /&gt;que Billy reconheceu Edward tão facilmente?&lt;br /&gt;Será que ele realmente poderia acreditar nas lendas impossíveis que o filho dele havia&lt;br /&gt;me contado?&lt;br /&gt;A resposta estava clara nos olhos de Billy. Sim. Sim, ele podia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12. Equilibrando&lt;br /&gt;"Billy!" Charlie chamou assim que saiu do carro.&lt;br /&gt;Eu virei na direção da casa, convidando Jacob pra entrar enquanto passava pelo portal&lt;br /&gt;da entrada. Eu ouví Charlie saudando os dois em voz alta atrás de mim.&lt;br /&gt;"Eu vou fingir que não ví você atrás do volante, Jake", ele disse em tom de&lt;br /&gt;desaprovação.&lt;br /&gt;"Nós recebemos as carteiras mais cedo na reserva", Jacob disse enquanto eu destrancava&lt;br /&gt;a porta e ligava a luz da varanda.&lt;br /&gt;"Claro que recebem". Charlie riu.&lt;br /&gt;"Eu preciso sair de alguma forma", eu reconhecí facilmente a voz ressonante de Billy,&lt;br /&gt;apesar dos anos. O som dela fez com que eu me sentisse mais nova de repente, uma&lt;br /&gt;criança.&lt;br /&gt;Eu entrei, deixando a porta aberta atrás de mim e acendendo as luzes antes de tirar meu&lt;br /&gt;casaco. Então eu fiquei perto da porta, observando ansiosamente enquanto Jacob e&lt;br /&gt;Charlie ajudavam Billy a sair do carro e a sentar na sua cadeira de rodas.&lt;br /&gt;Eu saí do caminho enquanto os três corriam pra dentro, sacudindo a chuva.&lt;br /&gt;"Isso é uma surpresa", Charlie estava dizendo.&lt;br /&gt;"Já faz muito tempo", Billy disse. "Eu espero que esse não seja um momento ruim".&lt;br /&gt;Seus olhos escuros vieram parar em mim de novo. Sua expressão estava ilegível.&lt;br /&gt;"Não, está ótimo. Eu espero que você possa ficar para o jogo."&lt;br /&gt;Jacob sorriu. "Eu acho que esse é o plano-nossa TV quebrou na semana passada".&lt;br /&gt;Billy fez uma cara feia para o filho. "E, é claro que Jacob estava ansioso pra ver Bella&lt;br /&gt;de novo", ele acrescentou. Jacob fez uma careta e baixou a cabeça enquanto eu tentava&lt;br /&gt;lutar contra uma onda de remorso que eu sentí de repente. Talvez eu tenha sido&lt;br /&gt;convincente demais na praia.&lt;br /&gt;"Vocês estão com fome?" Eu perguntei, me virando na direção da cozinha. Eu estava&lt;br /&gt;ansiosa pra escapar do olhar especulativo de Billy.&lt;br /&gt;"Não, nós acabamos de comer antes de vir pra cá". Jacob respondeu.&lt;br /&gt;"E você, Charlie?", eu perguntei por cima do meu ombro enquanto virava no corredor.&lt;br /&gt;"Claro", ele respondeu, sua voz vinha da entrada e estava se dirigindo á sala de TV. Eu&lt;br /&gt;podia ouvir a cadeira de Billy acompanhando.&lt;br /&gt;Os sanduíches de queijo grelhado estavam na frigideira e eu estava fatiando um tomate&lt;br /&gt;quando sentí alguém atrás de mim.&lt;br /&gt;"Então, como vão as coisas?", Jacob perguntou.&lt;br /&gt;"Muito bem", era difícil resistir ao entusiasmo dele. "E você? Já terminou o seu carro?"&lt;br /&gt;"Não", ele fez uma careta. "Eu ainda preciso de partes. Nós pegamos aquele&lt;br /&gt;emprestado". Ele apontou com o polegar na direção do quintal na frente de casa.&lt;br /&gt;"Desculpa. Eu não ví nenhum...como era mesmo o nome da peça que você estava&lt;br /&gt;procurando?"&lt;br /&gt;"Cilindro mestre", ele sorriu. "Tem alguma coisa errada com a caminhonete?" ele&lt;br /&gt;acrescentou.&lt;br /&gt;"Oh. Eu só estava me perguntando porque você não estava dirigindo ela".&lt;br /&gt;Eu olhei pra baixo para a frigideira e levantei a borda de um dos sanduíches pra olhar o&lt;br /&gt;lado de baixo. "Eu peguei uma carona com um amigo".&lt;br /&gt;"Bela carona". Jacob estava admirado. "Contudo, eu não reconhecí o motorista. Eu&lt;br /&gt;achei que conhecia a maioria das pessoas daqui".&lt;br /&gt;Eu afirmei com a cabeça, mantendo os olhos baixos enquanto virava os sanduíches.&lt;br /&gt;"Meu pai pareceu reconhecê-lo de algum lugar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Jacob, você poderia pegar alguns pratos? Eles estão no armário em cima da pia."&lt;br /&gt;"Claro".&lt;br /&gt;Ele pegou os pratos em silêncio. Eu esperava que ele deixasse pra lá.&lt;br /&gt;"Então, quem era?" ele perguntou, colocando dois pratos no balcão no meu lado.&lt;br /&gt;Eu suspirei, vencida. "Edward Cullen".&lt;br /&gt;Para minha supresa, ele riu. Eu olhei pra cima. Ele pareceu um pouco envergonhado.&lt;br /&gt;"Eu acho que isso explica, então" ele disse. "Eu estava imaginando porque meu pai&lt;br /&gt;estava agindo tão estranho".&lt;br /&gt;"É mesmo". Eu fingí uma expressão inocente. "Ele não gosta dos Cullen".&lt;br /&gt;"Velho supersticioso", ele cochichou por baixo do fôlego.&lt;br /&gt;"Você acha que ele vai dizer alguma coisa pra Charlie?" Eu não conseguí deixar de&lt;br /&gt;perguntar, as palavras sairam baixas e apressadas.&lt;br /&gt;Jacob me encarou por um momento, e eu não conseguí entender a expressão nos seus&lt;br /&gt;olhos escuros. "Eu duvido", ele finalmente respondeu.&lt;br /&gt;"Eu acho que Charlie já deu uma bela lição nele da última vez. Eles não se falaram&lt;br /&gt;muito desde então-hoje é uma espécie de reunião, eu acho. Eu não acho que ele vai&lt;br /&gt;falar nisso de novo"&lt;br /&gt;"Oh" eu disse, tentando parecer indiferente.&lt;br /&gt;Eu fiquei na frente da sala depois de levar a comida pra Charlie, fingindo que estava&lt;br /&gt;assistindo o jogo enquanto Jacob conversava comigo. Eu estava mesmo era ouvindo a&lt;br /&gt;conversa dos homens, procurando por algum sinal de que Billy ia me dedurar, pensando&lt;br /&gt;em alguma forma de pará-lo caso ele tentasse.&lt;br /&gt;Foi uma noite longa. Eu tinha dever de casa pra fazer, mas estava com medo de deixar&lt;br /&gt;Billy sozinho com Charlie. Finalmente, o jogo acabou.&lt;br /&gt;"Você e seus amigos vão voltar lá na praia logo?", Jacob perguntou enquanto carregava&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o seu pai pelo limiar da porta.&lt;br /&gt;"Eu não tenho certeza", eu me esquivei.&lt;br /&gt;"Foi divertido, Charlie", Billy disse.&lt;br /&gt;"Volte para o próximo jogo", Charlie encorajou.&lt;br /&gt;"Claro, claro", Billy disse. "Estaremos aqui. Tenha uma boa noite".&lt;br /&gt;Seus olhos encontraram os meus. "Se cuide, Bella" ele acrescentou seriamente.&lt;br /&gt;"Obrigada", eu murmurei, desviando o olhar.&lt;br /&gt;Eu fui para a escada enquanto Charlie acenava pra eles na porta.&lt;br /&gt;"Espere, Bella".&lt;br /&gt;Eu congelei. Será que Billy tinha falado alguma coisa antes que eu estivesse na sala?&lt;br /&gt;Mas Charlie estava relaxado, ainda sorrindo pela visita inesperada.&lt;br /&gt;"Eu ainda não tive a chance de falar com você esta noite. Como foi seus dia?"&lt;br /&gt;"Bom", eu hesitei com um dos pés no degrau da escada, procurando por detalhes que eu&lt;br /&gt;podia compartilhar sem medo. "Meu time de Badminton ganhou todas as quatro partidas&lt;br /&gt;hoje".&lt;br /&gt;"Uau, eu não sabia que você jogava Badminton".&lt;br /&gt;"Bem, na verdade eu não jogo,mas o meu parceiro é muito bom", eu admiti.&lt;br /&gt;"Quem é?" ele perguntou interessado.&lt;br /&gt;"Umm, Mike Newton", eu disse relutante.&lt;br /&gt;"Ah,é-você já tinha dito que era amiga dele". Ele lembrou. "Boa família", ele meditou&lt;br /&gt;por um momento. "Porque você não convidou ele pro baile esse fim de semana?"&lt;br /&gt;"Pai!" eu gemí.&lt;br /&gt;"Ele está meio que namorando com a minha amiga Jéssica. Além do mais, você sabe&lt;br /&gt;que eue não sei dançar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Ah é" ele murmurou. Depois ele sorriu pedindo desculpas. "Então eu acho que é bom&lt;br /&gt;que você vai estar em Seattle no Sábado... Eu fiz planos pra ir pescar com os rapazes lá&lt;br /&gt;da delegacia. Tudo indica que o clima estará quente. Mas se você quiser adiar a viagem&lt;br /&gt;para esperar até alguém consiga ir com você, eu posso ficar em casa. Eu sei que te deixo&lt;br /&gt;sozinha tempo demais".&lt;br /&gt;"Pai, você está fazendo um ótimo trabalho" Eu sorrí, esperando que o meu alivio não&lt;br /&gt;ficasse muito visível. "Eu nunca me importei em ficar sozinha-eu sou muito parecida&lt;br /&gt;com você", eu pisquei pra ele e ele deu um sorriso que fez seus olhos enrrugarem.&lt;br /&gt;Eu dormí melhor essa noite, cansada demais pra sonhar de novo. Quando eu acordei na&lt;br /&gt;manhã de cor acinzentada, meu humor estava feliz. A noite tensa com Billy e Jacob&lt;br /&gt;pareceu inofensiva o suficiente; então eu decidí esquecê-la completamente. Eu me&lt;br /&gt;peguei assoviando enquanto estava prendendo a parte da frente da frente do meu cabelo&lt;br /&gt;com um grampo, e depois de novo quando descia as escadas.&lt;br /&gt;Charlie reparou.&lt;br /&gt;"Você está animada esta manhã" ele comentou enquanto tomávamos o café da manhã.&lt;br /&gt;Eu levantei os ombros. "Hoje é sexta feira".&lt;br /&gt;Eu me apressei para estar pronta para ir para a escola no segundo que Charlie fosse&lt;br /&gt;embora. Eu já estava com a minha mochila pronta, calçada, dentes escovados, mas&lt;br /&gt;mesmo correndo para a porta assim que eu tive certeza que Charlie já estava fora de&lt;br /&gt;vista, Edward foi mais rápido. Ele estava esperando no seu carro brilhante, com os&lt;br /&gt;vidros abaixados, o motor desligado.&lt;br /&gt;Eu não hesitei dessa vez, entrando no lado do passgeiro rapidamente, tudo pra ver o&lt;br /&gt;rosto dele mais rápido. Ele mostrou seu sorriso torto pra mim, parando minha respiração&lt;br /&gt;e meu coração. Eu não conseguia imaginar como um anjo poderia ser mais glorioso. não&lt;br /&gt;havia nada nele que pudesse ser melhorado.&lt;br /&gt;"Como você dormiu?", ele perguntou. Eu me perguntei se ele tinha noção de como sua&lt;br /&gt;voz era atraente.&lt;br /&gt;"Bem. Como foi a sua noite?"&lt;br /&gt;"Prazeirosa" Seu sorriso estava divertido; eu me sentí como se estivesse perdendo&lt;br /&gt;alguma piada.&lt;br /&gt;"Será que eu posso perguntar o que você fez?"&lt;br /&gt;"Não". Ele sorriu. "Hoje ainda é meu dia".&lt;br /&gt;Hoje ele queria saber mais sobre as pessoas: mais sobre Renée, seus passatempos, o que&lt;br /&gt;nós fazíamos no nosso tempo livre. E depois a única avó que eu conhecia, meus poucos&lt;br /&gt;amigos da escola-me deixando envergonhada quando me perguntou sobre os garotos&lt;br /&gt;que eu havia namorado. Eu estava aliviada por nunca ter namorado, assim essa conversa&lt;br /&gt;em perticular não poderia durar muito. Ele pareceu tão surpreso quanto Jéssica e Angela&lt;br /&gt;pela minha falta de vida romântica.&lt;br /&gt;"Então você nunca encontrou ninguém que você quisesse?" ele me perguntou num tom&lt;br /&gt;sério que me fez imaginar o que ele estaria pensando.&lt;br /&gt;Eu fui malevolamente honesta. "Não em Phoenix".&lt;br /&gt;Os seus lábios ficaram espremidos numa linha.&lt;br /&gt;Nessa hora nós estávamos na cafeteria. Estava virando rotina o dia passar num sopro.&lt;br /&gt;Eu me aproveitei da sua breve pausa para dar uma mordida no meu pão.&lt;br /&gt;"Eu devia ter deixado você vir sozinha hoje" ele disse, sem motivo algum, enquanto eu&lt;br /&gt;mastigava.&lt;br /&gt;"Porque?" eu quis saber.&lt;br /&gt;"Eu vou embora com Alice depois do almoço"&lt;br /&gt;"Oh" eu pisquei desconcertada e desapontada. "Está tudo bem. Não é uma caminhada&lt;br /&gt;muito longa daqui até em casa".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele fez uma careta impaciente pra mim. "Eu não vou fazer você andar até sua casa. Nós&lt;br /&gt;vamos pegar a sua caminhonete e deixá-la aqui pra voce".&lt;br /&gt;"Eu não trouxe as minhas chaves", eu suspirei. "Eu realmente não me importo de ir&lt;br /&gt;andando". Eu me importava era de não poder estar com ele.&lt;br /&gt;Ele balançou a cabeça. "Sua caminhonete estará aqui, e a chave estará na ignição-a não&lt;br /&gt;ser que você tenha medo que alguém vá roubá-la". Ele sorriu com o pensamento.&lt;br /&gt;"Tudo bem", eu concordei, torcendo os lábios. Eu tinha certeza de que as minhas chaves&lt;br /&gt;estavam no bolso da calça que eu usei na quarta, embaixo de uma pilha de roupas sujas&lt;br /&gt;na lavanderia.&lt;br /&gt;Mesmo que ele invadisse minha casa, ou o que quer que ele estivesse planejando, ele&lt;br /&gt;jamais encontraria.&lt;br /&gt;Ele pareceu sentir o desafio do meu consentimento. Ele sorriu, confiante demais.&lt;br /&gt;"Então pra onde vocês vão?", eu perguntei tão casualmente quanto pude.&lt;br /&gt;"Caçar" ele respondeu severamente. "Se eu vou estar sozinho com você amanhã, eu vou&lt;br /&gt;tomar todas as precauções que puder". Seu rosto ficou sombrio... e declarador.&lt;br /&gt;"Você ainda pode cancelar, sabe".&lt;br /&gt;Eu olhei pra baixo, com medo do poder persuasivo dos seus olhos. Eu me recusava a ser&lt;br /&gt;convenciada a sentir medo dele, não importava quão grande o perigo pudesse ser. Não&lt;br /&gt;importa, eu repetí na minha mente.&lt;br /&gt;"Não" eu sussurei. "Eu não posso".&lt;br /&gt;"Talvez você esteja certa" ele murmurou secamente. A cor dos seus olhos pareceu ficar&lt;br /&gt;mais escura enquanto eu observava.&lt;br /&gt;Eu mudei de assunto. "Que horas eu te vejo amanhã?" Eu perguntei, já deprimida por&lt;br /&gt;ter que deixá-lo ir agora.&lt;br /&gt;"Isso depende...é Sábado, você não quer dormir até tarde?" ele perguntou.&lt;br /&gt;"Não" eu respondí rápido demais. Ele prendeu o riso.&lt;br /&gt;"A mesma hora de sempre, então" ele decidiu. "Charlie vai estar em casa?"&lt;br /&gt;"Não, ele vai pescar amanhã" Eu estava radiante pelo rumo conveniente que as coisas&lt;br /&gt;tomaram.&lt;br /&gt;O tom de sua voz ficou afiado. "E se você não voltar pra casa, o que é que ele vai&lt;br /&gt;pensar?"&lt;br /&gt;"Eu não tenho idéia" eu respondí calmamente. "Ele sabe que eu estava querendo lavar&lt;br /&gt;as roupas. Talvez ele ache que eu caí dentro da máquina".&lt;br /&gt;Ele fez uma carranca pra mim e eu fiz uma carranca pra ele. A raiva dele era muito mais&lt;br /&gt;impressionante que a minha.&lt;br /&gt;"O que você vai caçar hoje?" Eu perguntei depois de perder o concurso de quem&lt;br /&gt;encarava mais.&lt;br /&gt;"Qualquer coisa que encontrarmos no parque. Nós não vamos muito longe" Ele pareceu&lt;br /&gt;se divertir com a minha referêcia casual ao seu segredo.&lt;br /&gt;"Porque você está indo com Alice?" Eu me perguntei.&lt;br /&gt;"Alice é a mais...encorajadora". Ele fez uma careta enquanto falava.&lt;br /&gt;"E os outros?" eu perguntei timidamente. "O que eles são?"&lt;br /&gt;Suas sobrancelhas se uniram por um breve momento. "Incrédulos, em grande parte."&lt;br /&gt;Eu espiei rapidamente a sua família atrás de mim. Eles estavam olhando para direções&lt;br /&gt;diferentes, exatamente como na primeira vez que eu os ví. Só que agora ele só eram&lt;br /&gt;quatro; seu lindo irmão com o cabelo cor de bronze, estava sentado na minha frente,&lt;br /&gt;com os olhos confusos.&lt;br /&gt;"Eles não gostam de mim", eu advinhei.&lt;br /&gt;"Não é isso", ele discordou, mas seus olhos eram inocentes demais. "Eles só não&lt;br /&gt;entendem porque eu não consigo te deixar sozinha".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000000&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fiz uma careta. "Eu também não, por falar nisso".&lt;br /&gt;Edward balançou a cabeça lentamente e revirou os olhos na direção do teto antes de&lt;br /&gt;olhar para os meus olhos de novo. "Eu já disse-você não se vê com muita clareza. Você&lt;br /&gt;não é como ninguém que já tenha conhecido. Você me fascina".&lt;br /&gt;Eu olhei pra ele, certa de que agora ele estava brincando.&lt;br /&gt;Ele sorriu enquanto decifrava a minha expressão. "Tendo as vantagens que eu tenho",&lt;br /&gt;ele murmurou,tocando discretamente na testa. "Eu tenho uma compreensão melhor da&lt;br /&gt;mente humana. As pessos são previsíveis. Mas você... você nunca faz o que eu espero.&lt;br /&gt;Você sempre me pega de surpresa".&lt;br /&gt;Eu desviei o olhar, meus olhos aterrisando na família dele de novo, envergonhada e&lt;br /&gt;insatisfeita. As palavras dele me fizeram parecer uma experiência científica. Eu queria&lt;br /&gt;rir de mim mesma por esperar outra coisa.&lt;br /&gt;"Essa parte é fácil de explicar", ele continuou. Eu sentí seus olhos no meu rosto, mas&lt;br /&gt;ainda não conseguia olhar pra ele, com medo que ele percebesse o desespero nos meus&lt;br /&gt;olhos. "Mas tem mais... e isso não é fácil de explicar com palavras-"&lt;br /&gt;Eu ainda estava olhando para os Cullen enquanto ele falava. De repente, Rosalie, a sua&lt;br /&gt;irmã loira, de tirar o fôlego, se virou pra me olhar. Olhar não-encarar, com olhos&lt;br /&gt;escuros e frios. Eu queria afastar o olhar, mas o olhar dela segurou o meu até que&lt;br /&gt;Edward parou no meio de uma frase e fez um barulho raivoso e baixo. Era quase um&lt;br /&gt;assobio.&lt;br /&gt;Rosalie virou a cabeça e eu fiquei aliviada por estar livre.&lt;br /&gt;Eu olhei de volta para Edward -eu sabia que ele veria a confusão e o medo que&lt;br /&gt;esbugalharam meus olhos.&lt;br /&gt;Seu rosto estava contraído enquanto ele explicava. "Eu sinto muito sobre isso. Ela só&lt;br /&gt;está preocupada. Entenda... não é perigoso apenas pra mim se, depois de passar tanto&lt;br /&gt;tempo publicamente perto de você...", ele olhou pra baixo.&lt;br /&gt;"Se?"&lt;br /&gt;"Se isso acabar... mal". Ele deixou a cabeça cair nas mãos,como fez naquela noite em&lt;br /&gt;Port Angeles. Sua angústia era visível; eu queria confortá-lo, mas eu não tinha idéia de&lt;br /&gt;como. Minha mão foi na direção dele involuntariamente; rapidamente, porém, eu deixei&lt;br /&gt;ela cair na mesa, temendo que o meu toque só deixasse as coisas piores. Eu percebí&lt;br /&gt;lentamente que as palavras dele deviam me assustar. Eu esperei o medo vir,mas tudo&lt;br /&gt;que eu conseguia sentir era a dor do seu sofrimento.&lt;br /&gt;E frustração-frustração porque Rosalie interrompeu o que ele estava dizendo. Eu não&lt;br /&gt;sabia como voltar ao assunto. Ele ainda estava com a cabeça nas mãos.&lt;br /&gt;Eu tentei falar com uma voz normal. "E você tem que ir agora?"&lt;br /&gt;"Sim", ele ergueu o resto; estava sério por um momento, e então o seu humor mudou e&lt;br /&gt;ele sorriu. "Provavelmente é o melhor a fazer. Nós ainda temos quinze minutos daquele&lt;br /&gt;filme inacabado de Biologia-eu não acho que poderia aguentar mais".&lt;br /&gt;Eu encarei. Alice-seu cabelo preto formava uma auréola ao redor do seu rosto notável,&lt;br /&gt;élfico-estava repentinamente atrás dele. Sua leve figura era esbelta, graciosa mesmo&lt;br /&gt;estando absolutamente parada.&lt;br /&gt;Ele saudou ela sem desviar os olhos de mim. "Alice".&lt;br /&gt;"Edward". Sua voz soprano era quase tão atrante quanto a dele.&lt;br /&gt;"Alice, Bella-Bella, Alice", ele nos apresentou, fazendo gestos com a mão casualmente,&lt;br /&gt;um sorriso torto nos lábios.&lt;br /&gt;"Olá,Bella", seus olhos eram impossíveis de ler, mas seu sorriso era amigável. "É bom&lt;br /&gt;finalmente te conhecer".&lt;br /&gt;Edward deu uma olhada sombria pra ela.&lt;br /&gt;"Oi, Alice", eu disse timidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Você está pronto?" ela perguntou pra ele.&lt;br /&gt;A voz dele estava indiferente. "Quase. Eu te encontro no carro".&lt;br /&gt;Ela foi embora sem outra palavra. Seu caminhar era tão fluido, tão suntuoso que eu sentí&lt;br /&gt;uma leve pontada de inveja.&lt;br /&gt;"Eu devo dizer 'divirta-se' eu seria o sentimento errado?" eu perguntei, virando pra ele&lt;br /&gt;de novo.&lt;br /&gt;"Não. 'divirta-se' funciona tão bem quanto qualquer outra palavra", ele sorriu.&lt;br /&gt;"Divirta-se, então", eu fiz o máximo para parecer sincera. É claro que eu não enganei&lt;br /&gt;ele.&lt;br /&gt;"Eu vou tentar", ele ainda estava sorrindo. "E você tente se manter em segurança, por&lt;br /&gt;favor".&lt;br /&gt;"Ficar segura em Forks-que desafio".&lt;br /&gt;"Pra você isso é um desafio". Sua mandíbula ficou apertada.&lt;br /&gt;"Prometa".&lt;br /&gt;"Eu prometo tentar ficar em segurança", eu recitei. "Eu vou lavar roupa hoje á noite-&lt;br /&gt;isso não deve oferecer nenhum perigo".&lt;br /&gt;"Não caia", ele zombou.&lt;br /&gt;"Eu farei meu melhor"&lt;br /&gt;Então, ele se levantou e eu me levantei também.&lt;br /&gt;"Te vejo amanhã", eu suspirei.&lt;br /&gt;"Parece tempo demais pra você, não parece?", ele meditou.&lt;br /&gt;Eu afirmei pesadamente com a cabeça.&lt;br /&gt;"Eu estarei lá pela manhã" ele prometeu, dando seu sorriso torto. Ele se inclinou sobre a&lt;br /&gt;mesa para tocar meu rosto, alisando a maçã do meu rosto de novo. Então ele se virou e&lt;br /&gt;foi embora. Eu fiquei olhando para ele até que ele foi embora.&lt;br /&gt;Eu estava muito tentada a faltar as aulas restantes, ou pelo menos Educação física, mas&lt;br /&gt;um instinto de advertência me impediu. Eu sabia que se eu desaparecesse agora, Mike e&lt;br /&gt;os outros iriam presumir que eu estava com Edward. E Edward se preocupava com o&lt;br /&gt;tempo que passávamos juntos publicamente...caso algo desse errado.&lt;br /&gt;Eu me recusava a pensar na última possibilidade, me concentrando em fazer as coisas&lt;br /&gt;mais seguras pra ele.&lt;br /&gt;Eu intuitivamente sabia-e sentia que ele também-que amanhã seria providencial.&lt;br /&gt;Nosso relacionamento não podia continuar se equilibrando, como estava, na ponta de&lt;br /&gt;uma faca.&lt;br /&gt;Nós iamos cair de um lado ou de outro, dependendo inteiramente da decisão dele, ou&lt;br /&gt;dos seus instintos. Minha decisão estava tomada, eu já havia a tomado mesmo antes de&lt;br /&gt;poder escolher e eu estava disposta a ir adiante.&lt;br /&gt;Porque não havia nada mais assustador pra mim, nada mais doloroso, do que o&lt;br /&gt;pensamento de me afastar dele.&lt;br /&gt;Não havia possibilidade.&lt;br /&gt;Eu fui para a aula, sentindo que era uma obrigação. Eu honestamente não poderia dizer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o que aconteceu em Biologia; minha mente estava ocupada demais pensando em&lt;br /&gt;amanhã. Na aula de Educação física, Mike estava falando comigo de novo; ele desejou&lt;br /&gt;que eu me divertisse em Seattle. Eu expliquei cuidadosamente que havia cancelado a&lt;br /&gt;viagem, preocupada com minha caminhonete.&lt;br /&gt;"Você vai pro baile com Cullen?", sua voz ficou mal-humorada de repente.&lt;br /&gt;"Não, eu não vou ao baile".&lt;br /&gt;"O que você vai fazer, então?",ele perguntou, interessado demais.&lt;br /&gt;Minha primeira vontade foi de dizer pra ele não se meter. Inves disso, eu mentí&lt;br /&gt;brilhantemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Lavar roupa, depois eu tenho que estudar para o teste de Trigonometria se não eu vou&lt;br /&gt;reprovar".&lt;br /&gt;"Cullen vai te ajudar a estudar?"&lt;br /&gt;Edward", eu enfatizei "não vai me ajudar a estudar. Ele vai viajar pra algum lugar&lt;br /&gt;durante fim de semana" As mentiras sairam mais naturalmente, eu reparei surpresa.&lt;br /&gt;"Oh", ele se empertigou. "Você poderia vir para o baile com o nosso grupo-vai ser&lt;br /&gt;legal. Nós todos dançaremos com você", ele prometeu.&lt;br /&gt;A imagem mental de da cara de Jéssica deixou o meu tom mais áspero do que era&lt;br /&gt;necessário.&lt;br /&gt;"Eu não vou para o baile, Mike, tá bem?"&lt;br /&gt;"Tá", ele murchou de novo. "Eu só estava oferecendo".&lt;br /&gt;Quando o dia de aula finalmente terminou, eu caminhei para o estacionamento sem&lt;br /&gt;entusiasmo. Eu não estava especialmente a fim de ir caminhando pra casa, mas eu não&lt;br /&gt;sabia como ele seria capaz de trazer minha caminhonete. De qualquer forma, eu estava&lt;br /&gt;começando a acreditar que nada era impossível pra ele. Meus instintos provaram estar&lt;br /&gt;certos-minha caminhonete estava na mesma vaga em que ele tinha estacionado o Volvo&lt;br /&gt;esta manhã. Eu balancei a cabeça, incrédula, enquanto abria a porta e via a chave na&lt;br /&gt;ignição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia um pedaço de papel dobrado no banco. Eu o peguei e fechei a porta antes de lêlo.&lt;br /&gt;Duas palavras estavam escritas com sua letra elegante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FIQUE SEGURA .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O som do motor ligandome assustou. Eu rí comigo mesma.&lt;br /&gt;Quando eu cheguei em casa, a maçaneta da porta estava trancada, o ferrolho estava&lt;br /&gt;aberto, exatamente como eu havia deixado essa manhã.&lt;br /&gt;Já dentro, eu fui direto para a lavanderia. Também parecia exatamente igual a como eu&lt;br /&gt;havia deixado de manhã. Eu procurei minha calça e, depois de encontrá-la, procurei nos&lt;br /&gt;bolsos. Vazios. Talvez eu tenha levado minhas chaves lá pra cima no fim das contas, eu&lt;br /&gt;pensei, balançando a cabeça.&lt;br /&gt;Seguindo o mesmo instinto que me levou a mentir pra Mike, eu liguei pra Jéssica com o&lt;br /&gt;pretexto de desejá-la sorte no baile. Quando ela me ofereceu os mesmos desejos na&lt;br /&gt;minha tarde com Edward, eu contei que havíamos cancelado. Ela estava mais&lt;br /&gt;desapontada do que o necessário para uma pessoa que ia ficar olhando a festa sem se&lt;br /&gt;divertir. Eu me despedí rapidamente depois disso.&lt;br /&gt;Charlie estava com a mente ausente durante o jantar, preocupado com alguma coisa do&lt;br /&gt;trabalho, eu achava, ou com o jogo de Basquete, ou talvez ele simplesmente tivesse&lt;br /&gt;gostado mesmo da lasanha-com Charlie era difícil advinha.&lt;br /&gt;"Sabe, pai...", eu quebrei sua ausência&lt;br /&gt;"O que foi, Bella?"&lt;br /&gt;"Eu acho que você está certo sobre Seattle. Eu acho que vou esperar até que Jéssica ou&lt;br /&gt;outra pessoa possa vir comigo".&lt;br /&gt;"Oh", ele disse surpreso. "Oh, tudo bem. Então, você quer que eu fique em casa?"&lt;br /&gt;"Não,pai, não mude seus planos. Eu tenho um milhão de coisas pra fazer... dever de&lt;br /&gt;casa, lavar a roupa... Eu preciso ir á biblioteca e ao supermercado. Eu vou ficar fora o&lt;br /&gt;dia todo... vá e se divirta."&lt;br /&gt;"Você tem certeza?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Absoluta, pai. Além do mais, o estoque de peixe está ficando perigosamente baixo-nós&lt;br /&gt;só temos um estoque para dois ou três anos".&lt;br /&gt;"Com certeza é fácil conviver com você, Bella". Ele sorriu.&lt;br /&gt;"Eu acho que posso dizer o mesmo de você", eu disse sorrindo. Minha risada estava sem&lt;br /&gt;som, mas ele não pareceu reparar.&lt;br /&gt;Eu estava me sentindo tão culpada por estar mentindo pra ele que eu quase seguí o&lt;br /&gt;conselho de Edward e contei onde estaria. Quase.&lt;br /&gt;Depois do jantar, eu dobrei as roupas e levei outra pilha para a secadora. Infelizmente,&lt;br /&gt;esse é o tipo de trabalho que só ocupa as mãos. Minha mente estava definitivamente&lt;br /&gt;tendo tempo demais, e eu já estava ficando fora de controle. Eu flutuei entre uma espera&lt;br /&gt;tão intensa que quase chegava a ser dolorosa, e o medo inscidioso que envolvia a minha&lt;br /&gt;escolha. Eu tive que continuar me lembrendo que eu já havia feito minha escolha, e não&lt;br /&gt;ia voltar atrás. Eu tirei seu bilhete do bolso tantas vezes quanto foram necessárias para&lt;br /&gt;absorver as duas palavras que ele havia escrevido. Ele me queria a salvo, eu disse pra&lt;br /&gt;mim mesma de novo e de novo. Eu só tinha que me segurar á fé de que, no final, esse&lt;br /&gt;desejo estaria acima dos outros.&lt;br /&gt;E qual era a minha outra opção-tirá-lo da minha vida? Intolerável.&lt;br /&gt;Além do mais, desde que eu cheguei á Forks, parecia que minha vida era sobre ele.&lt;br /&gt;Mas uma vozinha no fundo da minha mente estava preocupada se doeria muito ...se&lt;br /&gt;acabasse mal.&lt;br /&gt;Eu fiquei aliviada quando chegou um horário aceitável pra eu ir dormir. Eu sabia que&lt;br /&gt;estava estressada demais pra dormir, então eu fiz algo que nunca fiz antes. Eu&lt;br /&gt;deliberadamente tomei remédio pra gripe desnecessariamente-o tipo que me tirava do&lt;br /&gt;ar por oito horas.&lt;br /&gt;Eu normalmente não toleraria esse tipo de comportamento de mim mesma, mas eu sabia&lt;br /&gt;que amanhã já seria uma dia complicado sem que eu estivesse voadora por falta de&lt;br /&gt;sono. Enquanto eu esperava que os remédios fizessem efeito, eu sequei meu cabelo até&lt;br /&gt;que ele estivesse impecavelmente liso, e procurei pelo que eu vestiria amanhã. Com&lt;br /&gt;tudo preparado para a manhã, eu deitei na minha cama. Eu sentia hiperativa; eu não&lt;br /&gt;parar de me contrair. Eu me levantei e fucei na minha caixa de sapatos até encontrar&lt;br /&gt;uma coleção de CD's com os noturnos de Chopin. Eu o coloquei baixinho e me deitei de&lt;br /&gt;novo, concentrando em relaxar as partes do meu corpo individualmente.&lt;br /&gt;Em algum lugar no meio desses exercícios, os remédios fizeram efeito, e eu&lt;br /&gt;alegremente fui ficando inconsciente.&lt;br /&gt;Eu acordei cedo, tendo dormido sonoramente e sem sonhos graças ao meu uso&lt;br /&gt;desnecessário de remédios.&lt;br /&gt;Apesar de estar bem descansada, eu entrei no mesmo frenesí apressado da noite&lt;br /&gt;passada. Eu me vestí com pressa, ajeitando a gola da blusa no meu pescoço, passando&lt;br /&gt;os dedos no sweater até que ele ficou bem acima da minha calça. Eu dei uma rápida&lt;br /&gt;olhada pela janela pra ver que Charlie já tinha ido embora. Uma fina camada de nuvens&lt;br /&gt;macias passeava pelo céu. Não parecia que elas iam durar por muito tempo.&lt;br /&gt;Eu comí o café da manhã sem sentir o gosto da comida, me apressando pra limpar tudo&lt;br /&gt;quando eu acabei. Eu olhei pela janela de novo, mas nada havia mudado. Eu tinha&lt;br /&gt;acabado de escovar os dentes e estava descendo as escadas quando uma batida baixinah&lt;br /&gt;na porta fez meu coração bater com mais nas minhas costelas.&lt;br /&gt;Eu voei para a porta; eu tive uns probleminhas com o ferrolho, mas eu finalmente abrí a&lt;br /&gt;porta, e lá estava ele. A agitação se dissolveu assim que eu olhei para o rosto dele, se&lt;br /&gt;transformando em calma. Eu dei um suspiro de alívio-os medos de ontem pareciam&lt;br /&gt;muito bobos com ele aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro ele não estava sorrindo-seu rosto estava sombrio. Mas então sua expressão se&lt;br /&gt;suavisou quando ele olhou pra mim, e então ele riu.&lt;br /&gt;"Bom dia", ele deu uma gargalhada.&lt;br /&gt;"Qual é o problema?" Eu olhei pra baixo pra ter certeza que não tinha esquecido nada&lt;br /&gt;importante como os sapatos, ou as calças.&lt;br /&gt;"Estamos combinando", ele riu de novo. Eu percebí que ele estava usando um sweater&lt;br /&gt;da cor do meu, com uma camisa de gola por baixo, e jeans azuis. Eu rí com ele,&lt;br /&gt;escondendo uma pontinha de arrependimento-porque ele tinha que parecer um modelo&lt;br /&gt;de passarela quando eu não podia?&lt;br /&gt;Eu tranquei a porta atrás de mim enquanto ele andava para a caminhonete. Ele esperou&lt;br /&gt;ao lado da porta do passageiro, com uma expressão martirisada que era fácil de&lt;br /&gt;compreender.&lt;br /&gt;"Nós temos um acordo", eu lembrei presumidamente, sentando no banco do motorista e&lt;br /&gt;me inclinando no banco para abrir a porta pra ele.&lt;br /&gt;"Pra onde?" eu perguntei.&lt;br /&gt;"Ponha o seu cinto de segurança-eu já estou nervoso".&lt;br /&gt;Eu dei uma olhada feia enquanto repetia.&lt;br /&gt;"Pra onde?", eu repetí com um suspiro.&lt;br /&gt;"Pegue a estrada um-zero-um para o norte", ele comandou.&lt;br /&gt;Era surpreendentemente difícil me concentrar na estrada com os olhos dele no meu&lt;br /&gt;rosto. Eu compensei dirigindo ainda mais cuidadosamente pela cidade ainda&lt;br /&gt;adormecida.&lt;br /&gt;"Você estava planejando voltar á Forks antes do anoitecer?"&lt;br /&gt;"Esta velha caminhonete é velha o suficiente pra ser a avó do seu carro-tenha algum&lt;br /&gt;respeito". Eu rebatí.&lt;br /&gt;Em pouco tempo estávamos fora dos limites da cidade-apesar da negatividade dele.&lt;br /&gt;Grossos arbustos e árvores com os troncos cobertos de verde substituiam os gramados e&lt;br /&gt;as casas.&lt;br /&gt;"Vire á direita na um-dez", ele instruiu bem quando eu estava prestes a perguntar. Eu&lt;br /&gt;obedecí silenciosamente.&lt;br /&gt;"Agora nós vamos até onde o asfalto termina."&lt;br /&gt;Eu podia ouvir um sorriso na voz dele, mas eu estava com medo de sair da estrada e&lt;br /&gt;provar que ele estar certo.&lt;br /&gt;"E onde é que dá, quando o asfalto acaba?" Eu imaginei.&lt;br /&gt;"Numa trilha".&lt;br /&gt;"Nós vamos fazer uma caminhada?", graças á Deus que eu estava usando tênis.&lt;br /&gt;"Isso é um problema?", parecia que ele esperava que fosse.&lt;br /&gt;"Não", eu tentei fazer a mentira soar confiante. Mas se ele pensava que minha&lt;br /&gt;caminhonete era lenta...&lt;br /&gt;"Não se preocupe. São só uns cinco quilometros, e nós não estamos com pressa".&lt;br /&gt;Cinco quilômetros. Eu não respondí para que ele não ouvísse o pânico na minha voz.&lt;br /&gt;Cinco quilometros de raízes traiçoeiras e pedras soltas, tentando torcer meu tornozelo&lt;br /&gt;ou me incapacitar de alguma forma. Isso ia ser humilhante.&lt;br /&gt;Nós dirigimos em silêncio enquanto eu contemplava o horror que se aproximava.&lt;br /&gt;"O que você está pensando?", ele perguntou impacientemente depois de alguns minutos.&lt;br /&gt;Eu mentí de novo. "Só imaginando pra onde estamos indo".&lt;br /&gt;"É um lugar pra onde eu gosto de ir quando o clima está bom". Nós dois olhamos para&lt;br /&gt;as nuvens que estavam afinando depois que ele falou.&lt;br /&gt;"Charlie disse que hoje estaria morno"&lt;br /&gt;"E você contou ao Charlie o que ia fazer?", ele perguntou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não".&lt;br /&gt;"Mas Jéssica acha que vamos pra Seattle juntos?", ele pareceu animado com a idéia.&lt;br /&gt;"Não, eu disse pra ela que havíamos cancelado-o que é verdade".&lt;br /&gt;"Ninguém sabe que você está comigo?",agora com raiva.&lt;br /&gt;"Isso depende... eu acredito que você tenha contado pra Alice".&lt;br /&gt;"Isso ajuda muito, Bella". Ele disparou.&lt;br /&gt;Eu fingí não ouvir isso.&lt;br /&gt;"Forks te deixa tão deprimida que agora você virou suicída?" ele perguntou quando eu&lt;br /&gt;ignorei ele.&lt;br /&gt;"Você disse que podia te causar problemas...nós sendo vistos juntos publicamente". Eu&lt;br /&gt;lembrei ele.&lt;br /&gt;"Então você está preocupada com o que pode acontecercomigo-se você não voltar pra&lt;br /&gt;casa?" Sua voz ainda estava enraivecida, mas um pouco sarcástica.&lt;br /&gt;Eu afirmei com a cabeça, mantendo meus olhos na estrada.&lt;br /&gt;Ele murmurou alguma coisa tão baixa e tão rápido que eu não conseguí entender.&lt;br /&gt;Ficamos em silêncio pelo resto do caminho. Eu podia sentir as ondas furiosas de&lt;br /&gt;desaprovação que vinham dele, e não conseguia pensar em nada pra dizer.&lt;br /&gt;E então a estrada acabou, sendo seguida por uma fina trilha , marcada por um pedaço de&lt;br /&gt;madeira. Eu parei no acostamento e desci do carro, preocupada porque ele estava com&lt;br /&gt;raiva de mim e eu não tinha mais a estrada como desculpa pra não olhar pra ele. Estava&lt;br /&gt;mais quente agora, mais quente do que já esteve em Forks desde o dia que eu cheguei&lt;br /&gt;lá, quase mormacento embaixo das nuvens. Eu tirei meu sweater e amarrei na cintura,&lt;br /&gt;feliz por ter usado uma camisa leve, sem mangas-especialmente já que eu tinha cinco&lt;br /&gt;quilometros de caminhada á minha frente.&lt;br /&gt;Eu ouví sua porta bater também, e virei pra ver que ele também tinha tirado o sweater.&lt;br /&gt;Ele estava olhando pra longe de mim, para a floresta que estava ao lado da minha&lt;br /&gt;caminhonete.&lt;br /&gt;"Por aqui", ele disse, olhando pra mim por cima do ombro, os olhos perturbados.&lt;br /&gt;Ele começou a entrar na floresta escura.&lt;br /&gt;"A trilha?", o pânico começou a tomar conta da minha voz enquanto eu dava a volta na&lt;br /&gt;minha caminhonete correndo para acompanhá-lo.&lt;br /&gt;"Eu disse que havia uma trilha no fim do caminho, não que íamos usá-la".&lt;br /&gt;"Sem trilha?" eu perguntei desesperadamente.&lt;br /&gt;"Você não vai se perder". Nessa hora ele se virou pra mim, com um sorriso de zombaria&lt;br /&gt;e eu tentei prender um suspiro.&lt;br /&gt;A camisa branca dele era sem mangas, e ele estava usando desabotoada, então a suave&lt;br /&gt;pele branca do seu pescoço seguia ininterruptamente até os contornos do seu peito, sua&lt;br /&gt;musculatura perfeita não estava mais meramente escondida por roupas.&lt;br /&gt;Ele era perfeito demais, eu me dei conta com uma penetrante sensação de desespero.&lt;br /&gt;Não tinha jeito dessa criatura divina ter sido feita pra ficar comigo.&lt;br /&gt;Ele olhou pra mim, desconcertado com minha expressão de tortura.&lt;br /&gt;"Você que voltar pra casa?" ele perguntou baixinho, uma dor diferente da minha&lt;br /&gt;saturando a voz dele.&lt;br /&gt;"Não" eu caminhei até ficar ao lado dele, ansiosa pra não desperdiçar nem um segundo&lt;br /&gt;do tempo que tinha com ele.&lt;br /&gt;"Qual é o problema?" ele perguntou, sua voz gentil.&lt;br /&gt;"Eu não sou muito boa em caminhadas", eu disse estupidamente. "Você vai ter que ser&lt;br /&gt;paciente".&lt;br /&gt;"Eu posso ser paciente-se eu fizer um grande esforço". Ele sorriu, prendendo o meu&lt;br /&gt;olhar, tentando me tirar do meu abatimento inexplicado, repentino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tentei sorrir de volta, mas o sorriso não foi convincente. Ele analisou me rosto.&lt;br /&gt;"Eu vou te levar pra casa", ele prometeu. Eu não sabia se a promessa era incondicional,&lt;br /&gt;ou restrita a uma partida imediata. Eu sabia que ele pensava que era o medo que estava&lt;br /&gt;me aborrecendo, e eu estava agradecida de novo por ser a única pessoa cuja mente ele&lt;br /&gt;não podia ouvir.&lt;br /&gt;"Se você quer que eu ande cinco quilômetros dentro da floresta antes que o sol se&lt;br /&gt;ponha, é melhor você começar a mostrar o caminho", eu disse acidamente. Ele fez uma&lt;br /&gt;careta pra mim, lutando pra entender meu tom e minha expressão.&lt;br /&gt;Depois de um momento ele desistiu e me guiou para a floresta.&lt;br /&gt;Era tão ruim quanto eu temía. O caminho era quase todo plano e ele segurou as&lt;br /&gt;samambaias e trepadeiras pra que eu passasse. Quando o caminho ficou fechado por&lt;br /&gt;causa de árvores caídas e pedregulhos, ele me ajudou, me levantando pelo cotovelo, e&lt;br /&gt;depois me colocando no chão instantaneamente quando o caminho estava limpo. O&lt;br /&gt;toque da pele dele não parava de fazer meu coração bater alucinadamente. Duas vezes,&lt;br /&gt;quando isso aconteceu, eu olhei para o rosto dele e me dei conta que ele estava ouvindo,&lt;br /&gt;de alguma forma.&lt;br /&gt;Eu tentei manter os meus olhos da sua perfeição o máximo que pude, mas eu falhava&lt;br /&gt;com frequencia. Todas as vezes, a beleza dele me afundava na depressão.&lt;br /&gt;Na maior parte do caminho, nós caminhamos em silêncio. Ocasionalmente, ele me&lt;br /&gt;perguntava algo do cotidiano que ele havia deixado passar durante os dois dias de&lt;br /&gt;questionário. Ele me perguntou sobre os meus aniversários, minha notas, meus animais&lt;br /&gt;de estimação na infância-e eu admití que depois de ter matado três peixinhos, eu tive&lt;br /&gt;que desistir da empreitada.&lt;br /&gt;Ele sorriu com isso, mais alto do que o normal-como o dobrar de sinos dentro da&lt;br /&gt;floresta vazia.&lt;br /&gt;A caminhada me tomou boa parte da manhã, mas ele não mostrou nenhum sinal de&lt;br /&gt;impaciência. A floresta se arrastava ao nosso redor como um labirinto de árvores ansiãs,&lt;br /&gt;e eu comecei a ficar com medo que ele nunca mais encontrasse o caminho de volta. Ele&lt;br /&gt;estava perfeitamente calmo, confortável no labirinto verde, parecendo nunca ter dúvidas&lt;br /&gt;em relação á direção.&lt;br /&gt;Depois de algumas horas, a luz que passava pela copa das árvores se transformou, o tom&lt;br /&gt;azeitona se tornou uma cor brilhante de Jade. O dia tinha se tornado ensolarado,&lt;br /&gt;exatamente como ele havia dito.&lt;br /&gt;Pela primeira vez desde que entramos na floresta, eu comecei a sentir uma excitação-&lt;br /&gt;que logo se transformou em impaciencia.&lt;br /&gt;"Já chegamos?", eu perguntei, fingindo fazer uma carranca.&lt;br /&gt;"Quase", ele sorriu pelo mudança no meu humor. "Você vê a claridade alí na frente?"&lt;br /&gt;Eu tentei enxergar dentro da vasta floresta. "Umm, eu devia?"&lt;br /&gt;Ele brincou. "Talvez seja cedo demais pra os seus olhos".&lt;br /&gt;"Hora de visitar o oculista", eu murmurei. O sorriso dele cresceu ainda mais.&lt;br /&gt;Mas então, alguns metros mais á frente, eu definitivamente podia ver uma luminosidade&lt;br /&gt;atrás das árvores, um brilho que era amarelo e não verde. Eu apertei o passo, minha&lt;br /&gt;ansiosidade crescendo a cada passo. Ele me deixou guiar agora, seguindo&lt;br /&gt;silenciosamente.&lt;br /&gt;Eu alcancei a borda da piscina de luz e entrei pelas últimas samambaias no lugar mais&lt;br /&gt;adorável que já tinha visto. A clareira era pequena, perfeitamente redonda, e cheia de&lt;br /&gt;flores selvagens-violetas, amarelas e de um branco macio. Em algum lugar próximo, eu&lt;br /&gt;podia ouvir o som borbulhante de um rio. O sol estava bem áfrente, enchendo o círculo&lt;br /&gt;com uma incandescente luz amarela. Eu caminhei lentamente, abobalhada, através da&lt;br /&gt;grama macia, das flores e do ar morno, convidativo. Eu dei uma meia volta, esperando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;compartilhar isso com ele, mas ele não estava atrás de mim onde eu achava que ele&lt;br /&gt;estaria.&lt;br /&gt;Eu me virei, procurando por ele, alarmada de repente. Finalmente eu encontrei ele,&lt;br /&gt;ainda embaixo da densa sombra das copas na borda da clareira, me observando com&lt;br /&gt;olhos cuidadosos. Só então eu me lembrei do que tinha me levado alí e que a beleza do&lt;br /&gt;lugar havia me feito esquecer-o enigma de Edward e o sol, que ele havia prometido&lt;br /&gt;decifrar pra mim hoje.&lt;br /&gt;Eu dei um passo na direção dele, meus olhos estavam curiosos. Seus olhos estavam&lt;br /&gt;confusos, relutantes. Eu sorrí encorajando e o convidei com a mão, dando outro passo&lt;br /&gt;na sua direção. Ele levantou uma mão como num aviso, eu hesitei, dando um passo pra&lt;br /&gt;trás nos tornozelos.&lt;br /&gt;Edward pareceu respirar fundo, e então deu um passo dentro da luz brilhante do sol da&lt;br /&gt;tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13. Confissões&lt;br /&gt;Edward na luz do sol era chocante. eu não conseguia me acostumar com isso, mesmo&lt;br /&gt;tendo passado a tarde inteira olhando pra ele. A pele dele, a despeito de uma leve&lt;br /&gt;ruborescência pela caçada de ontem, estava literalmente brilhando, como se milhões de&lt;br /&gt;pequenos diamantes estivessem cravados em sua superfície. Ele ficou completemente&lt;br /&gt;rígido na grama, sua camisa aberta deixava seu peito esculpido, incandescente aparecer,&lt;br /&gt;seus braços incandescentes estavam nús. Suas pálpebras brilhantes e pálidas da cor de&lt;br /&gt;lavanda estavam fechadas, apesar dele não estar dormindo. A estátua perfeita, talhada&lt;br /&gt;em alguma pedra desconhecida, suave como o mármore, e brilhante como o cristal.&lt;br /&gt;De vez em quando, seus lábios se moviam tão rápido que pareciam que estavam&lt;br /&gt;tremendo. Mas quando eu perguntei, ele disse que estava cantando pra si mesmo; era&lt;br /&gt;baixo demais pra que eu ouvisse.&lt;br /&gt;Eu aproveitei o sol, também, apesar do ar não estar seco op suficiente para o meu gosto.&lt;br /&gt;Eu teria gostado de me deitar, como ele, e deixar o sol esquentar meu rosto. Mas eu&lt;br /&gt;fiquei enrolada, com o queixo nos meus joelhos, sem querer tirar os olhos dele. O vento&lt;br /&gt;estava calmo; ele assoprou meu rosto e balançou a grama embaixo da sua forma imóvel.&lt;br /&gt;A clareira, tão espetacular pra mim antes, agora era feia em comparação com ele.&lt;br /&gt;Hesitantemente, sempre com medo,mesmo agora, que ele desaparecesse como uma&lt;br /&gt;miragem, bonito demais pra ser real... hesitantemente, eu levantei um dedo e alisei as&lt;br /&gt;costas da sua mão brilhante, até onde deu pra alcançar. De novo, eu fiquei maravilhada&lt;br /&gt;com a textura perfeita, macia como seda, fria como pedra. Quando eu olhei pra cima,&lt;br /&gt;seus olhos estavam abertos, me observando. Seus olhos estava da cor de whisky hoje,&lt;br /&gt;mais claros, mais amenos depois da caçada de ontem. Seu rápido sorriso curvou os&lt;br /&gt;cantos dos seus lábios perfeitos.&lt;br /&gt;"Eu não te assusto?", ele perguntou de brincadeira, mas eu ouvia a curiosidade por trás&lt;br /&gt;da sua voz suave.&lt;br /&gt;"Não mais que o normal".&lt;br /&gt;Seu sorriso cresceu; seus dentes brilharam ao sol.&lt;br /&gt;Eu cheguei mais perto, abrindo minha mão pra tocar os contornos do seu braço com as&lt;br /&gt;pontas dos meus dedos. Eu ví que meus dedos tremeram, e eu sabia que ele não deixaria&lt;br /&gt;de notar.&lt;br /&gt;"Você se incomoda?", eu perguntei já que ele havia fechado os olhos de novo.&lt;br /&gt;"Não", ele disse sem abrir os olhos. "Você não pode imaginar o que isso me faz sentir",&lt;br /&gt;ele suspirou.&lt;br /&gt;Eu passei minha mão suavemente no seu braço, trilhando os contornos dos musculos&lt;br /&gt;perfeitos, segui a leve linha das veias em baixo do seu cotovelo. Com minha outra mão,&lt;br /&gt;eu virei a mão dele. Se dar conta do que eu queria, ele levantou sua mão em um&lt;br /&gt;daqueles movimentos rápidos e desconcertantes dele. Isso me assustou, meus dedos&lt;br /&gt;congelaram no braço dele por um breve segundo.&lt;br /&gt;"Me desculpe", ele murmurou. Eu olhei pra cima pra ver seus olhos claros se fechando&lt;br /&gt;de novo. "É fácil demais ser eu mesmo quando eu estou com você".&lt;br /&gt;Eu levantei a mão dele, virando ela pra cima e pra baixo enquanto eu observava o brilho&lt;br /&gt;do sol cintilar na sua palma. Eu segurei ela mais próxima do meu rosto, tentando ver os&lt;br /&gt;detalhes escondidos da pele dele.&lt;br /&gt;"Me diga o que você está pensando", ele sussurou. Eu olhei pra cima pra ver seus olhos&lt;br /&gt;me observando, repentinamente atentos. "Ainda é estranho pra mim, não saber".&lt;br /&gt;"Sabe, o resto de nós se sente assim o tempo inteiro".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É uma vida injusta". Será que eu imaginei a pontada de arrependimento na voz dele?&lt;br /&gt;"Mas você ainda não me disse".&lt;br /&gt;"Eu estava desejando saber o que você estava pensando..." eu hesitei.&lt;br /&gt;"E...?"&lt;br /&gt;"Eu estava desejando poder acreditar que você é real. E eu estava desejando não ter&lt;br /&gt;medo".&lt;br /&gt;"Eu não quero que você sinta medo", a voz dele era um leve murmúrio. Eu ouví o que&lt;br /&gt;ele queria ter dito na verdade, que eu não precisava ter medo, que não havia nada a&lt;br /&gt;temer.&lt;br /&gt;"Bem, não é exatamente desse medo que eu estou falando, apesar de que isso realmente&lt;br /&gt;é algo em que eu devia estar pensando".&lt;br /&gt;Tão rápido que eu perdí o movimento, ele estava meio sentado, apoiado no braço&lt;br /&gt;direito, sua palma esquerda ainda na minha mão.&lt;br /&gt;Seu rosto angelical estava a apenas alguns centímetros do meu. Eu devo ter -posso ter me&lt;br /&gt;afastado algns centímetros, assustada com a súbita aproximação, mas eu não&lt;br /&gt;consegui me mexer. Seus olhos dourados me hipnotizaram.&lt;br /&gt;"Do que você está com medo, então?", ele sussurou atentamente.&lt;br /&gt;Mas eu não consegui responder. Como eu já tinha feito antes, eu senti a sua respiração&lt;br /&gt;gelada no meu rosto. Doce, delicioso, o cheiro fez a minha boca encher de água. Não&lt;br /&gt;havia nada parecido. Instintivamente, sem pensar, eu me inclinei pra frente para inalar o&lt;br /&gt;cheiro.&lt;br /&gt;E ele desapareceu, sua mão sumiu da minha. Quando os meus olhos fianlmente ficaram&lt;br /&gt;focados, eu percebi que ele estava a uns três metros de distância, de pé na beira da&lt;br /&gt;clareira, na sombra de uma enorme árvore. Ele me encarou, seus olhos escuros nas&lt;br /&gt;sombras, sua expressão ilegível.&lt;br /&gt;Eu podia sentir a dor e o choque no meu rosto. Minhas mãos vazias tremeram.&lt;br /&gt;"Me...desculpe...Edward", eu sussurei. Eu sabia que ele podia ouvir.&lt;br /&gt;"Me dê um momento", ele respondeu, alto o suficiente apenas para eu ouvir. Eu sentei&lt;br /&gt;muito rígida.&lt;br /&gt;Depois de dez segundos incrivelmente longos, ele voltou, devagar demais pra ele. Ele&lt;br /&gt;parou ainda a vários passos de distância e se sentou graciosamente no chão, cruzando as&lt;br /&gt;pernas. Seus olhos não se desgrudavam dos meus. Ele respirou fundo duas vezes, e&lt;br /&gt;então sorriu se desculpando.&lt;br /&gt;"Eu sinto muito", ele hesitou. "Você entenderia se eu dissesse que sou apenas humano?"&lt;br /&gt;Eu afirmei com a cabeça uma vez, sem conseguir rir da piada dele. A adrenalida pulsou&lt;br /&gt;nas minhas veias quando eu me dei conta do verdadeiro perigo. Ele conseguia sentir&lt;br /&gt;isso não importava onde ele se sentasse. Seu sorriso se tornou zombeteiro.&lt;br /&gt;"Eu sou o melhor predador do mundo, não sou? Tudo em mim é convidativo pra você-&lt;br /&gt;minha voz, meu rosto e até meu cheiro. Como se eu precisasse disso!" Inesperadamente,&lt;br /&gt;ele estava de pé, andando pra longe, instantemente fora de vista, só pra depois aparecer&lt;br /&gt;atrás daquela mesma árvore de antes; ele circulou a clareira em meio segundo.&lt;br /&gt;"Como se você pudesse fugir de mim". Ele sorriu amargamente.&lt;br /&gt;Ele levantou uma mão e, com um crack alto, ele arrancou uma árvore de dois metros de&lt;br /&gt;altura com raiz e tudo, sem esforço. Ele segurou ela com uma mão por um momento, e&lt;br /&gt;então jogou ela pra longe com uma rapidez impressionante, fazendo com que ela se&lt;br /&gt;chocasse contra outra árvore enorme, ela caiu no chão com um barulho incrível fazendo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o chão tremer.&lt;br /&gt;E ele estava na minha frente de novo, á dois passos de distância, ainda como uma pedra.&lt;br /&gt;"Como se você pudesse me vencer", ele disse gentilmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me sentei imóvel, com mais medo dele do que eu jamais sentí. Eu nunca tinha visto&lt;br /&gt;ele fora daquela fachada cuidadosamente cultivada. Ele nunca esteve menos humano...&lt;br /&gt;ou mais bonito. Com o rosto pálido, olhos arregalados, eu estava sentada como um&lt;br /&gt;pássaro preso pelos olhos da cobra.&lt;br /&gt;Seus olhos adoráveis pareciam brilhar com a excitação. Então, quando os segundos&lt;br /&gt;passaram, eles foram escurecendo. Sua expressão lentamente foi se transformando numa&lt;br /&gt;máscara de tristeza.&lt;br /&gt;"Não tenha medo", ele murmurou, sua voz sedosa era muito atraente mesmo sem essa&lt;br /&gt;intenção. "Eu prometo..." ele hesitou. "Eu juro que não vou te machucar". Ele parecia&lt;br /&gt;estar mais preocupado em se convencer disso do que a mim.&lt;br /&gt;"Não tenha medo", ele sussurou de novo, enquanto dava um passo á frente, com uma&lt;br /&gt;lentidão exagerada. Ele se sentou sinuosamente, com movimentos deliberadamente&lt;br /&gt;lentos, até que os nossos rostos estavam na mesma altura, a apenas uns centímetros de&lt;br /&gt;distância.&lt;br /&gt;"Por favor me perdoe", ele disse formalmente. "Eu posso me controlar. Você me pegou&lt;br /&gt;de surpresa. Mas eu estou com o meu melhor comportamento agora".&lt;br /&gt;Ele esperou, mas eu não conseguia falar.&lt;br /&gt;"Eu não estou com sede hoje, honestamente", ele piscou pra mim.&lt;br /&gt;Com essa eu tive que rir, apesar do som estar tremendo e sem fôlego.&lt;br /&gt;"Você está bem?", ele perguntou delicadamente, levantando a mão lentamente,&lt;br /&gt;cuidadosamnete, pra colocá-la de volta na minha.&lt;br /&gt;Eu olhei para a sua mão suave, fria, e então para seus olhos.&lt;br /&gt;Eles estavam suaves, arrependidos. Eu olhei de volta para as suas mãos, e então&lt;br /&gt;deliberadamente recomecei a tatear a sua mão com as pontas dos meus dedos. Eu olhei&lt;br /&gt;pra cima e sorrí timidamente.&lt;br /&gt;O sorriso dele era deslumbrante.&lt;br /&gt;"Então onde é que nós estavamos, antes de eu me comportar tão rudemente?", ele&lt;br /&gt;perguntou com as tendências gentís do início do século.&lt;br /&gt;"Eu honestamente não me lembro"&lt;br /&gt;Ele sorriu mas o seu rosto estava envergonhado. "Nós estávamos falando sobre porque&lt;br /&gt;você estava com medo, sem contar as razões óbvias".&lt;br /&gt;"Ah certo".&lt;br /&gt;"Então?"&lt;br /&gt;Eu olhei para as mãos dele e tateei á toa na sua palme macia. Os segundos passaram.&lt;br /&gt;"Como eu fico frustrado facilmente", ele suspirou. Eu olhei para os olhos dele,me dando&lt;br /&gt;conta abruptamente que isso era tão novo pra ele quanto era pra ele. Assim como muito&lt;br /&gt;anos de experiências insondáveis que ele teve, isso era difícil pra ele também. Eu me&lt;br /&gt;encorajei com esse pensamento.&lt;br /&gt;"Eu estava com medo...porque, bem, por razões óbvias, eu não posso ficar com você. E&lt;br /&gt;eu tenho medo de querer ficar com você, mais até do que eu devia". Eu olhei pra baixo&lt;br /&gt;para as mãos dele enquanto falava. Era difícil pra mim dizer isso em voz alta.&lt;br /&gt;"Sim", ele concordou lentamente. "Isso é algo pra se temer, realmente. Querer ficar&lt;br /&gt;comigo. Esse realmente não é o seu melhor interesse".&lt;br /&gt;Eu fiz uma careta.&lt;br /&gt;"Eu já devia ter ido embora a muito tempo", ele suspirou. "Eu devia ir embora agora.&lt;br /&gt;Mas eu não sei se consigo".&lt;br /&gt;"Eu não quero que você vá embora", eu murmurei pacientemente, olhando pra baixo de&lt;br /&gt;novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"E é exatamente por isso que eu devia ir. Mas não se preocupe. Eu sou uma pessoa&lt;br /&gt;essencialmente egoísta. Eu necessito demais da sua companhia para fazer o que eu&lt;br /&gt;devia".&lt;br /&gt;"Eu fico alegre"&lt;br /&gt;"Não fique!". Ele retirou a sua mão, mais gentilmente dessa vez; sua voz estava mais&lt;br /&gt;grossa que de costume, ainda mais bonita do que qualquer voz humana. Era difícil&lt;br /&gt;acompanhar-as mudanças subitas do seu humor sempre me deixavam pra trás, confusa.&lt;br /&gt;"Não é apenas da sua companhia que eu necessito! Nunca se esqueça disso. Nunca se&lt;br /&gt;esqueça de que eu sou muito mais perigoso pra você do que pra qualquer outra pessoa".&lt;br /&gt;Ele parou e eu olhei pra ele pra ver que ele estava olhando a floresta sem ver nada.&lt;br /&gt;Eu pensei por um momento.&lt;br /&gt;"Eu acho que não entendo o que você quis dizer-sobre a última parte", eu disse.&lt;br /&gt;Ele olhou pra mim e sorriu, seu humor mudando de novo.&lt;br /&gt;"Como eu vou explicar?", ele zombou. "E sem assustar você...Hummm".&lt;br /&gt;Sem parecer pensar em nada, ele colocou sua mão de volta na minha; eu apertei a mão&lt;br /&gt;dele com as minhas duas. Ele olhou para as nossas mãos.&lt;br /&gt;"Isso é incrivelmente prazeroso. O calor", ele suspirou.&lt;br /&gt;Um momento se passou enquanto ele assemelhava seus pensamentos.&lt;br /&gt;"Você sabe como as pessoas gostam de diferentes sabores?", ele começou. "Como&lt;br /&gt;alguns gostam de sorvete de chocolate, outros preferem morango?"&lt;br /&gt;Eu afirmei com a cabeça.&lt;br /&gt;"Me desculpe pela analogia á comida-eu não conseguia pensar em outra forma de&lt;br /&gt;explicar".&lt;br /&gt;Eu sorri. Ele sorriu de volta sem graça.&lt;br /&gt;"Entenda, cada pessoa cheira diferente, tem uma essencia diferente. Se você colocasse&lt;br /&gt;uma pessoa alcólotra numa sala cheia de cerveja, ela beberia feliz. Mas ela poderia&lt;br /&gt;resistir, se ela quisesse, se ela fosse uma alcólica em reabilitação. Agora digamos que&lt;br /&gt;voc~e coloca nessa sala uma garrafa de brandy de cem anos, o conhaque mais raro,&lt;br /&gt;mais fino-que enche a sala com o seu aroma-como voc~e acha que ela reagiria?"&lt;br /&gt;Nós sentamos em silêncio, olhando para os olhos um do outro -tentando ler os&lt;br /&gt;pensamentos um do outro.&lt;br /&gt;Ele quebrou o silêncio primeiro.&lt;br /&gt;"Talvez essa não seja a comparação certa. Talvez fosse fácil demais recusar o brandy.&lt;br /&gt;Talvez o nosso alcólico devesse ser um viciado em heroína".&lt;br /&gt;"Então, o que você está dizendo é que eu sou a sua injeção de heroína?", eu brinquei,&lt;br /&gt;tentando melhorar o clima.&lt;br /&gt;Ele sorriu brevemente, parecendo apreciar meu esforço. "Você é exatamente minha&lt;br /&gt;injeção de heroína".&lt;br /&gt;"Isso acontece sempre?" eu perguntei.&lt;br /&gt;Ele olhou para o topo das árvores enquanto pensava na resposta.&lt;br /&gt;"Eu falei com os meus irmãos sobre isso". Ele ainda olhava pra longe. "Pra Jasper,&lt;br /&gt;todos vocês são praticamente iguais. Ele foi o que se juntou á família mais&lt;br /&gt;recentemente. A abstinência já é difícil pra ele por si só. Ele ainda não teve tempo pra&lt;br /&gt;desenvolver o olfato, as diferenças do cheiro, no sabor". Ele olhou rapidamente pra&lt;br /&gt;mim, se desculpando.&lt;br /&gt;"Desculpe", ele disse.&lt;br /&gt;"Eu não me importo. Por favor, não tenha medo de me ofender, ou me assustar, ou o&lt;br /&gt;que quer que seja. É aasim que você pensa. Eu posso entender, ou pelo menos tentar.&lt;br /&gt;Me explique como puder."&lt;br /&gt;Ele respirou fundo e olhou para o céu de novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Então Jasper não tinha certeza se já tinha cruzado com alguém tão"ele&lt;br /&gt;hesitou procurando pela palavra certa -"atraente como você é pra mim". O que me&lt;br /&gt;faz acreditar que não. Emmett já está nessa a mais tempo, por assim dizer, e ele&lt;br /&gt;entendeu o que eu quis dizer. Ele disse que já aconteceu com ele duas vezes, para ele,&lt;br /&gt;uma vez foi mais difícil que a outra".&lt;br /&gt;"E com você?"&lt;br /&gt;"Nunca".&lt;br /&gt;A palavra ficou pendurada durante um momento na brisa morna.&lt;br /&gt;"O que Emmett fez?" eu perguntei pra quebrar o silêncio.&lt;br /&gt;Foi a coisa errada pra perguntar. Seu rosto obscureceu, a mão dele se apertou no punho&lt;br /&gt;dentro da minha. Ele desviou o olhar. Eu esperei, mas ele não ia responder.&lt;br /&gt;"Eu acho que já sei", eu finalmente disse.&lt;br /&gt;Ele levantou os olhos, sua expressão tristonha, implorativa.&lt;br /&gt;"Até o mais forte de nós comete erros, não é?"&lt;br /&gt;"Você está pedindo o que? Minha permissão?", minha voz estava mais cortante do que&lt;br /&gt;eu pretendia. Eu tentei deixar o meu tom mais suave -eu podia imaginar o que a sua&lt;br /&gt;honestidade estaria custando pra ele. "Eu quero dizer, não existem esperanças, então?"&lt;br /&gt;Como eu podia discutir a minha morte tão calmamente!&lt;br /&gt;"Não, não", ele estava instantaneamente arrependido. "É claro que há esperança! Digo, é&lt;br /&gt;claro que eu não vou..." Ele não terminou a frase.&lt;br /&gt;Seus olhos queimavam nos meus. "É diferente conosco. Emmett... aqueles eram&lt;br /&gt;estranhos que cruzaram o nosso caminho. Foi há muito tempo e ele não tinha tanta...&lt;br /&gt;prática e cuidado que tem hoje".&lt;br /&gt;Ele ficou em silêncio me observando atentamente enquanto eu pensava nisso.&lt;br /&gt;"Então... se tivéssemos nos conhecido num beco escuro ou alguma coisa assim...",&lt;br /&gt;minha voz falhou.&lt;br /&gt;"Eu fiz tudo o que pudia pra não pular em você no meio de uma sala cheia de crianças&lt;br /&gt;e"-ele parou abruptamente, desviando o olhar. "Quando você passou por mim, eu podia&lt;br /&gt;ter arruinado tudo o que Carlisle construiu pra nós, lá mesmo. Se eu não tivesse&lt;br /&gt;renegado a minha sede pelos últimos, bem , muitos anos, eu não teria sido capaz de me&lt;br /&gt;refrear". Ele parou, olhando para as árvores.&lt;br /&gt;Ele olhou pra mim severamente, nós dois lembrando. "Você deve ter pensado que eu&lt;br /&gt;estava possuído".&lt;br /&gt;"Eu não conseguia entender porque. Como você poderiame odiar tão rapidamente..."&lt;br /&gt;"Pra mim, era como se você fosse uma espécie de demônio, reunindo forças do meu&lt;br /&gt;próprio inferno pra me destrir. A fragrância que saia da sua pele... eu pensei que ia me&lt;br /&gt;deixar desarranjado naquele primeiro dia. Naquela uma hora, eu pensei em milhões de&lt;br /&gt;formas de te tirar da sala comigo, pra que ficássemos sozinhos. E eu lutei com esses&lt;br /&gt;pensamentos, pensando na minha família, o que eu podia causar pra eles. Eu tive que&lt;br /&gt;sair correndo, pra sair de perto de você antes de te dizes as palavras que faria você me&lt;br /&gt;seguir..."&lt;br /&gt;Então ele olhou pra cima para a minha expressão vacilante enquanto eu tentava absorver&lt;br /&gt;memórias amargas. Seus olhos dourados me observavam por baixo dos cílios,&lt;br /&gt;hipnoticos e mortais.&lt;br /&gt;"Você teria vindo", ele garantiu.&lt;br /&gt;Eu tentei falar calmamente. "Sem dúvida".&lt;br /&gt;Ele olhou pra baixo para as minhas mãos, me libertando da força do seu olhar. "E então,&lt;br /&gt;enquanto eu tentava refazer o meu horário numa tentativa inútil de te evitar, você estava&lt;br /&gt;lá-naquela sala pequena, quente, o seu cheiro era enlouquecedor. E então eu quase te&lt;br /&gt;ataquei lá. Só havia uma outra frágil humana lá-fácil de lidar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me arrepiei no sol quente, vendo minhas memórias através dos olhos dele, só agora&lt;br /&gt;me dando conta do perigo. Pobre Sra. Cope; eu tremí de novo por saber que por pouco&lt;br /&gt;eu não fui a causa da sua morte.&lt;br /&gt;"Mas eu resisti. Eu não sei como. Eu me forcei a não te esperar, a não seguir você&lt;br /&gt;depois da escola. Foi mais fácil do lado de fora, quando eu não conseguia mais sentir o&lt;br /&gt;seu cheiro, eu consegui pensar claramente, tomar a decisão correta. Eu deixei os outros&lt;br /&gt;perto de casa-eu estava envergonhado demais pra contar pra ele o quanto eu era fraco,&lt;br /&gt;eles só sabiam que algo estava muito errado-eu fui direto até Carlisle, no hospital, pra&lt;br /&gt;dizer pra ele que estava indo embora".&lt;br /&gt;Eu o encarei surpresa.&lt;br /&gt;"Eu troquei de carro com ele -o dele estava com o tanque cheio e eu não queria parar.&lt;br /&gt;Eu não queria ir pra casa, para enfrentar Esme. Ela não me deixaria ir sem fazer uma&lt;br /&gt;cena. Ela teria tentado me convencer de que não era necessário...&lt;br /&gt;"Na manhã seguinte eu já estava no Alaska". Ele parecia envergonhado, como se&lt;br /&gt;estivesse admitindo uma grande covardia. "Eu fiquei lá dois dias, com alguns&lt;br /&gt;conhecidos...mas fiquei com saudades de casa. Eu detestava saber que estava&lt;br /&gt;machucando Esme, e o resto deles, minha família adotiva. No ar puro das montanhas&lt;br /&gt;era difícil de acreditar que você fosse tão irresistível. Eu me convencí de que era um&lt;br /&gt;fraco por ter fugido. Eu lidei com a tentação antes, não nessas proporções, nem perto&lt;br /&gt;disso, mas eu era forte. Quem era você, uma garotinha insignificante" -ele sorriu de&lt;br /&gt;repente-"pra me afastar do lugar onde eu queria estar? Então eu voltei..." Ele parou .&lt;br /&gt;Eu não conseguia falar.&lt;br /&gt;"Eu tomei precauçôes, caçando, comendo mais do que o normal antes que ver você de&lt;br /&gt;novo. Eu tinha certeza de que era forte o suficiente pra ter tratar como qualquer outra&lt;br /&gt;humana. Eu estava sendo arrogante.&lt;br /&gt;"Era inquestionavelmente uma complicação não poder simplesmente ler a sua mente pra&lt;br /&gt;saber o que você pensava de mim. Eu não estava acostumado a ser tão indireto,&lt;br /&gt;escutando as suas palavras pelos pensamentos de Jéssica... a mente dela não é muito&lt;br /&gt;origonal, e era irritante ter que me manter preso áquilo. E depois eu não sabia se você&lt;br /&gt;realmente estava pensando as coisas que estava dizendo. Tudo era extremamente&lt;br /&gt;irritante." Ele fez uma careta pela memória.&lt;br /&gt;"Eu queria que você esquecesse o meu comportamento no primeiro dia, se possível,&lt;br /&gt;então eu tentei falar com você como eu falaria com qualquer pessoa. Eu estava ansioso&lt;br /&gt;na verdade, esperando decifrar os seus pensamentos. Mas você era interessante demais,&lt;br /&gt;eu me ví vidrado nas suas expressões... e de vez em quando você esporeava o ar com o&lt;br /&gt;cabelo ou com as mãos, e o cheiro me pegava de novo...&lt;br /&gt;"É claro, depois você quase foi espremida até a morte diante dos meus olhos. Depois eu&lt;br /&gt;pensei na desculpa perfeita pra ter feito o que eu fiz naquele momento -porque se eu&lt;br /&gt;não tivesse te salvado, seu sangue teria se esparramado bem na minha frente, eu não&lt;br /&gt;acho que teria conseguido evitar e teria exposto a nós todos. Mas eu só pensei nessa&lt;br /&gt;desculpa depois. Naquela hora, tudo o que eu conseguia pensar era 'ela não'".&lt;br /&gt;Ele fechou os olhos, perdido em sua confissão agonizante. Eu escutei, mais ansiosa do&lt;br /&gt;que era racional. Meu senso comum devia me dizer pra ficar assustada. Mas ao invés&lt;br /&gt;disso, eu estava aliviada por finalmente entender. Eu estava cheia de compaixão pelo&lt;br /&gt;seu sofrimento, mesmo agora, enquanto ele confessava que queria tirar minha vida.&lt;br /&gt;Eu finalmente consegui falar, apesar da minha voz estar fraca. "No hospital?"&lt;br /&gt;Seus olhos vieram parar nos meus. "Eu estava intimidado. Eu não conseguia acreditar&lt;br /&gt;que tinha exposto a nós todos daquela forma, me colocado na sua mão-você entre todas&lt;br /&gt;as pessoas. Como se eu precisasse de outro motivo pra te matar". Nós dois enrijessemos&lt;br /&gt;quando a palavra escapuliu. "Mas teve o efeito oposto", ele continuou rapidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu briguei com Rosalie, Emmett, e com Jasper quando eles sugeriram que essa era a&lt;br /&gt;hora... foi a pior briga que já tivemos. Carlisle ficou do meu lado, e Alice". Ele fez uma&lt;br /&gt;cara estranha quando disse o nome dela. Eu não podia imaginar o porquê. "Esme me&lt;br /&gt;disse pra fazer o que eu tivesse que fazer pra ficar". Ele balançou a cabeça&lt;br /&gt;indulgentemente.&lt;br /&gt;"No dia seguinte eu espionei as mentes de todas as pessoas que falavam com você,&lt;br /&gt;chocado por você ter mantido sua palavra. Eu não entendia nem um pouco. Mas eu&lt;br /&gt;sabia que não podia me envolver nem mais um pouco com você. Eu fiz o que pude pra&lt;br /&gt;ficar tão longe de você quanto era possível. E todos os dias o perfume da sua pele, sua&lt;br /&gt;respiração, seu cabelo... tudo era tão apelativo quanto no primeiro dia".&lt;br /&gt;Ele encontrou meus olhos de novo, e ele estava surpreendentemente carinhoso.&lt;br /&gt;"E por tudo isso", ele continuou. "Eu teria feito muito melhor se eu tivesse expostos a&lt;br /&gt;todos nós naquele primeiro momento, do que aqui-sem testemunhas e ninguém pra me&lt;br /&gt;parar-eu ia te machucar."&lt;br /&gt;Eu era humana o suficiente pra ter que perguntar. "Porque?"&lt;br /&gt;"Isabella", ele pronunciou meu nome inteiro cuidadosamente, e então começou a brincar&lt;br /&gt;com o meu cabelo com a mão que estava livre. Como sempre, um choque correu no&lt;br /&gt;meu corpo quando ele me tocou. "Bella, eu não conseguiria viver comigo mesmo se eu&lt;br /&gt;te machucasse. Você não sabe como isso me torturou". Ele olhou pra baixo,&lt;br /&gt;envergonhado de novo. "O pensamento de você, rígida, branca, fria... nunca mais ver&lt;br /&gt;você ficar corada de novo, nunca mais ver esse flash de intuição que passa nos seus&lt;br /&gt;olhos quando você desvenda uma das minhas pretensões... isso seria insuportável". Ele&lt;br /&gt;levantou seus olhos gloriosos, agonizantes para os meus. "Você é a coisa mais&lt;br /&gt;importante pra mim agora. A coisa mais importante que eu já tive".&lt;br /&gt;Minha cabeça estava rodando pela rapidez que a nossa conversa mudou de rumo. Do&lt;br /&gt;alegre tópico do meu falecimento impedido, nós de repente estavamos nos declarando.&lt;br /&gt;Ele esperou, e mesmo estando com a cabeça baixa, olhando para as nossas mãos, que&lt;br /&gt;estavam entre nós, eu sabia que seus olhos dourados estavam em mim. "Você já sabe&lt;br /&gt;como eu me sinto, é claro", eu disse finalmente. "Eu estou aqui... que, traduzindo,&lt;br /&gt;significa que eu preferiria morrer do que ficar longe de você". Eu fiz uma careta. "Eu&lt;br /&gt;sou uma idiota".&lt;br /&gt;"Você é uma idiota", ele concordou sorrindo. Nossos olhos se encontraram e eu sorri&lt;br /&gt;também. Nós sorrimos juntos pela idiotice e impossível felicidade do momento.&lt;br /&gt;"E então o leão se apaixona pelo cordeiro..." ele murmurou. Eu escondí meus olhos pra&lt;br /&gt;não mostrar o quanto eles haviam ficado felizes com a palavra.&lt;br /&gt;"Que cordeiro idiota", eu suspirei.&lt;br /&gt;"Que leão doente e masoquista", Ele olhou para a floresta cheia de sombras e eu fiquei&lt;br /&gt;imaginando onde seus pensamentos haviam o levado.&lt;br /&gt;"Porque...?", eu comecei, e então parei por não saber como continuar.&lt;br /&gt;Ele olhou pra mim sorrindo; o sol cintilava no seu rosto, nos seus dentes.&lt;br /&gt;"Sim?"&lt;br /&gt;"Me diga porque você corria de mim antes".&lt;br /&gt;Seu sorriso desapareceu. "Você sabe porque".&lt;br /&gt;"Não, eu digo, o que exatamente eu fiz de errado? Eu terei que ficar de guarda, sabe, pra&lt;br /&gt;aprender melhor o que eu devo fazer. Isso, por exemplo" -eu alisei as costas da mão&lt;br /&gt;dele -"parece ser normal".&lt;br /&gt;Ele sorriu de novo. "Você não fez nada de errado, Bella. Foi minha culpa."&lt;br /&gt;"Mas eu quero ajudar, se puder, pra não fazer isso ser ainda pior pra você".&lt;br /&gt;"Bem", ele pensou por um momento. "É só que você estava muito perto. A maioria dos&lt;br /&gt;humanos é instintivamente timida perto de nós, são repelidos pela nossa alienação... Eu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não estava esperando que você chegasse tão perto. E o cheiro da sua garganta." Ele&lt;br /&gt;parou de repente, olhando pra ver se tinha me aborrecido.&lt;br /&gt;"Tudo bem, então", eu disse alegremente, tentando aliviar a atmosfera tensa que surgiu.&lt;br /&gt;Eu abaixei o queixo. "Nada de expor a garganta".&lt;br /&gt;Funcionou; ele riu. "Não, de verdade, foi mais a surpresa do que qualquer outra coisa".&lt;br /&gt;Ele ergueu a mão livre e a encostou no meu pescoço. Eu sentei muito rígida, os arrepios&lt;br /&gt;pelo seu toque eram um aviso natural-um aviso natural me dizendo pra sentir medo.&lt;br /&gt;Mas não havia nenhum pouco de medo em mim. Haviam, no entanto, outros&lt;br /&gt;sentimentos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Veja", ele disse. "Perfeitamente normal".&lt;br /&gt;Meu sangue estava correndo, eu desejei poder pará-lo, sentindo que isso iria tornar as&lt;br /&gt;coisas tão mais difíceis -o pulsar das minhas veias. Com certeza ele podia ouvir.&lt;br /&gt;"As suas bochechas coradas são adoráveis", ele murmurou. Ele gentilmente livrou a sua&lt;br /&gt;outra mão. Minhas mãos cairam moles no meu colo. Ele alisou suavemente as minhas&lt;br /&gt;bochechas, e então segurou o meu rosto entre suas mãos de mármore.&lt;br /&gt;"Fique bem parada", ele murmurou, como se eu já não estivesse congelada.&lt;br /&gt;Lentamente, sem tirar os olhos dos meus, ele se inclinou na minha direção. Então&lt;br /&gt;abruptamente, mas muito gentilmente, ele descansou a sua bochecha gelada na base da&lt;br /&gt;minha garganta. Eu estava quieta, impossibilitada de me mexer, mesmo quando eu&lt;br /&gt;queria. Eu escutei o som da sua respiração uniforme, olhando o sol e o vento bricarem&lt;br /&gt;com o seu cabelo cor de bronze, mais humano do que qualquer outra parte dele.&lt;br /&gt;Com deliberada lentidão, suas mãos escorregaram pelos lados do meu pescoço. Eu&lt;br /&gt;tremi, e ouvir ele prender a respiração. Mas suas mãos não pararam e continuaram&lt;br /&gt;descendo até os meus ombros, e então pararam.&lt;br /&gt;Seu rosto virou para o lado, seu nariz explorando a minha clavícula. Ele descansou o&lt;br /&gt;seu rosto carinhosamente no meu peito.&lt;br /&gt;Escutando o meu coração.&lt;br /&gt;"Ah". Ele suspirou.&lt;br /&gt;Eu não sei quanto tempo nós ficamos sem nos mexer. Podem ter sido horas.&lt;br /&gt;Eventualmente, o pulsar das minhas veias se aquietou, mas ele não se mexeu ou falou&lt;br /&gt;de novo enquanto me abraçava. Eu sabia que á qualquer momento aquilo podia ser&lt;br /&gt;demais, e minha vida acabaria-tão rapidamente que eu nem ia reparar. E eu não&lt;br /&gt;conseguia me fazer ficar com medo. Eu não conseguia pensar em nada, exceto que ele&lt;br /&gt;estava me tocando.&lt;br /&gt;E então, cedo demais, ele me soltou.&lt;br /&gt;Seus olhos estavam em paz.&lt;br /&gt;"Não vai mais ser tão difícil", ele disse com satisfação.&lt;br /&gt;"Foi muito difícil pra você?"&lt;br /&gt;"Nem de perto foi tão difícil quanto eu imaginava que seria. E você?"&lt;br /&gt;"Não, não foi ruim pra mim".&lt;br /&gt;Ele sorriu com a minha flexão. "Você abe o que eu quero dizer".&lt;br /&gt;Eu sorrí.&lt;br /&gt;"Aqui", ele pegou minha mão e colocou no peito dele. "Você sente como está quente?"&lt;br /&gt;E a sua pele geralmente gelada, estava quase quente. Mas eu mal reparei, porque estava&lt;br /&gt;alisando o seu rosto,algo que eu sonhava em fazer constantemente desde o primeiro dia&lt;br /&gt;que eu o ví.&lt;br /&gt;"Não se mova", eu sussurei.&lt;br /&gt;Ninguém conseguia ficar tão rígido quanto Edward. Ele fechou os olhos e ficou imóvel&lt;br /&gt;como uma pedra, uma rocha embaixo da minha mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu me moví anda mais lentamente que ele, tomando cuidado pra não fazer movimento&lt;br /&gt;brusco. Eu acariciei sua bochecha, delicadamente alisei suas pálpebras, os círculos&lt;br /&gt;roxos embaixo dos olhos dele. Eu tracei o formato perfeito do seu nariz, e então, muito&lt;br /&gt;cuidadosamente, os seus lábios perfeitos. Seus lábios se abriram embaixo do meu toque,&lt;br /&gt;e eu podia seu hálito frio na minha mão. Eu queria me inclinar, para sentir o cheiro.&lt;br /&gt;Então, eu me inclinei pra longe, sem querer forçá-lo demais.&lt;br /&gt;Ele abriu seus olhos, e eles estavam famintos. Não de uma maneira que me fazia ter&lt;br /&gt;medo, mas sim da maneira que fez os musculos do meu estômago se contrairem e o meu&lt;br /&gt;pulso ficar acelerado de novo.&lt;br /&gt;"Eu queria", ele sussurou. "Eu queria que você sentisse a...complexidade... a confusão...&lt;br /&gt;que eu sinto. Queria que você pudesse entender".&lt;br /&gt;Ele ergueu uma mão para o meu cabelo, e então cuidadosamente espalhou ele ao redor&lt;br /&gt;do meu rosto.&lt;br /&gt;"Me diga", eu suspirei.&lt;br /&gt;"Eu não acho que posso. Eu já te disse, de um lado a fome -a sede-que essa criatura&lt;br /&gt;deplorável que eu sou sente por você. E eu acho que você consegue compreender isso,&lt;br /&gt;de uma certa forma. Apesar de que"-ele deu um meio sorriso -"Como você não é&lt;br /&gt;viciada em nenhuma substancia ilegal, você provavelemente não pode enfatizar&lt;br /&gt;completamente".&lt;br /&gt;"Mas...", seus dedos tocaram levemente os meus lábios, me fazendo tremer de novo.&lt;br /&gt;"Existem outras fomes. Fomes que eu nem sequer entendo, que são estranhas pra mim".&lt;br /&gt;"Eu acho que entendo isso melhor do que você imagina".&lt;br /&gt;"Eu não estou acostumado a me sentir tão humano. É sempre assim?"&lt;br /&gt;"Pra mim?" eu pausei. "Não, nunca. Nunca antes disso".&lt;br /&gt;Ele segurou minhas mãos entre as suas. Elas pareciam tão fracas sob o seu aperto de&lt;br /&gt;aço.&lt;br /&gt;"Eu não sei como ficar perto de você", ele admitiu. "Eu não sei se consigo".&lt;br /&gt;Eu me inclinei bem lentamente, avisando ele com o meu olhar. Eu coloquei minha&lt;br /&gt;bochecha no seu peito de pedra. Eu podia ouvir sua respiração, e nada mais.&lt;br /&gt;"Isso é suficiente", eu suspirei, fechando os olhos.&lt;br /&gt;Num gesto muito humano, ele passou um braço por mim e descançou seu rosto no meu&lt;br /&gt;cabelo.&lt;br /&gt;"Você é melhor nisso do que pensava", eu notei.&lt;br /&gt;"Eu tenho instintos humanos-eles podem estar enterrados bem no fundo, mas estão lá".&lt;br /&gt;Nós sentamos nessa posição por outro momento sem fim; eu imaginei se ele estava tão&lt;br /&gt;sem vontade de se mexer quanto eu. Mas eu podia ver que a luz estava desaparecendo,&lt;br /&gt;as sombras da floresta estavam começando a se a
